
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Falemos hoje sobre a heroína Anita Garibaldi.
Papa – Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em 30.08.1821, em Laguna (SC). Até os dezoito anos manteve-se submissa aos costumes da época. Em 1837 teve contato com as ideias farroupilhas quando seu tio Antônio Ribeiro da Silva teve a casa incendiada por prepostos da Tropa Imperial. Este fato fez nascer outra mulher.
Em 1939 veio o primeiro encontro com o francês Joseph-Marie Garibaldi, também conhecido como Guiseppe Maria Garibaldi ou simplesmente José Garibaldi. Nascia a revolucionária, as batalhas em solo brasileiro – Farrapos e Curitibanos -, no Uruguai e na Europa deram fama para Anita. A sua bravura nos combates e a sua força interior fizeram dela uma guerreira que apesar da fama do Garibaldi ganhou brilho próprio. Poucas mulheres chegaram ao nível de Anita no quesito mulheres em combates. Por força da Lei 12.615, de 30.04.2012 passou a integrar o Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília.
Foram publicados vários livros sobre a vida de Anita Garibaldi, Ludwig Wolfgang Rau figura entre os principais pesquisadores sobre a visionária catarinense, files e séries que abordam sua história também foram gravados. Em 1999 com a criatividade de Joãozinho Trinta foi homenageada pela “Escola de Samba Unidos do Viradouro”, os compositores “Dadinho, Gilberto Gomes, Gustavo, PC Portugal e R. Mocotó”, criaram para o enredo “Heroína de Sete Magias” essa linda estrofe: “Viradouro está aqui, vai sacudir/Agitar essa cidade inteira/E com Anita eu vou, é Garibaldi, amor/Espelho da mulher brasileira…”.
Por ter lutado em dois continentes América e Europa recebeu o título de “Heroína dos dois Mundos”. Na Itália, onde veio a falecer em 1949, foram construídos monumentos em sua honra, o principal deles em Roma na Colina de Gianícolo que guarda seus restos mortais. A dedicação de O carinho de Guiseppe para com Anita durante a fuga dos ataques das tropas austríacas e nos momentos finais de sua vida é digna de registros e aplausos.
O que busco aprender com Anita Garibaldi: “Bravura, amor pelas causas que julgava justas, perseguição da liberdade de oprimidos pro regimes totalitários, coragem para enfrentar obstáculos intransponíveis…”. O nosso país não trata Anita com o respeito que ela é tratada na Europa, uma pena.



