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O Globo
Na disputa pelos votos da direita, os presidenciáveis Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) criticaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes após os desdobramentos da investigação do caso Master nesta semana. Em meio à crise, o ex-governador de Minas Gerais passou a dizer que a atuação do ministro deveria acarretar em sua prisão, enquanto o candidato defendeu a elaboração de uma nova Constituição. Já Caiado e Cury criticaram a instabilidade provocada pela crise na Corte.
Dados de um relatório feito pela Polícia Federal, tornado público nesta semana por decisão do ministro André Mendonça, mostraram indícios de que Moraes teria editado a minuta do contrato firmado entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o banco Master.
A investigação também mostrou prints de conversas em que Vorcaro pede a ajuda do magistrado para “sensibilizar autoridades” e orientações sobre como deveria prosseguir diante da crise da instituição financeira poucos dias antes de ser preso no ano passado. Na disputa pelos votos da direita, Zema defendeu a “apuração total do caso, doa a quem doer”, mas criticou de forma mais enfática o Supremo nesta sexta-feira, durante a sabatina ao Estadão.
— É motivo de prisão, não é motivo só de impeachment, não. Um contrato de R$ 129 milhões. Esse Brasil não vai para a frente. Por isso, quem está lá em Brasília não está preocupado em administrar esse país. Está preocupado, sim, em se proteger para continuar roubando como tem roubado. Se o Nikolas [Ferreira] fez algo errado, que pague. Se o Flávio [Bolsonaro] fez algo errado, que pague também. Lei existe para quê? — disse.
Em meio à nova crise no STF, a campanha do ex-governador pretende explorar a crise, intensificando as críticas feitas aos “intocáveis”, termo usado por ele para classificar classes privilegiadas na política e no Supremo. A avaliação interna é que Zema tem conseguido “surfar” nesse tema desde o início do ano e voltará a explorá-lo nesse momento, após ter contabilizado 1% das intenções de voto na Quaest desta semana.


















