
Por Pedro Araújo
Se a quantidade de denúncias que chegam ao Blog PE Notícias quanto aos desmandos na gestão municipal de Afogados da Ingazeira fossem divulgadas no seu dia a dia faltaria espaços para outras divulgações. Mas o nosso dever é de mostrar o que realmente estar se passando numa cidade onde os governantes, que por muitas horas se tornam invisíveis, dizem que é uma cidade pujante, que cresce e desenvolve a cada dia, mas esquecem que deixam de realizar as ações para concretizar as suas falácias.
Dessa vez a denúncia vem de moradores da Rua Expedito Lopes, transversal da Rua Graciliano Ramos, no bairro Padre Pedro Pereira, onde a Prefeitura Municipal iniciou a construção do calçamento da referida rua, colocou os tijolos intertravados, e ali deixou, não concluíram porque alguns moradores disseram ao Blog PE Notícias, que ao perguntarem a alguns trabalhadores que iniciaram os trabalhos, o porque da paralisação da obra, a resposta foi de que os mesmos não recebiam seus salários há dois meses. A Prefeitura pode até não ter culpa, mas se terceirizou o trabalho com uma empresa, tem o dever de cobrar pelos serviços prestados, ou será que a empresa também não recebeu do município? Alguém tem que ser responsabilizado pelos desmandos, e não os moradores que por muito tempo gostariam de sair da poeira em suas portas.

O mal de muitas cidades do interior desse país é ter as câmaras de vereadores, na sua maioria, a unanimidade viver debaixo do guarda-chuvas do gestor, com benesses que vai do empreguismo até a locação de veículos, e em Afogados da Ingazeira isso não é diferente. Lagartixas perdem feio para quem assiste uma sessão legislativa, é aprovação de tudo que é projeto, com raras exceções, não se ouve uma cobrança ao governo municipal, principalmente com relação aos serviços prestados em prol da população, que também tem sua parcela de culpa, pois aqueles que estão no poder, só estão lá porque alguém os escolheu, não se sabe em troca de que.
Na verdade, o voto vendido causa nisso, em serviços não realizados. Quando o eleitor tiver o poder da escolha pelo bem necessário, aí pode se dizer que sua cidade será ou é pujante, o poder de uma troca bem feita muitas vezes traz um benefício bem maior.



