Governo Lula admite falta de recursos para manter políticas atuais a partir de 2028

Estadão

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, encaminhou um documento ao Congresso Nacional apontando a necessidade de ajustar as contas públicas para manter o arcabouço fiscal nos próximos quatro anos, defendendo um “esforço contido e estável”. Segundo as projeções, faltariam recursos para manter políticas atuais a partir de 2028.

Ao enviar o Orçamento de 2027 para o Legislativo, o governo calculou o custo de manutenção das políticas atuais do Poder Executivo nos próximos quatro anos e comparou as estimativas com o espaço disponível no teto de gastos do arcabouço fiscal, mantida a trajetória atual das despesas obrigatórias.

A conta considera quanto sobraria para as despesas discricionárias (não obrigatórias), ou seja, para a manutenção da máquina pública e investimentos, sem contar benefícios da Previdência Social, Bolsa Família e outros gastos previstos em lei.

De um lado da balança, o governo colocou quanto gastaria para manter as políticas públicas atuais. De outro lado, colocou o limite que terá para gastar cumprindo o arcabouço fiscal. Se tudo for mantido como está, os números apontam que faltaria dinheiro.

A diferença é de R$ 15,8 bilhões em 2028, R$ 14,9 bilhões em 2029 e R$ 23 bilhões em 2030. Em 2027, não haveria falta de recursos, pois as despesas discricionárias e o espaço do arcabouço são de R$ 222,1 bilhões e o Orçamento do ano que vem já foi enviado.

A conta foi feita em agosto e não considera as novas medidas e promessas anunciadas por Lula em campanha, como o reajuste do Bolsa Família, o Pix de R$ 5 mil para microempreendedores individuais e o passe livre no transporte público aos domingos e fins de semana. Os anúncios vão exigir ajustes de ao menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027.

“A distância entre a linha de base e o espaço disponível aponta a necessidade de revisão de gastos nos próximos exercícios, esforço contido e estável, a ser conduzido no próprio ciclo orçamentário por meio da reavaliação de programas e da repriorização alocativa”, afirmou o governo na mensagem que acompanha os cálculos.

O Ministério do Planejamento e Orçamento disse ao Estadão que os números devem ser lidos com cautela, pois trata-se de um exercício. “Como partem das informações dos órgãos, não consideram ganhos de eficiência, encerramento de projetos e investimentos, revisões de gasto e demais medidas de gestão já adotadas ao longo dos exercícios”.

Segundo a pasta, a diferença não indica descumprimento do arcabouço fiscal nem desequilíbrio nas contas. “Ela antecipa, com alguns anos de antecedência, as escolhas alocativas que a elaboração e a aprovação de cada orçamento sempre envolvem. Os orçamentos de cada exercício continuarão a ser elaborados dentro dos limites do Regime Fiscal Sustentável (arcabouço fiscal)”.

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O que pensa o eleitor sobre ‘bondades’ de Lula, segundo pesquisa Real Time Big Data

Homem branco idoso, de cabelos e barba grisalhos, sorrindo e olhando para a direita, vestindo terno azul-marinho, camisa social branca e gravata azul estampada, com plantas verdes desfocadas ao fundo

VEJA

O fim da escala 6×1 e a consequente redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte de salários, tem apoio de 64% dos eleitores, segundo a nova pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20). Outros 30% são contra a proposta e 6% dizem não ter opinião formada.

O apoio aparece tanto entre eleitores de Lula quanto entre os de Flávio Bolsonaro, embora em intensidades diferentes. Entre os que declaram voto no presidente no segundo turno, 76% são favoráveis e 19% contrários. Entre os eleitores do senador, 53% apoiam a redução da jornada e 40% rejeitam a medida. Entre brancos, nulos e indecisos, 63% são a favor e 30%, contra.

Como os eleitores veem o perdão de dívidas de MEIs?

A proposta de perdoar dívidas de microempreendedores individuais que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo também recebe apoio majoritário. No total, 58% dos entrevistados são favoráveis, enquanto 26% são contra e 16% não têm opinião formada.

Entre os eleitores de Lula, o apoio chega a 69%, com 18% contrários e 13% sem opinião formada. No eleitorado de Flávio, 49% são favoráveis ao perdão, 33% se dizem contra e 18% não têm posição definida. Entre brancos, nulos e indecisos, 54% apoiam a medida e 31% rejeitam.

