
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Hoje pintaremos com cores vivas Tarsila do Amaral.
Papa – Tarsila de Aguiar do Amaral, artista modernista, nasceu em 01.09.1886 em Capivari (SP), é considerada um dos ícones da pintura em toda história. O seu primeiro quadro “Sagrado Coração de Jesus” foi pintado em Barcelona (Espanha), em 1904. Essa MULHER VENCEDORA que nasceu em família abastada, viveu seus primeiros anos com os pais e irmãos em sua terra natal, morou em São Paulo onde estudou no Colégio de Freiras e no Colégio Sion, em Barcelona, deu sequência aos estudos e foi casada com André Teixeira Pinto, com quem teve uma filha. Fez parte do famoso “Grupo dos Cinco”, composto por ela, Anita Malfatti, Osvaldo de Andrade, Mário de Andrade e Menotti del Picchia turma que deu regra e compasso na cultura paulistana nos anos 1920.
Após divorciar-se do esposo residiu em Paris e estudou na “Academia Julian”. No ano de 1922 que trouxe consigo a “Semana da Arte Moderna”, participou do “Salão Oficial dos Artista da França”. Sempre imprimiu em seus trabalhos em estilo próprio com cores vibrantes, sua performance como grande artista é estudada em fase, a saber: “Fase Pau-Brasil”, de 1924 até 1928 é caracterizada pela valorização da cultura brasileira e paisagens nacionais; “Fase Antropofágica”, de 1928 até 1930, inspirada pelo quadro “Abaporu” – para muitos a sua obra mais conhecida e que deu nome ao movimento Antropófago, e a “Fase Social”, a partir de 1933, destaque para a obra “Operários”, abordando a realidade da classe trabalhadora.
O texto a seguir transcrito foi escrito pela pintora em 1923 e expressa com clareza o pensamento dessa mulher fantástica, tais percepções definem sua marca: “Me sinto cada vez mais brasileira. Quero ser a pintora do meu país. Como sou grata por ter passado toda a minha infância na fazenda. As memórias desses tempos tornaram-se preciosas para mim. Eu quero, na arte, ser a garotinha de São Bernardo, brincando com bonecas de palha, como na última foto que estou trabalhando. Não pense que esta tendência é vista negativamente aqui. Pelo contrário. O que eles querem aqui é que cada um traga a contribuição de seu próprio país. Isso explica o sucesso do balé russo, dos gráficos japoneses e da música negra. Paris estava farta da arte parisiense”.
Esta mulher significa o que há de melhor em nosso país, a capacidade de narrar nossa história sem submissão a cultura nenhuma, em resumo pode ser traduzido como: “Aprender fora sim desde que façamos preservando nossa cultura raiz”.



