O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, está à frente em intenções de voto entre eleitores do Distrito Federal, com 25,2%. No entanto, o maior percentual vai para a opção “nenhum”, escolhida por 25,3% dos eleitores.

Atrás do militar e do “não voto” aparecem aparece Marina Silva (Rede) com 14,3%, em seguida vem Ciro Gomes (PDT) com 10,5%, Alvaro Dias (PR) com 5,6% e Geraldo Alckmin (PSDB) 4,3%. Os outros candidatos ficam entre 0,6% e 2,2%. Como pré-candidato do PT, Fernando Haddad fica com 2,2%.

O levantamento é do Paraná Pesquisas. Foram entrevistados 1.540 eleitores brasilienses com 16 anos ou mais, de 6 a 11 de julho, com  A margem estimativa é de 2,5 pontos percentuais.

No 2º cenário em que Lula é o candidato pelo PT, Bolsonaro também fica à frente, mas empatado dentro da margem de erro. O pré-candidato do PSL registra 24,3% contra 21,0% do ex-presidente.

O uso de camisinha é o principal meio de prevenção, segundo especialistas (Foto: Asscom/Sesa ES)

Uma infecção sexualmente transmissível pouco conhecida pode se transformar em uma superbactéria resistente a tratamentos com antibióticos mais conhecidos, segundo um alerta feito por especialistas europeus.

A Mycoplasma genitalium (MG), como é conhecida, já tem se mostrado resistente a alguns deles e, no Reino Unido, autoridades de saúde trabalham com novas diretrizes para evitar que o quadro vire um caso de emergência pública.

O esforço é para identificar e tratar a bactéria de forma mais eficaz, mas também para estimular a prevenção, com o uso de camisinha.

O que é a MG?

A Mycoplasma genitalium é uma bactéria que pode ser transmitida por meio de relações sexuais com um parceiro contaminado.

Nos homens, ela causa a inflamação da uretra, levando a emissão de secreção pelo pênis e a dor na hora de urinar.

Nas mulheres, pode inflamar os órgãos reprodutivos – o útero e as trompas de falópio – provocando não só dor, como também febre, sangramento e infertilidade, ou seja, dificuldade para ter filhos.

A infecção, porém, nem sempre apresenta sintomas.

E pode ser confundida com outras doenças sexualmente transmissíveis, como a clamídia, que é mais frequente no Brasil.

Preocupação

A ascensão da MG ocorre principalmente no continente europeu, mas, no Brasil, o Ministério da Saúde diz que monitora a bactéria tanto pelo aumento da prevalência quanto pelo aumento da resistência antimicrobiana.

Como a infecção por essa bactéria não é de notificação compulsória no país, ou seja, as secretarias de saúde dos Estados e municípios não são obrigadas a informar os casos, não se sabe quantas são as pessoas atingidas.

No entanto, segundo o Ministério da Saúde, estudos regionais demonstram que ela “é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia) – que, quando não tratadas, também podem causar infertilidade, dor durante as relações sexuais, entre outros danos à saúde”.

No Reino Unido, por outro lado, o quadro preocupa, segundo a Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, da sigla em inglês).

A associação afirma que as taxas de erradicação da bactéria após o tratamento com um grupo de antibióticos chamados macrolídeos estão diminuindo.

E que a resistência da MG a esses antibióticos é estimada em cerca de 40% no Reino Unido. Um outro tipo de antibiótico, porém, a azitromicina, ainda funciona na maioria dos casos.

Diretrizes

Novas diretrizes detalhando a melhor forma de identificar e tratar a MG estão sendo lançadas, nesse contexto, no Reino Unido.

Já existem testes para detectar a bactéria, mas eles ainda não estão disponíveis em todas as clínicas da Inglaterra, onde os médicos podem, entretanto, enviar amostras para o laboratório da Public Health England – a agência executiva do Departamento de Saúde e Assistência Social – para obter um diagnóstico.

No Brasil, o Ministério da Saúde afirma que “a realidade ainda é muito diferente da Inglaterra”, mas que é necessário identificar os casos e tratá-los “para interromper a cadeia de transmissão”.

“Vale destacar que a camisinha masculina ou feminina é fornecida gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS), podendo ser retirada nas unidades de saúde de todo o país”, lembra.  

http://www.politize.com.br/wp-content/uploads/2018/04/voto-em-tr%C3%A2nsito_Prancheta-1_Prancheta-1_Prancheta-1.jpg

Os eleitores que vão precisar votar fora do domicílio eleitoral em outubro podem solicitar a habilitação para o ‘voto em trânsito’, a partir desta terça-feira (17). O prazo para o requerimento na Justiça Eleitoral segue até o dia até 23 de agosto. O voto em trânsito pode ocorrer no primeiro, no segundo ou em ambos os turnos, mas somente em capitais e municípios com mais de 100 mil eleitores.

Segundo a legislação, para habilitar o voto em trânsito, o eleitor deve comparecer em qualquer cartório eleitoral e apresentar um documento oficial com foto, além de indicar o local em que pretende exercer seu direito de voto. Apenas os cidadãos que estiverem com situação regular no Cadastro Eleitoral poderão ser enquadrados neste quesito.

Os eleitores que se encontrarem fora do seu Estado podem votar em trânsito apenas na eleição para presidente da República. Já aqueles que estiverem em trânsito dentro do Estado, porém em município diferente do seu domicílio eleitoral, poderão votar para todos os cargos eletivos.

O voto em trânsito não é permitido em urnas instaladas em outros países. Entretanto, eleitores com título eleitoral cadastrado no exterior, e que estiverem em trânsito no território brasileiro, poderão votar na eleição para presidente da República.

Transferência temporária de eleitores

A transferência temporária para outra seção eleitoral é facultada aos presos provisórios e adolescentes que cumprem medida socioeducativa em unidades de internação, bem como aos eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida. 

O mesmo vale para os integrantes das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros militares e guardas municipais que estiverem em serviço por ocasião das eleições.

