Foto: Divulgação

A bancada de oposição ao governo Paulo Câmara (PSB) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) continua a “blitz” no Estado. Nesta segunda-feira (25), os deputados, capitaneados pelo líder da oposição na Alepe, Marco Aurélio (PRTB), visitam o Hospital Agamenon Magalhães, no bairro de Casa Amarela, no Recife. 

Os parlamentares já haviam visitado na semana passada o Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, também na capital pernambucana. Segundo eles, lá foram encontrados vários problemas, como falta de medicamentos e pacientes com curativos sem troca há dias exalando mau cheiro.

Jorge William

Falta ao líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), o mínimo necessário para desempenhar a função: uma tropa e prestígio com quem interessa. Sem uma das duas coisas, dificilmente se conquista a outra.

O Major só conseguiu ser recebido por Rodrigo Maia depois do general Villas Bôas, ex-comandante do Exército, entrar no circuito e, falando em nome de Augusto Heleno, apelar para que o presidente da Câmara agendasse a audiência pedida por sua excelência.

Por isso que tudo está encaminhado para que Joice Hasselmann seja anunciada ainda esta semana como a líder do governo no Congresso.

Arte com imagem do galo da madrugada e logo do Juizado do Folião

O Juizado do Folião do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) estará presente em mais um Carnaval do Recife. No sábado (02), durante o desfile do Galo da Madrugada, a unidade atenderá ocorrências que envolvam crimes de menor potencial ofensivo. 

Serão dois polos de apoio à população, onde os cidadãos poderão fazer o registro de ocorrências: no térreo do Fórum Thomaz de Aquino, na Avenida Martins de Barros, 593, bairro de Santo Antônio; e na Estação Central do Metrô do Recife, situada na Rua Floriano Peixoto, no bairro de São José. O serviço vai funcionar das 13h às 21h.

Na ocasião, serão atendidos casos que envolvem crimes cujas penas não ultrapassem dois anos de prisão, como agressões, brigas, danos ao patrimônio público e provocação de tumulto, além de causas cíveis de menor complexidade. Ocorrências consideradas mais graves são redirecionadas a outros órgãos da Justiça estadual, que durante o Carnaval, irão funcionar em regime de Plantão.

Esta é a 12ª edição do Juizado do Folião, parceria do TJPE com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados – Seccional Pernambuco (OAB-PE), a Secretaria de Defesa Social (SDS), a Secretaria de Direitos Humanos, as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros Militar, o Instituto de Medicina Legal (IML) e o Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB).

Plantão Judicial

De sexta-feira (1º) até a quarta-feira de cinzas (06), o Tribunal de Justiça funcionará em regime de plantão, das 13h às 17h, atendendo ações cíveis e criminais com caráter de urgência. Além do plantão de 1º e 2º grau na Capital, também haverá atendimento de urgências na Região Metropolitana e em 14 comarcas do Interior. Confira todos os endereços, números de telefone e mais detalhes na página do Plantão Judiciário

Diógenes Braga também comentou que o Náutico tem recebido sondagens por alguns pratas da casa / Foto: Léo Motta/JC Imagem

No confronto do Náutico diante do Afogados da Ingazeira, pelo Campeonato Pernambucano, que terminou com a vitória do Timbu por 3 a 1, o técnico Márcio Goiano entrou em campo com seis jogadores formados na base alvirrubra e depois mais dois entraram no decorrer do jogo. Em entrevista coletiva, após a partida deste domingo, o vice-presidente executivo e de futebol do clube, Diógenes Braga, falou que a utilização dos pratas da casa mostra a importância de investir na formação de atletas.

“Ganhamos de 3 a 1 com gols de Thiago, Odilávio e Hereda da base. Não vamos jogar fora jogadores que tem 2 ou 3 anos de contrato para contratar um jogador de 6 meses. Estamos aqui para fazer o Náutico grande. O caminho é esse. Mas às vezes as coisas não dão certo. Se no jogo contra o Santa Cruz, por exemplo, tivesse um vencedor, seriamos nós”, comentou.

