Pernambuco lidera avanço industrial no país e supera média nacional em serviços

Pernambuco fechou julho com os dois principais indicadores de atividade econômica em alta. A indústria de transformação cresceu 16,5% na comparação com julho de 2025, garantindo ao Estado o primeiro lugar em crescimento industrial do país pelo sétimo mês seguido, enquanto o setor de serviços voltou a crescer, com alta de 0,3% frente a junho, superando a estagnação registrada no país (0,0%). Os números, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já aparecem no mercado de trabalho, com a indústria pernambucana gerando 916 empregos formais em julho.

No acumulado de 12 meses até julho, a indústria de transformação do Estado lidera o país com alta de 10%, bem à frente do segundo colocado, o Rio Grande do Sul, que cresceu 3,6% no período. Na comparação entre julho de 2026 e julho de 2025, Pernambuco foi o único estado do Nordeste a registrar resultado positivo, com avanço de 1,2%. Já o setor de serviços interrompeu dois meses seguidos de queda, puxado pelas áreas profissionais, administrativas e complementares, que subiram 3,4%, e por outros serviços, com alta de 5,3%.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, os números confirmam o momento da economia estadual. “Pernambuco tem liderança nacional no crescimento da transformação e o maior resultado para um mês de julho da série histórica. O resultado de julho também mostra que os serviços pernambucanos retomaram o crescimento e avançaram acima do desempenho nacional”, afirma.

Refino puxa

O principal motor por trás do desempenho industrial segue sendo o setor de refino de petróleo e biocombustíveis, que acumula alta de 86,4% entre janeiro e julho. É um resultado puxado sobretudo pela Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, que tem ganhado peso crescente na produção industrial do Estado.

O avanço se traduziu em vagas de trabalho. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), a indústria criou 916 empregos com carteira assinada em julho, dos quais 798 só na transformação, o equivalente a quase metade (48,6%) de todas as vagas abertas em Pernambuco no mês.

Serviços reagem

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Casas Bahia faz quinta investida na Justiça para validar demissão de 1.900 funcionários

AJUSTE - Loja fechada da Casas Bahia: a dificuldade financeira levou a rede a cortar quase 300 pontos de venda no país

O Grupo Casas Bahia mantém aberta uma quinta frente na Justiça para tentar derrubar a decisão que suspendeu a demissão de cerca de 1.900 funcionários durante a reestruturação da varejista. Enquanto o recurso não é julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, a liminar que determinou o restabelecimento provisório dos vínculos e benefícios dos trabalhadores continua em vigor.

A disputa começou depois que a companhia fechou 298 lojas e promoveu uma rodada de desligamentos em agosto sem intervenção prévia dos sindicatos. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) foi à Justiça e conseguiu, no dia 18, suspender os efeitos das dispensas. A decisão também proibiu novas demissões em massa sem participação sindical e determinou a preservação de documentos relacionados ao plano de reestruturação.

Desde então, a Casas Bahia tentou reverter a decisão por diferentes caminhos. Um primeiro mandado de segurança não prosperou. A empresa também pediu a reconsideração da decisão à própria 11ª Vara do Trabalho de Brasília, mas teve o pedido rejeitado. Em seguida, apresentou um novo mandado de segurança ao TRT-10 e não conseguiu suspender imediatamente a liminar. Contra essa decisão, entrou com agravo interno, que continua aguardando julgamento.

A companhia ainda levou o caso ao Tribunal Superior do Trabalho. Em 2 de setembro, o corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro José Roberto Freire Pimenta, rejeitou uma correição parcial apresentada pela Casas Bahia para tentar suspender a decisão enquanto o recurso no TRT-10 não fosse analisado. O TST entendeu que não havia justificativa para interferir no caso por essa via.

Na prática, a discussão ainda não terminou. A Justiça não decidiu definitivamente se os desligamentos são válidos. A controvérsia gira em torno do entendimento do Supremo Tribunal Federal de que demissões coletivas exigem intervenção sindical prévia, o que não significa que o sindicato precise autorizar os cortes. Caso a empresa cumpra essa etapa, os desligamentos podem voltar a ser realizados.

