Comunidade quilombola em Triunfo recebe ação cultural

O legado de Joaquim Nabuco foi tema de uma atividade promovida pela Biblioteca da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na comunidade quilombola Águas Claras, em Triunfo, no Sertão do Pajeú. A ação ofereceu oficinas de cordel e de cianotipia, uma antiga técnica de revelação de fotografias.

A iniciativa teve como objetivo utilizar a arte como ferramenta de sensibilização e conscientização coletiva. Os moradores revisitaram a história e a memória da comunidade e discutiram sobre a importância de se manterem ativos para conquistar e consolidar direitos.

A oficina de cordel foi ministrada pelo poeta e servidor da casa Alexandre Morais. Já a de cianotipia ficou a cargo do fotógrafo Douglas Fagner, que elogiou o engajamento dos alunos. “Foi fantástico ver como a comunidade entendeu a mensagem, se envolveu e produziu com tanta qualidade. Uma atividade motivadora também para a gente que mediou”, disse.

A líder comunitária Gilda Ferreira traduziu o momento em versos: “E assim, do nosso jeito/Vimos tudo melhorar/Nós ganhamos mais respeito/Vimos mudança chegar/E ganhar conhecimento/Fez nosso povo mudar”.

Distante 12 quilômetros do centro de Triunfo, o quilombo Águas Claras foi povoado por volta de 1850. Ainda é possível encontrar casas construídas em estilo original, com barro e pedras. A comunidade é formada por aproximadamente 50 famílias e foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Palmares em 2008.