Com um calendário de obras em andamento nas áreas de abastecimento de água e saneamento, o governador Paulo Câmara (PSB) criticou, ontem (30), o governo federal pela demora em liberar recursos que permitam concluir os serviços executados no estado. “Já são sete meses do novo governo e de pouco planejamento, liberação, anúncio, praticamente nenhum”, frisou o socialista, em entrevista após participar da abertura da reunião da Associação das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe).

A expectativa do governador, conforme declarou, é que, ainda neste ano, “haja um choque que possa destravar o que está travado para que o Brasil volte a fazer obras que são fundamentais para geração de emprego e renda”, destacou, acrescentando que saneamento e água são obras que “empregam muita gente e que precisam ser priorizados pelo governo federal”.

Questionado sobre as ações do Consórcio Nordeste, instalado na última segunda-feira durante reunião dos governadores da região, na Bahia, ele garantiu que o consórcio já em funcionamento e com algumas ações em andamento.

“Devemos lançar ainda no mês de agosto uma licitação nova para compras governamentais para o Nordeste. Além disso, temos muitos projetos para serem colocados em prática nas áreas de saneamento, abastecimento de água, de educação, de segurança, de troca de experiência de gestão e de tecnologia de informação entre os estados”, antecipou.

Paulo afirmou que a meta para os próximos dez anos é de sanear as 14 cidades da Região Metropolitana em cerca de 90%.