Negociações

Sem entrar em detalhes, o dirigente reforçou a necessidade de descobrir jogadores na base e, sem citar nomes de atletas ou de clubes, afirmou que futuramente vai negociar os garotos. “Nós precisamos revelar estes meninos que estão jogando. Vários clubes já sondam e mais na frente vamos fazer negociações que vão ajudar demais. Os meninos são patrimônio o clube. Caímos na Copa do Brasil, mas temos o Pernambucano e a Copa do Nordeste e vamos entrar com tudo na Série C” garantiu, Diógenes Braga.

O Blog PE Notícias recebeu da Assessoria do deputado Gonzaga Patriota uma nota de esclarecimentos quanto a sua internação em um hospital de São Paulo:

“O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB-PE) apresentou um quadro viral, que gerou complicações no pulmão, fígado e trombose na região abdominal e está há oito dias em tratamento intensivo, por ainda requerer cuidados. Patriota agradece primeiramente a Deus e, também, aos seus familiares e amigos, pelo carinho, mensagens e orações de apoio que lhe estão sendo enviados”.                                              

Assessoria do Deputado Federal Gonzaga Patriota.

assembleia-legislativa-pe

Blog de Jamildo

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) disponibilizou, no seu site oficial na Internet, a íntegra do julgamento das verbas indenizatórias dos deputados estaduais. O julgamento, pela irregularidade no uso das verbas, ocorreu em 12 de fevereiro. Foram citados no processo 22 deputados e ex-deputados.

O suposto esquema, apontado pelos auditores do TCE, envolvia o uso de notas de 7 empresas apontadas como “fantasmas” ou inexistentes.

Segundo o relatório, houve “o recebimento de verbas indenizatórias por 22 deputados estaduais, em face da apresentação de documentos fiscais emitidos por empresas constituídas apenas documentalmente e/ou sem capacidade operacional para o fornecimento dos bens e serviços contratados, no valor total de R$ 1.916.222,70”.

Após o início da investigação pelo TCE, quase todos os deputados e ex-deputados estaduais devolveram o dinheiro utilizado pela chamada verba indenizatória.

O deputado Romário Dias (PSD), segundo o relatório, está devolvendo 160 mil reais através de descontos parcelados na folha de pagamento.

“Em momento posterior, em 07/02/2019, a Assembleia Legislativa protocolou Termo de Alteração do Termo de Disposição Voluntária de Vontade, subscrito pelo Deputado Romário Dias (fls. 9.457/9.461), com a informação de que o ressarcimento do saldo de R$ 160.581,71 ocorrerá através da realização de desconto mensal na folha de pagamento dos subsídios recebidos pelo Deputado Romário de Castro Dias Pereira, em razão de exercício de mandato eletivo junto à ALEPE, em 48 (quarenta e oito) parcelas mensais, iguais e sucessivas, no valor de R$ 3.345,45”, diz o relatório.

O TCE também fez recomendações à Assembleia, como “que estruture uma verdadeira unidade de controle interno” e “adote medidas necessárias para a extinção do pagamento de verbas indenizatórias de apoio aos gabinetes dos Deputados”.

DENÚNCIA DE ANTÔNIO CAMPOS

A apuração começou por uma denúncia do advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, que apontou supostas irregularidades no uso da verba de gabinete do Professor Lupércio, quando deputado estadual.

Em 2016, Lupércio derrotou Antônio Campos no segundo turno de Olinda.

Em 2017, o advogado Antônio Campos, ao defender a condenação do atual prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), por uso indevido da verba de gabinete como deputado estadual, revelou que outros parlamentares também usaram das mesmas empresas supostamente “fantasmas”, objeto da denúncia protocolada pelo advogado contra Lupércio.

Antônio Campos, na tribuna do TCE, revelou que foi pressionado por deputados e políticos para retirar a denúncia.

“Esse caso em julgamento, que julga um caso em concreto, na realidade, envolve não só o caso que está sendo julgado nesse processo. É um caso que se vê duas empresas dessas, infelizmente, forneceram a outros gabinetes, inclusive, esse modesto advogado que vos fala hoje foi pressionado por ter feito essa denúncia em relação a esse processo, que poderia prejudicar outras pessoas”, revelou Antônio Campos.

