Lula já tem frase pronta para abandonar Alexandre de Moraes na crise do STF, dizem aliados

O presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes

Temendo perder a eleição por causa do escândalo das mensagens de Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes no STF, Lula vai mesmo se afastar publicamente do ministro do Supremo.

Já há até uma fala pronta: “Se eu, que sou presidente, tenho que dar explicações até sobre meu filho, por que ele não? Moraes tem que se explicar e o STF tem que investigar tudo”, dirá Lula, segundo um auxiliar.

O risco eleitoral gerado pelas mensagens de Vorcaro e Moraes, aliás, fez Lula, segundo um assessor palaciano, voltar a se referir a “Xandão” como “ministro do Temer”, em referência ao ex-presidente que indicou o magistrado ao Supremo em 2017.

Lula sabe que sua aliança com o chamado “sistema” vigente em Brasília é pesada demais para ser carregada na campanha eleitoral.

O voto de vingança contra essa grande ala política que se envolveu com Daniel Vorcaro será alvo prioritário do eleitor, segundo as pesquisas.

Não dá para defender um acordão no STF e tentar conquistar os votos do eleitorado de centro, por exemplo. O dilema é real e Lula já fez sua escolha.

As Arapucas dos Debate

Blog Dantas Barreto

Se a governadora Raquel Lyra (PSD) tivesse ido participar do debate promovido pelo Sinpol, ontem, iria se deparar com um painel colocado na parede do auditório do sindicato, no qual só tinha cobranças a ela. Nas fotos tinha apelos como “Governadora, não abandone a segurança pública, pelo amor de Deus!!!”.

A cadeira ficou vazia e essa imagem pode ser usada pela concorrência. João Campos (PSB) foi muito aplaudido no debate/sabatina do Sinpol, mas os policiais civis colocaram no colo dele uma herança do pai, o ex-governador Eduardo Campos, para o caso de ele ser eleito governador.

Na opinião do presidente do sindicato, Áureo Cysneiros, no momento em que ele assinou a carta-compromisso, prometeu repor a perda salarial de 33,33%, que vem desde 2010, quando o então governador aumentou a carga horária dos policiais civis, de 6 horas para 8 horas.

Dos dois debates marcados para esta sexta-feira, apenas um consta na agenda de Raquel Lyra. O da Rádio Cidade, em Caruaru, município de onde foi prefeita. Mas não tem o debate na TV Nova, às 21h.

Portanto, o confronto será entre João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSol), que conseguiu participar depois de recorrer à Justiça Eleitoral. Evidentemente que a governadora continuará sendo alvo, mas Ivan ainda está engasgado com João por ele ter tentado rifar a sua candidatura ao Governo, numa articulação com a direção nacional do PSol. O socialista, que tem 37% das intenções de votos, se verá cara a cara com um concorrente que tem só 1%.

Aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), ontem, tentavam convencê-la a participar do debate na TV Nova. Depois que ela deixar Caruaru, à tarde, seguirá direto para o Recife, onde tem porta a porta de campanha marcado para o início da noite, na comunidade de Entra Apulso.

“Dilma”, ironiza família Campos/Arraes, fala do fura-fila e critica João Campos

Gustavo Mendes, humorista e ator, fantasiado de "Dilma Rousseff" e a Família Campos/Arraes

Com mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, o ator e humorista Gustavo Mendes, conhecido por imitar a ex-presidente Dilma Rousseff, soltou um novo vídeo em que ironiza a relação da família Campos/Arraes com a política pernambucana e faz provocações sobre a trajetória de João Campos (PSB).

Logo no início, ele dispara: “Vocês não têm árvore genealógica, não. Vocês têm organograma!”. Em seguida, lembra que João, aos 22 anos, já era chefe de gabinete: “Na minha família, com 22 anos, a pessoa ainda estava perguntando se dava pra parcelar a faculdade. Mas na sua, não”, debocha.

A publicação também ironiza a presença de familiares e aliados em cargos públicos. “Vocês não têm reunião de família no Natal, vocês têm reunião de alinhamento estratégico”, afirma. Na sequência, vem outra provocação: “Quando nasce uma criança, a primeira pergunta é: veio concursado ou comissionado?”. O vídeo ainda questiona a polêmica envolvendo o concurso da Procuradoria do Recife, o famoso caso do “fura-fila”.

