https://2.bp.blogspot.com/-YRHiAIduOWg/W0TTyZWxODI/AAAAAAACPlY/pAtNpQh05VcKbZHSoBRcmQ46FiFnh83DgCLcBGAs/s640/assalto.jpg

Depois do terror, a realidade. A cidade de Surubim, no Agreste, a 119 quilômetros do Recife, passou pelo trauma de ter o interior das agências bancárias explodidas por ação violenta dos bandidos. Foi na última terça-feira (10), quando cerca de 50 homens, armados e encapuzados, investiram durante a madrugada contra quatro das cinco agências bancárias da cidade. Passado o pânico, ficam os transtornos para os moradores e o prejuízo para o comércio. Com os bancos fora de operação, a vida nas cidades do interior muda bastante.

Vizinha a Surubim, Riacho da Almas, também no Agreste e distante 136 quilômetros do Recife, é uma das que sofrem há quase três anos sem agência bancária. A única que havia na cidade, do Banco do Brasil, fechou as portas em 2015, depois de ter o cofre explodido em um assalto violento que destruiu parte do prédio onde funcionava. O banco já havia passado por outros ataques com explosivos. 

O prefeito de Riacho da Almas, Mário Mota (PSB), conta que esteve por três vezes na Superintendência do Banco do Brasil no Recife e uma vez na sede, em Brasília, tentando fazer com que o Banco do Brasil não deixasse a cidade. A maior parte dos 3.204 aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS residentes no município recebiam seus pagamentos na agência. Os 700 funcionários da Prefeitura também eram pagos por lá. 

O banco concordou apenas em colocar em operação um posto de atendimento, em substituição à agência. Mario Mota conta que cedeu uma das salas da prefeitura. “Reformamos o local e entregamos as chaves. O banco levou seis meses para se instalar. Depois de aberto, o posto só funcionou dois meses”, lamentou o prefeito. Todas as contas foram transferidas para o BB de Caruaru, a 22 quilômetros de Riacho das Almas. O resultado foi sentido no comércio da cidade. 

Luiz Filipe Melo, dono da Panificadora São Severino, afirmou que o movimento nunca mais foi o mesmo. “Caiu uns 40%. Alguns comerciantes novos, gente que abriu lanchonete, restaurante… fechou as portas. Ficaram os mais antigos, que têm empresa familiar ou não pagam aluguel.” O empresário explica ainda que o dinheiro deixou de circular na cidade, porque boa parte da população, de 20 mil habitantes, segundo o IBGE, mora na Zona Rural. “Esse povo antes recebia o dinheiro na cidade e gastava aqui mesmo. Agora, como precisam ir para Caruaru, fazem as compras por lá e nem entram mais em Riacho”, diz Filipe.

Para não ter que se deslocar até Caruaru, a aposentada Jalva Maria da Silva, 70 anos, transferiu a aposentadoria dela do Banco do Brasil para o Bradesco. Ela passou a receber o salário através de um lojista que funciona como correspondente bancário na cidade. Mas o que deveria facilitar a vida da aposentada se transformou em outro transtorno. “Eu só posso receber se o dono da loja tiver dinheiro no caixa dele pra pagar. Então eu tenho que esperar que ele apure o suficiente para fazer os pagamentos. Às vezes preciso voltar durante vários dias até receber”, queixa-se a aposentada.

Por Franklin Portugal*

Enfim, chega-se aquele dia que cruza o pensamento de todo apaixonado por futebol e Copa do Mundo. Exatamente no primeiro dia, na rodada inaugural da Copa, pode ser que o indivíduo olhe para o quadro geral e especule consigo ou com os amigos quais favoritos teremos, quem chega com mais força a uma decisão do mundial tão prestigiado e visto a cada quatro anos. Enfim, hoje é domingo 15 de julho de 2018, dia agendado para que conheçamos o dono do título mundial na Rússia.

Nesse caso, teremos ou uma bi campeã, a França, já campeã em 1998 diante do nosso Brasil, ou um título inédito, o da Croácia.

Há de se ressaltar abordagens para cada uma das seleções finalistas. A França desde 1998 vem mostrando ao mundo que “ei, estou aqui!”, com uma Escola crescente de futebol, jogo estudado, talentos de características diferentes, e que se completam. Todo time precisa da bala, da potência que corte o vento, na França tem o Mbappe. E é só um dos craques dessa Seleção fantástica que quebrou inúmeros sistemas táticos durante essa Copa. Pelo lado da Croácia, com Luka Modric e companhia, muitos dizem, eles têm um jeito muito aproximado do futebol brasileiro, e tem. Só que concentram força e espremem o adversário como ninguém, até que não tem jeito. E que o diga o time da Rainha, a Inglaterra, que perdeu a vaga pra final pra Croácia e de virada.

Temos todos os elementos para esperar uma final de causar parada cardíaca. Se são merecedoras as seleções que aí estão? Com absoluta certeza, e principalmente porque a Copa do Rússia foi sobretudo a Copa das surpresas, das boas surpresas, em que se premiou o justo, o melhor futebol, aqueles que não se agarraram ao “cai-cai”, aqueles que primaram e primam pela técnica, pelo talento, pelo futebol jogado como se deve jogar.

Neste domingo, 15 de julho de 2018, vai entrar pra história das Copas, sim, e estaremos com prazer de olhos vidrados esperando quem fará a festa ao final. Que trine o apito do árbitro, porque veremos um grande show nos gramados.  

*Franklin Portugal (foto), é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo – em Caruaru e colabora com o Blog PE Notícias.