Qual é o apoio à ampliação do Pé-de-Meia para universitários?

A ampliação do Pé-de-Meia para incluir também estudantes universitários é apoiada por 63% dos entrevistados. Outros 29% são contra e 8% não têm opinião formada.

Entre os eleitores de Lula, 72% são favoráveis à expansão do programa, enquanto 22% são contra. Entre os de Flávio, 55% apoiam a medida e 35% se posicionam contra. No grupo de brancos, nulos e indecisos, 67% aprovam a ampliação e 26% rejeitam.

O que pensam os eleitores sobre ampliar o Farmácia Popular?

A proposta de ampliar o Farmácia Popular para incluir exames de diagnóstico e acompanhamento de saúde tem apoio de 74% dos entrevistados. Outros 22% são contra e 4% dizem não ter opinião formada.

O apoio é de 82% entre os eleitores de Lula, contra 14% de rejeição. Entre os de Flávio, 67% são favoráveis e 30% contrários. Já entre brancos, nulos e indecisos, 75% apoiam a ampliação do programa e 15% são contra.

Há apoio à criação de um Ministério da Segurança Pública?

A criação de um Ministério da Segurança Pública para integrar ações do governo federal e dos estados no combate à criminalidade recebe apoio de 60% dos entrevistados. Outros 22% são contra e 18% não têm opinião formada.

Nesse tema, a distância entre os eleitorados é menor do que em outras propostas testadas. Entre os eleitores de Flávio, 63% são favoráveis e 20% contrários. Entre os de Lula, 57% apoiam a criação do ministério e 25% rejeitam a medida. Entre brancos, nulos e indecisos, 60% são a favor e 22%, contra.

E qual é o apoio a um novo PAC?

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Flávio tem 52% e Lula aparece com 48% dos votos válidos, mostra pesquisa Real Time Big Data

Lula e Flávio Bolsonaro, em montagem - Metrópoles

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 52% dos votos válidos na disputa pelo segundo turno da Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece com 48%, empatado tecnicamente no limite da margem de erro.

O levantamento foi realizado entre 15 e 19 de outubro, com 2 mil eleitores de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02952/2026.

Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. A diferença de três pontos configura empate técnico dentro da margem de erro.

Veja os números:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 48%;
  • Lula (PT): 45%;
  • Brancos e nulos: 5%;
  • Não sabem ou não responderam: 2%.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Flávio tem 47%, enquanto Lula soma 44%. Outros 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 4% não souberam responder.

Flávio cresce dois pontos

Em comparação com a rodada de 1º de outubro, Flávio passou de 46% para 48% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Lula permaneceu com 45% no mesmo período.

O levantamento também mostra diferenças no perfil dos eleitores. Flávio registra 52% entre os homens, contra 41% de Lula.

Entre as mulheres, o petista aparece com 49%, enquanto o senador tem 45%.

A divisão também se repete por renda. Lula tem 54% entre os entrevistados que recebem até dois salários mínimos, contra 39% de Flávio.

Já entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos, o candidato do PL registra 61%, diante de 33% do presidente.

Rejeição e definição do voto

Na avaliação de rejeição, Lula aparece com 35%, enquanto Flávio tem 33%. Outros 28% afirmam rejeitar os dois candidatos, e 4% dizem não rejeitar nenhum deles.

A pesquisa aponta ainda que 93% dos entrevistados afirmam já ter definido o voto para o segundo turno, marcado para domingo (25/10).

Entre os eleitores de Flávio, 94% dizem que não mudariam de candidato de jeito nenhum. No eleitorado de Lula, esse percentual é de 90%.

Lula recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro em presídios de Pernambuco

A votação de pessoas presas voltou ao debate político após o confronto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo (18), na Band. Em Pernambuco, os boletins de urna de duas seções instaladas em unidades prisionais mostram que Lula recebeu mais votos que o adversário nas duas localidades.

Na Penitenciária Doutor Ênio Pessoa Guerra, em Limoeiro, Lula recebeu 144 votos, contra 34 de Flávio Bolsonaro. Já na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, o petista teve 24 votos, enquanto o candidato do PL recebeu 5.

Somados os resultados das duas seções, Lula contabilizou 168 votos e Flávio, 39. Os números correspondem à votação do primeiro turno e consideram apenas os votos atribuídos aos dois candidatos, sem incluir os demais presidenciáveis.

Quem são os presos que podem votar?

