Produtora cultural representa Pernambuco em missão cultural brasileira na China

A produtora cultural pernambucana Dani Hoover, diretora e curadora do Festival de Circo do Brasil, participa da 25ª edição do Festival Internacional de Artes de Xangai, na China, como integrante da Plataforma Cena Brasil. Apresentada pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Vale, a iniciativa reúne 166 profissionais brasileiros das artes cênicas, entre os dias 14 e 31 de outubro, em uma agenda de apresentações, atividades formativas e encontros de mercado.

Dani é uma das 15 representantes de festivais, centros culturais e instituições selecionadas para rodadas de negócios com curadores e programadores chineses e de outros países. Estão previstas mais de 60 reuniões para discutir possibilidades de circulação de espetáculos, coproduções e acordos de cooperação.

Na missão, a produtora apresenta a trajetória do Festival de Circo do Brasil, que completa 20 anos em 2026. Criado no Recife, o evento consolidou-se como uma plataforma de difusão, formação e criação circense, com mais de 700 apresentações, 360 atrações e um público de quase um milhão de pessoas ao longo de sua história.

“Estar na China é uma oportunidade de conhecer outras formas de pensar e produzir as artes cênicas, trocar experiências e construir novas parcerias. Queremos ampliar os caminhos para a circulação dos nossos artistas e, ao mesmo tempo, trazer novas referências e possibilidades de colaboração para Pernambuco. Acreditamos nessa troca como uma forma de fortalecer e projetar o circo brasileiro”, destaca Dani Hoover.

Cooperação cultural entre Brasil e China

Inserida na programação do Ano Cultural Brasil-China, a Plataforma Cena Brasil tem como objetivo fortalecer as relações culturais entre os dois países. Entre as atividades previstas estão o Fórum Brasil-China e encontros com profissionais do setor, que também terão a oportunidade de conhecer de perto a cena artística chinesa.

Ler mais

Governo de Pernambuco abre seleção cultural para o Carnaval e São João de 2027

O Governo de Pernambuco anunciou o lançamento do Edital Caju, convocatória que vai selecionar artistas e grupos culturais para integrar a programação dos ciclos carnavalesco e junino de 2027, promovidos ou apoiados pelo Estado.

As inscrições serão gratuitas e estarão abertas entre os dias 20 de outubro e 10 de novembro, por meio da plataforma Mapa Cultural de Pernambuco. O edital conta com formato interativo e ferramentas de acessibilidade, incluindo audiodescrição, alto contraste e tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A seleção é destinada a artistas individuais, grupos, bandas, trios, coletivos, companhias e demais formações artísticas que tenham vínculo com Pernambuco e comprovem, no mínimo, seis meses de atuação nos setores artístico e cultural.

Para participar, os interessados precisam estar cadastrados como Agente Individual no Mapa Cultural de Pernambuco, preencher o formulário de inscrição e apresentar os documentos solicitados no edital.

O cronograma prevê a divulgação do resultado preliminar em 25 de novembro. Já a etapa de análise artística deverá ocorrer entre 14 e 18 de dezembro, enquanto a publicação do resultado definitivo está prevista para o dia 23 do mesmo mês.

As apresentações selecionadas poderão integrar programações em municípios das 14 Regiões de Desenvolvimento de Pernambuco, abrangendo manifestações tradicionais e diferentes estilos musicais e expressões da dança.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

Plataforma gratuita mapeia cerca de 100 obras de arte em Pernambuco

Escultura de Luiz Gonzaga no Pátio de Eventos de Caruaru.

Esculturas, murais e monumentos que fazem parte da paisagem de Pernambuco ganharam um endereço digital para consulta. A plataforma Pernambuco Arte Pública reúne um levantamento inicial de aproximadamente 100 obras distribuídas em 37 municípios, abrangendo a Região Metropolitana do Recife, a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão.

O acesso é gratuito pelo site pernambucoartepublica.com.br A iniciativa amplia o alcance do Recife Arte Pública, projeto dedicado ao mapeamento e à divulgação de trabalhos artísticos instalados em espaços urbanos.