Quatro socioeducandos do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, deram um importante passou para a reinserção social. Os jovens concluíram o curso de Eletricidade Veicular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), campus Caruaru. Ao todo, os adolescentes tiveram 44 horas/aula, através de uma parceria entre o IFPE e a Fundação de Atendimento Socioeducativos.

Pelo bom comportamento e comprometimento com o curso, os socioeducandos conseguiram com a Justiça a progressão das medidas. Um deles conquistou a liberdade antes do final da formação. Os outros três que ainda cumpriam o regime de internação no Case tiveram a liberdade assistida através da prestação de serviços comunitários.

As aulas aconteciam duas vezes por semana, nas segundas e nas quartas-feiras, de 8h às 12h, no Campus do IFPE em Caruaru, durante pouco mais de um mês. Por conta da oportunidade, os jovens esperam agora conquistar um espaço na sociedade. “Agradeço esse apoio que vocês me deram. Saindo do Case, a gente vai fazer diferente. O que fizemos de errado é passado. Agora é vida nova e mundo novo”, declarou o socioeducando W.S.

As formações dos quatro adolescentes foram as primeiras da parceria entre a Funase e o IFPE. Por conta do desempenho obtido durante o curso, a medida tem grandes chances de continuar. “Essa certificação dá bastante alegria para esta casa de educação. Este é um projeto que foi pensado com muito respeito e sensibilidade. É uma parceria que queremos continuar”, destacou Elaine Rocha, diretora do IFPE Caruaru.

Renata Lima

Estado de S.Paulo

O eleitorado feminino é hoje o responsável pela maioria dos votos brancos e nulos declarados em pesquisas de intenção de voto para presidente da República nas eleições 2018. Segundo recorte feito pelo Ibope a pedido do Estadão, seis em cada dez eleitores dispostos a não votar nos pré-candidatos apresentados são mulheres na faixa etária dos 35 aos 44 anos, desiludidas com os recorrentes escândalos de corrupção envolvendo a classe política e preocupadas com o rumo da economia. 

A mesma preponderância feminina é observada no grupo dos eleitores indecisos. Em ambos os casos, a participação de mulheres é superior se comparada ao número de votos que detêm no País. O detalhamento da última pesquisa CNI/Ibope para presidente mostra que, enquanto elas representam 52% do eleitorado nacional, são 58% na fatia dos que votam branco ou nulo e 55% entre os que não se decidiram. 

A indignação feminina diante da corrupção e as incertezas relacionadas à recuperação da economia brasileira, especialmente a retomada do emprego e o risco da inflação, explicam o fenômeno, segundo pesquisas qualitativas feitas pelo Ibope. Especialistas ainda apontam mais dois motivos: o sentimento de que os atuais políticos não representam as mulheres – em 2014, elas preencheram apenas 10% das vagas na Câmara dos Deputados – e a indefinição em torno de quem será ou não candidato em outubro. 

A vendedora Denise de Melo, 35 anos, faz parte dessa estatística. Ela diz que vai anular o voto porque não sente empatia por qualquer dos pré-candidatos. “A gente pesquisa, pesquisa, mas não encontra ninguém que possa nos representar com dignidade”, afirma. Para ela, o que mais influencia na sua vontade de não votar são “os casos de corrupção que aparecem a todo momento”.

Foi à desconfiança geral no mundo político que também levou a especialista em marketing Ana Paula Paura, de 36 anos, a optar pelo voto em branco. “Ninguém me empolga. Não existe um candidato que me mobilize. Tenho desconfiança nos políticos em geral e aquela sensação de que muitos estão envolvidos em corrupção”, diz.

Nulo

O porcentual de eleitores dispostos a anular o voto é o que mais chama a atenção. No cenário sem a participação do  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, o índice de eleitores que declaram voto em branco ou nulo chega a 31%, contando mulheres e homens. Em 2014, de acordo com o Ibope, a taxa nessa mesma época do período eleitoral era de 16%.

Entre os eleitores que se dizem indecisos, ou seja, respondem não saber em quem votar na eleição de outubro, o porcentual se mantém em 8%. Apesar de se considerar também uma desiludida com a política, Iris Cristina dos Santos Liu, de 37 anos, diz querer “fugir” do voto branco ou nulo. Dona de um salão de beleza em São Paulo, ela afirma que, por enquanto, nenhum pré-candidato conquistou sua confiança. “Quero escolher um nome, como sempre fiz. Mas o voto em branco não está descartado”, diz. 

Crise

Para a cientista política Vera Chaia, da PUC-SP, o não voto não significa necessariamente desinteresse. “A mulher critica, reivindica e participa mais hoje. Há muito mais cobrança, movimentos contra assédio, a favor da equiparação de salários e isso faz com que as mulheres tenham mais poder de decisão. Esse número de votos brancos e nulos é uma crítica ao atual momento da política e aos candidatos que não representam isso”, afirma.

O resultado das pesquisas qualitativas do Ibope confirma essa percepção. Segundo o instituto, as mulheres deixam para decidir nos últimos dias da campanha, quase na véspera da eleição, justamente porque são mais críticas, avalia a CEO do Ibope Inteligência, Márcia Cavallari Nunes.

A enfermeira Renata Lima Gonçalves, de 37 anos, se encaixa nesse perfil. Afirma que “quanto mais se informa sobre os candidatos, mais fica em dúvida sobre para quem irá o seu voto em outubro”, mas rejeita a hipótese de votar em branco ou nulo. “Acho que em cima da hora vou fazer a minha escolha”.