Gustavo Mendes também relaciona o episódio às críticas feitas pela governadora Raquel Lyra (PSD), que usou o caso em sua propaganda eleitoral para afirmar que passou em seu concurso sem “furar a fila”. João Campos classificou as críticas como “espetáculo político”, e o vídeo aproveita para ironizar: “Eu concordo. Só faltaram os ingressos”. O tom da publicação segue entre a sátira e as críticas ao grupo político.

No fim, o humorista mantém a provocação e encerra o vídeo com uma ironia sobre uma possível vaga no grupo político: “Se você abrir uma vaga, não precisa de edital, só me manda um DNA”.

Eleições 2026: Raquel Lyra, João Campos e Ivan Moraes participam de debate da Rádio Cidade em Caruaru nesta sexta-feira

Os candidatos ao Governo de Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL)

Os principais candidatos ao Governo de Pernambuco terão um compromisso em comum nesta sexta-feira (11): o debate promovido pela Rádio Cidade 99.7 FM, em Caruaru. João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSol) participam do encontro, marcado para as 9h, no Teatro Difusora, no bairro Maurício de Nassau.

A presença dos três candidatos coloca Caruaru no centro da agenda eleitoral do dia. O debate será uma oportunidade para o confronto direto de propostas em uma das principais cidades do Agreste, região estratégica na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Além do debate, João Campos terá compromissos no Recife e em Olinda. Às 14h30, o candidato faz um porta a porta na Rua Arca de Noé, no Brejo da Guabiraba. À noite, às 21h, participa de outro debate, desta vez promovido pela TV Nova, em Ouro Preto, Olinda.

Raquel Lyra também permanece em Caruaru após o debate. Às 11h30, participa de um encontro com mães no Hospital da Mulher do Agreste. Às 14h, concede uma sabatina online à revista Veja. No fim da tarde, segue para o Recife, onde realiza um porta a porta na comunidade Entra a Pulso, em Boa Viagem, às 17h.

Ivan Moraes, por sua vez, terá dois debates na agenda. Depois da participação na Rádio Cidade, em Caruaru, o candidato segue para Olinda, onde participa, às 21h, do debate da TV Nova Nordeste, no bairro de Ouro Preto.

DataTrends: Raquel Lyra tem 46% e João Campos 36% na disputa pelo Governo de Pernambuco

Pesquisa DataTrends realizada em Pernambuco, divulgada no início da madrugada desta sexta-feira (11), mostra a governadora Raquel Lyra com 46% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno. João Campos aparece com 36%. Ivan Moraes registra 1%, enquanto os demais nomes testados aparecem com 0%. Brancos e nulos somam 8% e 9% não sabem ou não responderam.

Na simulação de um eventual segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora registra 48% das intenções de voto, contra 39% do prefeito do Recife. Outros 8% afirmam que votariam em branco ou nulo e 5% não sabem ou não responderam.

O levantamento também mediu o potencial de voto dos dois principais nomes. Raquel Lyra tem 32% dos entrevistados afirmando que votariam nela com certeza e 23% que poderiam votar. Outros 37% dizem que não votariam na governadora de jeito nenhum e 8% não sabem ou não responderam. João Campos tem 28% que votariam nele com certeza e 24% que poderiam votar; 36% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum e 12% não sabem ou não responderam.

A administração de Raquel Lyra é aprovada por 68% dos entrevistados. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro de 2026. A margem máxima de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números PE-08122/2026 e BR-06128/2026.

Frente Popular queria censurar vídeo de João Campos com Paulo Câmara, mas juiz nega

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) rejeitou, nesta quinta-feira (10), o pedido de direito de resposta apresentado pela Frente Popular de Pernambuco contra a Coligação Pernambuco de Coração por causa de uma propaganda eleitoral veiculada em emissoras de rádio e televisão.