Esses eleitores também devem requerer a habilitação para votar em outra seção eleitoral no período de 17 de julho a 23 de agosto. Encerradas as eleições, as inscrições dos eleitores que se transferiram temporariamente para outros locais de votação retornam automaticamente para as seções eleitorais de origem.

http://www.blogdofabiocardoso.com/wp-content/uploads/2017/09/a-11.png

Por Lauro Jardim/O Globo

O jogo de forças dentro do PSB, para se decidir com quem o partido vai se coligar na disputa presidencial, está tenso em todo o país, mas está pegando fogo em Pernambuco.

Casado com uma prima de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, o deputado federal Felipe Carreras, do PSB e mais votado no estado em 2014, se insurgiu contra a determinação de apoio a Lula e ao PT que o governador Paulo Câmara.

Escreveu Carreras no Twitter semana passada:

— Não sei a decisão que meu partido vai tomar. Respeito decisões partidárias. Tenho história no meu partido. Mas de uma coisa tenho certeza, não voto para presidente em Lula nem num candidato do PT.

Meio Pernambuco — e meio PSB — suspeita que Carreras tenha sido ventríloquo da própria Renata Campos.

O Ministério do Trabalho foi invadido e teve gavetas e armários revirados durante o fim de semana, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A invasão foi registrada por câmeras de segurança do prédio. As imagens das câmeras mostram um homem forçando a porta de uma sala do órgão às 23h49 deste domingo (15).

Uma unidade da Polícia Federal está no local para fazer a perícia no material. O 1ª andar do prédio foi isolado, mas o expediente no ministério não foi alterado.

Segundo a assessoria de imprensa do ministério, ao menos duas salas do setor destinado ao seguro-desemprego foram invadidas, mas ainda não se sabe o que foi levado.

O ministério é alvo das investigações da operação Registro Espúrio. A PF investiga suposta atuação de políticos na cobrança de propinas e de apoio em troca da concessão de registros sindicais. A operação da PF, que teve sua 2ª fase deflagrada dia 5 de julho, provocou a queda do então ministro Helton Yomura.

O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, tomou posse na última terça-feira (10) e suspendeu todos os procedimentos de análise e as publicações relativas a processo de registro sindical pelo prazo de 90 dias. A Polícia Federal fez perícia na entrada onde ocorreu a invasão e está apurando o caso.

Do Poder360

A menos de três meses das eleições de 7 de outubro, pesquisas disponíveis em 21 unidades da Federação indicam que disputas em apenas 5 Estados podem ser definidas já no 1º turno: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão e Piauí. Em todos os demais há ainda grande indefinição.

Esse número pequeno de líderes claros nas eleições para governador nos Estados é pouco usual a esta altura da campanha. Em outras eleições, nesta época, havia mais certeza sobre quem poderia ser o vencedor.

Em muitas unidades da Federação nas quais há pesquisas recentes disponíveis é grande a soma de quem vota em branco, nulo, está indeciso ou não quer responder. A taxa de “não voto” passa de 30% em 14 disputas.

Também chama a atenção o fato de que 11 governadores que tentam se reeleger não estejam em 1º lugar nas pesquisas. Márcio França (PSB), em São Paulo, e Robinson Faria (PSD), no Rio Grande do Norte, nem sequer aparecem na tabela abaixo, pois estão com baixa intenção de voto –o levantamento só considerou quem é “competitivo” (os que estão em 1º lugar ou em 2º lugar empatados).

Foram analisadas mais de 300 pesquisas de intenção de voto a respeito das disputas de 2018.

Definição no 1º Turno

Se a eleição fosse hoje, venceria quem tem mais intenção de votos do que todos os adversários somados. Esse cenário só é observado em 5 Estados no momento.

Em Alagoas (Renan Filho, MDB), Bahia (Rui Costa, PT), Maranhão (Flávio Dino, PC do B) e Piauí (Wellington Dias, PT), os atuais governadores lideram nas pesquisas com a maioria absoluta dos votos.

Em Goiás também há chance de definição no 1º turno, mas com renovação.

O senador Ronaldo Caiado (DEM) é líder isolado com 37% das intenções de voto, e desbancaria o atual governador, José Eliton (PSDB), que assumiu em abril, quando o também tucano Marconi Perillo deixou o cargo para concorrer ao Senado.

José Eliton tem 11% e divide o 2º lugar com o emedebista Daniel Vilela, com 10%, portanto empatados na margem de erro de 3 pontos percentuais para mais e para menos, segundo a pesquisa Ibope realizada de 7 a 10 de julho de 2018, com registro no TRE sob o nº GO-03704/2018.

Chance de reeleição

Além dos 4 mandatários que se reelegeriam ainda na 1ª rodada de votações, há mais 11 governadores com chance de ir ao 2º turno: em AM, DF, ES, MG, MS, MT, PE, RS, SC, SE e TO.

Amazonino Mendes (Amazonas), José Ivo Sartori (Rio Grande do Sul) e Mauro Carlesse (Tocantins) aparecem como líderes nas pesquisas nos respectivos Estados.

Nos casos do Amazonas e de Tocantins, os atuais governadores não foram eleitos em 2014. Amazonino Mendes (PDT) e Mauro Carlesse (PHS) venceram eleições suplementares, depois que os então titulares José Melo (Pros) e Marcelo Miranda (MDB) tiveram seus mandatos cassados.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, do PSB, aparece numericamente à frente, mas está tecnicamente empatado com Marília Arraes (PT) e Armando Monteiro (PTB), dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais para mais e para menos do levantamento feito pela Datamétrica de 8 a 9 de junho, registrado no TRE-PE sob o nº PE-02448/2018.

No Espírito Santo, o atual governador, Paulo Hartung (MDB), briga pelo 1º lugar com Renato Casagrande, do PSB. Mas aparece na pesquisa numericamente atrás, com 0,4 ponto percentual a menos.