ÉPOCA

Passavam das 23 horas em Votorantim, interior de São Paulo, quando a artista musical mais ouvida do país chegou ao ponto alto de seu show. Em frente a 10 mil pessoas, as luzes do palco apagaram, um globo espelhado foi posicionado e um piano de cauda começou a ressoar os primeiros acordes em tom de tristeza. A toada lenta e o ambiente sombrio ganharam vida quando uma voz forte e grave rompeu a pausa projetada pelo instrumento: “Exagerado, sim”, disse o primeiro verso, enquanto centenas de luzes refletidas pela esfera de vidro iluminaram a estrela da apresentação. A canção seguiu num crescendo ritmado até que explodiu no refrão, quando todas as desilusões amorosas do público pareceram se unir em uma só voz: Não finja que eu não tô falando com você/Eu tô parado no meio da rua/Eu tô entrando no meio dos carros/Sem você a vida não continua, gritou a cantora. Se ao fim da música a sertaneja Marília Mendonça precipitou centenas ao choro e a lembranças irracionais de ex-parceiros, é porque entregou o que pagaram para ouvir e fez jus ao epíteto que ganhou após o sucesso: Rainha da Sofrência.

Depois de “De quem é a culpa?”, a cantora tentou levantar o ânimo do público. “Ninguém aguenta tanta sofrência!”, brincou ela, após entoar covers de Anitta e Pabllo Vittar. O estrago, no entanto, já havia sido feito. Muito antes dos acordes de piano no fim da apresentação, o público foi exposto a dezenas de situações musicadas em que histórias de traição, saudade e términos conturbados ditam as composições que lhe renderam 4,7 bilhões de visualizações no YouTube, maior marca do país. Com apenas 22 anos e menos de três de carreira como cantora, ninguém naquela noite de junho queria ouvir algo diferente das lamentações de Marília Mendonça, ainda que ela ameaçasse, algumas vezes, parar de “fazer a plateia sofrer”. “NÃO!”, respondia a legião com um grito único, expressando um incauto desejo pelo sofrimento. Por mais que a cantora houvesse imposto três regras ao começo da apresentação — “não pode chorar, não pode vomitar e não pode ligar para o ex” —, não é de estranhar que, a cada sucesso, todas elas tenham sido infringidas dezenas de vezes, talvez simultaneamente, por uma série de motivos pessoais e algum exagero alcoólico. Além do show em Votorantim, as outras apresentações acompanhadas por ÉPOCA no Rio de Janeiro e em Volta Redonda, interior fluminense, seguem a mesma receita de sucesso, que rende quantias em torno dos R$ 300 mil por noite, fora os gastos com transporte e alimentação, geralmente bancados pela produção do evento.

Marília Dias Mendonça é uma jovem adulta de cabelos louros, bochechas salientes, sorriso largo e voz grave. Quando apareceu para a entrevista em uma saleta de hotel, já preparada para se apresentar dali a pouco no interior paulista, de blusa, calças, sapatilhas e tailleur pretos, a falta de pompa ao tratar os membros da equipe e a seriedade do visual remetiam a uma cantora ainda indecisa sobre a imagem que quer ter — se “brincalhona”, como sugerem suas contas nas redes sociais, ou “madura e vivida”, como apontam suas composições. Cercada de assessores e membros da produção, a primeira coisa que se percebe é que a reeducação alimentar seguida pela cantora, que a fez perder cerca de 15 quilos e rendeu críticas de fãs, de fato deu resultado.

Desde o começo marcada pela fuga dos padrões de beleza, Marília Mendonça adotou um discurso de aceitação que foi posto em xeque por alguns seguidores depois que surgiu mais magra no início de maio, mudança anunciada em uma postagem curtida 870 mil vezes em seu Instagram. “Eu estava com altos níveis de colesterol, triglicérides, gordura no fígado e baixa imunidade”, disse ela. Reconheceu ter se irritado com os boatos de que teria se submetido a uma cirurgia bariátrica, além das acusações de ter se adequado aos padrões estéticos. “Eu não teria defendido a aceitação do corpo desde o começo só para ter feito isso agora”, declarou alguns minutos antes de seguir em uma van até o local do show, escoltada por duas motos da polícia. A saúde problemática era resultado da rotina exaustiva que levava, com até 25 shows por mês. Hoje diminuiu a agenda para uma quantidade entre 18 e 20 shows, o que assegura ao menos dois dias de folga na semana, que costuma passar com a família em Goiânia.

Para atender à demanda de apresentações, a produção do show de Marília envolve um jatinho particular, uma equipe com 37 pessoas — todos homens, incluindo dois pilotos e três motoristas —, um ônibus e uma carreta. De Votorantim, Marília seguiria nos dias imediatamente posteriores para o rodeio de Americana, também interior paulista, e depois para Manaus, onde um serviço de produção extra teve de ser contratado. A assessoria da cantora não revelou, mas é provável que os negócios ao redor de Marília, incluindo shows, direitos e parcerias, tenham faturamento próximo dos R$ 10 milhões por mês.

Marília Mendonça costuma explicar o sucesso pelo teor do que canta. Diz que a realidade — nome, aliás, de seu segundo disco, cuja gravação ao vivo reuniu 40 mil pessoas em Manaus — presente nas letras tem grande responsabilidade. Ainda que o título de Rainha da Sofrência seja algo a que diz ter se acostumado, é impossível desassociar o sofrimento da figura de Marília quando afirma, poucos minutos antes de cantar para a multidão em Votorantim, que, em seus relacionamentos, “deu tudo errado, toda vez”. Em mais de uma entrevista afirmou ter sido traída pela primeira vez em sua primeira relação amorosa, aos 13 anos.

