O Globo

Quando o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, alertava para o risco de suspender as operações por falta de combustível na quinta-feira passada, um dos aviões oficiais do governo paulista cruzava o estado para levar a primeira-dama, Lúcia França, a uma confraternização com primeiras-damas municipais. A aeronave havia decolado pela manhã com destino a Presidente Prudente, a 560 km da capital paulista, onde a professora Lúcia — como gosta de ser chamada — era convidada ilustre de um evento organizado pela mulher de um deputado colega de partido do governador Márcio França (PSB).

Três dias depois, quando a greve dos caminhoneiros atingia seu auge e o desabastecimento, principalmente de combustível, era dramático, a primeira-dama viajou cerca de 80 quilômetros em carro oficial até o litoral paulista para participar de uma caminhada beneficente à beira-mar em Praia Grande, no litoral sul, reduto político da família França.

Em Presidente Prudente, o roteiro de Lúcia — que desde abril preside o Fundo Social de Solidariedade — incluiu a ida a uma exposição de artesanato patrocinado por trabalhos sociais de primeiras-damas, discurso e assinatura de convênio com dois municípios.

Naquela quinta-feira, a greve dos caminhoneiros se agravou em ritmo acelerado. Prefeitura e governo do estado começaram a fazer os primeiros anúncios do impacto da paralisação. Quando Lúcia pousou em Congonhas à tarde, paulistanos já encontravam dificuldades para circular pela cidade. A frota de ônibus havia sido reduzida pela falta de combustível, e a Polícia Militar reduziu o patrulhamento das ruas; rodovias estavam tomadas por grevistas.

Nem a região visitada pela primeira-dama passou ilesa. Quatro dias depois da visita, municípios vizinhos decretaram estado de emergência e de calamidade por falta de combustível para veículos oficiais, maquinários e até ônibus escolar. E, anteontem, o governo anunciou que não havia mais combustível para abastecer as aeronaves em aeroportos do interior, entre eles, o de Presidente Prudente, onde Lúcia pousou.

O uso do avião oficial para o compromisso no interior do estado não pegou bem nos bastidores do poder. Na Assembleia Legislativa, o assunto circulou nos gabinetes. Os comentários eram de que havia faltado, no mínimo, sensibilidade à presidente do Fundo de Solidariedade.

A crise deflagrada pela paralisação dos caminhoneiros evidenciou uma antiga disputa de poder no núcleo duro do presidente Michel Temer. Encarregado de pilotar a reação do Planalto ao levante dos caminhoneiros, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, deixou de fora das negociações o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que não foi convocado para integrar o comitê de crise.

Contrariado, Moreira aproveitou a viagem de Temer ao Rio, na quinta-feira, dia em que a crise atingiu o ponto mais agudo, para retornar ao estado. O ministro, um dos mais presentes em todas as atividades do Planalto, só voltou a aparecer em Brasília na tarde de segunda-feira, durante a posse do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca.

— O Padilha não convocou o Moreira. Há uma guerra entre os dois desde o começo do governo, quando o Padilha virou ministro da Casa Civil e o Moreira ficou sem ministério, diz um auxiliar direto de Temer.

A crise entre a dupla agravou-se quando Padilha, então ministro mais importante do governo, enfrentou problemas de saúde, precisou se afastar e ainda envolveu-se em um embate com o amigo de Temer, o advogado José Yunes, que se disse “mula” do chefe da Casa Civil no episódio da suposta entrega de R$ 1 milhão da Odebrecht em seu escritório, em São Paulo.

Moreira aproveitou a fragilidade de Padilha para ganhar espaço. Depois de tornar-se ministro da Secretaria-Geral da Presidência, avocou para si o controle das verbas do setor de publicidade do Planalto e do programa Avançar — a versão de Temer para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) —, e ainda acumulou o controle da política de concessões do governo.

DESCONFORTO NO PLANALTO

Poderoso, Moreira passou a circular por Brasília e em agendas oficiais pelo país sempre acompanhado por uma equipe de jornalistas da EBC, a emissora de TV estatal. Padilha recolheu-se aos bastidores. Os dois passaram a alimentar desconfianças mútuas e o convívio tornou-se cada vez mais protocolar.

— Causava muito desconforto no palácio o hábito de Moreira de usar celular nas reuniões e de entrar sem bater no gabinete do Michel. Moreira nem usava gravata no palácio. Isso foi minando o Padilha, que já evitava conversas sigilosas com a presença de Moreira, conta um importante ministro de Temer.