Casagrande, com 27,9%, e Hartung, com 27,5%, estão empatados na margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais e para menos do estudo feito pelo Paraná Pesquisas de 28 de junho a 3 de julho, com registro no TRE-ES sob nº ES-02366/2018.

Os demais, que aparecem em 2º lugar nas pesquisas e que teriam hoje chances de ir ao 2º turno, são os governadores do Distrito Federal (Rodrigo Rollemberg, PSB), de Minas Gerais (Fernando Pimentel, PT), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja, PSDB), Mato Grosso (Pedro Taques, PSDB), Santa Catarina (Eduardo Pinho Moreira, MDB) e Sergipe (Belivaldo Chagas, PSD).

Nesses Estados, lideram:

DF – Jofran Frejat (PR);

MG – Antonio Anastasia (PSDB);

MS – Odilon Oliveira (PDT);

MT – Mauro Mendes (DEM);

SC – Esperidião Amin (PP);

SE – Eduardo Amorim (PSDB).

Uma observação sobre Santa Catarina e Sergipe: Eduardo Pinho Moreira e Belivaldo Chagas eram vice-governadores dos respectivos Estados. Assumiram em abril deste ano, quando os então titulares Raimundo Colombo (PSD-SC) e Jackson Barreto (MDB-SE) renunciaram ao cargo para concorrer ao Senado.

Renovação e continuidade

Além de Goiás, outros 6 Estados com pesquisas disponíveis –AC, PR, RJ, RN, RO e SP–  podem eleger 1 nome novo. Em 3 deles deve haver renovação do grupo político.

As pesquisas indicam que o 2º turno em Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte não terá na disputa 1 candidato do partido que está atualmente no governo.

Já em Acre, Rondônia e São Paulo, se a eleição fosse hoje, as legendas que já estão no comando dos Estados avançariam para a 2ª etapa.

O Acre, governado por Tião Viana (PT), pode mudar para o PP do senador Gladson Cameli (36,08%), ou continuar com o PT do ex-prefeito de Rio Branco Marcus Viana (31,41%), conforme mostrou a pesquisa Delta, de 22 a 29 de maio de 2018, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais e registro no TRE-AC sob nº AC-03985/2018.

Acir Gurgacz (PDT), com 22,8%, divide a preferência do eleitor de Rondônia com Jaqueline Cassol (PP) e Maurão de Carvalho (MDB), com 18,4% e 16,5%, respectivamente.

Cassol e Maurão estão tecnicamente empatados no 2º lugar, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais e para menos, no levantamento da Haverroth, de 25 a 30 de junho de 2018, com registro no TRE-RO sob nº RO-01389/2018.

Rondônia era governada por Confúcio Moura (MDB), eleito em 2014. Seu vice, Daniel Pereira (PSB), assumiu em abril, após Confúcio renunciar para concorrer ao Senado.

Em São Paulo, João Doria (com 19%) pode manter a hegemonia do PSDB no Estado, ou perder a eleição para o MDB de Paulo Skaf (17%). Ambos estão empatados dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais para mais e para menos na última pesquisa Ibope, realizada de 23 a 26 de junho de 2018, com registro no TRE-SP sob nº SP-06856/2018.

O atual governador do Estado, Márcio França (PSB), que substituiu o tucano pré-candidato ao Planalto, Geraldo Alckmin, aparece em 3º lugar com apenas 5% das intenções de voto. Se a eleição fosse hoje, França estaria fora do 2º turno.

As pesquisas no Paraná mostram que o embate deve ir ao 2º turno entre o nome do PSD, Ratinho Jr. (28,4%), e do PDT, Osmar Dias (24,33%). A atual mandatária, Cida Borghetti (PP), aparece em 3º, com 12,53%, taxa que hoje a deixaria fora da disputa.

Borghetti assumiu o Palácio Iguaçu no lugar de Beto Richa (PSDB), que renunciou em abril para candidatar-se ao Senado.

Os resultados no Paraná foram divulgados pela Arbeit Intelligence, em pesquisa realizada de 24 a 28 de junho de 2018, com registro no TRE-PR sob nº PR-06675/2018. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais e para menos.

No Rio de Janeiro, a disputa se dá entre o senador Romário (Podemos), o ex-prefeito da capital fluminense Eduardo Paes (DEM) e o ex-governador Anthony Garotinho (PRP). Desde 2006, o Rio é governado pelo MDB (ex-PMDB).

Romário lidera a última pesquisa divulgada, com 24,8% das intenções de voto, à frente de Paes e de Garotinho, com 13,5% e 11,2% respectivamente, empatados dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais e para menos do levantamento do Paraná Pesquisas, realizado de 4 a 9 de maio, com registro no TRE-RJ sob nº RJ-09134/2018.

O comando do Rio Grande do Norte, segundo as pesquisas mais recentes, deve ficar entre o PT e o PDT. A senadora petista Fátima Bezerra tem 26,06% das intenções de votos, contra 16,06% de Carlos Eduardo (PDT).

O atual governador, Robinson Faria, do PSD, aparece com 9,47% e neste momento não teria chance de ir ao 2º turno, segundo a pesquisa Consult, de 26 a 29 de junho, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais para mais e para menos, registrada no TRE-RN sob nº RN-03673/2018.

Otimismo é o que não falta com relação ao futuro de Serra Talhada, após a certificação do Aeroporto Santa Magalhães, previsto para operar três voos semanais para Recife, à partir de meados de outubro.

Durante entrevista coletiva, na semana passada, o ex-secretário de Turismo, Esporte e Lazer de Pernambuco, e atual deputado federal, Felipe Carreras, garantiu que o impacto na economia regional pode chegar à casa do bilhão.

“O aeroporto é um grande passo para integrar o miolo do estado a economia nacional. Num raio de 70 Km, todas as pessoas virão à Serra e tomarão voo para Recife. O impacto pode chegar a bilhão”, disse Carreras.

