Projeto Cultural “No Caminho das Águas” celebra a cultura Afro-Brasileira em cidades do Litoral, Agreste e Sertão de Pernambuco

Da Assessoria

Grupo de matrizes africanas Oba Ayê circula por seis (6) cidades do Litoral, Agreste e Sertão de Pernambuco com o espetáculo “Rainha das Águas, Mãe do Mar”. O grupo de Matrizes Africanas Oba Ayê se prepara para sua terceira circulação pelo território pernambucano. Neste mês de setembro, o grupo arcoverdense dá início ao projeto “No Caminho das Águas – Do Litoral ao Sertão”, levando o espetáculo “Rainha das Águas, Mãe do Mar” e a oficina “Do Toque ao Passo” para as cidades pernambucanas. O projeto celebra a cultura e as religiões Afro-Brasileiras, em uma jornada que conecta o litoral ao Sertão de Pernambuco.

A primeira etapa do projeto acontecerá nas cidades litorâneas de Ipojuca e São José da Coroa Grande, nos dias 05, 06 e 07 de setembro. As próximas cidades, Bezerros, Garanhuns, Santa Maria da Boa Vista e Bodocó, serão contempladas na segunda etapa, em janeiro de 2026. Em todas as cidades, haverá a oficina e em seguida, a apresentação do espetáculo.

A oficina Do toque ao passo será conduzida pelos integrantes do Obá Ayê, é uma experiência prática e educativa. Os participantes aprenderão a executar toques tradicionais em tambores e atabaques, associados a oito orixás. Em um segundo momento, serão convidados a participar do espetáculo, praticando os movimentos de dança relacionados aos toques, em uma celebração conjunta. A oficina é guiada por dois oficineiros, um focado na percussão e outro na dança. O conhecimento é transmitido oralmente e através da experimentação, seguindo a tradição das religiões de matriz africana.

O espetáculo “Rainha das Águas, Mãe do Mar” é uma fusão de música e dança, com inspiração no Candomblé e no Afoxé. A performance tem Iemanjá como figura central, explorando a riqueza da cultura e religiosidade afro-brasileira. A apresentação é uma oportunidade para o público se conectar com a história e a musicalidade de um dos orixás mais venerados do panteão africano. O espetáculo teve sua estreia em junho de 2019 e desde então encontra muita receptividade do público, proporcionando encantamento, delicadeza e sobretudo conhecimento.

Segundo Valderlan Baltazar, diretor musical e diretor do projeto, “Nessa nossa terceira circulação vamos passar por várias cidades de Pernambuco para mostrar a cultura de matriz africana presente em nosso estado e também a força do Sertão! Será um momento de grande importância, pois viveremos também esse intercâmbio cultural junto com os grupos e com os povos de terreiro de cada cidade”.

Todas as atividades contarão com tradução em Libras, garantindo a acessibilidade e a participação do público surdo e ensurdecido.