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Nesta terça-feira (29), a mobilização dos caminhoneiros chegou ao seu nono dia. Na segunda-feira (28), a categoria fez um acordo com o Governo do Estado para que 120 caminhões tanque abastecidos fossem liberados por dia. Nesta terça, a cota foi esgotada ainda pela manhã. Segundo os caminhoneiros, uma nova frota só será liberada nesta quarta-feira (30), pela manhã.

Caso o acordo seja respeitado, outros 120 veículos entrariam até às 18h no Porto de Suape para serem abastecidos. A liberação desses caminhões será entre 4h e 6h da manhã desta quarta-feira (30).

Ontem à tarde, 20 caminhões tanques escoltados pelo Exército entraram no Porto. Estes veículos seriam responsáveis pelo abastecimento do Aeroporto Internacional dos Guararapes, que também está sendo beneficiado no acordo.

Reivindicações

Aproximadamente 200 manifestantes, em sua maioria taxistas, da cidade de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, chegaram à entrada do Porto de Suape na tarde desta terça-feira (29). O grupo informou que está apoiando a paralisação dos caminhoneiros.

Pela manhã, o deputado Nilton Mota esteve em Suape para tentar negociar com os caminhoneiros a liberação de caminhões com gás de cozinha. Mesmo depois de conversas, os manifestantes continuaram liberando apenas a passagem de caminhões com gás a granel, que abastecem os hospitais.

Durante a tentativa de negociação, a categoria acrescentou outros pontos à suas reivindicações. Além da baixa do diesel, os caminhoneiros pedem a redução do preço da gasolina e do etanol. Além disso, eles também pediram que o valor do gás de cozinha diminuísse e se disseram contra o presidente Michel Temer.

Como não há um único líder no movimento e os caminhoneiros não se dizer representados pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros, as reivindicações não são unificadas, o que dificulta um acordo com o Governo.

Da Revista Fórum

O juiz Jailton Tontini determinou que seja usada à força policial para remover a vigília Lula Livre, no entorno da Polícia Federal, no Santo Cândida, em Curitiba, onde está preso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cerca de 200 pessoas estão na vigília.

A decisão foi tomada, de acordo com o juiz, por conta da desobediência de determinação anterior, informada por um oficial de justiça.

O juiz havia determinado a aplicação de multa de R$500 mil por dia. Em função do descumprimento, deverão ser pagos, até o momento, por determinação do juiz, R$ 5,5 milhões pelo PT e o mesmo valor pela CUT.

A desocupação, bem como o uso da força policial, já foram informados à governadora do Paraná Cida Borghetti. O secretário de Segurança do estado, Julio Cezar dos Reis, e a comandanta da PM, Audilene Rocha, já receberam a notificação “solicitando o uso de força policial para o imediato cumprimento” da liminar judicial.

Esta desocupação, no entanto, é referente à área mais próxima da sede da Polícia Federal, em Curitiba. O acampamento Marisa Letícia permanece no local, conforme acordado com as autoridades do Paraná,

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Celso Russomanno (PRB-SP) abandonou a disputa para o governo do Estado e anuncia nesta quarta-feira (30) apoio ao pré-candidato João Doria. “Conversamos bastante com ele e entendemos que, neste momento, ele é o melhor candidato”, afirmou Russomanno nesta terça-feira (29).

Mas o apoio é só à candidatura de João Doria mesmo. Para a presidência, o PRB, partido de Russomanno, continua com o empresário Flávio Rocha, velho amigo e apoiador de Doria na campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2016.

A ala do PSDB ligada ao ex-governador e pré-candidato à presidência, Geraldo Alckmin, já estaria monitorando as relações do empresário Flávio Rocha, dono da Riachuelo, e do ex-prefeito de São Paulo, João Doria.

Flávio Rocha, lançou sua pré-candidatura à presidência pelo PRB depois de declarar publicamente apoio a Doria como candidato ao Planalto. Como o PSDB escolheu o nome de Alckmin para a corrida presidencial, Doria se lançou como pré-candidato ao governo e Rocha emplacou sua própria candidatura à presidência.

Os aliados do ex-governador paulista, no entanto, desconfiam que o ex-prefeito, pela proximidade com o empresário, não desistiu do sonho de sentar na cadeira do presidente no Palácio do Planalto.

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Será aberta em novembro, em São Paulo e em 2019 segue para Recife, uma exposição para celebrar a carreira do pernambucano Alceu Valença. “A energia dos doidos, motor da imaginação” conseguiu autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 937 mil para ser montada.