Natural de Cristianópolis, cidade a 90 quilômetros da capital goiana onde foi “só para nascer”, em razão de ser a cidade onde trabalhava um médico amigo do pai, Marília Mendonça seguiu com poucos dias de vida para Goiânia, que concentra grande parte do mercado da música sertaneja no país. Durante a pré-adolescência, Marília odiava o gênero, preferindo canções de pop rock. Já cantando na igreja, rabiscou algumas letras que ainda não evocavam o estilo musical que a faria famosa. Quem a colocou no caminho da sofrência foi o cantor e compositor Eduardo Marques, amigo mais velho com quem chegou a formar a dupla Marília & Eduardo por menos de um ano, entre 2009 e 2010. O trabalho de convencê-la a adotar o estilo musical mais consagrado na região, que Marques garantiu ter sido árduo, envolveu uma praga. “Eu brincava, dizendo: ‘Marília, você só vai começar a cantar sertanejo depois de levar um chifre’”, disse ele, que hoje trabalha como pintor na Irlanda. A desilusão veio pouco tempo depois, e a jovem, que já arranhava acordes no violão, começou a compor os primeiros versos em ritmo sertanejo.

Crédito: Divulgação

ISTOÉ

Detentoras de verdadeiras fortunas em dinheiro, conquistadas à custa do suor do trabalhador, que abria mão de um salário por ano para ver seus direitos defendidos, as entidades representativas de classe agora vivem uma nova era, sem o imposto sindical. Para tentar sobreviver à asfixia financeira gerada pela perda de sua principal fonte de renda, que teve a obrigatoriedade cancelada pela Reforma Trabalhista, aprovada no ano passado, algumas diminuíram radicalmente os gastos. Entre as medidas encontradas, a mais comum foi o enxugamento da folha salarial. Mas, quando isso não basta para sobreviver, o jeito é tomar medidas mais drásticas, como liquidar o patrimônio. Foi o que fez a Central Única dos Trabalhadores (CUT/foto) em São Paulo, prestes a concluir a venda de sua sede, na região do Brás, para a Igreja de Deus, do pastor Valdemiro Santiago.

O valor do moderno imóvel de sete andares estaria avaliado em R$ 40 milhões. Oficialmente, a direção nacional da CUT não confirma os valores. Mas o presidente da CUT no Distrito Federal, Rodrigo Britto, reconhece que o negócio deve ser mesmo fechado nesses termos. Rodrigo conta que, devido à pindaíba, a entidade encontra dificuldades para promover até ações de mobilização. “Isso é uma interferência do Estado no Sindicato”, alega. Não é a primeira vez que a dominação religiosa comandada pelo pastor Valdemiro tenta adquirir o prédio da central sindical. A Igreja de Deus já contabiliza três imóveis na região onde se situa em São Paulo a sede da CUT. Há dois anos, a igreja do pastor Valdemiro Santiago ensaiou arrematar o prédio, mas, à época, a situação era diametralmente oposta. Com o PT instalado no Planalto, os sindicatos nadavam em dinheiro. Só em 2015 a CUT recebeu repasses do governo federal que somavam R$ 477 milhões referentes ao imposto sindical. Uma média de R$ 39 milhões por mês.

Queda brusca

Nos cinco primeiros meses deste ano, no entanto, a arrecadação despencou vertiginosamente. Para se ter uma noção do baque, todas as centrais sindicais receberam juntas nesse período um total de R$ 21 milhões. Não é pouco, mas em comparação com o passado recente, a queda é brusca. Com parcos recursos, as entidades de classe iniciam uma nova fase que não encontra precedentes na história: a era pela sobrevivência. Para reequilibrar as finanças, a CUT instituiu em suas unidades pelo País afora uma espécie de Plano de Demissão Voluntária (PDV). Deflagrou ainda a contratação de pessoas jurídicas (PJs), em substituição a CLTs, prática que sempre foi torpedeada pela própria CUT. O objetivo é enxugar, ao fim e ao cabo, 60% da folha de pagamento. O processo segue em curso. Em Brasília, a CUT de São Paulo possuía um quadro modesto de 178 trabalhadores. Devem restar agora somente 71.

A CUT foi fundada em agosto de 1983 em São Bernardo do Campo. Alcançou o seu ápice após a chegada de Lula ao poder. No período dele e de sua sucessora, Dilma Rousseff, os sindicatos foram empoderados. Com a irrigação das contas dos sindicatos, o PT transformou as entidades em seus exércitos. Só as centrais sindicais recebiam 10% de tudo o que os sindicatos e outras entidades abaixo delas arrecadavam. A conta era assim: a fatia maior cabia aos sindicatos, que tinham direito a 60%. Abaixo, vinham as federações e confederações, com 15% e 5%, respectivamente. Até o governo tinha o seu quinhão, de 10%. Com a chegada de Michel Temer ao poder, a história mudou. Em 2017, Temer conseguiu aprovar no mesmo texto da Reforma Trabalhista a suspensão definitiva da contribuição com a promulgação da Lei 13.467. Com ela, os trabalhadores não são mais obrigados a destinar um salário por ano para os sindicatos.

