
A Prefeitura de Ingazeira, por meio do Decreto nº 027/2025, assinado pelo prefeito Luciano Torres, nesta quinta-feira (04), anunciou um conjunto de medidas administrativas para reduzir despesas e equilibrar as contas públicas. A decisão foi motivada pela queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e pela necessidade de assegurar o pagamento em dia da folha de servidores e fornecedores.
Entre as ações previstas estão a restrição no uso da frota de veículos, a suspensão de novas gratificações, o corte de 10% nos salários de cargos comissionados e contratados temporários (exceto para serviços essenciais) e a redução de 50% nas gratificações já concedidas. Também haverá diminuição de despesas com energia, água, diárias e assessorias contratadas.
O decreto tem validade até o dia 5 de dezembro de 2025 e estabelece que os secretários municipais serão responsáveis por garantir o cumprimento das medidas em suas respectivas pastas.
Apesar das restrições, a gestão municipal assegurou que os serviços considerados fundamentais para a população não serão prejudicados. Áreas como Saúde, Educação e Assistência Social seguirão em pleno funcionamento, com prioridade para a manutenção dos atendimentos e ações que beneficiam diretamente a coletividade.
Segundo o prefeito, as medidas visam “garantir a responsabilidade com as finanças públicas sem comprometer os serviços que mais impactam a vida dos cidadãos”.
Dr. Pedro Alves (PSD), já divulgou no início da semana, que é outro com salário reduzido junto com sua equipe. Além da diminuição do FPM, o prefeito de Iguaracy se preocupa com as consequências na economia do País devido ao tarifaço dos Estados Unidos, que também poderá atingir os municípios pequenos.
“Administro uma cidade com 12 mil habitantes, mas que tem área de 900 km². Temos uma unidade mista que recebe R$ 18 mil, só que tenho de aportar R$ 200 mil e ainda tem R$ 100 do duodécimo da Câmara Municipal”, lamenta Dr. Pedro.
Especialistas em municípios avaliam que os cortes salariais anunciados por prefeitos também têm a ver com falta de planejamento e desconhecimento sobre a queda do FPM, neste período do ano. Houve até aumento desses recursos, porém os gestores novatos, principalmente, teriam se empolgado no início dos mandatos. Mas também é verdade que as despesas são altas e o Governo Federal não reajusta os repasses.