A inserção, com cerca de 30 segundos, associava o candidato João Campos (PSB) à gestão do ex-governador Paulo Câmara e fazia críticas ao período, com referências a obras paradas, problemas na restauração de estruturas, filas na saúde e notícias sobre supostos desvios de recursos públicos.

Ao analisar o caso, o TRE-PE entendeu que o conteúdo não configurou calúnia, difamação, injúria ou divulgação de fato sabidamente inverídico. Essas são algumas das hipóteses previstas pela legislação eleitoral para justificar a concessão de direito de resposta. Com esse entendimento, o pedido da Frente Popular foi julgado improcedente.

Na decisão, o desembargador eleitoral Fernando Braga Damasceno afirmou que a propaganda não atribuiu diretamente a João Campos a prática de um ato específico durante sua passagem pelo Governo de Pernambuco.

“A propaganda não atribui a João Campos a prática de ato determinado durante sua passagem pelo Governo do Estado. Ela rememora fato de sua trajetória política e administrativa e, a partir dele, formula avaliação negativa sobre a gestão então encerrada”, destacou o magistrado.

Outro ponto analisado pelo tribunal foi a menção à atuação de João Campos durante a gestão Paulo Câmara. O candidato exerceu o cargo de chefe de gabinete do então governador.

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PT defenderá mandato para ministros do STF após crise na corte pressionar campanha de Lula

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Folha de S.Paulo

O PT defenderá, em resolução política, a ideia de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal. O tema já aparecia em discussões internas do partido, mas ainda não havia sido endossada pela cúpula da legenda. O movimento é feito enquanto uma crise sem precedentes no Supremo pressiona a campanha de reeleição do presidente Lula (PT).

Além disso, o partido começou a discutir uma reformulação nos órgãos de controle do Judiciário e do Ministério Público. As informações foram passadas a jornalistas nesta quinta-feira (10) pelo presidente da sigla, Edinho Silva. Ele falou depois de uma reunião da cúpula da legenda, na qual o tema foi discutido.

“Estamos falando de ampliação do Conselho Nacional do Ministério Público, ampliação do Conselho Nacional de Justiça, para que a sociedade civil tenha mais assentos nos órgãos que fiscalizam. E também a questão de mandatos para as cortes”, declarou Edinho.

Não haveria ainda uma proposta, por exemplo, com o tempo dos mandatos. “É abrir o debate de mandatos, nós não detalhamos”, disse Edinho.

O ministro André Mendonça, do Supremo, tirou na semana passada o sigilo de informações da investigação sobre a relação entre o também ministro Alexandre de Moraes e o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Moraes teria sido consultado por Vorcaro se deveria fugir do país para não ser preso, a troca de mensagens ocorreu poucos dias antes da detenção de Vorcaro. Além disso, o ministro editou um contrato de R$ 131 milhões do escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, com o Master.

Na reunião desta quinta-feira, petistas discutiram formas de retomar a iniciativa na campanha presidencial. Em conversas reservadas, integrantes do partido avaliaram, ao longo dos últimos dias, que Lula estava na defensiva havia muito tempo.

“Temos que ser mais enfáticos na questão da reforma do Poder Judiciário, que é uma bandeira antiga do PT. Temos legitimidade para falar disso, não estamos falando agora porque a Suprema Corte está em crise”, declarou.

Outros integrantes da legenda falaram em radicalizar a campanha, no sentido de fazer uma disputa política mais acirrada com o bolsonarismo, respondendo, por exemplo, com mais agilidade os ataques dos adversários.

A reação do governo Lula com decisão de Edson Fachin de baixar fervura de crise no STF

Homem idoso de óculos, bigode e cabelos brancos, vestindo terno azul e gravata estampada, gesticula com a mão direita aberta enquanto fala em um microfone, sentado em uma cadeira de encosto branco em um ambiente com painel de madeira

O ato do presidente do STF, Edson Fachin, de colocar a bola no chão e baixar a fervura da crise na Corte gerou um sentimento de alívio no governo Lula, mas a percepção é que o ambiente precisa ser monitorado nos próximos dias.

Principal preocupação dentro do Palácio do Planalto é evitar que a crise, que transbordou e envolveu até o Executivo após a decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, impacte a campanha de Lula por mais uma reeleição.