O direito ao voto nas unidades prisionais não se estende indistintamente a todas as pessoas encarceradas. As seções eleitorais instaladas em presídios são destinadas a presos provisórios, ou seja, pessoas que estão privadas de liberdade, mas ainda não têm condenação criminal definitiva com trânsito em julgado.

A Constituição Federal, no artigo 15, inciso III, estabelece a suspensão dos direitos políticos após condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos. Isso significa que a prisão provisória, por si só, não retira do cidadão o direito de votar. Para participar da eleição, porém, é necessário estar habilitado pela Justiça Eleitoral e atender às regras estabelecidas para a votação.

A situação jurídica é diferente para quem já tem condenação definitiva. Enquanto persistirem os efeitos da condenação, a pessoa fica com os direitos políticos suspensos e não pode votar. Portanto, os resultados registrados nas seções prisionais não representam a preferência eleitoral de toda a população carcerária, mas apenas dos eleitores habilitados a votar nessas unidades, inclusive agentes, policiais penais e outros servidores que optaram por transferir o local de votação para as respectivas penitenciárias.

Lula prepara PEC para transporte gratuito com custo estimado em R$ 16 bilhões

Lula MEI

Poder360

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer incluir o transporte público gratuito aos fins de semana na agenda de medidas associadas à sua campanha na última semana antes do 2º turno, marcado para 25 de outubro. A proposta, anunciada por Lula, deve ser enviada até o fim da semana.

O custo estimado para a medida é de aproximadamente R$ 16 bilhões por ano. A cifra é inferior aos mais de R$ 80 bilhões associados a uma política mais ampla de tarifa zero em todo o transporte público brasileiro.

Além do transporte gratuito, o governo avançou em outras pautas no Congresso nesta reta final da campanha, como a PEC da Segurança Pública, a redução da jornada de trabalho e iniciativas voltadas aos microempreendedores individuais.

Transporte gratuito

A proposta estabelece gratuidade no transporte público aos fins de semana e feriados, com financiamento por emendas parlamentares. A implementação será gradual e dependerá da adesão das prefeituras. O plano deve começar pelos ônibus municipais, sem excluir a possibilidade de incluir outros modais, como trens, metrôs e veículos leves sobre trilhos (VLTs).

A diferença de escopo ajuda a explicar a retomada da pauta em uma versão mais limitada. A gratuidade universal havia sido considerada entre as propostas para a campanha, mas perdeu espaço diante do custo e da complexidade de reorganizar o financiamento do transporte coletivo.

A nova proposta ainda depende da definição do texto da PEC. A adesão dos municípios, a implementação gradual e a possibilidade de contemplar outros meios de transporte serão aspectos importantes para determinar o alcance da política.

Outra iniciativa relacionada à pauta tramita no Congresso.

No Senado, Rogério Carvalho (PT-SE) é autor do Projeto de Lei 2.121 de 2024, que institui o Programa Tarifa Zero. O texto estabelece a adesão voluntária dos municípios e credenciais para que trabalhadores utilizem o transporte público sem pagar passagem. Nesses casos, os empregadores ficariam dispensados de fornecer vale-transporte.

O projeto não trata especificamente da gratuidade aos fins de semana nem estabelece uma política nacional nos mesmos moldes da promessa de Lula. O governo ainda avalia aproveitar a proposta como base para a iniciativa anunciada.

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Lula fragiliza fantasia de pai dos pobres ao ostentar relógio de luxo em debate na Band

Flávio Bolsonaro, de terno azul e camisa branca, aponta o dedo indicador para cima, enquanto Lula, de terno escuro e gravata verde, esfrega as têmporas com as duas mãos, em um palco de debate com fundo azul escuro e luzes de palco

Por Robson Bonin/VEJA

Flávio Bolsonaro e Lula são políticos com longo histórico de mandatos em cargos públicos. Como mostram as declarações no TSE, ambos são milionários. Mas Lula, conhecido pelo personagem de pai dos pobres, parece ter se esquecido de alguns mandamentos desse posto ao participar do debate neste domingo, na Band, como não ostentar diante de seu amplo rebanho de apoiadores.

Flávio e Lula disputam os votos de milhões de eleitores de classes populares no país. Gente que trabalha muito, ganha pouco, sofre com péssimos serviços públicos e vive a sobreviver com restrições, diante de um salário que não dura até o fim do mês.

