
O Hospital Regional do Agreste (HRA), localizado em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, recebeu 3.095 pacientes que ficaram feridos após colisões ou quedas de motocicletas em 2023. O número representa 75,7% do total de atendimentos envolvendo sinistros de trânsito — 3.852 — na unidade de saúde.
Em segundo lugar, estão vítimas com automóveis, cujo total de atendimentos ao longo do último ano foi de 9%. Em seguida, com bicicleta, representando 7,2%, com 177 pessoas registradas. Os dados são do Sistema de Informação sobre Acidentes de Transporte Terrestre (Sinatt).
O balanço, enviado nesta quarta-feira (10) pelo HRA, mostra um aumento de 8,1% em relação ao número de pacientes atendidos por sinistros com moto em 2022 — ao todo, 2844. Isso acende um alerta sobre os cuidados que devem ser tomados no trânsito, mas principalmente ao conduzir veículos de duas rodas.
“Nós vemos com preocupação a discrepância do número entre vítimas de motocicletas e os demais meios de locomoção, isso porque esse tipo de vítima, por estar menos protegida, demanda mais cuidado, mais tempo de recuperação e de afastamento do trabalho e, muitas vezes, fica com sequelas irreversíveis”, analisou a diretora-geral do HRA, Guacyra Pires.
Prova disso é que 78,6% das vítimas por motocicleta internadas no hospital tiveram sequelas em membros superiores e inferiores, que foram afetados a ponto de impedi-las de trabalharem por longos períodos de tempo.
Os dados mostraram também que homens jovens também foram os mais afetados pelos sinistros em motos entre os atendidos no hospital — 81,6% dos pacientes eram homens que, em 54,5% das situações, tinham idade entre 20 e 39 anos. Em 49,5% dos casos, as vítimas sofreram queda e 48,5% dos acidentes ocorreram aos sábados e domingos.
O diretor médico do HRA, Frank Lima, chamou atenção para a necessidade de uma maior conscientização pública, já que colisões do tipo envolvem não só os condutores, mas também outras pessoas. “A gente vê que, em alguns casos, os sinistros acontecem por falta de cuidado ou realmente de forma acidental, mas a maioria é por imprudência, ao não respeitar as leis de trânsito”, afirmou.