A mostra vai contar com instalações interativas, vídeos, música e performance. A biografia de Alceu será lançada durante a exposição.

O ex-presidente Lula (Foto: Marcelo Chello/Estadão)

O Palácio do Planalto demitiu seis assessores do ex-presidente Lula. A lista foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29).

As demissões foram determinadas por um juiz federal de Campinas (SP) após o ex-presidente ter sido preso.

Alguns dos demitidos assessoravam o petista há muitos anos. Entre eles, Rogério dos Santos Carlos.

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira reúne, nesta quarta-feira (30), gestores das diversas áreas do Governo Municipal que atuam em ações de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, assim como entidades e instituições da sociedade civil, como o Conselho Tutelar e o Conselho de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. 

O objetivo é elaborar um plano municipal, para os próximos dez anos, com base nos temas e indicadores que compõem a agenda de trabalho direcionada à primeira infância e adolescência. O plano possibilitará garantir políticas públicas de médio e longo prazo, em 19 áreas temáticas, dentre as ações das Secretarias Municipais de Assistência Social, Cultura, Educação e Saúde.  

O seminário acontece nesta quarta-feira (30), a partir das 8h, no auditório da FASP.

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A edição 2018 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) recebeu 6.774.891 inscrições e tem 5.513.662 (81,3%) participantes confirmados para as provas de 4 e 11 de novembro. O número é mais próximo ao de participantes que efetivamente comparecem às provas (4.714.088, no Enem 2017), consolidando o sucesso das mudanças adotadas pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para promover a inscrição consciente e evitar o desperdício da verba pública. Nos últimos cinco anos, a média de abstenção no Enem foi de 29%, gerando um prejuízo de R$ 962 milhões.

“Com esse valor altíssimo de prejuízo ao erário, poderíamos ter 450 creches”, afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (29), no MEC. “Não podemos ter pessoas se inscrevendo para não participar das provas, muitas vezes sem justificativa. Temos de combater o desperdício do dinheiro público.” Da entrevista, que anunciou os dados referentes ao Enem 2018, também participaram os diretores do Inep Eunice Santos, de Gestão e Planejamento; Luana Bergmann, de Avaliação da Educação Básica; e Camilo Mussi, de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais.

Esta é a primeira edição do Enem em que a solicitação de isenção de taxa foi anterior à inscrição, e que os participantes que estavam isentos e faltaram tiveram que justificar a ausência para obter novamente a gratuidade, um passo importante para melhorar a eficiência de uso dos recursos públicos, segundo o ministro. “Há prejuízo para o erário público mesmo quando o inscrito pagante não comparece às provas. A taxa de inscrição é de R$ 82, mas o custo do exame é de R$ 90”, comentou.

Dos 2.017.253 ausentes no Enem 2017, 1.692.074 (83,8%) estavam isentos. Dos 222.132 ausentes reincidentes, 206.100 (92,7%) não tinham pagado para fazer o exame. Apenas 4.345 conseguiram justificar a ausência.  “Excepcionalmente este ano, durante o período da inscrição, por determinação do Ministério, os concluintes do ensino médio da rede pública, mesmo que não tenham passado pelo processo de isenção, foram liberados do pagamento da taxa de inscrição”, lembrou Eunice Santos, diretora de Gestão e Planejamento do Inep.

A separação de isenção de taxa e inscrição permitiu que fosse criado um período de recursos. Dessa forma, todos os participantes com pedidos de isenção e justificativas de ausência reprovados tiveram uma segunda chance de apresentar documentos. Ao final do processo, os participantes que não pagam para fazer o Enem continuam sendo maioria. Este ano, 3.521.181 candidatos, 63,8% do total de inscritos, foram beneficiados com a isenção da taxa por se enquadrarem em um dos quatro critérios que garantem a gratuidade, um deles inédito. Desde o Enem 2018, portanto, mais pessoas podem se beneficiar da isenção de pagamento da taxa de inscrição, que manteve o mesmo valor da última edição.

Perfil dos participantes 

O Enem 2018 terá mais mulheres: 59,1% dos inscritos confirmados são do sexo feminino e 40,9%, do masculino. Os participantes com 18 anos representam 17% do total; os de 19 anos, 15,9%; e os de 20 anos, 10,5%. Aqueles com idade entre 21 e 30 anos representam 33,8% do total. Em relação à situação escolar, 58,6% já concluíram o ensino médio; 29,7% são concluintes em 2018 e 10,6% concluirão após 2018, compondo o grupo dos participantes que fazem o exame com objetivo de autoavaliação, os chamados “treineiros”.