Diante dessa plateia, chega a ser ofensivo pensar em gastar mais de 50.000 reais num relógio. Lula, no entanto, achou que seria uma boa ideia posar de pai dos pobres usando um artigo de luxo que custa muitas vezes mais que o salário anual de qualquer trabalhador que viva hoje com o salário mínimo estipulado pelo governo.

O relógio usado por Lula no debate é um Omega Constellation de ouro e aço avaliado bastante cobiçado por endinheirados em casas especializadas.

Não é a primeira vez que Lula exibe seu gosto por artigos de luxo. Não é crime gostar de coisa boa e viver como milionário, se de fato é isso que o presidente petista, que já foi um simples líder sindical, se tornou, depois de tantos anos na política.

Para um candidato que busca a reeleição negando dirigir um sistema cheio de privilégios para uma casta, o problema é lidar com o péssimo recado que o relógio passou.

Melhor assessorado nesse ponto, o filho de Jair Bolsonaro, não sem estudo, foi ao debate usando um relógio popular, G-Shock, de pouco mais de 400 reais em qualquer loja popular de camelódromo. Flávio Bolsonaro, é fato, também gosta de luxo, a começar pela mansão comprada em Brasília, em condições camaradas no enrolado BRB, e também usada por Lula para criticar o filho de Jair Bolsonaro. A questão, no entanto, é outra.

Na guerra que virou essa campanha para presidente da República todo detalhe importa. É aí que o estilo ostentação de Lula se descola do eleitorado que já viu nele uma esperança de futuro melhor e hoje reforça as fileiras da direita, não porque seja de direita por essência, mas porque é contra o sistema de casta criado em Brasília e melhor simbolizado no debate pelo luxo petista. Não é só o relógio, mas sim o que ele representa no braço de um político que enriqueceu na política.

“Ele não despachava com ministros, relação era social”, diz Advogado de Lulinha

CNN Brasil

Em entrevista exclusiva à CNN Brasil na noite desta segunda-feira (19), Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e advogado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou que a relação do filho do presidente com os ministros do governo de seu pai era apenas em âmbito social.

Após Roberta Luchsinger afirmar no sábado (17), que Lulinha mantinha relação com vários ministros do governo, o advogado disse que, devido à vida pública do pai, as histórias se confundem, mas que a convivência de Lulinha com os vários ministros que conhece sempre ocorreu em ambiente social. Ele também descartou a presença do empresário em gabinetes de ministros.

“Pela Lei de Acesso à Informação você pode verificar que ele não esteve em gabinetes de ministros para despachar qualquer tema, de qualquer natureza. Ele tem convívio social. O Partido dos Trabalhadores foi construído no decorrer desses muitos anos, foi fundado enfim há 46 anos, o Fábio tem 50 e poucos anos e essas histórias se confundem. Ele conhece muitos ministros e convive com vários. Então é natural que ele se relacione com esses ministros”, afirmou Marco.

Em relação às acusações da empresária e amiga de Lulinha sobre um suposto envolvimento do filho do presidente com questões políticas, Marco Aurélio reforçou que esses encontros sempre aconteciam de forma social, e que não vê problema em tais encontros.

“Ele foi pra lá [Brasília], ficava lá, o convidou pra um evento social. Qual é o problema? E, olha, é importante dizer que a empresária Roberta Luchsinger tinha relação inclusive com ministros do governo Bolsonaro e com lideranças políticas de diversos partidos”, disse Marco.

Lulinha é investigado em três inquéritos pela PF (Polícia Federal) por suposto tráfico de influência e corrupção em prol de empresas junto ao governo federal.

Agora a favor de reduzir a idade penal, Lula já disse que proposta era coisa da elite brasileira

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Folha de S.Paulo

Historicamente contrário à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, o presidente Lula (PT) deu uma guinada em seu discurso e passou a defender a medida em caso de crimes hediondos. A declaração foi dada na última quinta-feira (15) durante sabatina na TV Globo.

Nas últimas décadas, o petista foi explícito em sua posição contrária a mudanças na Constituição para excluir trecho que estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis.

A mudança de opinião sobre a maioridade é exceção entre os posicionamentos do presidente sobre temas ligados a segurança pública. Em outros temas, como as saídas temporárias de presos, Lula mantém as mesmas posições que manifestou publicamente nos últimos anos.