Nos bastidores, a avaliação de auxiliares do mandatário é que a postura do chefe do Supremo foi tardia, porém, acertada.

O entendimento é que Fachin baixou a fervura e deve articular internamente para evitar um novo incêndio na próxima semana,  quando o plenário deve se reunir para analisar polêmicas internas que fizeram a crise escalar.

Em poucas horas, Petrobras anuncia aumento da gasolina e depois recua

Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro

Nas horas seguintes aos anúncios da ampliação de subsídios aos combustíveis feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde da última quarta-feira (09), a Petrobras anunciou que ia aumentar o preço da gasolina e, lodo depois, recuou.

O comunicado original foi apagado e uma nova divulgação foi publicada algumas horas depois, durante a madrugada, corrigindo as informações e retirando o aumento.

O que o governo anunciou

Nesta quarta-feira, o governo anunciou um novo pacote de medidas que renovou e ampliou a ajuda que está sendo dada aos combustíveis desde o estouro da guerra do Irã, no fim de fevereiro.

Na primeira leva de ajuda, em maio, foi dado um desconto temporário de 44 centavos por litro nos impostos federais cobrados sobre a gasolina, benefício que expirou ontem. Com as novas medidas, o governo concedeu um novo desconto de 63 centavos em impostos para a gasolina, que substitui e também amplia o anterior.

Ou seja, o novo desconto é 19 centavos superior, o que dá essa nova margem de folga às produtoras e importadoras e permite comportar aumentos até esse valor sem que o preço efetivo da gasolina, após os descontos de imposto, suba.

O etanol e o diesel também serão beneficiados. O custo total do novo pacote é estimado em 7 bilhões de reais para um mês e deve ser compensado, em parte, pelas arrecadações extraordinárias com petróleo.

O que a Petrobras disse

Em um comunicado divulgado em sua página ainda na quarta-feira, por volta das 21h, a Petrobras informou que iria revogar o desconto de 44 centavos por litro da gasolina, acompanhando o fim da validade da medida antiga, e que, além disso, também ia promover um aumento adicional de 19 centavos.

Com isso, o aumento total seria exatamente no valor dos 63 centavos do novo desconto do governo, e o preço médio do combustível nas refinarias, de acordo com a Petrobras, subiria para 3,24 reais por litro.

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Alexandre de Moraes autoriza visitas permanentes de 5 familiares a Bolsonaro

o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (10), visitas permanentes de familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

Eis a íntegra da decisão.

A decisão atende a pedido da defesa de Bolsonaro. Foram autorizadas as visitas do irmão Renato Bolsonaro, das cunhadas Geovanna Kathleen e Suyane Lanuze Lima e dos sogros Vicente de Paulo Reinaldo e Maisa Torres Antunes.

Os familiares poderão visitar o ex-presidente às quartas-feiras e aos sábados, nos períodos da manhã e da tarde. Os filhos Carlos Bolsonaro (PL-SC) e Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) também têm autorização para visitar o pai.

A medida permite que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deixe a residência do marido para cumprir compromissos de campanha no Distrito Federal. Ela é candidata ao Senado pelo PL.

Flávio Bolsonaro tem 46,4% e Lula, 46,2% no 2º turno, diz pesquisa AtlasIntel

Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quinta-feira (10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados em um eventual 2º turno da eleição presidencial, considerando a margem de erro de 1 ponto percentual. O congressista tem 46,4% das intenções de voto, ante 46,2% do petista.

Outros 7,4% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou não souberam responder.

O estudo também simulou outros 4 cenários de 2º turno, com Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).

Cenário 1:

  • Lula (PT) – 46,2%;
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 46,4%;
  • branco/nulo/não sabe – 7,4%.

Cenário 2:

  • Lula (PT) – 46%;
  • Romeu Zema (Novo) – 46,2%;
  • branco/nulo/não sabe – 7,7%.

Cenário 3:

  • Lula (PT) – 45,7%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 45,7%;
  • branco/nulo/não sabe – 8,6%.

Cenário 4:

  • Lula (PT) – 43,8%;
  • Augusto Cury (Avante) – 41,1%;
  • branco/nulo/não sabe – 15,2%.