O advogado disse que o caso era de “utilização da chamada fábrica de notas, em que uma empresa fica fornecendo notas para cobrir despesas de gabinete”.

Antes do julgamento, Lupércio devolveu voluntariamente 136 mil reais aos cofres da Assembleia.

Conforme matéria publicada no JC, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu investigação para esmiuçar os contratos feitos por 20 deputados e dois ex-deputados da Alepe com sete empresas que funcionam apenas no papel. O caso veio à tona, após o julgamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que fez diligências e identificou a inexistência dos negócios. A reportagem do JC foi aos locais e comprovou que nenhuma delas funciona nos endereços informados.

Após quase 100 dias sem efetuar transações da Agência do Banco do Brasil, como um dos correspondentes, a Agência dos Correios da cidade de Carnaíba,  através da Regional em Salgueiro, informou na ultima sexta-feira que os Correios voltou às atividades com os serviços do Banco do Brasil.

Segundo o gerente Hamilton Aleixo, depois de um longo período buscando solucionar o problema que impedia a realização dos serviços bancários,  “comunicamos a população de Carnaíba que os serviços bancários de outrora já está normalizado, efetuando pagamentos, saques e transações além de pagamentos de boletos”, disse.

A cidade de Carnaíba, localizada no Sertão de Pernambuco, está sem agência bancária do Banco do Brasil desde o dia 2 de Fevereiro de 2018, que segundo o blog de Cauê Rodrigues, após um ataque de ladrões que em uma ação de assalto acabaram explodindo a agência que posteriormente foi demolida. Os usuários do Banco do Brasil utilizavam os Correios que ainda tentava facilitar a vida dos usuários de Carnaíba e Quixaba, que após ter os serviços suspensos também pelos Correios, passaram a fazer suas transações em agências de cidades como Afogados da Ingazeira, Flores, Serra Talhada e Princesa Isabel (PB).

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Um áudio divulgado pelo Blog “A língua”,  de Petrolina, no Sertão pernambucano, traz declarações altamente comprometedoras atribuídas ao vereador Elias Jardim, da base de apoio do prefeito Miguel Coelho (ouça o áudio Aqui).

No áudio, que circula nas rede sociais, o vereador Elias Jardim (foto), confirma  que as indicações no Programa Nova Semente,  de professoras e gestoras, são feitas pelos vereadores de Petrolina, claro, aqueles da base de Miguel Coelho e ainda afirma que todo mundo sabe dessas indicações e que mandou desligar determinada professora porque não lhe deu “sartifacão”.

Além de revelar que aquela professora teria sido desligada por não lhe beijar a mão, o vereador confirma que outras professoras seriam desligadas porque não serviam para o posto, pelo simples fato de não irem ao seu gabinete bater continência.

Elias disse mais: “Eu tô trocando para colocar pessoas de confiança! A gente não vai ficar com esse tipo de gente. Eu não  tenho nada com esse povo não, por isso é que está saindo!”.

Os disparates ditos pelo vereador de Petrolina são verdadeira confissão do uso de um programa da Prefeitura para compra de apoio político seja pelo prefeito com relação a vereadores, seja com relação aos vereadores daquele município e seus eleitores.

É no mínimo contraditório que o governo Bolsonaro, que se elegeu prometendo acabar com o “toma lá, dá cá”, tenha escolhido para seu líder no Senado, ninguém menos que o pai e líder político do prefeito de Petrolina, “delatado” por sua própria base como useiro e vezeiro do pior tipo de clientelismo político, que beira à chantagem, ao exigir beija mão de servidores pagos com dinheiro público.

A prática, aliás, remonta aos áudios do prefeito de Camaragibe, que coagiu servidores comissionados a comparecerem a um bloco onde sua noiva era a principal atração, com ameaças de demissão.

SOBRE O PROGRAMA NOVA SEMENTE

O Programa Nova Semente é um Programa criado pela Prefeitura de Petrolina para implantação de escolas e creches nas comunidades da cidade. Até Miguel Coelho assumir a Prefeitura, professores eram selecionados por meio de seleção pública. O áudio revela que atualmente, o programa virou moeda de troca da gestão com vereadores e destes com seus eleitores.

