
Por Fernando Castilho/JC
Uma greve dos funcionários do Metro terá atenção zero do Governo de Pernambuco que está anunciando a disposição de iniciar o processo do recebimento do equipamento para uma futura concessão ao setor privado.
O Estado não tem intenção de uma conversa séria sobre o assunto porque sabe que não terá ganhos e vai precisar bancar os altos custos de uma eventual atualização do equipamento para lhe devolver as mínimas condições de operação.
Da mesma forma que as notas e manifestações de apoio dos possíveis adversários do candidato do PSB passam a quilômetros da estação Cosme e Damião, construída em 2014. Se o governador Paulo Câmara e o seu partido tivessem qualquer interesse nessa pauta já tinham colocado gente com expertise para fazer conta.
Então, o movimento dos metroviários – apesar de justo e preocupado com o futuro do serviço – descamba para uma paralisação só pune (de novo) a vítima que é o passageiro.
Não é possível imaginar que o movimento desse porte sirva como uma ação político partidária mirando as próximas eleições. Embora algumas lideranças tenham exatamente esse objetivo.
Os sindicalistas precisam entender que só terão chance de salvar o Metrô do Recife se mostrarem que estão a serviço dos passageiros. E que a conversa começa depois das eleições, se o próximo governador avançar em ações. Eles precisam refletir sobre o momento de gastar sua energia.
Porque o que não vai faltar até outubro é gente querendo de aproveitar da boa-fé dos servidores públicos. Uma greve, hoje, só os afastaria.