O levantamento contempla obras que moradores e visitantes encontram em ruas, praças e outros espaços de circulação. Entre os trabalhos incluídos estão intervenções recentes e conjuntos que se tornaram referências nas cidades onde estão instalados.

No Recife, a pesquisa incorpora a réplica da “Torre Cinética”, de Abelardo da Hora, novas esculturas do Circuito da Poesia e os Mega Murais de grafite do Centro.

No Agreste, aparecem o Parque de Esculturas Nilo Coelho, em Brejo da Madre de Deus, e o Monumento a Luiz Gonzaga, em Caruaru. Já no Sertão, estão a Escultura do Careta, em Triunfo, o conjunto da Pedra do Reino, em São José do Belmonte, e o Monumento ao Vaqueiro Jacó, em Serrita.

A pesquisa também alcança municípios como Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Igarassu, Goiana, Tracunhaém, Carpina e Escada.

Público pode contribuir com o levantamento

A plataforma foi concebida para permitir buscas por município, região e linguagem artística. Os registros reúnem imagens e informações como autoria, data, localização, técnica e descrição das obras.

Ler mais

Governo de Pernambuco lança edital de R$ 4 milhões para fortalecer audiovisual no estado; saiba como participar

Cinema São Luiz, lançamento do edital 'Arranjos Regionais' do Audiovisual no estado

O edital vai contemplar 21 projetos em seis categorias, com valor total de R$ 4 milhões, integralmente provenientes do Governo de Pernambuco, e está disponível para consulta em mapacultural.pe.gov.br/oportunidade

As inscrições começam em 13 de outubro e seguem até 13 de novembro.

Os Arranjos Regionais reafirmam o compromisso do Governo de Pernambuco, em parceria com o Governo Federal, com o fortalecimento do audiovisual e de toda a cadeia produtiva do setor. Estamos destinando R$ 4 milhões de recursos próprios para apoiar projetos em diferentes etapas e formatos, ao mesmo tempo em que articulamos a chegada de outros R$ 20 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual. É um investimento que amplia as oportunidades para quem produz, pesquisa, preserva, desenvolve novos projetos, promove a circulação e a formação na área do audiovisual, alcançando diferentes territórios de Pernambuco e gerando, assim, trabalho e renda em todo Estado”, ressalta a secretária de Cultura em exercício, Ana Paula Jardim.

O edital marca a participação de Pernambuco nos Arranjos Regionais, iniciativa do Governo Federal, em parceria com estados e municípios, para fortalecer os ecossistemas audiovisuais locais e descentralizar os investimentos no setor. A política teve uma primeira edição entre 2014 e 2018 e foi retomada neste ano.

Em março, o acordo que viabilizou a participação de Pernambuco foi anunciado em cerimônia realizada no Cinema São Luiz, no Recife, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e representantes dos demais estados participantes.

Pernambuco tem uma trajetória reconhecida de investimento e construção de políticas públicas para o audiovisual. Os Arranjos Regionais chegam para ampliar esse caminho olhando para os diferentes agentes da cadeia, contemplando os diversos territórios do Estado. Através desse novo aporte para o setor do audiovisual, Pernambuco também reafirma sua articulação com as políticas públicas federais para fortalecer nossa produção e  ampliar a descentralização dos recursos”, afirma a diretora-presidente da Fundarpe, Renata Borba.

Ler mais

Forma PE encerra ciclo formativo do Festival Pernambuco Meu País 2026 com programação extensa em Caruaru

Da Assessoria

O Forma PE chega a Caruaru para o último ciclo formativo desta edição do Festival Pernambuco Meu País, encerrando a programação de capacitação e qualificação realizada ao longo do festival. Entre os dias 26 e 30 de agosto, a cidade recebe oficinas, palestra, fórum e workshop que atravessam diferentes campos da cultura, como moda, artes visuais, arquitetura, audiovisual, cerâmica e mercado cultural.