A conta não fecha

Além da CUT, outras entidades também começaram a implementar a política de corte de gastos. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), por exemplo, decidiu cortar os serviços de uma empresa terceirizada que fazia a comunicação. É provável que outras áreas sofram contingenciamento. Há um mês, para conseguir honrar suas contas, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, um dos maiores do país, teve de vender um prédio comercial de oito andares na região central de São Paulo. Recebeu R$ 10,3 milhões pelo negócio. Apesar de receberem a mensalidade dos sindicalizados, essas entidades admitem que a situação chegou ao fundo do poço. Mesmo com uma carteira de 250 mil trabalhadores sindicalizados, a CUT-DF passa por dificuldade. Segundo Rodrigo Britto, a conta não fecha mais. “Os gastos são altos, com caminhão, assessoria jurídica”, enumerou o presidente licenciado, que irá concorrer a uma vaga de deputado distrital em Brasília. Sem o dinheiro fácil do imposto sindical, os sindicatos terão que se reinventar se quiserem sobreviver.

O pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) está longe de ser o único militar a disputar as eleições de outubro. Seu bom desempenho até agora nas pesquisas de intenção de voto serviu de estímulo para a categoria. A lista de militares pré-candidatos já soma 117 nomes.

O capitão do Exército na reserva lidera intenções de voto em todos os cenários sem o ex-presidente Lula (PT), que está preso em Curitiba (PR). Um levantamento do general da reserva Sergio Roberto Peternelli, revela quem são estes nomes.

Os pré-candidatos estão distribuídos em 25 Estados e abarcam todos os cargos a serem escolhidos pelo eleitor. Além de Jair Bolsonaro, que concorre ao Planalto, são 4 candidatos a governador, 5 ao Senado, 54 à Câmara dos Deputados e 52 às Assembleias Legislativas e à Câmara Distrital.

De acordo com o general Peternelli, dos 117 nomes, 29 são da ativa, ou seja, ainda pertencem a alguma força armada e poderão voltar a seus cargos se não forem eleitos. A quantidade de pré-candidatos é 160% maior do que a levantada 3 meses atrás, quando apenas 45 membros do Exército, Marinha e Aeronáutica tinham interesse em disputar o pleito.

No entanto, o número só deve ser oficializado ao fim das convenções partidárias. As legendas têm até 5 de agosto para definir quem irão lançar.

Estados e DF

O Distrito Federal é a unidade da Federação com mais membros das Forças Armadas dispostos a concorrer nestas eleições: são 18 pré-candidatos. Em seguida, aparecem: Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Sul (12) e Mato Grosso do Sul (11).

Partidos

O partido com a maior quantidade de pré-candidatos militares é o PSL (61), ao qual Bolsonaro é filiado. O PRP é o 2º, com 9 pretendentes, seguido pelo DEM (5) Patriota (5), Novo (4), PTB (3) PSDB (3). PHS, PSC, PRTB, PSDC, PP, Rede e Pros têm 2 pré-candidatos cada.

Desempenho nas últimas eleições

Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), compilados pelo dados.org, revelam que nas últimas eleições o número de candidatos que assinalaram ser “militar reformado” no registro da campanha foi aquém do esperado. Em 2016, por exemplo, haviam 1.370 candidatos das Forças Armadas, mas apenas 154 foram eleitos. Em 2014, de 127 militares candidatos, apenas 2 foram eleitos.

Apesar do desempenho dos candidatos que informaram ser “militar reformado” no registro de suas candidaturas ser baixo, muitos militares não registram no Tribunal esta ocupação.

É o caso, por exemplo, de Major Olimpio (PSL). Braço direito de Bolsonaro, ele foi eleito deputado federal em 2014, mas não registrou sua candidatura como “militar reformado” junto ao TSE.

Um abaixo-assinado online pelo impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes chegou a 2 milhões de assinaturas neste sábado (14). O documento está hospedado no site change.org e afirma que o ministro proferiu “diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem constitucional”. Citam, por exemplo, a soltura do ex-ministro José Dirceu e do empresário Eike Batista.

“Gilmar Mendes, especialmente, concede reiteradamente habeas corpus a poderosos, demonstrando julgar com parcialidade e a favor de interesses que nem sempre coincidem com o bem comum”, diz o autor do abaixo-assinado, o contador José Luiz Maffei.

Segundo Maffei, a meta é chegar à marca de 3 milhões de assinaturas e entregar o documento ao Senado Federal e ao senador e pré-candidato ao Planalto Alvaro Dias (Podemos).

Campanha contra Dias Toffoli

Além do impeachment de Gilmar Mendes, o site hospeda um abaixo-assinado para que o ministro do STF Dias Toffoli não assuma a presidência da Corte. No mês de setembro, ele substituirá a atual presidente, ministra Cármen Lúcia.

O movimento teme como será a atuação de Toffoli no comando da Corte. O abaixo-assinado contra o ministro foi lançado na última quinta-feira (12) pelo jurista Modesto Carvalhosa, professor aposentado da USP e já registrou 156 mil assinaturas.

Em mensagens, Cristiane Brasil chama Fachin, do STF, de vagabundo

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), alvo da Operação Registro Espúrio, chamou o ministro Edson Fachin, relator da investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), de vagabundo numa troca de mensagens de celular.

Em 2 de junho, três dias após a Polícia Federal cumprir os primeiros mandados expedidos pelo magistrado contra investigados do Ministério do Trabalho, ela comentava com o então ministro da pasta, Helton Yomura, a possibilidade, especulada na imprensa, de Fachin ressuscitar o imposto sindical – o tributo foi extinto no ano passado pela reforma trabalhista.

“Olha esse vagabundo mostrando pra que veio”, escreveu. Fachin era o relator de ação que questionava a constitucionalidade da mudança na legislação. Ele decidiu, no entanto, enviar o caso para análise do plenário do Supremo.

Em 29 de junho, o colegiado decidiu pela validade da norma. Alguns minutos depois de provocado pela congressista, Yomura enviou reportagem sobre o caso e um comentário: “Estamos atentos”. A PF tratou o diálogo como um caso de maior amplitude.