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Prefeituras tem até esta terça-feira para solicitar parcelamentos de dívidas com a União

As prefeituras podem solicitar o parcelamento de dívidas com a União até esta terça-feira (09), previsto na Emenda Constitucional nº 136/2025 (PEC dos Precatórios). Os municípios interessados em aderir à medida devem enviar um ofício de manifestação de interesse à Secretaria do Tesouro Nacional, com as respectivas leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município. Os débitos podem ser pagos em até 360 parcelas.

O Decreto nº 13.080/2026 detalha as novas condições financeiras para os entes municipais. Além de permitir o parcelamento em até 360 parcelas mensais sucessivas, também há possibilidade de redução de juros e mudanças dos indexadores originais das dívidas pelo IPCA.

Conforme o Tesouro Nacional, o decreto se aplica somente às dívidas contratuais administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Como aderir ao parcelamento de dívidas?

O município deve enviar um ofício à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), por meio do e-mail: ec136@tesouro.gov.br, até essa terça-feira, 09 de setembro.

Confira o que o documento deve conter:

  • Manifestação expressa do prefeito quanto à intenção de aderir ao parcelamento;
  • Indicação da opção por taxa de juros/amortização/investimento dentre aquelas previstas no art. 4º do Decreto nº 13.080/2026;
  • Indicação detalhada dos ativos a serem transferidos (se houver);
  • Leis autorizativas publicadas no Diário Oficial do município.

Possibilidades para as prefeituras 

Em nota, a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) destacou que o município pode optar pela amortização de percentual do saldo devedor, com transferência de valores, bens móveis ou imóveis, créditos junto ao setor privado ou União. Também é possível optar pela compensação financeira da exploração de gás, petróleo, recursos hídricos ou minerais, entre outros. Para algumas opções, é preciso uma lei municipal específica.

As prefeituras também podem optar pelo compromisso de investimento dos juros que deixarão de ser pagos à União em áreas como educação, saneamento, habitação, adaptação climática, transportes ou segurança pública.

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Governo federal projeta receita total de R$ 3,24 trilhões em 2026; número é recorde e equivale a 23,7% do PIB

Notas de real — Foto: Reprodução/Pixabay

A equipe econômica estimou que as receitas totais do governo atingirão R$ 3,24 trilhões neste ano, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para o próximo ano, a expectativa da área econômica, de acordo com a proposta de orçamento, é de pequena queda nas receitas totais para 23,4% do PIB (R$ 3,46 trilhões).

As informações constam na proposta de orçamento para o ano de 2027, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional, que projeta um superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas no próximo ano.

Se confirmado, o patamar de 23,7% do PIB será o novo recorde da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional, que tem início em 1997, ou seja, o maior patamar em 30 anos.

A receita total considera a ou o valor da arrecadação corrigida pela inflação, são conceitos que, segundo analistas, permitem uma comparação histórica de longo prazo.

Até então, a maior receita total do governo, na proporção com o PIB, havia sido registrada em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (23,6% do PIB).

A média para a receita total do governo nos últimos 29 anos, entre 1997 e 2025, foi de 21,4% do PIB, segundo informações do Tesouro Nacional.

A receita total considera a arrecadação de tributos do governo federal, e outros ingressos de recursos, como “royalties”, concessões e dividendos, sem contar estados e municípios.

Esse conceito difere da chamada carga tributária da economia brasileira, que somou 32,1% do PIB em 2024, segundo dados da Secretaria da Receita Federal, que engloba os tributos de estados e municípios. O resultado de 2025 ainda não saiu.

O terceiro mandato do presidente Lula foi caracterizado pela carga tributária batendo recordes históricos e pelo crescimento de despesas, autorizado pela PEC da transição, que aumentou em cerca de R$ 170 bilhões as despesas anuais nos orçamentos públicos de cada ano, com criação de novas despesas e recomposição de orçamentos.