Cenário 5:

  • Lula (PT) – 46%;
  • Renan Santos (Missão) – 33,8%;
  • branco/nulo/não sabe – 20,2%.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.000 eleitores em todo o território nacional, de 4 a 9 de setembro de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01452/2026. Custou R$ 75.000. Foi pago com recursos próprios.

1º Turno

O levantamento ainda mediu as intenções de voto em um cenário de 1º turno da disputa eleitoral.

Eis os resultados:

  • Lula (PT) – 43%;
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 37,4%;
  • Augusto Cury (Avante) – 6,6%;
  • Renan Santos (Missão) – 6,5%;
  • Romeu Zema (Novo) – 2,1%;
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 1,1%;
  • Samara Martins (UP) – 1%;
  • Pablo Marçal (PRTB) – 1%;
  • Clariana Barão (Democracia Cristã) – 0,3%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO) – 0%;
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata) – 0%;
  • branco/nulo – 0,6%;
  • não sabe – 0,4%.

‘Não apoiaria Lula em hipótese nenhuma’, diz Augusto Cury sobre eventual segundo turno

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Estadão

O candidato a presidente da República, Augusto Cury (Avante), afirmou nesta quinta-feira (10), que não apoiaria “em hipótese nenhuma” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Cury disse que poderia apoiá-lo “se ele se explicar” sobre as suspeitas de corrupção no caso Master.

A declaração ocorreu durante uma agenda de Cury com empresários e investidores na Avenida Faria Lima, na zona oeste de São Paulo. Para Cury, é “pesadelo” para Lula a possibilidade de enfrentá-lo em um eventual segundo turno. Por outro lado, o candidato opina que uma disputa contra o senador Flávio Bolsonaro na etapa derradeira da eleição é “sonho” do candidato do PT.

Questionado sobre os esclarecimentos que Flávio Bolsonaro deve sobre as suspeitas no caso Master, Cury afirmou que o senador precisa se explicar por qual razão ele se encontrou com Daniel Vorcaro após a prisão do banqueiro. “A promiscuidade com o Banco Master tem de ser resolvida, doa a quem doer”, declarou.

Durante o evento, Cury fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), voltando a defender reformas no sistema de indicação de membros da Corte. O presidenciável sugeriu mandatos de oito anos para os ministros, além da representação de diferentes carreiras jurídicas na composição do Tribunal.

Segundo Cury, “ideal seria que o presidente nem escolhesse” os integrantes da Corte. O candidato afirmou que, se eleito, “convocaria o Congresso na primeira semana” para propor as reformas que entende necessárias. Sobre a crise no Tribunal, voltou a afirmar que “nenhum ministro está acima da lei”. “Todos eles deveriam se colocar como empregados da sociedade, contratados pelo contribuinte e com prazo para serem demitidos”, disse.

Escritor de livros de autoajuda, o candidato também afirmou “ter muitos leitores no STF”.

Cury defendeu a taxação de bets e evitou cravar os nomes de sua equipe econômica, mas disse que está em contato com economistas como Mansueto Almeida, Marcos Lisboa, Mauro Benevides e Armínio Fraga.

Guia de Raquel Lyra associa João Campos a Paulo Câmara. Será que a Justiça Eleitoral vai censurar? Indaga blog

Paulo Câmara, ex-governador de Pernambuco e João Campos, candidato ao Governo do estados, ambos do PSB

Blog Ricardo Antunes

A governadora Raquel Lyra (PSD) partiu para o ataque logo no início desta manhã. Em trecho de sua propaganda eleitoral publicado nas redes sociais, ela associou diretamente o adversário João Campos (PSB) ao ex-governador Paulo Câmara, seu antecessor no Palácio do Campo das Princesas, que saiu com a imagem desgastada, encerrando um ciclo de 16 anos consecutivos do PSB no poder estadual.