Em debate na Band na noite do último domingo (18), ele reafirmou ser a favor das chamadas “saidinhas” em feriados e datas comemorativas.

Em abril de 2024, logo após vetar trecho da lei que restringia as saídas temporárias, o presidente disse que “família é coisa sagrada”. Frase parecida foi dita por ele durante o debate. “Se a pessoa tiver bom comportamento e estiver se recuperando é justo que ela saia para ver sua família. Afinal, o sistema prisional é feito com o objetivo de recuperar as pessoas”, afirmou.

Em relação à prisão de traficantes de drogas, Lula também mantém o posicionamento de defender a prisão de quem comete esse tipo de crime, apesar de ter dado uma declaração contraditória sobre o assunto em outubro de 2025.

Na ocasião, durante viagem à Indonésia, Lula afirmou: “Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também”.

A fala ocorreu durante uma argumentação sobre os ataques dos Estados Unidos a embarcações em águas internacionais na América Latina. Diante da repercussão imediata, o presidente voltou atrás e disse que “a frase foi mal colocada”.

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Governo pretende realocar R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027

Brasília (DF), 15/04/2024, Fachada do prédio do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), na Esplanada dos Ministérios.  Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

A equipe econômica pretende remanejar cerca de R$ 20 bilhões no Orçamento de 2027 para acomodar medidas de estímulo econômico anunciadas recentemente, informou nesta segunda-feira (19) o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).

Em nota oficial, a pasta destacou que o valor representa pouco mais de 1% das despesas primárias sujeitas ao limite de gastos. Segundo a nota, a realocação será feita sem elevar o teto de despesas nem alterar a meta de resultado primário.

A proposta de alteração do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 será encaminhada ao Congresso Nacional assim que for designado o relator do projeto.

Como será o ajuste

De acordo com informações divulgadas pelo governo, parte dos custos das medidas poderá ser absorvida por revisões nas estimativas de despesas obrigatórias. Outros R$ 20 bilhões serão remanejados entre áreas da administração federal para acomodar os gastos previstos.

O objetivo é incluir as iniciativas no orçamento sem ultrapassar o limite de despesas estabelecido pelo arcabouço fiscal, que restringe o aumento dos gastos a 2,5% acima da inflação no ano anterior.

O ministério não detalhou, na nota, quais despesas serão reduzidas ou quais áreas terão recursos remanejados.

Meta de superávit

Segundo o Planejamento, o resultado primário, que corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida, também deverá respeitar a meta prevista.

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Flávio tem 51,1% dos votos válidos contra 48,9% de Lula, diz AtlasIntel

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT)

Uma nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira (19), atualiza as intenções de voto dos brasileiros no segundo turno. Segundo os dados do levantamento, Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma pequena vantagem. É a primeira pesquisa presidencial feita depois do fim da escala de trabalho 6×1.

Na simulação do segundo turno, o senador aparece com 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% do petista. A diferença entre os dois é de 2,2 pontos percentuais. Considerando a margem de erro, que nessa pesquisa é de apenas um ponto, eles saíram do empate técnico por 0,2%. No levantamento anterior, divulgado em 9 de outubro, o parlamentar do PL tinha 52,8% das intenções de votos, enquanto o petista aparecia com 47,2% — uma diferença de 5,6 pontos percentuais entre eles.

Na simulação geral desta semana, que inclui votos brancos e nulos, a diferença entre os dois presidenciáveis se mantém. Flávio aparece com 49,8% e Lula com 47,6%. O percentual de brancos, nulos, que não quiseram ou não souberam responder são 2,6%.

Avaliação do governo

A pesquisa foi feita após uma série de benesses que o governo Lula emplacou na última semana, como a aprovação do fim da escala 6×1 de trabalho, a isenção de impostos federais sobre combustíveis e os benefícios para os MEIs (pix de 5.000 reais e perdão de dívidas com o governo).

Apesar desses movimentos, 52,3% dos entrevistados disseram que desaprovam a gestão atual, contra 46,2% que a  aprovam. Os que não souberam são 1,5%. Além disso, 50,6% classificaram o atual governo como ruim ou péssimo enquanto 40,7% o avaliam como ótimo ou bom. Os que disseram que a atual gestão é regular são 8,6%.

A medida com maior aprovação é a isenção de impostos sobre os combustíveis, classificada como ótima por 54% dos entrevistados. Já a mais impopular foi a criação do “pé-de-meia” universitário, que dará um auxílio de 700 reais para estudantes: 41% classificaram a benesse como “péssima”.

