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“A paciência do pernambucano está chegando ao limite.” A fala do secretário de Planejamento, Márcio Stefanni, em coletiva de imprensa do governo estadual, ontem (28), à tarde, deu o tom sobre a greve dos caminhoneiros, que chega ao nono dia. Na ocasião, ele informou que o governador Paulo Câmara se reuniu com o Ministério Público de Pernambuco para relatar as ações realizadas e se colocar à disposição para requisição de medidas, inclusive do uso de força.

“Não foi dado nenhum ultimato (aos caminhoneiros). Há notícias de que manifestantes levaram crianças e mulheres para os bloqueios, de forma a intimidar nossas forças de segurança. Elas são orientadas a retirar crianças e mulheres, para que, no caso de uso da força, a gente não machuque quem não deve ser machucado. A força do Estado tem que permanecer”, disse o secretário. Ele afirma que não é possível prever o fim do movimento ainda.

Desde a noite do domingo até o fim da tarde de ontem, 50 caminhões saíram do Porto de Suape carregados com combustível para atender à segurança e saúde. Uma pequena parte chegou ao consumidor. De acordo com o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, 14 caminhões com botijões de gás de cozinha que viajavam sem acompanhamento foram impedidos de entrar no porto. Agora, o governo busca apoio do Comando Militar do Exército para realizar escoltas de comboios para o interior do Estado. Além disso, negocia a liberação de 30% da frota com combustíveis que circulam normalmente no porto, o que corresponde a cerca de 150 caminhões. 

Na coletiva, o secretário de Saúde, Iran Costa, afirmou que o número de queimados aumentou 23% desde o início do ano. Por causa do aumento do preço do gás de cozinha, relacionado à revisão da política de preços da Petrobras, muitas pessoas passaram a usar álcool para acender lenha e carvão na hora de cozinhar.

PEDÁGIO

O Porto de Suape solicitou ao Consórcio Rota do Atlântico a implementação imediata da Medida Provisória nº 833/2018, que determina a isenção de pedágio sobre os eixos suspensos dos veículos de transporte de cargas que circularem vazios nas vias terrestres do País. “O governador já determinou a Suape, já foi comunicado que a concessionária Rota do Atlântico não cobre mais o eixo levantado. O governo federal abriu mão da Cide. Isso vai sair do bolso de todos. Os pernambucanos têm que saber que as obras das estradas serão prejudicadas por mais uma decisão tomada em Brasília e sem nenhuma conversa”, disse Stefanni.