Por Franklin Portugal*

Quem é acostumado a pegar sempre a BR-232 em Pernambuco, no trajeto Recife ao interior, já chegando à cidade de Gravatá, entra-se portanto, pelo túnel que há antes da Polícia Rodoviária Federal.  Podemos dizer que estamos agora numa espécie daquele túnel. Só que o túnel de verdade, da comparação, tem um tamanho definido, e dentro de alguns segundos o viajante sai dele. Mas, falo aqui do esporte como um todo.

Imagine-se num túnel destes, mas sem tamanho definido, e com uma escuridão danada pela frente. Assim é o calendário esportivo em 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus. Tudo o que vem ocorrendo arrancou totalmente a luz sobre várias competições, e lançou o breu diante dos olhos de quem é apaixonado por esportes.

O que dizer de como vai ficar os campeonatos Pernambucano? Copa do Brasil? Brasileiro nas suas várias divisões? Os gestores do futebol podem falar em meses, datas, planejamento de continuidade. Mas na verdade, quem vai saber o que há de suceder?

Deixo esse parágrafo em especial para um dos maiores acontecimentos do mundo: as Olimpíadas. Pois é, quem diria, apesar da disposição de segurar o otimismo, de ver a tal luz no fim do túnel, a decisão foi mesmo mexer neste evento planetário, e adiar os Jogos de Tóquio para 2021.

O esporte é assim: em toda modalidade, há a disputa, há adversário pra fazer sentido ter vencedor e medalhistas. Neste caso, o maior adversário do homem é invisível à vista natural, e é um vírus que nos tirou o direito de muitas, mas de muitas coisas, inclusive de vibrar pelos nossos times, que sempre lutam por títulos.

Mas, há uma coisa em que se pensar: com perseverança, paciência, sabendo lutar com as ferramentas certas, apontadas pela ciência, podemos e vamos sair de tudo isso com uma bela de uma medalha de ouro… A da Vida!

*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru – e colabora semanalmente com crônicas esportivas para o Blog PE Notícias.