“Registro aqui que a ofensa gratuita proferida contra Vossa Excelência -que é publicamente reconhecido como um dos magistrados mais sérios e competentes deste país- reverbera sobre todo o sistema de persecução penal”, escreveu o delegado Leo Garrido de Salles Meira em documento de 22 de junho, no qual requereu medidas contra vários investigados.

O celular de Cristiane foi apreendido por ordem de Fachin em 12 de junho. As mensagens do aparelho serviram para a PF embasar uma nova etapa da operação, no último dia 5 de julho.

Em nota, Cristiane Brasil afirmou que “o vazamento de uma conversa não relacionada com as investigações extrapola a liberdade de imprensa e a proteção da fonte, aviltando o direito à privacidade e a prerrogativas parlamentares”. A congressista acrescentou que se vê obrigada a, logo nos primeiros horários da segunda feira, “pedir a abertura de investigação para apuração dos fatos”.  “Qual é a importância dessa informação, além de criar uma intriga entre ela e o ministro? Esse vazamento transcende o interesse público.” Com informações da Folhapress.

Marun nega participação em supostas fraudes no Ministério do Trabalho

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun negou na noite de ontem (14) em nota que tenha participado de supostas fraudes no Ministério do Trabalho para beneficiar sindicatos em Mato Grosso do Sul, seu reduto eleitoral.  A informação de que o nome de Marun estaria envolvido foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, com base em um relatório obtido junto à Polícia Federal (PF), que apura irregularidades na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho. 

Por meio de nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, o ministro afirmou não haver interesse político uma vez que declarou, ao aceitar ser ministro, que não disputaria as eleições. “Na verdade, estão usando o fato de eu me predispor a atender com atenção os pleitos que me chegam de MS para tentar retaliar e enfraquecer o ministro que questiona abertamente os abusos de autoridade praticados, especialmente no inquérito dos Portos”, diz a nota.

A Operação Registro Espúrio, da Polícia Federal, foi deflagrada há um ano, a partir de denúncia sobre concessão de falsos registros sindicais. Segundo a PF, foi descoberto um “amplo esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho, com suspeita de envolvimento de servidores públicos, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares”. 

No início deste mês, a terceira fase da operação levou ao afastamento do então ministro do Trabalho Helton Yomura, que pediu demissão do cargo. O novo ministro Caio Vieira de Mello, ao assumir o comando da pasta, suspendeu por 90 dias todos os procedimentos de análise e publicações relativas ao registro sindical, em portaria publicada na edição do Diário Oficial da União da última quinta-feira. Com informações da Agência Brasil. 

PF acusa Aécio de atuar para maquiar dados enviados a CPI

Polícia Federal atribuiu ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao ex-vice-governador de Minas Gerais Clésio Andrade o crime de corrupção ativa no relatório final do inquérito que, durante dois anos, apurou suspeita de maquiagem de dados do Banco Rural que deveriam ter sido entregues à CPMI dos Correios em 2005.

De posse do relatório, a Procuradoria-Geral da República enviou manifestação ao ministro-relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o pedido para que o caso siga à primeira instância com base na limitação da regra do foro privilegiado, uma vez que os fatos são anteriores ao mandato parlamentar.

A conclusão da PF foi que Aécio Neves da Cunha, então governador de Minas Gerais, e Clésio Soares de Andrade, vice-governador, atuaram junto ao então senador Delcídio do Amaral, presidente da CPMI, para que fosse dado mais prazo para o envio de informações bancárias, de tal modo que o Banco Rural pudesse alterar os dados referentes a contratos de empresas do publicitário Marcos Valério.

O intuito, segundo a PF, era impedir o acesso da CPI a conteúdos que ligassem a gestão tucana a crimes operados a partir das fraudes das empresas do publicitário com o banco.

“É seguro afirmar que, no início do segundo semestre de 2005, por intermédio de pessoa não plenamente identificada, Aécio Neves da Cunha e Clésio Soares de Andrade ofereceram vantagem indevida a Delcídio do Amaral para que este, na condição de presidente da CPMI dos Correios, viabilizasse o retardamento e a inadequação de remessa pelo Banco Rural de Informações bancárias envolvendo as empresas de Marcos Valério, com o propósito de, juntamente com atos pretéritos e posteriores, mitigassem evidências da existência e funcionamento dentro do Governo de Minas de esquema acentuadamente semelhante ao que ocorria no Governo Federal e era investigado naquela CPMI”, diz o delegado da PF Heliel Jefferson Martins Costa.

O delegado aponta que Delcídio do Amaral “praticou ato de ofício contrário a seu dever legal, a pedido mediato e no interesse de Aécio Neves a Cunha e Clésio Soares de Andrade, em troca de promessa ou oferecimento, tácitos ou expressos, de vantagem política futura e indevida”.

O relatório final não atribui crimes nem ao ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que era membro titular da CPMI dos Correios, nem ao deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP). A investigação sobre os dois não encontrou provas que sustentassem o relato de Delcídio do Amaral. “Deixo de indiciar, por ausência de provas, condutas típicas imputáveis aos investigados Eduardo Paes e Carlos Sampaio”, diz o relatório.

Diante disso, a defesa de Eduardo Paes pediu ao ministro Gilmar Mendes que, em vez de enviar para a primeira instância, decrete o arquivamento da investigação em relação especificamente ao cliente.