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Se durante a semana a chuva já vinha caindo frequentemente, neste final de semana o volume aumentou.

Em Afogados da Ingazeira no último sábado foram 75 mm, neste domingo foram mais 36, somando 111 mm em dois dias. As chuvas foram registradas também em Tabira, Solidão, Quixaba, São José do Egito e na zona rural desses municípios.

Ouvintes do programa Rádio Vivo, da Rádio Pajeú FM, informaram na manhã dessa segunda-feira (25), ocorrências de chuvas nas comunidades de Escada com 80 e 19 mm (sábado e domingo), Caiçara, Curral Velho, Barra, Poço de Pedra, Carnaúba dos Santos, Rosário, Mata Redonda, Salgadinho, Carnaubinha, e outros sítios. 

Para hoje a possibilidade de chuva em Afogados da Ingazeira é de 90%. Com informações do comunicador Anchieta Santos para o PE Notícias.

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Nota de Esclarecimento

“A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – Chesf, considerando notícia divulgada na imprensa e em redes sociais a respeito da existência de vazamentos de água nas barragens de Paulo Afonso IV e Moxotó, presta os seguintes esclarecimentos:

Inicialmente ressalta que a Chesf lida e detém experiência, há mais de 60 anos, com barragens de grande porte que fazem parte dos seus empreendimentos hidrelétricos. Como parte das suas ações, realiza um criterioso programa de manutenção das instalações, contemplando o devido monitoramento e inspeções nas estruturas civis das barragens, de acordo com o Plano de Segurança de Barragens, atendendo as exigências da Legislação Federal (Lei 12.334/2010) e Regulamentação ANEEL (Resolução 696/2015).

Com relação ao fluxo de água no dreno à jusante do dique da barragem de Paulo Afonso IV, no bairro Perpétuo Socorro, em Paulo Afonso, esclarece que não se trata de vazamentos e sim de água que aflora do solo. Ressalta que desde a construção da barragem, este fato é percebido e não caracteriza fator de risco. Isso tecnicamente é denominado de surgências, consideradas comuns em barragens. Conforme as inspeções realizadas periodicamente, o aumento da vazão ocorreu devido a lançamentos irregulares de esgotos domésticos no dreno existente. Apesar de não implicar em riscos para a barragem, a Chesf vem desenvolvendo esforços junto à prefeitura municipal no sentido de adoção de medidas pela mesma, de modo que os esgotos e as águas de chuva, não sejam direcionados para o referido dreno.

Quanto à existência de água em dois locais à jusante da barragem de Moxotó, este fato, da mesma forma que na barragem de Paulo Afonso IV, não caracteriza anormalidade e nem representa riscos para a estrutura. A Chesf realiza, também, nessa barragem, inspeções e monitoramento permanente.

Portanto, as condições das barragens mencionadas estão conforme os padrões de segurança e critérios de projeto, não apresentando nenhum risco que possa comprometer a sua estabilidade”.

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O governo federal estuda instalar placas solares ao longo dos canais de integração do Rio São Francisco para que a energia solar possa ser utilizada no bombeamento da água. A informação é do presidente Jair Bolsonaro, em postagem feita ontem na sua conta no Twitter. 

O consumo de energia elétrica do sistema corresponde a cerca de 80% dos custos da operação do empreendimento. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Regional, a demanda anual nas fases pré-operacional e operacional do Projeto gira em torno de 746 mil MW. 

A instalação de placas sobre espelho d’água também possibilita que a evaporação seja bastante reduzida, já que os painéis solares montados em canais bloqueiam a radiação do sol. De acordo com estimativas, uma planta fotovoltaica (painéis) de um megawatt pode economizar nove milhões de litros de água por ano. 

Os painéis solares ainda oferecem outra vantagem: com a ausência de luz solar, o crescimento de algas é minimizado, ajudando também na redução do custo de manutenção e aumentando a vida útil dos equipamentos. 

Bolsonaro comentou também sobre a finalização das obras do projeto. “O Ministério de Desenvolvimento Regional divulga que, o Projeto de Integração do São Francisco está em fase conclusiva de obras, como visto em tweets anteriores. Complementamos que Eixo Norte está em reparação, e a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados até maio”, escreveu. 

