Por Pedro Araújo

Em 20 de dezembro de 2020, o Blog PE Notícias trouxe ao leitor uma matéria sobre a Prefeitura Municipal locupletar (encher em demasia) nos cargos em comissão aqueles candidatos que não obtiveram sucessos nas urnas. Matéria essa que teve um grande acesso de leitores e repercussão nos quatro cantos da cidade.

Mesmo depois disso, e após os derrotados saírem dos seus mandatos, outros sequer assumiram algum dia, volta à tona os “tudo por uma boquinha”, desta vez ligando para blogueiros “açoitando-os” para que postem em seus respectivos meios de comunicação, aqueles que deveriam assumir esse ou aquele cargo, tudo para pressionar o prefeito Alessandro Palmeira a baixar a guarda e aceitar tais imposições.

Tem deles que chega a dizer que isso é uma prática que vem do passado. Essa prática vem do passado porque os chamados derrotados nas urnas agem como tubarões quando veem sangue, pega sua presa e só larga quando a fome está saciada, sendo mais claro, quando a “teta” não tem mais leite.

Voltamos a dizer que são pessoas que já tem seus status de funcionários de alguma repartição estadual, ou até têm seus CNPJs, e quem tem CNPJ é tido como empresário, que tem de onde tirar seus salários e, portanto não precisam ficar mendigando “carguinhos”, de mil ou dois mil reais da Prefeitura sob pressão ao prefeito. Perguntar é preciso: esses que estão a procura de uma boquinha já pensaram nos eleitores desempregados e que a estes foi prometido um trabalho? Com certeza não. Como diz o adágio: ‘Farinha pouca, meu pirão primeiro’.

Envergonha um candidato ter o suficiente para gastar numa campanha política e depois querer tornar-se um cabide de empregos no município.

Vamos reprisar: É nessas horas que se afere o pulso e futuro político do governante. Se ceder a pressões desses tubarões, seus quatro anos poderá ser fadado ao (des)sabor muito amargo do fel.