O secretário de Transportes de Pernambuco, Antonio Júnior, também não escondeu o otimismo com relação ao futuro de Serra Talhada.

“No momento em que se disponibiliza três voos em Serra Talhada, a terra do xaxado e de Lampião, você imagina o incremento na cidade de Triunfo, que é a cidade mais alta de Pernambuco, vai incrementar os negócios no sertão. Será gerado uma riqueza para região a partir do Aeroporto de Serra Talhada”, reforçou. As informações são do Farol de Notícias.

http://www.valedomoxuara.com.br/images/meta/0947edc0-64d2-4ab3-9fd6-866ca537b354/9ee18bae-ca47-49af-8d51-311e7fa478b5/55.jpg

Esta carta tem por objetivo fomentar o debate sobre os modelos no tocante à caprinovinocultura no Semiárido. Este documento também objetiva propor saídas para a resolução dos problemas decorrentes desse embate.

As cabras e ovelhas, animais trazidos para o Brasil pelos colonizadores europeus, serviram inicialmente para o fornecimento de carne e leite para as famílias dos vaqueiros e escravos, bem como a pele servia para diversos usos. Daquela época até hoje o Semiárido mudou muito, a população aumentou gradativamente, surgiram às cercas, as mineradoras e outros grandes empreendimentos. O povo também mudou, entendeu a necessidade de conhecer mais o Semiárido e suas especificidades. E não foi só o povo que mudou. Cabras e ovelhas sofreram muito para conseguir sobreviver em nossa região, com clima e vegetação diferentes às suas origens, mas se adaptaram através de um processo que iniciou há quase cinco séculos. Os animais foram ficando mais resistentes às limitações impostas pelo Semiárido, em um processo longo, que certamente seria dificultado pelas atuais condições climáticas, tendo em vista as mudanças provocadas pela ação da humanidade.

Ao tempo em que os animais passavam por um processo natural de melhoria genética, as famílias da região desenvolveram métodos de criação que possibilitam a viabilidade socioeconômica da caprinovinocultura e a preservação ambiental das Caatingas. Hoje criadores da região semiárida passam por um processo de aprendizado e aperfeiçoamento do armazenamento de água e alimento para a criação.

O Semiárido Brasileiro é uma região propícia à criação de cabras e ovelhas. A atividade é realizada principalmente com base em um modo tradicional, que respeita o ambiente, é socialmente justo e potencializa a produção, especialmente pelo uso de áreas coletivas, garantindo alimentação de qualidade, o que dá à carne dos animais da nossa região um sabor característico.

Essa produção, mesmo com tal importância socioeconômica, cultural e ambiental, encontra-se ameaçada por grupos empresariais que pretendem instalar no Território do Sertão do São Francisco – TSSF um sistema o qual podemos chamar de caprinovinocultura de granja. A proposta trata-se de um modelo insustentável por vários motivos, onde os animais são criados no sistema intensivo, enquanto criadores tornam-se meros escravos da produção, que obrigatoriamente seria destinada a grandes empresas da região, envolvendo nesse processo a obrigatoriedade de um pacote para aqueles que aderirem a esse formato.

Há cerca de seis anos, o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada – Irpaa publicou uma carta que denunciou as ameaças à caprinovinocultura tradicional, imposta por grupos empresariais que pretendem dominar os sistemas produtivos relacionados à criação de caprinos e ovinos.

A falta de incentivos à agricultura familiar provoca a chegada desses grupos de empresários que parecem não se importar com a preservação da Caatinga e do modo de vida do povo sertanejo. O sistema produtivo da caprinovinocultura tradicional precisa ser incentivado, pois é o principal meio para o sustento das famílias no Semiárido.

As/Os produtores enfrentam diariamente problemas com a legislação e fiscalização sanitária inadequadas, áreas muito pequenas para a criação de animais (problema afetado pela titulação de pequenas áreas individuais, ao invés de áreas coletivas de Fundo de Pasto), dificuldade de sanidade animal, bem como de garantia de reserva hídrica e alimentar.

Este documento foi aprovado durante o Seminário Regional da Caprinovinocultura no Semiárido Baiano, realizado na cidade de Juazeiro, nos dias 12 e 13 de julho, durante a XVII Feira Nacional da Agricultura Irrigada – Fenagri. O seminário é resultado de um processo de dois anos de realização de audiências públicas sobre a criação de caprinos e ovinos nos dez municípios do TSSF.

As demandas apontadas por criadores durante audiências municipais, serviram como base para a realização deste seminário.

Diante do crescimento contínuo das ameaças aos povos catingueiros, às Caatingas e à caprinovinocultura tradicional, entendemos que é hora de o governo agir. Para isso, nós, participantes do Seminário propomos algumas ações que, se realizadas com compromisso, podem gerar ótimos resultados econômicos, sociais e ambientais:

– implantação de áreas coletivas de produção de forragens;

– garantia de assessoria técnica adequada às diversas realidades (climáticas, sociais, dimensionais…etc.);

– criação de pequenas plantas para locais de abate, levando em conta, inclusive, a dispensa dos custos fiscais do processo de implantação de empreendimentos familiares;

– legislação e práticas de fiscalização que respeitem os costumes do povo, sem perder de vista a segurança alimentar dos produtos comercializados;

– implementação de ações de fiscalização com caráter menos punitivo e mais educativo;

– formação com as equipes de fiscalização sobre agricultura familiar, costumes e produção;

– garantia de uma educação que fortaleça a caprinovinocultura tradicional;

– incentivo à pesquisa voltada para a caprinovinocultura no sistema agroecológico da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais;

– avaliação e, caso haja viabilidade, implantação abatedouros móveis;

– ampliação dos programas que permitem o acesso a tecnologias de captação e armazenamento da água de chuva;

– suspensão de novas fiscalizações sanitárias por conta da Adab, enquanto o estado não facilitar a instalação de estruturas adequadas de beneficiamento da produção;

– estruturação das feiras para venda de animais;

– estruturação de espaços para comercialização de carne processada (Ceasa e outros mercados);

– Compromisso dos municípios em instituir o Serviço de Inspeção Municipal e/ou territorial;

*Assinam a carta os participantes do Seminário Regional da Caprinovinocultura.