O fim da escala 6×1 de trabalho, principal aposta do governo para alavancar a sua popularidade, foi classificada pelos entrevistados pesquisa AtlasIntel da seguinte forma: 51% disseram que foi ótimo, 3% bom, 8% regular, 6% ruim e 33% péssimo.

Sobre a pesquisa

O levantamento divulgado nesta segunda-feira, ouviu 4.998 eleitores brasileiros entre os dias 13 e 18 de outubro de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, que pode oscilar para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Flávio Bolsonaro tem 50,3% de votos válidos e Lula, 49,7%, mostra BTG/Nexus

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT)

VEJA

A menos de uma semana do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos e Lula, com 49,7%, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19). A diferença entre os dois é de apenas 0,6 ponto percentual, em cenário classificado pelo instituto como empate técnico.

Na rodada anterior, divulgada uma semana antes, Flávio tinha 51,6% dos votos válidos e Lula, 48,4%. A distância, que era de 3,2 pontos percentuais, caiu para 0,6 ponto. A nova pesquisa é também a primeira da BTG/Nexus realizada após a aprovação pelo Congresso do fim da escala 6×1, tema testado separadamente no levantamento.

Como está a disputa nos votos totais?

No cenário estimulado, que considera toda a amostra, Flávio Bolsonaro tem 46,5% das intenções de voto e Lula, 45,9%. Outros 4,7% afirmam que votarão em branco ou nulo, enquanto 2,9% não sabem ou não responderam.

Na semana passada, Flávio tinha 47,9% e Lula, 45,1%. Assim, o candidato do PL oscilou 1,4 ponto percentual para baixo, enquanto o presidente oscilou 0,8 ponto para cima. Branco e nulo permaneceram em 4,7%, enquanto os indecisos passaram de 2,3% para 2,9%.

E o que mostra a intenção de voto espontânea?

Quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, há empate numérico: Flávio Bolsonaro e Lula aparecem com 44,5% cada. Branco ou nulo somam 4,7%, enquanto 6,2% não sabem ou não responderam.

Na rodada anterior, Flávio tinha 46,3% no espontâneo e Lula, 44,5%. Branco e nulo somavam 5,2% e os indecisos, 3,9%.

Quantos eleitores ainda podem mudar de voto?

O percentual de eleitores que admitem mudar sua decisão aumentou na última semana. Agora, 8,4% dizem que ainda podem trocar de voto até o segundo turno, ante 6,6% na pesquisa anterior. Outros 90,9% afirmam que a decisão já está tomada e não vai mais mudar.

Entre os eleitores de Flávio, 94,5% dizem estar definitivamente decididos e 4,7% admitem mudança. No eleitorado de Lula, 94% consideram a escolha definitiva, enquanto 6% ainda podem trocar de candidato. Entre os indecisos, 78,4% dizem que ainda podem mudar sua decisão.

Para onde podem ir os votos de quem ainda está em dúvida?

Entre os 8,4% que afirmam poder mudar de voto, a principal segunda opção é branco ou nulo, citada por 59,3%. Lula aparece como segunda opção de 14,9%, enquanto Flávio é mencionado por 7,1%. Outros 18,7% não sabem ou não responderam.

A partir dessas respostas, a Nexus calcula que Flávio, hoje com 46,5%, poderia ficar entre 44,4% e 47,2% no total da amostra. Lula, atualmente com 45,9%, aparece numa faixa entre 43,1% e 47,1%. O cálculo não é uma projeção de resultado, mas uma simulação construída a partir da possibilidade declarada de mudança de voto e da segunda opção dos entrevistados.

Para onde foram os votos de Caiado, Zema, Renan e Cury?

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Capital político e gestão: o que esperar dos próximos quatro anos de Raquel Lyra

Reeleita no dia 4 de outubro para comandar o Palácio do Campo das Princesas, Raquel Lyra (PSD) inicia a preparação para o seu segundo mandato em um cenário político diferente do encontrado em 2023, quando assumiu pela primeira vez o Governo de Pernambuco. Após a vitória sobre seu principal adversário, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), logo no primeiro turno, a chefe do Executivo estadual tem diante de si um novo desafio: transformar a aprovação popular e o capital político conquistados nas urnas em entregas concretas, além de gerir novas dinâmicas com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e municípios do estado.