O Ministério do Desenvolvimento Regional informou que o Eixo Norte está com 97% de avanço. Os serviços estão concentrados no dique Negreiros, em Salgueiro, no Sertão pernambucano e, em maio, as atividades serão concluídas, a estrutura voltará a pré-operar e “as águas do ‘Velho Chico’ voltarão a percorrer os canais em direção ao Ceará”. 

Já o Eixo Leste, entregue em março de 2017, tem garantido o abastecimento regular de mais de um milhão de pessoas em 35 municípios da Paraíba e de Pernambuco. Na semana passada, o governo liberou R$ 82 milhões para as obras da Adutora do Agreste, localizada no sertão pernambucano, para expandir o abastecimento na região. 

A adutora já leva as águas do Eixo Leste para sete cidades e, até junho, contemplará mais três municípios de Pernambuco. No total, a primeira fase da obra vai contemplar mais de um milhão de pessoas em 23 cidades.

Programa para declarar o Imposto de Renda já pode ser baixado

A partir desta segunda-feira (25), contribuintes de todo o país já podem acessar o programa para preenchimento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) por meio do site da Receita Federal. Os declarantes também podem incluir os dados pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível em smartphones e tablets. Neste ano, o prazo de entrega vai de 7 de março a 30 de abril.

Devem fazer a declaração todos àqueles que tenham recebido rendimentos tributáveis cuja soma supere R$ 28.559,70 no ano passado, ou rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte com soma superior a R$ 40 mil. No caso de atividade rural, a quantia deve ser maior do que R$ 142.798,50.

Quem teve ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeitos à incidência do imposto ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, também deve declarar.

A expectativa da Receita Federal é de que 30,5 milhões de declarações sejam enviadas neste ano. Com informações do Portal Brasil.

Carteiras de trabalho Foto: Leo Martins/Agência O Globo/05-05-2017

A reforma da Previdência entregue pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional na semana passada, além de ajudar a reduzir o déficit no sistema de aposentadoria federal, vai aliviar os caixas dos estados. Isso porque a proposta de emenda à Constituição (PEC) apresentada na semana passada prevê a elevação da alíquota de contribuição previdenciária para os servidores, de 11% para 14%, além do aumento do tempo de contribuição e da idade mínima para professores e policiais civis, carreiras com presença maior na folha de pagamento dos estados.

Levantamento feito pela equipe econômica com base nas finanças regionais aponta que todos os estados precisam de uma alíquota de contribuição previdenciária de 14% para seus servidores. Dados inéditos apurados pela equipe econômica revelam que, em 2018, o conjunto dos estados apresentou um rombo no regime de aposentadoria de R$ 85,891 bilhões. Apenas os estados mais novos — Amapá, Rondônia e Roraima, que antes eram territórios — não viraram o ano com déficit.

A alíquota maior terá de ser adotada por qualquer estado que tiver déficit, seja financeiro ou atuarial (quando se consideram as despesas futuras com pagamento de benefícios). Atualmente, todos os estados têm desequilíbrios atuariais.

Em pelo menos dez estados — Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Piauí, Bahia, Paraíba, Ceará, Alagoas, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — os percentuais já chegaram aos 14%. Ou seja, 17 governadores terão de elevar a alíquota após a aprovação da reforma. Eles terão 180 dias para aprovar essa regra; as demais medidas para servidores serão automáticas. O aumento da alíquota, porém, está longe de resolver o problema fiscal dos estados.

Em 2017, o déficit dos estados havia ficado em R$ 88,9 bilhões. A queda, segundo técnicos do governo, deveu-se a aportes de ativos e royalties, com a valorização da cotação do petróleo.

Para aliviar a penúria em que se encontram, os governadores terão de pôr em prática outras ações que estão previstas na PEC, como criar uma alíquota extraordinária paritária (uma para os trabalhadores e outra patronal), além da contribuição normal, para solucionar o déficit do regime previdenciário corrente e atuarial. Isso deve ser feito dentro de um plano, assim como vem ocorrendo nos fundos de pensão das estatais.