Foto: Pixabay

Festejada pelos políticos como uma alternativa mais em conta em tempos de escassez de recursos para campanhas eleitorais, a propaganda paga nas redes sociais tem surpreendido os marqueteiros pelo custo crescente e resultado prático cada vez mais difícil de ser alcançado. A depender do conteúdo de um post patrocinado no Facebook, se paga até R$ 2 por uma “curtida” ou novo “fã”, contra R$ 0,5 até o começo do ano. Por causa do valor considerado elevado, pré-candidatos já passaram a reavaliar suas estratégias de marketing nas redes sociais.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, os preços seguem dois fatores: a rejeição do eleitorado em geral diante de um anúncio político na sua própria página da rede social, o que dificulta a aceitação do conteúdo transmitido; e a falta de transparência das empresas no momento da cobrança do serviço – diferentemente de emissoras de TV e rádio, não há uma tabela de preços única para páginas nas redes.

A ferramenta que impulsiona posts pagos no Facebook, por exemplo, funciona como num leilão. É possível impulsionar a partir de R$ 1. O anunciante determina o valor que deseja investir, o público que quer atingir (discriminando sexo, idade e cidade), o período da ação de publicidade e a meta a se alcançar, como número de curtidas ou novos seguidores, os chamados “fãs”.

De acordo com a mensagem impulsionada, esse custo-benefício tem se tornado cada vez mais caro, segundo Moriael Paiva, vice-presidente da área digital da Ideia Big Data. “Uma curtida custa agora R$ 2 e com tendência de alta ao longo da campanha. Todo mundo estava empolgado com isso, já que o impulsionamento é uma das grandes novidades dessa eleição, mas vai ser preciso muita estratégia e conhecimento para o resultado ser o esperado e o dinheiro não ir para o ralo”, disse.

O cientista político Andrei Roman, da empresa de Big Data Atlas Político, também avalia que a estratégia deve ser o pontos-chave das campanhas digitais. Para ele, o ambiente de mídias digitais está mais competitivo, o que pode ser um “balde de água fria” para quem pensava que poderia alcançar eleitores em potencial com poucos recursos. “Quem tem a melhor estratégia e mais dinheiro, tende a conseguir melhor desempenho”, afirma Roman.

A eficácia dos impulsionamentos é calculada pelas equipes de campanha a partir de uma conta: divide-se o valor empregado na campanha pelo resultado obtido em curtidas ou novos seguidores. Por exemplo, se determinado candidato investiu R$ 1 mil em um post que rendeu 500 novos fãs, cada um deles “custou” R$ 2.

Planalto

Entre os presidenciáveis, o uso da ferramenta é diversificado. Tem quem não use esta ferramenta, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Há quem o faça com parcimônia, como a ex-ministra Marina Silva (Rede) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com, respectivamente, dois e um anúncios, até a sexta-feira passada. O terceiro grupo é formado por quem investe pesado nesta alternativa.

O presidenciável do Novo, João Amoêdo, por exemplo, gasta cerca de R$ 35 mil por mês com o impulsionamento de posts. O valor é 10% maior em relação ao que estava previsto inicialmente por sua equipe.

Na sexta-feira, Amoêdo tinha três anúncios pagos publicados. Na semana passada, eram cinco impulsionados no ar e 1,1 milhão de seguidores. Ele tem seis vezes mais “fãs” que o campeão até aqui em número de anúncios pagos publicados, Henrique Meirelles (MDB) Também na sexta, o ex-ministro tinha impulsionado seis publicações – uma semana antes, foram 18. A equipe do presidenciável não revelou os valores e usou a mesma justificativa da pré-campanha de Amoêdo: trata-se de uma “estratégia sigilosa”. Este último, contudo, confirmou que está mais caro anunciar no Facebook. Os gastos das campanhas serão informados nas prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dados

Candidato à reeleição, o deputado federal Floriano Pesaro (PSDB-SP) disse que elevou de R$ 400 para R$ 1 mil por semana o investimento em propaganda digital. “Percebo que quanto mais impulsiono, mais caro fica. Mas acho que ainda vale muito à pena, mesmo com essa alta no preço. Não dá para comparar o custo de um anúncio com uma propaganda no rádio, TV ou jornal”, disse.

A estratégia de Pesaro é abusar da ferramenta na pré-campanha, quando ainda há “espaço” na linha do tempo dos usuários. “Depois, acho que vai ter tanto post de político, que vai ser difícil alcançar um bom resultado por um custo razoável.”

A lei não obriga o Facebook a apontar anúncios durante a pré-campanha, mas a plataforma abriu esses dados há duas semanas Neles, é possível acompanhar os anúncios do pré-candidato na sessão “Informações e anúncios”. Questionado sobre preços cobrados, o Facebook não quis comentar.

Ponto a ponto

Início – O anunciante deve submeter o conteúdo à equipe do Facebook, que analisa a proposta em até 24 horas. O pagamento é feito por cartão de crédito ou boleto.

Interdições – Há uma lista de anúncios proibidos, como serviços ilegais e conteúdo adulto, e restritos, como bebidas alcoólicas e propaganda política. No caso de candidatos, eles devem seguir as leis locais e as demais regras da empresa.

Leilões – Segundo o Facebook, ocorrem inúmeros leilões diariamente, com anunciantes concorrendo por determinado público Por exemplo: mulheres de São Paulo, de 30 a 40 anos. Não há um limite para nenhum tipo de anúncio, como de políticos.