“Antes da programação artístico-cultural, é importante também garantir que as pessoas dos territórios tenham acesso à capacitação e à qualificação. O Forma PE cria esse espaço de troca entre oficineiros e participantes, promovendo intercâmbios e fortalecendo a formação como parte da experiência do festival. Chegamos a Caruaru encerrando esse ciclo com uma adesão muito positiva e a certeza de que investir em formação também é investir na cultura”, destaca a diretora-geral do Festival Pernambuco Meu País, Carla Pereira.

A programação começa já nesta quarta-feira (26), com a oficina “Bordando Pernambuco: memória, afeto e criação em tecidos reaproveitados”, das 9h às 13h, no Sesc, em Petrópolis. Conduzida por Natália Oikawa, a atividade apresenta técnicas básicas de bordado livre aplicadas a tecidos reaproveitados, estimulando os participantes a transformar retalhos e peças têxteis em objetos ou peças vestíveis a partir de suas próprias histórias e afetos. São 10 vagas para pessoas a partir de 18 anos. Não é necessário ter experiência prévia e cada participante deve levar um retalho ou peça têxtil que tenha significado especial. 

Na quinta-feira (27), também das 9h às 13h, o Sesc recebe a “Oficina de Figurino Experimental: corpo, criação e reinvenção”, com Paula Franssinette. A formação propõe a construção de figurinos a partir de materiais diversos e acessíveis, utilizando técnicas como amarrações, encaixes e alfinetes e explorando o corpo como espaço de expressão. A atividade será encerrada com uma ação performativa coletiva. São 10 vagas para maiores de 18 anos e não é necessário levar materiais ou ter experiência anterior. 

Ainda na quinta, das 14h às 16h, o Armazém da Criatividade, no bairro Nossa Senhora das Dores, recebe a palestra especial “O legado de Janete Costa: a arquitetura que valoriza a arte popular”, com Roberta Borsoi. Filha da arquiteta – e homenageada desta edição do festival – Janete Costa e do arquiteto Acácio Gil Borsoi, Roberta compartilha experiências e reflexões sobre a trajetória e o legado da mãe, destacando sua contribuição para uma arquitetura conectada aos saberes, fazeres e expressões populares. São 30 vagas, com classificação livre. 

Ler mais

Estado de Pernambuco elege seus 10 novos Patrimônios Vivos

O elo dos pernambucanos com a cultura popular mais uma vez foi renovado com a escolha de novos nomes ligados a cultura. Os 10 novos Patrimônios Vivos do Estado foram anunciados após votação realizada pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

Os artistas escolhidos são oriundos de manifestações culturais como: maracatu, medicina tradicional indígena, samba e coco, entre outros. são: Teco Agamenon (Triunfo), Terreiro de Mãe Amara (Recife), Mestre João Paulo (Nazaré da Mata), Barracão Mãe Nadja (Recife), Gres Preto Velho (Olinda), Maracatu Cruzeiro do Forte (Recife), Mestra Di (Olinda), Família Vitalino (Caruaru), Mestre Zé Negão (Camaragibe), Juliana Pankararu (Jatobá).

Com os novos artistas e grupos nomeados, Pernambuco agora conta com 125 Patrimônios Vivos. Em um estado no qual a cultura é prática diária, a eleição desses artistas garante a difusão da pluralidade das nossas manifestações, garantindo a transmissão dos saberes que dão cara à identidade pernambucana. Os eleitos receberão o título oficialmente em 17 de agosto, data que marca a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural de Pernambuco e o Dia do Patrimônio Cultural.

“Este processo envolveu a escuta dos candidatos e da comissão de pareceristas. Um exame detalhado de todas as candidaturas neste que é o concurso mais importante para a premiação da cultura popular de Pernambuco”, aponta Antiógenes Viana, presidente do CEPPC.

“Hoje é o dia que o Governo de Pernambuco reconhece, através do Conselho de Preservação do Patrimônio, os novos patrimônios vivos que passam, a partir de hoje, a ter o papel de transmitir seus saberes e tradições. São mestras e mestres, grupos notórios de saber nesses fazeres que falam da nossa identidade enquanto pernambucanos”, ressaltou Renata Borba, presidente da Fundarpe – instituição que integra o Conselho e é responsável por gerir as políticas relacionadas aos Patrimônios Vivos.