Em seu primeiro mandato, Lyra intensificou entregas e serviços públicos. A dinâmica, no entanto, segundo a análise do cientista político Hely Ferreira, veio expressivamente na reta final do mandato e teve forte apelo eleitoral para garantir a reeleição. “Foi um prazo muito tardio. Coisas que poderiam ter sido entregues há mais tempo”, ressalta Ferreira em entrevista ao Diario de Pernambuco.

O primeiro quadriênio da gestão Raquel Lyra também foi marcado por uma relação complexa com o Poder Legislativo, com barreiras e atritos na tramitação de projetos na Alepe. Na análise de Hely Ferreira, para o segundo mandato, a expectativa é de uma relação institucional mais fluida com a Casa de Joaquim Nabuco.

Com a nova conjuntura da Alepe, em que o PSD, partido da governadora, aparece com o maior quantitativo de representantes, a base governista ganha fôlego e possibilidade de maior estabilidade. Para esta nova fase, o cientista político projeta um ambiente menos conturbado, contudo sem uma submissão acrítica.

“Creio eu que ela vai buscar um maior diálogo com a Casa Legislativa. Não acredito que tenha uma Assembleia que deva dizer amém, um Poder Legislativo de cabeça baixa, mas o Poder Legislativo que possa ter uma boa relação. Creio que vai haver uma maior harmonia, mas a harmonia não significa concordância com tudo”, pondera Hely.

No plano narrativo, potencializado durante a campanha para reeleição, o uso constante de críticas à herança administrativa deixada pela gestão do ex-governador Paulo Câmara (PSB) perde força para os próximos quatro anos, conforme análise do especialista. “O eleitor vai enxergar que deu oportunidade e ela teve tempo suficiente para corrigir. Então, essa estratégia de ainda atribuir algumas questões ao PSB, nesse segundo mandato, não vai ter liga. Se as pessoas depositaram o segundo mandato nela, é porque acreditam que ela tem capacidade administrativa de fazer o que ela diz que tem que ser feito.”

De olho nas promessas

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Pesquisa do PT avalia que debate não deve mudar votos de indecisos

Uma avaliação qualitativa encomendada pela campanha do PT indica que o debate realizado na noite deste domingo (18), pela Band, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) não foi suficiente para alterar a intenção de voto dos eleitores indecisos. Embora Lula tenha sido mais bem avaliado nos cinco grupos focais, a maioria dos participantes continuou em dúvida e manifestou um desejo de mudança.

O levantamento foi realizado presencialmente com eleitores que votaram em Lula em 2022, mas não escolheram o presidente no 1º turno de 2026. Segundo o relatório, os participantes consideraram que Lula demonstrou mais postura presidencial e domínio dos assuntos discutidos. Já Flávio foi descrito como “despreparado” e teve momentos considerados como “agressivos” e “infantis”. Também foi visto como “pirracento”.

A avaliação dos grupos, porém, não se traduziu em uma mudança de posição em favor do petista. O relatório aponta que, apesar das impressões sobre o desempenho dos candidatos, os eleitores ainda não definiram seus votos.

Propostas e cotidiano

O 3º bloco foi considerado o mais produtivo pelos participantes por concentrar mais discussões sobre propostas. Nos demais, a predominância de ataques incomodou os eleitores, que demonstraram preferência por um debate mais propositivo.

Segundo o relatório, os participantes querem entender como as propostas dos candidatos podem melhorar suas vidas. Lula foi bem avaliado quando abordou questões concretas, como custo de vida, Sistema Único de Saúde (SUS), fim da escala 6 X 1 e oposição às privatizações.

As explicações sobre economia e preços também foram destacadas por ajudarem a reduzir a frustração dos participantes com a situação atual. O presidente teve avaliações positivas ao falar de projetos para o país e ao formular perguntas ao adversário.

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Da irritação de Sidônio com Flávio à camisa ‘eu prendi o Lula’ de Deltan: os detalhes do debate da Band que você não viu

Lula ouve Sidônio no intervalo, ao lado do fotógrafo Ricardo Stuckert: movimentação de Flávio no estúdio gerou incômodo

O Globo

O debate presidencial que marcou o primeiro confronto direto dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) teve “batalha” de apoiadores na porta da Band, ex-rivais juntos na plateia e bate-boca entre o ministro licenciado Sidônio Palmeira, que está coordenando a comunicação do atual presidente neste segundo turno, com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No primeiro intervalo, Sidônio e outros aliados do petista foram até o rival e se queixaram, em voz alta, que durante todo o primeiro bloco, o candidato do PL apareceu ao fundo enquanto Lula falava, reagindo com gestos e caretas. Essa movimentação no estúdio não estava proibida pelas regras. A situação gerou incômodo, mas não mudou a postura do candidato do PL.