Sudeste e Nordeste concentram a maioria das inscrições, 37% e 33%, respectivamente. Norte e Sul têm 11%, cada, e o Centro-Oeste tem 8% dos participantes. São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro, Ceará e Pernambuco são os estados com maior número de inscritos.
Desde 2017 o Enem não certifica o ensino médio, função que retornou ao Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). “Parte das pessoas que se inscreviam para o Enem para buscar o certificado do ensino médio migrou para o Encceja. Com as mudanças que implementamos este ano, esperamos a diminuição da diferença entre inscritos e participantes nesta edição do Enem”, disse o ministro Rossieli Soares.

Perfil dos isentos 

A maioria dos participantes isentos, 39,7%, obteve o direito de não pagar a taxa de inscrição por ter cursado todo o ensino médio na rede pública ou como bolsista integral na rede privada, além de comprovar renda, por pessoa, igual ou menor que um salário mínimo e meio (Lei 12.799/13). Os concluintes do ensino médio em escola da rede pública representam 19,2% do total de isentos. Na sequência, representando 4,7% do total, estão os participantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica por fazerem parte de família de baixa renda que possua NIS e, concomitantemente, terem renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos (Decreto 6.135/07). O novo critério garantiu a isenção para 7.051 (0,13%) participantes que atingiram a nota mínima para certificação no ensino médio por meio do Encceja 2017.

Atendimentos 

O Enem oferece três tipos de atendimento –  especializado, específico e por nome social – e 15 recursos de acessibilidade. Os participantes podem solicitar mais de um atendimento e mais de um recurso de acessibilidade, desde que justifiquem a necessidade. O atendimento especializado teve 35.335 solicitações, de 29.926 participantes diferentes, sendo a maioria para deficiência auditiva (11.252), deficiência intelectual (7.687) e baixa visão (6.415). Os atendimentos específicos tiveram 15.084 solicitações, de 11.790 participantes diferentes, sendo a maioria para outras condições específicas (7.273) e lactantes (2.360). As solicitações de atendimento por nome social, para participantes transexuais e travestis que quiserem ser identificados no exame em consonância com sua identidade de gênero, podem ser feitas até 3 de junho.

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não deverá disputar a reeleição nem participar das eleições deste ano em função de sua alta rejeição popular. A medida tem duplo objetivo: evitar a constrangedora falta de apoio interno à sua candidatura e, externamente, não atrapalhar o desempenho dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República e ao governo de Minas, Geraldo Alckmin e Antonio Anastasia.

Ninguém teve até agora, à exceção de Alckmin, a ousadia de admitir ou recomendar a Aécio não participar da eleição sob o argumento de cuidar da própria defesa, já que o senador é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça. A denúncia contra Aécio teve como base a delação de executivos da J&F, divulgada em 2017, na qual Aécio foi flagrado, em gravações, pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, para, segundo ele, pagar despesas com advogados. Além desse, ele responde a outros oito inquéritos da Lava Jato na mesma corte.

O futuro político do senador é assunto proibido nas hostes tucanas. Sua assessoria disse que ele ainda não bateu o martelo. Anastasia informou que está aguardando a decisão do colega de partido, “que será tomada em momento adequado”. O que mais incomoda Aécio não é o fato de ficar sem mandato, já que o foro privilegiado foi alterado pelo STF, mas a perda de oportunidade de enfrentamento histórico com a rival Dilma Rousseff (PT), que disputará a eleição ao Senado por Minas e para quem perdeu a disputa presidencial em 2014.

 “Há uma vontade clara da maioria, mas ninguém tem autoridade para vetá-lo. Todos que estão aí se beneficiaram de alguma maneira da trajetória eleitoral bem-sucedida dele, mas é um consenso de que a situação complica a do Anastasia e do Alckmin. Não há ambiente para ele. Se ficar de fora, vai diluir bastante o desgaste”, disse um deputado tucano e integrante da executiva estadual.

Nos bastidores, a decisão de Aécio, de nada concorrer este ano, já é tratada como definitiva entre os principais aliados. “Não é que porque ele não quer, mas porque sua rejeição impede uma eleição. O melhor a fazer é cuidar da própria defesa”, avalia.