Todo ano podem ser eleitos até 10 Patrimônios Vivos. Neste ano, inscreveram-se 205 concorrentes – a maior quantidade de inscrições já registrada. Criada em 2002, a concessão do título de Patrimônio Vivo de Pernambuco é uma das principais políticas públicas de valorização da cultura popular no Estado. O título prevê uma bolsa vitalícia a mestres e grupos selecionados via edital público lançado anualmente. Atualmente, os valores são R$ 2.479,41 (indivíduos) e R$ 4.958,85 (grupos).

Como contrapartida, os Patrimônios participam de programas de ensino e aprendizagem organizados pelo governo do Estado por meio de órgãos como Fundarpe, Secretaria de Cultura e Secretaria de Educação. “Tivemos a honra hoje de estar na Casa dos Conselhos para esta votação, reconhecendo fazedores de cultura que representam manifestações da nossa cultura popular, valorizando saberes tradicionais de Pernambuco”, declarou Ana Paula Jardim, secretária interina de Cultura de Pernambuco.

Ler mais

Festival Pernambuco Meu País abre sua passagem por Salgueiro com atividades voltadas à qualificação profissional

Festival Pernambuco Meu País abre sua passagem por Salgueiro com atividades voltadas à qualificação profissional

O Festival Pernambuco Meu País, antes de iniciar suas programações artísticas, inicia sua passagem por Salgueiro, no Sertão Central, com uma série de atividades realizadas por meio do Forma PE, voltadas à formação e qualificação profissional.

A iniciativa acontecerá nos dias 22 e 25 de julho de forma gratuita e aberta ao público, contemplando as áreas de produção cultural, música, moda e criação sustentável.

Forma PE

A programação da 3ª edição do Festival Pernambuco Meu País passa a contar com o reforço do projeto Forma PE. Promovido pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura (Secult-PE), Fundarpe e Empetur, em parceria com as prefeituras locais, o festival ganha uma camada extra de atividades.

A iniciativa acompanha a caravana do evento pelos municípios pernambucanos, integrando ações complementares e de formação diretamente ligadas à realidade e à programação de cada localidade.

“O Festival Pernambuco Meu País chega aos territórios promovendo encontros, circulação artística e valorização da cultura pernambucana, mas também assume o compromisso de investir na formação das pessoas. O Forma PE é um dos braços dessa proposta, criando oportunidades de aprendizado, troca de experiências e qualificação profissional para quem vive e produz cultura nos municípios por onde o festival passa”, afirma Carla Pereira, diretora do Festival Pernambuco Meu País.

Do pífano ao rock: 2º dia do Festival Pernambuco Meu País agita a noite de Pesqueira neste sábado

Da Assessoria/Foto: Juana Carvalho

A 2ª noite de shows da 3ª edição do Festival Pernambuco Meu País, neste sábado (18), em Pesqueira, é para quem curte o rock, o trap e a música popular pernambucana. O palco inicia a sua programação às 19h30 com a apresentação do grupo de cultura popular Jetuns e Jetuins de Mandaru, levando ao público o tradicional pífano do território dos povos originários Xukuru do Ororubá. A noite ainda contará com o rock de Paulo Miklos e das bandas Ave Sangria e Detonautas, além do trap do cantor Xamã. Entre uma atração e outra, o DJ Filipinho é quem comanda o público no Agreste.

Todos os shows são gratuitos, abertos ao público e acontecem no palco Pernambuco Meu País, que fica no Pátio de Eventos montado na Praça Dom José Lopes, no centro de Pesqueira (em frente à Catedral de Santa Águeda). O evento tem realização do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), em parceria com os municípios.

A primeira apresentação da noite começa às 19h30 e fica a cargo Jetuns e Jetuins de Mandaru, grupo que mistura a ancestralidade indígena com a tradição do pife. Em seguida, a partir das 20h40, a banda Ave Sangria sobe ao palco com seus mais de 50 anos de história e com muito rock psicodélico. Às 22h10 é a vez de Paulo Miklos animar Pesqueira, seguido da banda Detonautas às 23h40. Xamã será o responsável por encerrar a segunda noite do Festival Pernambuco Meu País, a partir das 1h20.

