Os partidos de oposição PSOL, PT e Rede Sustentabilidade apresentaram nesta terça-feira (19), um aditamento à representação em que pedem a cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Conselho de Ética do Senado, por quebra de decoro parlamentar.

Os partidos entenderam como graves as revelações de Paulo Marinho feitas à Folha de S. Paulo no último domingo (16). Em entrevista concedida à jornalista Mônica Bergamo, o empresário e suplente de Flávio, afirma que o filho do presidente obteve informações privilegiadas da Polícia Federal sobre investigações enquanto ainda era deputado pelo Rio de Janeiro.

Na representação, os partidos pedem que Flávio seja afastado do cargo de secretário da mesa do Senado enquanto durar o processo no Conselho de Ética.

“Estão cada vez mais evidentes as ações no atual momento em que a família Bolsonaro visa intervir para obstruir o trabalho dos órgãos do sistema de Justiça, em investigações que estejam em curso no estado do Rio de Janeiro ou outros que possam afetar interesses seu, de sua família ou de aliados. […] Os novos fatos narrados se juntam aos anteriores já elencados nessa Representação nº 01/2020, e contribuem para confirmar a prática de atos irregulares gravíssimos puníveis com a perda do mandato parlamentar do Senhor Flávio Nantes Bolsonaro”, diz trecho da representação assinada por Gleisi Hoffmann (PT), Juliano Medeiros (PSOL) e Pedro Ivo Baptista (Rede).

Leia aqui a íntegra do aditamento apresentado ao Conselho de Ética do Senado. O colegiado é presidido pelo senador Jayme Campos (DEM-MT).