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Banco Central proíbe propagandas e ofertas comerciais em comprovantes de pagamento do Pix

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Estadão

O Banco Central proibiu a inclusão de propagandas, publicidade, ofertas comerciais, hiperlinks ou quaisquer conteúdos não relacionados à transação em comprovantes de pagamentos do Pix.

Segundo a autarquia, a medida visa preservar a finalidade exclusiva do comprovante, de registrar e demonstrar a transação realizada, e reduz o risco de que o documento seja utilizado como vetor de golpes, especialmente por meio de links fraudulentos.

A proibição consta na nova versão do manual de requisitos mínimos para a experiência do usuário que compõe o regulamento do Pix. A atualização foi publicada nesta quinta-feira.

O BC afirmou, em nota, que a nova versão tem como foco o aprimoramento da jornada de contestação de transações por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e no reforço da segurança e da clareza das informações prestadas aos usuários. As novas regras entram em vigor em 1º de março de 2027.

“As mudanças resultam da experiência acumulada desde a implementação dessas funcionalidades e traduzem a evolução contínua do arranjo, sempre orientada por dois objetivos: oferecer uma experiência mais simples e informativa para o cidadão e assegurar que as instituições disponham de elementos suficientes para o tratamento adequado de cada solicitação”, diz.

A nova versão do manual estabelece aprimoramentos relativos à experiência do usuário no acionamento da contestação por meio do MED, que está disponível nos aplicativos da instituições que oferecem o Pix desde 1º de outubro de 2025. O objetivo é que o usuário possa contar com uma jornada mais orientativa, segundo o BC.

“A nova jornada facilita a identificação do tipo de golpe ou fraude sofrido, por meio de situações apresentadas em linguagem cotidiana, e disponibiliza campos em que o usuário pode contextualizar e detalhar o que aconteceu, inclusive com a possibilidade de anexar documentos e comprovantes. Essas informações são essenciais para a análise da suspeita de fraude, tanto pela instituição da vítima quanto pela instituição do recebedor”, afirma, em nota.

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Quando mais imposto, sai caro para o próprio governo

RISCO RELEVANTE - Estatais: empréstimo de 12 bilhões de reais aos Correios

A chamada taxa das blusinhas começa a produzir uma daquelas contas difíceis de explicar. A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares arrecadou cerca de 2,1 bilhões de reais em seu primeiro ano de vigência. Ao mesmo tempo, uma das principais fontes de receita dos Correios desabou.

O faturamento da estatal com encomendas internacionais caiu de 4,43 bilhões de reais em 2023 para 1,34 bilhão de reais em 2025. A diferença, de aproximadamente 3,1 bilhões de reais por ano, supera o que o governo conseguiu arrecadar com a nova tributação em seus primeiros doze meses.

E a conta pública não para aí. O projeto de Orçamento de 2027 enviado pelo governo ao Congresso prevê um aporte de 6 bilhões de reais nos Correios, numa tentativa de reforçar as finanças da estatal depois de sucessivos prejuízos. Em outras palavras, o governo aumentou impostos sobre as remessas internacionais, arrecadou bilhões e agora prepara uma injeção de recursos ainda maior numa empresa pública fortemente atingida pelas mudanças nesse mercado.

É preciso fazer uma ressalva: não se pode atribuir toda a queda de receita dos Correios à taxa das blusinhas. A estatal também perdeu espaço para transportadoras privadas nas encomendas internacionais. A tributação, porém, reduziu a atratividade das compras de baixo valor e ajudou a transformar um negócio antes bilionário numa fonte bem menor de receitas.

O resultado é um curioso paradoxo fiscal. A nova cobrança trouxe mais receita tributária para a União, mas veio acompanhada de uma perda ainda maior numa estatal controlada pelo próprio governo. Agora, o próprio governo reservou outros 6 bilhões de reais para tentar ajudá-la a se recuperar.