Condições de Anastasia

Depois de meses negando a possível pré-candidatura a governador, Anastasia fez duas condições para mudar de ideia: a de que teria inteira liberdade de definir a composição da chapa eleitoral e também a de sua equipe. A posição foi entendida como uma maneira elegante de vetar a participação de Aécio e sua irmã, Andrea, na campanha eleitoral.

Sem Aécio na chapa, Anastasia poderá manter o discurso que colocará em xeque a capacidade administrativa do petista, que impõe atrasos consecutivos nos repasses orçamentários aos outros poderes e nos repasses constitucionais aos municípios, além do parcelamento de salários de boa parte dos servidores.

Anastasia vai explorar ainda a presença de Dilma de outra forma. Na tática tucana, ela representaria o fiasco petista na gerência administrativa e das contas públicas. O objetivo é fazer com que ela e Pimentel sejam vinculados ao desastre das contas públicas nacionais e estaduais e aos desvios que culminaram na Operação Lava Jato.

15 mil compridos de rebite são apreendidos no Sertão de PE (Foto: Divulgação/ 9ª CIPM)

Cerca de 15 mil comprimidos de rebite foram apreendidos na madrugada desta terça-feira (29) em um veículo durante uma abordagem na BR-316 em Trindade, no Sertão Pernambucano. Segundo com a 9º Companhia Independente de Polícia Militar (9º CIPM), o condutor partiu de Ibotirama, na Bahia.

O material apreendido foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil de Ouricuri, para serem tomada as medidas legais.

Os compridos eram do remédio Norbese, conhecido também como rebite, por estimular os usuários a trabalharem em ritmo mais acelerado.  

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira (29), que o Congresso não vai aprovar um aumento de tributos para compensar a redução no preço do diesel. Ele ainda chamou de “irresponsável” a fala do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, que nesta segunda-feira (28) disse que poderia haver uma alta de tributos para fazer a compensação.

A redução do preço do diesel foi uma das medidas anunciadas pelo governo federal para encerrar a paralisação de caminhoneiros. O desconto é de R$ 0,46 por litro de diesel por um período de 2 meses.

“Não vai ter [aumento de imposto] porque isso aqui é uma democracia e ele [Guardia] não manda no Congresso Nacional. Aliás, o que ele fez ontem foi muito irresponsável, num momento de crise em que se está tentando debelar, diminuir a mobilização, tentar colocar o Brasil no eixo novamente, ele vem falar em aumento de imposto”, afirmou Maia.

Segundo Maia, Guardia “sabe muito bem que no Congresso não haverá aumento de impostos” e deveria ter proposto outras saídas.

“De jeito nenhum [a Câmara vai aprovar aumento de imposto]. Não tem a menor chance. Enquanto eu for presidente da Câmara não se vai votar nenhum aumento de imposto. Os brasileiros pagam impostos demais, ninguém aguenta pagar mais imposto. Vamos discutir a redução do tamanho do Estado”, disse.

Guardia argumentou que quando faz um gasto não previsto no Orçamento, ou, como no nesse caso, abre mão da receita com imposto, o governo precisa fazer uma compensação.

Para o presidente da Câmara, há outras maneiras de reequilibrar a conta, que não seja o aumento de tributos.

“Ele tem receita do fundo soberano, ele tem receita da cessão onerosa, que está tramitando em um projeto na Câmara. O que nós não podemos é que na hora que as coisas começam a caminhar para uma solução se colocar mais gasolina nesse problema. Então, eu acho que ele errou ontem. Não adianta falar apenas para os investidores, tem que começar a falar para os brasileiros”, disse.

Para Maia, “não há a menor chance” de a Câmara aprovar aumento de imposto e defendeu a redução do tamanho do estado.  

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Ascom

Em virtude do agravamento da crise em decorrência da greve dos caminhoneiros, sobretudo pela falta de combustíveis, a Prefeitura Municipal de Serra Talhada adotou algumas medidas visando amenizar as consequências relativas à paralisação. Diante disso, funcionaremos da seguinte forma nos próximos dias:

AMBULÂNCIAS – Ainda funcionam no âmbito do município enquanto durar a reserva de combustível;

TFD – Funciona até esta quarta-feira (30);

COLETA DE LIXO– Será reduzido um dia em cada setor (comunidade), incluindo o centro da cidade;

AULAS NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO: Estão suspensas a partir desta terça-feira (29);

REDE MUNICIPAL DE SAÚDE: As Unidades de Saúde vão funcionar em horário especial, a ser divulgado nesta quarta-feira (30);