Segundo o secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14% vai gerar uma receita adicional para o regime próprio de apenas R$ 1,5 bilhão por ano. Esse valor é insignificante frente ao déficit do sistema previdenciário do estado, de R$ 21,9 bilhões.

Fundo comum no Nordeste

Meirelles argumenta que o que fará a diferença são as mudanças nas regras gerais da aposentadoria dos servidores federais, e que valerão imediatamente para os servidores estaduais. Estas são idade mínima de 65 anos (homem) e 62 anos (mulheres), com transição de 12 anos, ajustes nas aposentadorias especiais, como policiais e professores, e a restrição à acumulação de benefícios (aposentadoria e pensão). O objetivo dessas medidas é ajudar a reduzir o desequilíbrio a longo prazo.

— Estamos esperando a aprovação da reforma da Previdência para os servidores federais e que ela tenha validade imediata para os regimes estaduais e municipais, diz Meirelles.

Além da elevação da alíquota de contribuição para servidores estaduais, a PEC limita a incorporação de gratificações, como anuênios e quinquênios, ao valor das aposentadorias e pensões. Isso não acontece mais na União, mas é uma prática comum nos estados. Continue lendo

O prefeito de Gran Sabana, Emilio González, conversa com jornalistas após fugir da Venezuela Foto: BRUNO KELLY / REUTERS

O político opositor venezuelano  Emilio González, prefeito do município de Gran Sabana, cuja capital é Santa Elena  de Uairén  — a 15 quilômetros da fronteira com Brasil  — denunciou no início da noite deste domingo (24) que os corpos de 25 pessoas mortas em confronto com militares e milícias pró-governo da Venezuela foram recolhidos na região administrativa gerida por ele. O prefeito González fugiu com sua comitiva para  o Brasil depois que civis de sua cidade  foram atacados pelos militares leais a Nicolás Maduro.

O que havia sido confirmado anteriormente eram as mortes de dois indígenas pela Guarda Nacional Bolivariana a 70 quilômetros da fronteira brasileira, na sexta-feira, e de quatro pessoas em Santa Elena por milícias chavistas, no sábado. Um enfermeiro venezuelano afirmou que até agora quatro mortos chegaram ao hospital de Santa Elena, além de 45  feridos a bala. A ONG Venezuela de direitos humanos Provea também confirmou quatro mortes em Santa Elena. 

Segundo o prefeito, três mil militares e milicianos desembarcaram em oito comboios, em Santa Elena no sábado à tarde. Ele acredita que os números devem subir à medida em que a prefeitura consiga  recolher os corpos, a maioria localizada em regiões ermas. No total, 85 pessoas teriam ficado  feridas.

O hospital de Santa Elena conta com apenas uma ambulância e, sem medicamentos, não tem condições de atender as vítimas, relatou o enfermeiro Rack Ramsame, que trabalha no local. Segundo ele, no município vizinho ao Brasil há veículos blindados e guardas fortemente armados nas ruas.

— Hoje eu fiz três viagens (para o Brasil) com feridos à bala.

Oito pessoas, entre assessores  e um grupo de escolta, fizeram uma caminhada de seis horas por trilhas abertas na selva para chegar ao Brasil. O prefeito denunciou que a Guarda Nacional disparou contra a população civil, que protestava desarmada.

Uma venezuelana de 39 anos relatou que os conflitos na cidade entre guardas nacionais e civis pareciam uma zona de guerra: “Havia muitas pessoas feridas e ouvíamos muitos barulhos de tiro”.

Segundo ela, a cidade amanheceu deserta e destruída neste domingo, e o clima ainda é de tensão.

— Ontem (sábado) foi terrível. Ouvíamos muitos tiros, gritos de pessoas feridas na rua. Ficamos com muito medo, medo de morrer, relatou ela, afirmando que mora a cerca de 2 km do centro, onde os confrontos foram mais intensos.

Os sindicatos que controlam garimpos também teriam enviado milícias armadas e fardadas como militares. Os empresários do garimpo são aliados de Maduro, e disputam há décadas as minas de pedras preciosas da região de Gran Sabana com os indígenas. Com informações de O Globo.