Vencedor – O anúncio vence o leilão com a combinação mais alta de três fatores: “anunciante”, uma métrica com a estratégia de lance; “taxas de ação estimada”, índice calculado pela Facebook para ver o quanto o anúncio pode ter êxito no que se propõe; e qualidade e relevância do anúncio.

https://editalconcursosbrasil.com.br/wp-content/uploads/2018/05/concurso-professor.jpg

Cada passo dado em direção à sala de aula é um ato de resistência para quem optou pela carreira de professor. A baixa remuneração, a falta de reconhecimento e de boas condições de trabalho põem em cheque a valorização da profissão no País. O reflexo disto é a queda no número de jovens que visam o magistério como futuro. De acordo com o relatório Políticas Eficientes para Professores, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 2,4% dos estudantes secundaristas, na faixa dos 15 anos, pretendem ser professores. O número é ainda menor que o registrado há dez anos, quando 7,5% queriam seguir a profissão.

A pesquisa fez o levantamento de outros países. No geral, apenas 4,2% dos adolescentes dessa faixa etária querem seguir no magistério. Uma queda de 1,8% em relação ao levantamento anterior. “Essa desvalorização do professor não nasceu de uma hora para outra. No geral, em todos os países pesquisados há um contexto histórico da perda de valor da profissão”, enfatiza a gerente de projetos da ONG Todos Pela Educação, Caroline Tavares, em entrevista ao Jornal do Commercio.

No ano passado, a instituição fez a pesquisa “Repensar o ensino médio”, em avaliação da educação básica no País. Nela, mais de 33% das pessoas desistiram das salas de aula por causa da queda do valor da carreira. “No levantamento podemos perceber que há uma desvalorização da sociedade, do governo e dos próprios alunos em relação aos professores no País”, afirma a gerente.

De acordo com Caroline Tavares, não há uma solução imediata para deixar a categoria mais atrativa. Ela propõe um conjunto de políticas que podem, a longo prazo, sanar algumas deficiências da área. “Não é apenas salário. São soluções que podem ser revistas para a área. As políticas de atratividade são os primeiros caminhos. Atrair os melhores para a área da docência é o primeiro passo. Depois tem que rever as próprias matrizes curriculares. As universidades precisam de uma melhoria no preparo dos futuros docentes para o mercado. O terceiro ponto seria essa formação complementar dentro da carreira, que o Estado poderia oferecer”, frisa Tavares.

PERNAMBUCO

Se o cenário da categoria no Brasil é ruim, a situação em Pernambuco é ainda pior. Com salários abaixo de outras categorias, os professores pernambucanos lutam pelo reconhecimento da classe, como afirma o tesoureiro do Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco (Sinpro), Paulo César Lopes. “Geralmente, os estados do Nordeste pagam ainda menos que os outros estados do Brasil. A gente tem a exceção do Maranhão, que conseguiu ajustar um piso salarial muito acima do nacional”, afirmou. 

Segundo Paulo César, o desafio é ainda maior para os docentes das redes particulares, principalmente as escolas menores. “Muitas vezes, há uma disparidade muito grande entre os salários de professores da rede públicos e os da rede particular. Nosso desafio é de que as escolas menores, as de bairro, cumpram as horas/aulas estabelecidas no piso. O que o normal seria de R$ 15 h/a, essas escolas oferecem R$10”, enfatiza o membro do Sinpro.

Além da disparidade salarial, outro percalço encontrado é desigualdade de oportunidade entre as licenciaturas em Pernambuco. O Espanhol, que foi estabelecido como disciplina obrigatória na matriz curricular em 2005, foi retirada do currículo obrigatório da rede estadual no ano passado. O reflexo: menos oportunidades para os profissionais que escolheram a área como formação.

Apesar da negativa nas estatísticas, o estudante de licenciatura em Português e Espanhol, Carlos Eduardo, de 24 anos, segue confiante no ofício que escolheu. “As experiências que passei no ensino fundamental – I e II foram de extrema importância para a escolha. Foi nesse processo que optei fazer licenciatura, pois minhas professoras me possibilitaram a inserção no mundo da leitura, assim como das palavras. Nesse sentido, pude perceber o quanto um professor pode contribuir na vida de um aluno através de suas práticas pedagógicas”, conta. 

A estudante de Química, Danylla Teles, frisa a vantagem de ser uma área com mais demanda no mercado. “O mercado apresenta uma facilidade para profissionais formados, apesar de competir com outros profissionais, por exemplo, engenheiros. Apesar disso, consegui bolsa na área de pesquisa ainda no 2° período do curso, no 4° período fui selecionada para a vaga de professora em um pré-vestibular”, relata.

http://blog.elefanteverde.com.br/content/images/2017/07/fene.jpg

A 19ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) encerrou-se nesse domingo (15), no Centro de Convenções de Olinda, com uma movimentação de mais de R$ 43 milhões. Ao todo, mais de 320 mil pessoas passaram pela Feira em seus doze dias de realização. Apenas neste domingo, 38 mil pessoas circularam pelos 21 corredores da maior feira de artesanato da América Latina. Mais um ano, a Fenearte foi palco para a demonstração mais genuína das nossas riquezas culturais. Arte, cultura, decoração, gastronomia, moda e música apresentaram a diversidade de estilos e tradições de todos os estados brasileiros e de 22 países. 

Com 12 dias de evento, um a mais do que as edições anteriores, a maior feira de artesanato da América Latina homenageou Mestre Salustiano, Patrimônio Vivo pelo Governo do Estado e falecido em 2008, artista múltiplo, um dos precursores do Manguebeat e referência das manifestações musicais e culturais de Pernambuco. E a 19ª Fenearte veio para coroar todo o seu legado. 

A maior feira de artesanato da América Latina recebeu mais de cinco mil expositores que ocuparam cerca de 800 espaços, numa área de 30 mil m². O evento teve investimento de R$ 5 milhões e gerou cerca de 2,5 mil vagas de empregos temporários. Este ano, 220 artesãos que participaram da Fenearte contaram com o apoio da Agência Fomento do Estado de Pernambuco (Agefepe) que financiou, ao todo, R$ 700 mil. Os recursos foram utilizados para compra de matérias primas para a manufatura dos produtos vendidos na feira.