TRIBUTOS: Funciona normalmente;

DEMAIS SERVIÇOS: A partir desta quarta-feira (30), foi determinado PONTO FACULTATIVO para os serviços NÃO ESSENCIAIS (os essenciais estão acima descritos), que terão apenas funcionamento interno de acordo com a necessidade e possibilidade de cada setor;

EVENTOS E FESTIVIDADES: ficam suspensos todos os eventos da Prefeitura Municipal previstos para os próximos dias (inaugurações, seminários e coletiva de imprensa onde ocorreria o anúncio das festividades do mês de junho). Também foi cancelada a Festa do Mês Mariano do distrito de Varzinha, que aconteceria na próxima quinta-feira (31).

O Comitê de Crise Municipal estará reunindo-se permanentemente e em consonância com o Comitê de Crise do Governo do Estado, adotando as medidas necessárias e informando a população sobre os desdobramentos da crise.

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JC Trânsito

Muitos não devem sequer lembrar-se da Avenida Norte, um dos maiores e mais importantes corredores viários do Recife – seja para veículos particulares ou ônibus –, sem os famigerados blocos de concreto, mais conhecidos como gelos-baianos, utilizados para separar as pistas da via até hoje de mão dupla. Os monstrengos, assim definidos por muitos – especialmente engenheiros de tráfego –, estão deixando a avenida para nunca mais voltar. Pelo menos essa é a promessa da Prefeitura do Recife, que começou a implantar um canteiro central na via. O adeus aos gelos baianos, entretanto, é consequência do Ilumina, programa de requalificação da iluminação pública da cidade executado desde 2013 pela Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). A previsão é de que a Avenida Norte esteja com nova aparência até agosto.

A construção do canteiro central está promovendo a retirada de 3.400 blocos de concreto, onde pedestres se espremem em busca de segurança na travessia. Toda a via será requalificada – da BR-101, na Macaxeira, até a Avenida Agamenon Magalhães, no centro expandido. O projeto do canteiro é idêntico ao executado ainda na gestão do prefeito João Paulo (PT) no trecho de 1,5 quilômetro entre a Ponte do Limoeiro e a Agamenon Magalhães. A diferença será a iluminação. Pelo Ilumina, o canteiro central da Avenida Norte receberá 266 novos postes que totalizam 565 pontos de LED e sistema elétrico com 31,2 km de fiação embutida. Um investimento feito pela prefeitura de R$ 2,8 milhões. O Ilumina, que já chegou a vias importantes do Recife, como as Avenidas Agamenon Magalhães, Caxangá, Dom Hélder, Domingos Ferreira e Professor José dos Anjos, além do Cais de Santa Rita e do Cais do Apolo, também está na Avenida Recife, com a diferença de que a via já tem canteiro central. Lá, o investimento será de R$ 2,6 milhões.

A intervenção na Avenida Norte, entretanto, tem desagradado pessoas que caminham pela via. Embora elogiem a retirada dos blocos de concreto, muitos moradores e passageiros do transporte público se queixam da dificuldade de travessia da via com o novo canteiro central. Cobram a implantação de passagens ao longo do corredor. “A prefeitura precisa criar passagens. Uma pessoa com dificuldade para se deslocar vai sofrer para passar pelo canteiro, que é um pouco alto. Um cadeirante, por exemplo, não consegue”, alerta o passageiro de ônibus Carlos Henrique Silva, que mora às margens da Avenida Norte, na altura do bairro Vasco da Gama, na Zona Norte da capital.

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A Prefeitura de Betânia, município localizado no Sertão pernambucano, divulgou o edital de seleção simplificada no Diário Oficial dos Municípios de Pernambuco desta terça-feira (29). 

São oferecidas 17 vagas com salários de até R$ 7.700 por mês para os cargos de médico clínico plantonista, cardiologista, obstetra, ortopedista, pediatra e médico – unidade básica de saúde.  

Para participar, os interessados devem fazer a inscrição pessoalmente das 8h às 13h ou via Correios, enviando os documentos exigidos pelo edital para o endereço da Secretaria de Administração da Prefeitura Municipal de Betânia, que fica na  Praça Anfilófio Feitosa n° 60 – centro – CEP: 56.670-000 até o dia 14 de junho. Não há cobrança de taxa. 

Os candidatos serão selecionados em etapa única, através da realização de avaliação curricular e o resultado será divulgado no dia 29 de junho. Para mais detalhes, acesse o edital.