O fato de a Procuradoria-Geral da República não ter apresentado uma denúncia, e sim pedido o envio à primeira instância, não significa uma análise sobre o relatório final da PF, mas o reconhecimento de que esse é um dos casos que já não devem ser julgados no Supremo devido à nova regra estabelecida pelo tribunal que só mantém na Corte processos sobre crimes cometidos no mandato e em razão do mandato.

Gilmar Mendes recentemente arquivou um inquérito que a PGR tinha pedido para ser encaminhado à primeira instância, em que eram investigados o senador Jorge Viana (PT-AC) e o governador do Acre, Tião Viana (PT). Nesse caso, no entanto, não havia na ocasião relatório final propondo a acusação dos investigados.

A defesa de Aécio Neves sustentou que a conclusão da PF “é desprovida de fundamentação em que se possa acreditar e é incompatível com as provas colhidas ao longo das investigações”. “Ele (delegado) se refere à suposta vantagem indevida que teria sido oferecida por intermediário do senador Aécio Neves sem especificar qual vantagem e qual intermediário seriam esses”, disse o advogado Alberto Toron.

“A leitura integral do relatório e do inquérito policial deixa claro que todos os documentos foram devidamente enviados pelo Banco Rural à CPMI, demonstrando a falsidade da acusação feita contra o senador Aécio Neves”, afirmou Toron. Com informações do Estadão Conteúdo. 

Mega-Sena acumula e pode chegar a R$ 56 milhões no próximo sorteio

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.059 da Mega-Sena. Os números sorteados neste sábado (14), em São Miguel do Oeste (SC). O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 18, é de R$ 56 milhões.

Os números sorteados foram: 04 – 05 – 36 – 40 – 44 – 56

Confira o rateio oficial:

Sena – 6 números acertados – Não houve acertador

Quina – 5 números acertados – 77 apostas ganhadoras, R$ 39.904,70

Quadra – 4 números acertados – 5562 apostas ganhadoras, R$ 789,19

QUINA

O concurso 4.724 da Quina também não teve nenhum ganhador neste sábado (14). Os números sorteados foram os seguintes: 14, 17, 30, 48 e 58. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 16, é de R$ 1,2 milhão.

Confira o rateio oficial:

Quina – 5 números acertados – Não houve acertador

Quadra – 34 apostas ganhadoras, R$ 9.259,57

Terno – 3 números acertados – 3817 apostas ganhadoras, R$ 124,02

Duque – 2 números acertados – 102477 apostas ganhadoras, R$ 2,54

TIMEMANIA

Nenhum apostador acertou as sete dezenas do concurso 1.205 da Timemania. Os números sorteados neste sábado (14) foram os seguintes: 07, 23, 29, 54, 69, 70 e 75. O time do coração é a Ponte Preta/SP. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 17, é de R$ 950 mil.

Confira o rateio oficial:

7 números acertados – Não houve acertador

6 números acertados – 3 apostas ganhadoras, R$ 20.002,95

5 números acertados – 113 apostas ganhadoras, R$ 758,64

4 números acertados – 2021 apostas ganhadoras, R$ 6,00

3 números acertados – 19068 apostas ganhadoras, R$ 2,00

Time do Coração: Ponte Preta/SP – 4083 apostas ganhadoras, R$ 5,00

DUPLA-SENA

Duas apostas vencedoras acertaram as seis dezenas do 1º e 2º sorteio da Dupla-Sena. A aposta do 1º sorteio saiu para Feira de Santana (BA) e levará o prêmio de R$ 1.381.980,39, já a 2ª, de Brasília (DF), vai levar o valor de R$ 49.726,75.

Os números do concurso 1.813 sorteados neste sábado (14) foram os seguintes: 1º sorteio – 03, 14, 18, 23, 43 e 46; 2º sorteio – 05, 09, 12, 27, 34 e 43. O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 17, é de R$ 120 mil.

Confira o rateio oficial:

Premiação – 1º Sorteio

Sena – 6 números acertados – 1 aposta ganhadora R$ 1.381.980,39

Quina – 5 números acertados – 7 apostas ganhadoras R$ 6.458,02

Quadra – 4 números acertados – 746 apostas ganhadoras R$ 69,25

Terno – 3 números acertados – 14189 apostas ganhadoras R$ 1,82

Premiação – 2º Sorteio

Sena – 6 números acertados – 1 aposta ganhadora R$ 49.726,75

Quina – 5 números acertados – 34 apostas ganhadoras R$ 1.709,47

Quadra – 4 números acertados – 1062 apostas ganhadoras R$ 48,64

Terno – 3 números acertados – 15085 apostas ganhadoras R$ 1,71

FEDERAL

A Caixa divulgou os números do sorteio 5.301, realizado neste sábado (14) em São Miguel do Oeste (SC).

1º bilhete – 64856 – 1.000.000,00

2º bilhete – 00973 – 14.000,00

3º bilhete – 08164 – 12.000,00

4º bilhete – 54997 – 10.000,00

5º bilhete – 47212 – 9.619,00

Começaram essa semana os testes para o Centro Comercial Regional de Arcoverde (Cecora) passar a oferecer internet wi-fi gratuita aos seus clientes e permissionários. O projeto, intitulado “Cecora Online”, iniciou a fase experimental na última quinta-feira, nas áreas de convivência e nos galpões de moda.

Segundo o diretor do Cecora, Paulo Sérgio Diniz, o centro é considerado atualmente um dos melhores locais de compras de Pernambuco, em virtude de uma série de investimentos e melhorias que a prefeitura vem fazendo.

Sobre o projeto, ele afirma que a ação será ampliada. “Para o primeiro momento do projeto, os testes seguem nos Galpões de Moda e em áreas de convivência. Brevemente, mais outros dois locais também irão receber a iniciativa”, informou.