RODADA DE NEGÓCIOS 

A Rodada de Negócios realizada pelo Sebrae em Pernambuco gerou um total de R$ 4,1 milhões, entre negócios diretos e previstos para os próximos 12 meses. Com a Rodada, ocorreram negociações entre 54 lojistas e 170 artesãos. Entre os produtos mais procurados estiveram artesanato em cerâmica, madeira e xilogravuras. 

DIVERSÃO 

A maior Feira de Artesanato da América Latina contou com mais de 50 apresentações culturais em uma grade montada pela Fundarpe. Na Passarela Fenearte, foram 16 desfiles, 266 looks e 160 trocas de maquiagem. Tudo isso incluiu oito cursos de moda, seis projetos sociais, 22 pessoas na equipe e 16 trilhas sonoras. Durante toda a Fenearte, foram oferecidas cinco oficinas que totalizaram 116 aulas e um total de 694 alunos. 

BEBIDAS 

Segundo a Associação Pernambucana das Cervejarias Artesanais (Apercerva) no Boteco instalado no mezanino da Fenearte, nos 12 dias de feira, foram vendidos aproximadamente 1,5 mil garrafas de cervejas e 2,0 mil litros de chopes artesanais de 15 cervejarias locais. 

http://ecopassaporte.com/pe/wp-content/uploads/sites/2/2013/03/carmo.jpg

Uma multidão de fiéis vai hoje às ruas do Centro do Recife para celebrar o dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira da capital pernambucana. A procissão que homenageia a santa acontece a partir das 17h e encerra a 322ª Festa do Carmo, iniciada no dia 6 de julho. Ontem, durante o último domingo de festa, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo, localizada no bairro de Santo Antônio, área Central da cidade, ficou lotada de fiéis. As missas da véspera aconteceram de hora em hora, das 7h às 16h. 

Hoje o andor com a imagem de Nossa Senhora do Carmo deixa a Igreja da Ordem Terceira, localizada ao lado da basílica que homenageia a santa, logo após a tradicional missa campal, que está marcada para as 16h e será celebrada pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido. A procissão percorrerá as avenidas Nossa Senhora do Carmo e Martins de Barros, passando pela Praça da República, Rua do Sol, Avenida Guararapes e Avenida Dantas Barreto, e retornando à igreja.

Para os fiéis, a programação começa cedo. Isso porque no dia dedicado à santa, a igreja abre as portas às 4h30. A primeira celebração acontece às 5h, na basílica. As missas no claustro do convento começam às 5h30. Às 10h, dom Limacêdo Antônio da Silva, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, celebrará sua primeira missa na Basílica do Carmo. Ele assumiu a posição no último dia 30 de julho. Ao todo, cerca de 400 mil pessoas são esperadas durante os 11 dias da Festa do Carmo.

BÊNÇÃO

Aos 66 anos, Maria Izabel da Silva, é devota da santa há mais de meio século. Nunca perde um dia sequer de festa. Tanto amor por Nossa Senhora do Carmo tem explicação: a aposentada já alcançou inúmeras graças se apegando à santa em oração. “Há oito anos, me operei do coração. Os médicos me desenganaram, mas tudo deu certo e passei só quatro dias internada no hospital. Isso porque rezei e pedi muito a ela”, conta. 

A professora Adelma Cristina do Nascimento, 45, é devota de Nossa Senhora Aparecida, mas tem um carinho especial por Nossa Senhora do Carmo. “A maior graça que alcancei pedindo a ela foi a vida do meu filho. Tenho mioma há muitos anos e ele nasceu completamente saudável”, conta.

HISTÓRIA

A Ordem do Carmo chegou ao Brasil em 1580. No Recife, os carmelitas se estabeleceram mais de cem anos depois, quando, em 1665, o Convento a Igreja do Carmo do Recife começaram a ser construídos. Em 1687, o Palácio da Boa Vista, erguido por Maurício de Nassau, foi doado à Ordem e integrado ao complexo da Basílica e do Convento. As obras só foram concluídas em 1767. Nossa Senhora do Carmo foi declarada padroeira secundária do Recife em 1909 e a igreja que leva o seu nome acabou elevada pelo Papa Bento XV à condição de basílica oito anos depois, em 1917.

A imagem da santa levada durante a procissão passa o resto do ano na sacristia. Reitor da basílica, o frei Rosenildo Alexandre informou que se estuda a possibilidade de exibi-la na igreja pelo menos uma vez por mês.

https://i1.wp.com/www.aeroflap.com.br/wp-content/uploads/2016/08/CqV2Ae8XEAAJIbC.jpg?fit=960%2C640

Depois de sete anos, o céu recifense será palco de um novo show da Esquadrilha da Fumaça. A última apresentação aconteceu no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, mas agora o grupo vai sobrevoar o Marco Zero, no Bairro do Recife, às 14h, nesta segunda-feira (16). A performance acontece na semana em que é comemorado o aniversário do Patrono da Aeronáutica, Alberto Santos Dumont. A exibição é aberta ao público e dura cerca de 40 minutos. As aeronaves do modelo A-29 Super Tucano farão acrobacias e voos invertidos sem interrupções.

O show faz parte do Circuito Norte e Nordeste do Brasil que, além da capital pernambucana, passa por Salvador (BA), Aracaju (SE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Umirim (CE), Jericoacoara (CE), São Luís (MA), Imperatriz (MA), Barreiras (BA), Belém (PA) e Porto Nacional (TO).

Com mais de 3,8 mil apresentações feitas, a Esquadrilha da Fumaça passou por 22 países, incluindo o Brasil. No elenco que compõe o show, estão sete pilotos em sete aeronaves com funções específicas em cada posição de voo e cerca de 50 acrobacias. O oitavo piloto fica responsável pela locução do evento.