‘Eu prendi o Lula’

Outra provocação partiu do senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR). O ex-coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba estava na primeira fila e usava camiseta que dizia “eu prendi o Lula”. A blusa reproduzia um PowerPoint da operação em que várias setas apontavam para o nome do presidente. Dallagnol estava ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), ex-juiz da Lava-Jato.

O debate também foi marcado por atrasos. Flávio deveria chegar por volta das 18h45, e Lula às 19h10. Os dois falariam com a imprensa antes. Mas os dois se atrasaram, não concederam entrevista coletiva e a própria Band teve de ajustar o horário de sua programação.

A demora de Flávio gerou preocupação e tensão em alguns assessores. O atraso se deu porque o candidato queria chegar junto com aliados. E eles foram em peso: nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), Moro, Dallagnol e o influenciador Pablo Marçal chegaram em uma van.

Marçal ajudou a treinar Flávio para o debate e entrou na emissora junto com o marqueteiro Duda Lima. Em 2024, os dois eram rivais, já que Duda era marqueteiro de Ricardo Nunes (MDB) e chegou a levar um soco, naquela campanha, de um videomaker de Marçal. O caso foi parar na delegacia.

Flávio chegou junto com a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, porta-voz econômica de sua campanha. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), veio logo em seguida com o senador eleito André do Prado (PL).

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Roberta Luchsinger reage e posta vídeo após ser chamada de ‘mentirosa’ por Lula em debate na Band

ROBERTA LUCHSINGER - “Eu trabalho a política via Palácio. Com costuras”, disse a lobista, explicando sua estratégia de atuação em Brasília

Roberta Luchsinger reagiu neste domingo, às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Após ser chamada de “mentirosa” e “corrupta” pelo petista, a lobista publicou vídeos nas redes sociais nos quais negou as acusações e afirmou que possui provas do que vem relatando sobre supostas relações entre integrantes do governo e seu entorno.

“Você não vai me chamar de mentirosa, porque mentirosa eu não sou”, afirmou Roberta em um vídeo publicado nos stories do Instagram. Ela também acusou ministros de Lula de mentirem sobre as relações que, segundo ela, manteve com integrantes do governo e com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

“Estou enfrentando três inquéritos da Polícia Federal, tive busca e apreensão, enfim, tive tudo que deveria ter. Estou colaborando com a Justiça do jeito que me é pedido”, declarou. Roberta afirmou ainda que gostaria de ter apresentado mais informações, mas que não o fez por estar submetida a medidas cautelares nos procedimentos em que é investigada.

Mais cedo, em outra publicação, a lobista disse temer pela própria vida e pela segurança das filhas. Segundo ela, as pessoas que mencionou em suas declarações sabem que não estaria mentindo e que as provas a que se refere estão relacionadas às investigações em andamento.

“Tudo que eu falei, eu falei porque estou munida de provas”, afirmou. Roberta também disse que não pretende recuar diante de tentativas de desacreditá-la e que continuará se manifestando caso seja contestada publicamente.

Acusações e negativas

As declarações de Roberta fazem parte de uma disputa política e jurídica que envolve suspeitas investigadas pela Polícia Federal. Ela afirma que Lulinha mantinha interlocução com ministros e que ela própria tratou de agendas com integrantes do governo, incluindo representantes das pastas da Educação e das Comunicações. Também declarou ter interesse em firmar um acordo de delação premiada.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República afirmou, em nota, que Lula desconhece os fatos relatados, jamais manteve interlocução com Roberta e não recebeu demandas dela. Os ministérios da Educação e das Comunicações também negaram tratativas com a lobista ou com Lulinha fora dos canais institucionais.

O episódio ocorreu durante a campanha presidencial, a duas semanas do segundo turno. Integrantes do governo e aliados de Lula questionam as motivações políticas das declarações de Roberta, feitas às vésperas da votação. A existência de uma disputa eleitoral, porém, não comprova nem afasta, por si só, o conteúdo das acusações, que depende da apuração das autoridades.