Saneamento básico

Apesar de ser um elemento fundamental para a atração de negócios e o crescimento de uma nação, a infraestrutura tem recebido cada vez menos investimentos no Brasil. Levantamento da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostra que as verbas aplicadas neste setor só representavam 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2014. E esse número ficou ainda menor com a crise econômica, podendo chegar a 1,5% neste ano. Por isso, o número de obras paralisadas multiplicou País afora. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), já são 2.796 obras nesta situação, sendo 517 de infraestrutura. E a maior parte delas está no Nordeste, onde Pernambuco desponta como um dos campeões da paralisação.

Ainda segundo o estudo, o Nordeste concentra 1.170 das 2.796 obras paralisadas no País. E 191 delas são de infraestrutura. São projetos de saneamento, rodovias, ferrovias, mobilidade urbana, aeroportos e portos que receberam investimentos da ordem de R$ 6 bilhões nos últimos anos e são encontrados, sobretudo, em Pernambuco. O Estado tem 44 obras de infraestrutura paralisadas.

O número se equipara ao do Ceará, mas não é superado por nenhum outro estado da região, e revela impasses antigos como o da Ferrovia Transnordestina, mas também uma série de problemas no saneamento pernambucano: de acordo com a CNI, 38 das 44 obras listadas no Estado são de saneamento. “A maioria dessas obras são resultado da falta de repasses do Governo Federal. São obras autorizadas pela União que pararam de receber recurso. Mas nós que estamos tendo que fazer o distrato disso. Por isso, estamos até pensando em entrar na Justiça”, revelou o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, explicando que o Estado pode acionar a Justiça para que a União cubra os gastos com os distratos desses empreendimentos.

A CNI admite que o prejuízo causado por essas paralisações é enorme. Só as 517 obras de infraestrutura já custaram R$ 10,7 bilhões aos cofres públicos – dinheiro mais que suficiente para amenizar a carência nacional de infraestrutura. Segundo o projeto Infra 2038, lançado pela Fundação Lemann com a intenção de aumentar a produtividade brasileira, são necessários R$ 91 bilhões para compensar a depreciação dos ativos atuais. No ano passado, no entanto, o investimento anual em infraestrutura foi de R$ 87 bilhões.

Porém, na avaliação da CNI, a escassez de recursos não é o único motivo da proliferação de obras atrasadas. “Claro que a crise fiscal dificultou a execução de muitas obras, tanto por parte do governo quanto por parte das empresas. Mas a causa de boa parte desse atraso é a parte técnica. Dessas 2,7 mil obras, 1.231 estão paradas por problemas técnicos”, revelou a especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira. Ela explicou que a falta de recursos normalmente afeta obras menores, como as de saneamento.

Já as grandes obras de infraestrutura ainda sofrem o bônus da falta de planejamento técnico. “O setor de infraestrutura precisa de um planejamento de longo prazo. Porém, há uma incompatibilidade entre o prazo necessário para este planejamento e o calendário político no Brasil. A implementação da Transposição do Rio São Francisco, por exemplo, foi uma decisão política. A obra começou com um projeto básico e desatualizado por conta disso. A Transnordestina sofreu do mesmo mal. Neste caso, a obra corria na medida em que os estudos ficavam prontos. Isso não faz o menor sentido”, revelou Ilana, atribuindo a esta falta de planejamento os atrasos registrados nestes e em outros empreendimentos do País. No Nordeste, por exemplo, 99 das 191 obras paralisadas foram afetadas por problemas técnicos. Problemas financeiros foram o motivo da paralisação de apenas 14 projetos na região.

Por conta disso, a CNI enviou esse estudo para todos os candidatos que vão concorrer à Presidência da República neste ano. “O próximo presidente precisa avaliar a situação desses projetos. Afinal, quando uma obra para, a estrutura se deprecia e precisa ser refeita. Então, antes de gastar mais dinheiro, é preciso estudar se faz sentido retomar esta obra. A Transnordestina, por exemplo, precisa de uma avaliação profunda, já que o custo necessário para a conclusão do projeto é alto”, argumentou Ilana.

A diminuição do preço da gasolina nas refinarias foi a quinta mudança nesta semana / Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem

A Petrobras reduziu neste sábado (14) novamente o preço da gasolina nas refinarias em 1,75%. O valor caiu de R$ 2,032 para R$ 1,997. Não houve alteração no preço do diesel, que está em R$ 2,031 e passou a ter outra política de reajuste após a greve nacional dos caminhoneiros.

A diminuição do preço da gasolina nas refinarias foi a quinta mudança nesta semana. Em julho, já foram 10 reajustes. No início do mês, dia 3, o preço às distribuidoras estava em R$ 1,985. Foi sendo alterado até chegar a R$ 2,032 ontem (13), quando foi reduzido para os patamares anunciados hoje.

Contudo, a redução dos preços nas refinarias não significa impacto direto nas bombas. Isso porque o preço é definido pelos proprietários dos postos a partir de vários elementos que fazem parte da composição dos preços do combustível.

Composição do preço

O preço dos combustíveis na bomba é formado por uma série de fatores. Postos compram de refinarias, como as da Petrobras, agregam impostos e contribuições (como a Cide, a Pis/Cofins e o ICMS) e incluem custos e margens de lucro. Além disso, entre a refinaria e a bomba há adição de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel.

A Petrobras justifica os reajustes pelo fato dos preços estarem vinculados ao mercado internacional. “A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”, justifica a empresa em informe institucional.