Calendário do Circuito Norte-Nordeste:

16/07 – 14h30 – Recife (PE)

20/07 – 16h – Natal (RN)

21/07 – 16h30 – Fortaleza (CE)

22/07 – 16h – Umirim (CE)

23/07 – 16h30 – Jericoacoara (CE)

24/07 – 16h45 – São Luís (MA)

25/07 – 17h – Belém (PA)

27/07 – 16h – Imperatriz (MA)

28/07 – 16h – Porto Nacional (TO)

29/07 – 16h – Barreiras (BA)

Eryan Monteiro, de 18 anos, amava a aviação / Reprodução/ Facebook

Estudante de Ciências Aeronáuticas do Recife, é uma das vítimas do acidente que aconteceu neste sábado (14). Nas redes sociais amigos prestaram homenagens. Eryan Raphael Monteiro, de 18 anos, era apaixonado pela aviação e morreu fazendo o que mais amava na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais. Ele estava de copiloto no voo da aeronave de modelo Eagle II, prefixo PR-ZTE, de fabricação americana. Com ele estava o piloto Leonardo Traugott, de 37 anos. Os dois morreram carbonizados.

A aeronave que Eryan estava caiu em uma mata fechada próximo ao aeroporto de Bom Despacho, na rodovia estadual MG-140. O jovem piloto se formaria no fim deste ano no curso de Ciências Aeronáuticas e estava em Minas Gerais juntando horas de voo.

“Ele estava em Minas Gerais fazendo horas de voo. Era um cara muito querido, vivia sempre com um sorriso no rosto. Ele fazia aula de acrobacia porque gostava muito de voar”, contou um dos amigos de faculdade de Eryan, o estudante Fernando Cabral, de 22 anos.

O enterro de Eryan será nesta segunda-feira (16), às 16h, na cidade natal do jovem, em Paulo Afonso, na Bahia, onde mora boa parte da sua família.

ACROBACIAS

No dia do acidente, a cidade recebia vários pilotos para o Aerofest, evento de acrobacias aéreas que foi embargado pelo Corpo de Bombeiros e Ministério Público. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o piloto e copiloto decolaram do aeroporto de Pará de Minas. Ainda não se sabe se no momento da queda eles faziam acrobacias.

HOMENAGENS

Pelo Facebook, o professor de Eryan, Eric Detmering fez uma homenagem ao aluno, postando uma foto dos dois juntos e um texto em que lamenta a morte precoce do jovem, a que descreveu como cheio de esperanças e com um futuro promissor.

Também nas redes sociais, Igor Gnomo, amigo de Eryan, se disse estarrecido com a morte do jovem, que foi professor de bateria em uma escola de música de sua propriedade e baterista de uma banda que eles mantinham juntos. “Ficou a lição de amor e sonho, de um garoto tão precoce que parecia nunca chegar aos 18 anos, pois com 15 anos já tocava muito bem, conduzia a sua vida com uma divina maestria e sabedoria”, escreveu. Ainda não há informações sobre o sepultamento de Eryan.

 No Facebook da Equipe REC, página voltada a pilotos de aeronave do Recife, postou uma nota lamentando a morte do universitário e do piloto que o acompanhava no voo.

“A comunidade aeronáutica do Recife perdeu ontem um importante membro. Eryan Raphael Fernandes Monteiro era piloto privado e estudante de ciências aeronáuticas , spotter e amigo próximo de toda a equipe REC Ao Vivo. Eryan faleceu no final da tarde de ontem junto ao Comte Leo Binder na queda de uma aeronave de acrobacia em Bom Despacho (MG). Com apenas 18 anos, Eryan trilharia um caminho de sucesso, e muito somaria à aviação da nossa região, com seu espírito empreendedor somado ao grande amor pela aviação. Binder já era comandante em uma grande linha aérea nacional. Os dois deixam saudades e muitas boas lembranças a todos nós.”

O Colégio Montessori, onde Eryan estudou na infância também prestou uma homenagem ao ex-aluno no Facebook.

 “Foi com pesar e consternação que soubemos do precoce falecimento do jovem Eryan Monteiro em trágico acidente aéreo. Eryan foi aluno de nossa instituição durante grande parte de sua trajetória escolar. O jovem, muito querido por todos que puderam conviver com ele, sempre foi um exemplo de talento, perseverança e caráter. Prestamos nossa solidariedade aos amigos e familiares e rogamos ao nosso Senhor Jesus que conforte a todos neste momento tão difícil”. As informações são do JC Online.

http://www.ouricuriemfoco.com.br/wp-content/uploads/2018/04/Paulo-Camara.jpeg

Por Inaldo Sampaio

Não é irrelevante uma declaração prestada na última sexta-feira pelo deputado federal Felipe Carreras de que respeita “decisões partidárias”, mas não votará em Lula ou em qualquer outro candidato do PT para presidente da República “de jeito nenhum”. A declaração é em si contraditória porque a decisão do PSB de Pernambuco é no sentido de apoiar o ex-presidente, conforme manifestação externada na véspera pelo governador Paulo Câmara. E se torna ainda mais relevante porque Carreras foi secretário estadual de Turismo até abril passado.

Isto pode ter sido o primeiro sinal de que o governador começa a perder o controle do PSB pernambucano. Se a insubordinação tivesse partido de um parlamentar da Frente Popular, mas não filiado ao PSB, era perfeitamente compreensível porque muitos fizeram oposição ao PT à vida inteira e certamente não se sentirão à vontade participando da campanha lulista.

É o caso, por exemplo, do deputado André de Paula, que construiu sua carreira política no extinto PFL como liderado político do ex-senador Marco Maciel. Exigir dele engajamento na campanha de Lula seria quase uma violência, sabendo-se que tem um passado antipetista. É claro que o deputado Carreras tem todo o direito de votar em quem quiser. Mas para ser coerente com o que escreveu não deveria ter dito que “respeita decisões partidárias”.

Se já anunciou antecipadamente que não votará em Lula, que será o candidato do PSB estadual, óbvio que estará afrontando o seu próprio partido, que faz um enorme para ter o PT como aliado.