“Lembra que João foi chefe de gabinete de Paulo Câmara? Paulo fez um dos piores governos que Pernambuco já teve. Paulo fez o estado virar notícia pelas obras paradas, pela Restauração sucateada, pelas filas intermináveis, pelo recorde de mais de cinco mil homicídios em um ano. Lembra como era no tempo do PSB?”, dispara a publicação, que ainda tem a frase de João Campos: “Fazer parte desse governo me deixa muito honrado”.

Em seu comentário, a governadora mantém o tom. “Bom é que pernambucano não esquece. Não esquece o abandono, não esquece a violência, não esquece quem estava lá quando Pernambuco foi abandonado”, pontuou.

Pelo visto, até 4 de outubro, a temperatura não vai mais baixar em Pernambuco! Será que a Justiça Eleitoral será acionada pelo PSB e vai mandar tirar o vídeo do ar?

Renúncias e indeferimentos tiram mais de mil candidatos das eleições 2026

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já indeferiu 474 candidaturas nas eleições de 2026. A resposta negativa significa que faltou algum documento, requisito ou fundamento legal para o direito de participar na eleição.

O partido Democracia Cristã (DC) foi o que mais teve candidaturas indeferidas, chegando a 64 ou 13,5% do total de indeferimentos. Ele é seguido pelo Democrata, com 46 ou 9,7% do total, e o Mobiliza, com 43 ou 9,07%.

Os partidos com o menor número de candidatos indeferidos são o PCdoB, com apenas um, o Cidadania com dois, e o Progressistas com três.

A maior parte dos indeferimentos foi para candidatos que pretendiam disputar o cargo de Deputado Estadual, somando 218. Em seguida, foram indeferidas 187 candidaturas para Deputado Federal.

Dez candidatos a governos estaduais foram indeferidos. Nessa categoria, o PCO foi o partido com o maior número, com as candidaturas de Henrique Áreas, em Minas Gerais, Clébio Genuíno, em Roraima, e Izadora Dias, em São Paulo.

As candidaturas ao Senado Federal que foram indeferidas já chegaram a 12. De novo, o PCO foi o partido com mais candidatos ao cargo impossibilitados de participarem da eleição, totalizando quatro. Logo em seguida, Agir e Mobiliza tiveram duas candidaturas indeferidas por partido.

Também constam na base de dados do TSE 545 candidatos que renunciaram às suas candidaturas. Os partidos com mais renunciantes foram PSDB, Podemos e MDB com respectivamente 41, 37 e 36 candidatos cada.

A acachapante maioria de desistências foi de ex-candidatos à Deputado Federal, com 264 renúncias, ou Estadual, com 208 renúncias.

Do total, quatro foram renúncias às candidaturas ao Senado, e três à disputa de algum governo estadual. No caso dos governadores, os que renunciaram são Pedro Brito (Novo-CE), José Moita (Democrata-PA) e José Cleber Barros Rabelo (PSTU-PA).

Já no Senado, foram Gustavo Galassi (PSDB-MG), Willem da Silva (DC-PA), André Monteiro (Democrata-RJ) e Paulinho da União (DC-SE).

Colado em João Campos, Lula perde três pontos em Pernambuco e vê adversários subirem

Com treze dias de propaganda eleitoral em que apareceu colado ao ex-prefeito João Campos (PSB), o presidente Lula (PT) viu sua vantagem reduzir em Pernambuco. No levantamento da Quaest divulgado na última terça-feira, o petista apareceu com 51% das intenções de voto no estado. Na pesquisa anterior, divulgada em 26 de agosto, dois dias antes do início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, Lula tinha 54%.

Além de perder três pontos percentuais, o presidente viu adversários subirem de patamar. Flávio Bolsonaro (PL) saiu de 19% para 21% no mesmo período, enquanto o Escritor Augusto Cury (Avante) passou de 1% para 6%. Por sua vez, o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, viu sua preferência cair de 3% para 2% em Pernambuco.

Renan Santos (Missão) manteve os 2% que registrou em Pernambuco no final de agosto. Romeu Zema (Novo), que havia somado 1% na pesquisa anterior da Quaest, não pontuou nessa, assim como Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Veterinário Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB).

O número de indecisos em Pernambuco caiu de 11% para 10%. Já os brancos, nulos e aqueles eleitores que não vão votar passaram de 9% para 8%.