A deputada Celina Leão, autora do PL 948/21 sobre a compra de vacinas pela iniciativa privada (PP-DF) [fotografo]Pablo Valadares/Câmara dos Deputados[/fotograf]

A deputada Celina Leão (PP-DF), relatora do projeto de lei 1.011/2020, que amplia a lista prioritária de vacinação contra covid-19 a 16 categorias, indicou, nesta quarta-feira (07), que os destaques que sugerem a inclusão de funcionários da Caixa Econômica Federal e de trabalhadores domésticas nas prioridades de imunização devem ser aprovados e entrar no texto-final do projeto após a discussão na Câmara. O texto-base que incluiu categorias como oficiais de justiça, coveiros, taxistas, entre outros, foi aprovado na semana passada, mas os deputados ainda precisam analisar as sugestões de diferentes blocos e partidos.

O destaque que propõe a inclusão nos grupos prioritários de funcionários da Caixa que realizem atendimento presencial para pagamento do auxílio emergencial é de autoria do PCdoB. Deputados da sigla e do PSB já haviam sugerido essa mudança em emendas anteriores, rejeitadas pela relatora. Já o destaque que sugere priorizar trabalhadores e trabalhadoras domésticas foi apresentado pelo PT.

Questionada sobre como avalia a inclusão dessas categorias, a deputada e relatora  da proposta afirmou não ter dúvidas de que ambas têm caráter “meritório” necessário para entrar no texto. “Ainda precisamos nos questionar mais e discutir entre nós se essa ampliação realmente é prioritária. Avalio que os destaques todos terão que entrar no PL, mas ainda não tenho conhecimento do acordo que líderes partidários vão fazer para isso. Devemos conversar mais sobre esses destaques e ver quais são as principais prioridades”, disse Celina Leão. Ela também é relatora do PL 948/21, aprovado na terça-feira (06), e que  permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a covid-19 sem repassar doses ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A deputada também defendeu a importância de imunizar os funcionários da Caixa, já que o banco é responsável pelo pagamento das parcelas do auxílio emergencial a cerca de 45,6 milhões de brasileiros. “Os funcionários da Caixa são quem pagam todo o auxílio, então eles sempre estarão muito expostos. Uma cidade pode estar em lockdown, mas a Caixa vai continuar funcionando”, afirmou.

A relatora também garantiu que as categorias que foram incluídas no projeto na última discussão não correm risco de serem retiradas do texto. Questionada sobre o fato do projeto de lei não estabelecer uma ordem prioritária para os grupos que foram incluídos na lista, a deputada disse que, se o PL for sancionado, essa função será do Ministério da Saúde. “É o ministério que definirá a ordem prioritária, não o Congresso. Existem grupos que foram aprovados pelo próprio PNI, e a gente também os incluiu dentro do PL”, esclareceu.