Pix tem nova regra de segurança; entenda a mudança

BRAZIL - 2023/05/22: In this photo illustration, the Pix powered by Banco Central logo is displayed on a smartphone screen. (Photo Illustration by Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

Quem recebeu um pagamento pelo Pix e teve o dinheiro devolvido após uma contestação por fraude ganhou mais tempo para tentar reverter a operação. Desde esta terça-feira (1º), o prazo para questionar uma devolução feita pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) passou de 30 para 80 dias.

A mudança beneficia principalmente comerciantes, prestadores de serviços e outros recebedores que considerem indevida a retirada do dinheiro de suas contas. É o caso, por exemplo, de uma empresa que vendeu e entregou um produto, mas teve o pagamento devolvido depois que o comprador alegou ter sido vítima de fraude.

O MED é uma ferramenta de segurança do Pix que permite bloquear e devolver recursos transferidos em casos de golpe, fraude ou crime. Quando o banco considera o pedido procedente e encontra dinheiro disponível na conta que recebeu o Pix, o valor pode ser retirado e devolvido ao pagador.

Se o recebedor entender que a devolução foi indevida, deverá procurar a própria instituição financeira e apresentar documentos que comprovem a legitimidade da transação. Notas fiscais, comprovantes de entrega, contratos e conversas com o cliente podem ser usados na análise. A ampliação do prazo foi estabelecida pela Instrução Normativa 766, do Banco Central.

A contestação não provoca o retorno automático do dinheiro. Os bancos envolvidos precisam analisar o caso e verificar se o pedido original de devolução foi aberto indevidamente. A regra também não se aplica às devoluções motivadas por falhas operacionais das instituições financeiras.

O novo prazo não deve ser confundido com aquele concedido às vítimas de golpes. Quem foi enganado e realizou um Pix continua tendo até 80 dias, contados a partir da transferência, para pedir a abertura do MED. Apesar disso, o Banco Central recomenda acionar o banco o mais rapidamente possível, porque a recuperação depende da existência de recursos nas contas utilizadas pelos criminosos.

O mecanismo não pode ser usado para desfazer uma compra por arrependimento, resolver um desacordo comercial ou recuperar uma transferência enviada por engano. Nessas situações, o cliente deve procurar diretamente o recebedor ou buscar outras formas de solução. O MED é destinado especificamente a casos com suspeita de fraude, golpe ou crime, conforme as regras de segurança do Pix.

Combustíveis: Pernambuco é um dos estados com maior redução de preços do país

Pernambuco registrou em agosto a maior queda do país no preço médio do diesel S-10, com recuo de 1,88% em relação a julho, segundo levantamento da ValeCard, empresa de meios de pagamento.

O estado também apareceu entre os cinco com maior retração na gasolina, com baixa de 1,24%, no terceiro mês consecutivo de queda nos três combustíveis monitorados pela pesquisa: gasolina, etanol e diesel S-10. Os dados são de transações feitas entre 1º e 26 de agosto em mais de 25 mil postos credenciados no país.

No Nordeste, o movimento de queda foi generalizado, mas com intensidades diferentes por estado. A Bahia teve o maior recuo percentual da gasolina em todo o país, de 1,83%, completando três meses seguidos de baixa e acumulando queda de 3,89% desde maio. No etanol, o estado baiano também se destacou, com retração de 4,40% ante julho.

Já no diesel, a Bahia teve comportamento oposto ao restante da região, com alta de 0,84%. O Rio Grande do Norte teve a segunda maior queda da gasolina do país, de 1,75%, e a Paraíba, a segunda maior baixa do diesel S-10 nacional, de 1,71%. Sergipe destoou do padrão regional, sendo um dos dois únicos estados do país com alta no etanol em agosto (0,13%) e também teve elevação no diesel (0,77%).

Por que o etanol caiu mais que a gasolina?

