
Em entrevista à Rádio Pajeú FM, na manhã deste sábado (11), o ex-prefeito do Recife, João Campos, afirmou não ter dúvidas de que o presidente Lula (PT), estará ao seu lado nas eleições de outubro.
Segundo João, a confiança se baseia no fato de o Partido Socialista Brasileiro (PSB), ter sido o primeiro a declarar apoio à reeleição do presidente. Ele também destacou que já se posicionou publicamente em favor do presidente, o que, segundo ele, reforça a certeza de que contará com o apoio no palanque.
Questionado pelos seus entrevistadores, se as críticas que vem fazendo em situação das estradas do estado, não acabariam recaindo sobre o próprio ciclo do PSB, que governou Pernambuco por mais de 15 anos, João afirmou que o povo “não quer saber do passado”, ao fazer referência ao período de gestão de Paulo Câmara. Como o povo não quer saber de passado senhor João Campos? Se fosse a sua adversária que fizesse tais pronúncias? O que diria o senhor? Lembre-se que o velho adágio diz que quem não tem passado, não tem presente e não terá futuro.
O pré-candidato também destacou que pretende focar no futuro, apagando a luz do retrovisor, talvez esqueça o que fez o saudoso Miguel Arraes (seu avô), o próprio pai Eduardo Campos, enquanto de Geraldo Júlio e Paulo Câmara ele não quer nem saber, ao afirmar o pré-candidato que vai discutir propostas e mostrar o que é possível fazer pelo povo pernambucano, caso seja eleito governador nas eleições de outubro deste ano. Em Recife, enquanto prefeito, ficou conhecido como o prefeito TikTok, muita mídia e poucas ações.
O que se sabe ao certo, é que aliados próximos ao ex-prefeito João Campos (PSB), que estariam preocupados com o vazamento de conversas de um grupo de WhatsApp, que reúne parte importante da cúpula do PSB pernambucano. O temor, segundo fontes que circulam entre os próprios aliados, é que o episódio se transforme em uma espécie de “VazaJato” local, expondo discussões que poderiam atingir não só o ex-prefeito, mas dezenas de deputados, secretários, vereadores e prefeitos da Região Metropolitana.
O grupo em questão é o (JC40) Espaço Democrático, que chegou a reunir 91 participantes até recentemente. De acordo com os próprios dados do grupo, ele acumula 28,95 GB de armazenamento e contém 1.974 mídias, links e documentos compartilhados. O grupo era usado para discussões políticas e estratégicas da legenda.
O que mais assusta os aliados é o precedente aberto. Se um membro do grupo decidiu repassar prints e vídeos, nada impede que outras conversas, possivelmente mais antigas ou ainda mais comprometedoras, venham à tona.
Se o material continuar vazando, o prejuízo político pode ser muito maior do que a simples exposição de uma tentativa de retaliação contra um jornalista.