JAIR BOLSONARO

Uma ave desperta preocupação na capital federal. “Águia se aproxima”, diz um segurança do Planalto para os colegas pelo sistema de rádio. “Águia vai sair agora”, informa outro. O grupo de agentes que faz a escolta do presidente Jair Bolsonaro só relaxa quando ele entra no Alvorada, residência oficial, para descansar: “Águia no ninho. Missão cumprida. Ok?”

Codinome de Bolsonaro usado pelos seguranças, à águia já foi símbolo da Presidência quando os chefes do Executivo despachavam no Palácio do Catete, no Rio, uma construção com estátuas da ave no telhado.

Uma foto de Juscelino Kubitschek (1956-1961) no heliponto do prédio e na frente das asas de uma das aves do telhado do palácio marcou o governo do presidente “voador”. Com a transferência da capital para Brasília, as emas do Alvorada desbancaram a temida ave de rapina. Depois de generais “sisudos” e civis “espontâneos” ocuparem o poder, a águia está de volta à simbologia da Presidência da República.

Não há uma regra para a escolha do apelido pelos seguranças do palácio. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o “Eclipse” – “o tempo fechava sempre”, relataram antigos agentes que atuam no Planalto. Já a presidente cassada Dilma Rousseff era chamada de “Cristal” – “se cair, quebra”, lembraram.

No Planalto, o comportamento da “Águia” tem sido motivo de apreensão. A preocupação, segundo auxiliares, é com o que consideram “excesso de informalidade” do presidente e com questões de segurança.

Embora seja oriundo do Exército e tenha redobrado o cuidado com sua proteção pessoal após o atentado a faca que sofreu durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em setembro passado, Bolsonaro não suportou muitos dias o ostensivo sistema de segurança ao chegar a Brasília.

Ainda no governo de transição, ele mandou dispensar os batedores da Polícia Militar que abriam o trânsito para sua comitiva e diminuir o número de agentes da Polícia Federal na sua escolta. Assim que assumiu o poder, a guarda dele, por norma antiga, passou para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), sendo feita por militares do Exército.

Um amigo do presidente disse à reportagem que a equipe de segurança não esconde a preocupação quando Bolsonaro para na portaria do Alvorada para cumprimentar simpatizantes ou, nos aeroportos, ao entrar ou sair do carro, dar a mão para os batedores ou para o “cara do tratorzinho do avião”. “Ele está tentando manter a autenticidade dele”, avaliou. “Vai acabar entendendo que terá de chegar a um meio-termo, mas não vai ser amarrado.”

As quebras de protocolo na Presidência, comuns nos governos de Itamar Franco (1992-1994) e, principalmente, de Lula, foram interpretadas neste início de governo – até por aliados próximos de Bolsonaro – como quebra da “liturgia do cargo”, termo usado por José Sarney (1985-1990) para se referir às regras do cerimonial e do comportamento de um titular da Presidência da República.

Chinelo e camiseta

Na semana passada, auxiliares pediram à exaustão que Bolsonaro “reavaliasse” sua postura. Ele foi aconselhado a evitar o uso de chinelo e camisa de futebol em cerimônia oficial – o presidente vestiu uma camisa do Palmeiras no evento de apresentação da reforma da Previdência –, a abandonar de vez o Twitter e a separar questões familiares de assuntos de governo.

Para esses auxiliares, Bolsonaro “é um presidente que insiste em não se adaptar à estrutura do palácio” – batizada por políticos e jornalistas, ainda nos anos 1970, como a “máquina de fazer presidentes”. Ao ocupar nos primeiros dias de janeiro o gabinete do terceiro andar do Planalto, Bolsonaro não aceitou, por exemplo, o telefone criptografado entregue pelo GSI. Quando tentou usá-lo, percebeu que o modelo só permitia ligações para quem tinha um outro igual.

Até agora, ele também reluta em deixar as redes sociais. Há poucas semanas, assinou decreto que passa a movimentação de suas contas no Twitter e no Facebook para uma Assessoria Especial do palácio. O grupo era formado por indicados de seu filho Carlos Bolsonaro, que, na campanha, foi responsável pela área digital e, agora, exerce influência na Secretaria de Comunicação (Secom), dirigida pelo publicitário Floriano Barbosa de Amorim, homem de confiança da família.