Em nível nacional, o etanol liderou as quedas pelo terceiro mês seguido, com recuo de 2,06% ante julho, mais do que o dobro da baixa da gasolina (0,68%) e do diesel S-10 (0,51%).

Desde maio, a queda acumulada do etanol chega a 7,45%, contra 1,21% da gasolina e 1,97% do diesel. Na média do país, o litro da gasolina passou de R$ 6,821 para R$ 6,774, o etanol caiu de R$ 4,365 para R$ 4,275 e o diesel S-10 foi de R$ 7,196 para R$ 7,159.

A explicação está no calendário agrícola, agosto está no auge da safra de cana-de-açúcar, quando as usinas produzem mais etanol e a oferta do combustível aumenta no mercado interno, pressionando os preços para baixo. É um padrão sazonal que se repete todo ano no período de entressafra da colheita, diferente da gasolina e do diesel, cujos preços dependem mais de fatores como cotação internacional do petróleo e câmbio.

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Brasil testa nova tecnologia de pagamento com palma da mão

Uma mão sobre um leitor de pagamento branco com tela preta exibindo Pagamento aprovado e um ícone de check verde, em um ambiente moderno com fundo desfocado

O Brasil começou a testar uma nova forma de pagamento em que cartão, celular e até senha deixam de ser necessários. A autenticação é feita pela palma da mão, usando sensores capazes de reconhecer características únicas do usuário e autorizar transações vinculadas a Pix, débito ou crédito.

Uma das iniciativas reúne Positivo Tecnologia e Tencent Cloud. A solução, chamada PalmAI, utiliza biometria palmar e leitura do padrão das veias da mão. Depois do cadastro, o consumidor aproxima a palma do equipamento para ser identificado e concluir a compra.

A tecnologia já está sendo produzida em Manaus, enquanto a Positivo negocia sua adoção com adquirentes, varejistas e integradores. Supermercados, farmácias e restaurantes estão entre os mercados considerados para os primeiros testes. TecBan e Elo também trabalham em uma solução semelhante no país.

Outra parceria, entre Biostation e Softnex, apresentou nesta semana uma solução de pagamento por biometria palmar durante a Febraban Tech 2026. A expectativa é começar por ambientes como universidades, resorts, arenas, transportes e refeitórios. Se o modelo avançar, depois de o dinheiro dar lugar ao cartão e de o cartão ao celular, a próxima mudança pode ser não precisar carregar nenhum dos três.

Pernambuco é o segundo estado do Nordeste com mais empresas de serviços, segundo o IBGE

A Pesquisa Anual de Serviços de 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que Pernambuco possuía 42.963 empresas de serviços, o que correspondia a 18,9% das 227.470 do Nordeste e 2,2% das 1.919.365 existentes no Brasil.

No cenário regional, ficou atrás apenas da Bahia, que possuía 64.749 empresas de serviço, 50,7% a mais que Pernambuco.

O principal seguimento de empresas de serviço em Pernambuco foi o de “Serviços profissionais, administrativos e complementares”, com 16.986 empreendimentos. Em seguida estavam os “Serviços prestados principalmente às famílias”, que somavam 12.231 empresas, e o de “Serviços de informação e comunicação” com 4.265 empreendimentos.

A receita bruta obtida pelas empresas pernambucanas somou R$ 81,93 bilhões em 2024. O volume representou 21,4% dos R$ 383,39 bilhões registrados no Nordeste e 2,1% dos R$ 3,81 trilhões gerados nacionalmente.

Em relação à empregabilidade, o setor de serviços no estado alcançou 478.961 pessoas em 31 de dezembro de 2024. O número de ocupações correspondia a 19,7% dos 2.436.238 ocupados no Nordeste e a 3,0% dos 15.864.213 trabalhadores do setor no Brasil.

O gasto com pessoal, que compreende salários, retiradas e outras remunerações, ultrapassou R$ 14,77 bilhões em Pernambuco. O valor equivalia a 20,8% dos R$ 70,97 bilhões desembolsados pelas empresas de serviços do Nordeste.

