http://jconlineimagem.ne10.uol.com.br/imagem/home-portal/normal/7eaa129f02aeb4cd8258bb0a27212f32.jpg

Nesta terça-feira (29), a mobilização dos caminhoneiros chegou ao seu nono dia. Na segunda-feira (28), a categoria fez um acordo com o Governo do Estado para que 120 caminhões tanque abastecidos fossem liberados por dia. Nesta terça, a cota foi esgotada ainda pela manhã. Segundo os caminhoneiros, uma nova frota só será liberada nesta quarta-feira (30), pela manhã.

Caso o acordo seja respeitado, outros 120 veículos entrariam até às 18h no Porto de Suape para serem abastecidos. A liberação desses caminhões será entre 4h e 6h da manhã desta quarta-feira (30).

Ontem à tarde, 20 caminhões tanques escoltados pelo Exército entraram no Porto. Estes veículos seriam responsáveis pelo abastecimento do Aeroporto Internacional dos Guararapes, que também está sendo beneficiado no acordo.

Reivindicações

Aproximadamente 200 manifestantes, em sua maioria taxistas, da cidade de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, chegaram à entrada do Porto de Suape na tarde desta terça-feira (29). O grupo informou que está apoiando a paralisação dos caminhoneiros.

Pela manhã, o deputado Nilton Mota esteve em Suape para tentar negociar com os caminhoneiros a liberação de caminhões com gás de cozinha. Mesmo depois de conversas, os manifestantes continuaram liberando apenas a passagem de caminhões com gás a granel, que abastecem os hospitais.

Durante a tentativa de negociação, a categoria acrescentou outros pontos à suas reivindicações. Além da baixa do diesel, os caminhoneiros pedem a redução do preço da gasolina e do etanol. Além disso, eles também pediram que o valor do gás de cozinha diminuísse e se disseram contra o presidente Michel Temer.

Como não há um único líder no movimento e os caminhoneiros não se dizer representados pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros, as reivindicações não são unificadas, o que dificulta um acordo com o Governo.