Mudança na metodologia

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Conta de luz: bandeira tarifária para setembro será amarela; veja de quanto é o adicional

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (28), para o mês de setembro, a bandeira tarifária amarela, a mesma mantida desde maio de 2026. Nesse nível, os consumidores de energia elétrica continuarão com um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O anúncio veio conforme as previsões do setor.

De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo em vista as condições favoráveis à geração de energia no País. No fim de maio, houve prognóstico de bandeira vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções iniciais da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O prognóstico mudou. No momento, a CCEE projeta que a conta de luz deve permanecer na bandeira amarela até novembro. A partir de dezembro, com o fim do período seco, a tarifa de energia elétrica deve seguir para a bandeira verde.

A manutenção da bandeira amarela reflete a melhor condição hidrológica do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas (Energia Natural Afluente) ficou em 243% da média histórica em agosto.

Já os percentuais de Energia Armazenada (EAR), indicador que reflete o nível dos reservatórios, apontam o subsistema Sul com maior porcentual, 93,6%. Na sequência, vem a região Norte, 75,6%; a Nordeste, 69,2%; e a Sudeste/Centro-Oeste, 55%.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Qual são os efeitos esperados do El Niño

As autoridades do setor elétrico estão olhando há meses para os efeitos esperados com o fenômeno do El Niño. Se concretizado, este cenário climático prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do País e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia.

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FPM: municípios recebem R$ 4,6 bilhões no 3° decêndio de agosto; valor será repassado nesta sexta-feira

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Nesta sexta-feira (28), os municípios brasileiros recebem mais de R$ 4,6 bilhões referentes ao terceiro decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 3% menor do que o repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de quase de R$ 4,8 bilhões.

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, avalia que a redução pode estar relacionada às mudanças na tributação.

“Segundo algumas análises realizadas, isso pode estar sendo impactado pela adequação do IPI. A reforma tributária, que está em um calendário de transição e pode ter esse impacto nos resultados do FPM. De outra forma, seguiremos acompanhando os resultados para os próximos decêndios e verificando se é uma posição que se mantém”, afirma Lima.

Maiores valores por estado

São Paulo concentra o maior volume de recursos neste primeiro decêndio de agosto, com quase R$ 570 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Americana, Araçatuba, Cotia e Limeira, cada um recebendo mais de R$ 2,4 milhões.

Na sequência aparece Minas Gerais, com mais de R$ 566,8 milhões. No estado, Divinópolis, Governador Valadares e Ipatinga estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2,6 milhões.

Municípios com FPM bloqueados

Até o dia 25 de agosto de 2026, um total de 24 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM.

Confira a lista:   

  • Domingos Martins (ES);
  • Alfenas (MG);
  • Ibirité (MG);
  • Itambé do Mato Dentro (MG);
  • Itutinga (MG);
  • Papagaios (MG);
  • Sacramento (MG);
  • São João das Missões (MG);;
  • Unaí (MG);
  • Campos de Júlio (MT);

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Casas Bahia pede à Justiça que Banco do Brasil devolva R$ 422 mi e tenta estancar saída de mais recursos

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Estadão

O Grupo Casas Bahia pediu, na última segunda-feira (24), que a Justiça de São Paulo obrigue o Banco do Brasil a devolver R$ 422 milhões que foram debitados unilateralmente da conta da empresa.

De acordo com a petição da companhia, o banco atuou como fiador em garantias contratadas pela varejista junto aos fornecedores Apple e Mapfre Seguros. Após o ajuizamento da recuperação judicial, os fornecedores teriam acionado essas garantias.

O Banco do Brasil honrou os pagamentos e, em seguida, debitou o valor correspondente das contas da Casas Bahia para se reembolsar na última sexta-feira (21), afirmam os advogados da Casas Bahia.

A empresa discorda da retenção porque o banco teria usado a transação para satisfazer um crédito que estaria sujeito às regras do processo de recuperação judicial.

A empresa entrou com pedido de recuperação no dia 16 de agosto, reportando uma dívida de R$ 17,3 bilhões.

“Diversos desses credores já iniciaram verdadeira ‘corrida’ para satisfação individual de seus créditos em termos distintos do plano recuperacional”, afirma a Casas Bahia. Segundo a empresa, isso viola o princípio da paridade entre credores.

Os advogados da rede defendem que o BB deveria ter apresentado questionamentos judiciais sobre as quantias a que tem direito nessas operações em que atuou como fiador. O BB e a Apple afirmaram que não vão comentar o caso. Procuradas por email, a Mapfre e a Casas Bahia não responderam até a publicação desta reportagem.

O documento, apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, lista uma série de pedidos da Casas Bahia que têm como objetivo estancar a saída de recursos de seus cofres.

A varejista também afirma que o banco BTG Pactual travou movimentações e consultas de saldo nas contas bancárias da companhia. O BTG ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Além dos bancos, as empresas de pagamento Cielo, Getnet e Redecard retiveram, de acordo com a Casas Bahia, recebíveis de cartões do grupo, mecanismo vital para o fluxo de caixa de empresas do varejo.

Pelos cálculos da companhia, os valores ultrapassam R$ 18 milhões, sendo ao menos R$ 14 milhões retidos pela Getnet. O intuito seria a proteção contra eventuais compensações decorrentes do aumento de chargeback, mecanismo de cancelamento e devolução de compras feitas com cartão, solicitado diretamente ao banco emissor e não ao lojista.

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Neoenergia Pernambuco oferece até 90% de desconto para negociar dívidas até a próxima segunda-feira

Clientes da Neoenergia Pernambuco têm até a próxima segunda-feira (31), para negociar contas de energia atrasadas com descontos de até 90%.

A campanha é voltada para consumidores residenciais, comerciais, rurais e de baixa renda que tenham faturas vencidas há mais de um ano. Além dos descontos em juros e multas, alguns clientes também podem ter redução no valor principal da dívida.

O pagamento pode ser feito via Pix ou parcelado em até 21 vezes no cartão de crédito, conforme as condições da operadora.

A negociação pode ser realizada pela internet ou presencialmente nas lojas de atendimento da Neoenergia Pernambuco. As condições disponíveis para cada cliente podem ser consultadas no portal Negocie Online.

A campanha termina no dia 31 de agosto e, segundo a distribuidora, as condições especiais não serão mantidas após o encerramento.

Gasto público abre distância de R$ 1 trilhão sobre Impostômetro

Impostômetro

O tamanho da distância entre o que o poder público gasta e o que os contribuintes recolhem em tributos ganhou uma nova marca nesta segunda-feira (24). O Gasto Brasil, que acompanha as despesas primárias da União, dos estados e dos municípios, superou em R$ 1 trilhão o valor registrado pelo Impostômetro.

A diferença ajuda a dimensionar o ritmo das despesas públicas, embora não possa ser confundida com o déficit fiscal do país. Os dois painéis usam metodologias e universos diferentes: o Gasto Brasil acompanha despesas primárias, enquanto o Impostômetro soma impostos, taxas e contribuições pagos aos três níveis de governo.

Ainda assim, outro dado reforça a aceleração dos gastos em 2026. O Gasto Brasil chegou a R$ 3 trilhões em 15 de julho, cerca de 20 dias antes da referência registrada em 2025. Em 11 de agosto, o painel já contabilizava mais de R$ 3,4 trilhões em despesas desde o início do ano.

A União respondia por quase R$ 1,6 trilhão desse total, ou 46,5%. Os estados acumulavam R$ 926,2 bilhões em despesas e os municípios, R$ 908,1 bilhões.

Criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o Gasto Brasil foi lançado em 2025 como uma espécie de contraponto ao Impostômetro. A proposta é permitir que o contribuinte acompanhe, lado a lado, o ritmo da arrecadação e o avanço das despesas públicas.