“O público vai vivenciar um encontro potente entre a tradição do nosso pífano com diferentes expressões da música brasileira contemporânea, do rock ao trap. É essa convivência entre identidades, gerações e sonoridades que faz do festival um espaço de celebração”, destaca a diretora-geral do evento, Carla Pereira.

O palco Pernambuco Meu País é uma das programações que englobam a programação do festival, que é 100% gratuito e abraça inúmeras linguagens, proporcionando um evento plural e multicultural. A programação completa de todas as dez cidades pode ser conferida no Instagram @festivalpernambucomeupais.

Núcleo de capacitação Forma PE abre programação do Festival Pernambuco Meu País em Pesqueira

Da Assessoria

O Festival Pernambuco Meu País inicia sua 3ª edição na quarta-feira (15), em Pesqueira, no Agreste pernambucano, com a programação do Forma PE, núcleo de formação, diálogo e capacitação do festival. As atividades seguem até o domingo (19), sempre na Escola de Referência em Ensino Médio Cristo Rei, no bairro Pitanga, com oficinas, workshops e vivências gratuitas voltadas para moradores, artistas, produtores, agentes culturais e demais interessados.

As vagas são limitadas e a participação requer inscrição prévia em cada formação, com exceção da Oficina de Modelos, que será aberta ao público, sem limite de participantes. Ao longo de cinco dias, o Forma PE propõe uma imersão em diferentes linguagens artísticas e saberes tradicionais, fortalecendo a produção cultural no território do povo Xukuru do Ororubá.

“Ao levar oficinas e atividades gratuitas para diferentes municípios, o programa fortalece artistas, produtores e agentes culturais em seus próprios territórios, contribuindo para o desenvolvimento da cultura em todas as regiões do Estado”, destaca a diretora-geral do Festival Pernambuco Meu País, Carla Pereira.

A programação começa com o workshop “Território às Mãos: Vivência em Artesanato Xukuru”, ministrado por Edson Saraiva, na quarta (15) e quinta-feira (16), das 14h às 18h. A atividade apresenta técnicas tradicionais do artesanato Xukuru do Ororubá, a partir do uso de materiais naturais e da compreensão dos significados culturais e ancestrais presentes em cada peça. A vivência propõe uma experiência de troca de saberes, experimentação e valorização do fazer artesanal indígena.

Na quinta-feira (16), das 9h às 10h30, Maria Ferreira conduz a atividade formativa “Ritmo Ancestral – Circulação de Performance em Dança e Vivência Corporal”. A formação convida os participantes a experimentar movimentos inspirados nas culturas afro-brasileiras e nordestinas, estimulando consciência corporal, ritmo, criatividade e expressão em uma experiência prática e participativa.

Na sexta-feira (17), das 14h às 17h, será realizada a oficina “Gênero, Literatura e Memória”, ministrada por Bell Puã. A atividade propõe reflexões sobre identidade, gênero e narrativas do cotidiano, utilizando a literatura como ferramenta de expressão, memória e transformação. A partir de exercícios de leitura e escrita, os participantes serão convidados a trabalhar experiências pessoais e coletivas em um ambiente de escuta, criação e compartilhamento.

No sábado (18), das 9h às 13h, acontece a formação “Tingimento em Renda Renascença”, ministrada por Maria Ivoneide da Silva. A oficina apresenta técnicas de aplicação de cores em fibras, escolha de materiais e possibilidades de inovação estética na Renda Renascença. A proposta é oferecer ferramentas práticas para agregar valor às peças e ampliar oportunidades de renda, autonomia e inserção no mercado para artesãos e criativos.

Ler mais

Projeto celebra a cultura popular com programação junina em equipamentos culturais de Pernambuco

Da Assessoria

Assimilar o São João como um coração identitário do Nordeste move o projeto Cartografia Junina: Percursos de Memória e Celebração. Celebrando o legado das festividades do meio do ano até o sábado, dia 27 de junho, o projeto leva uma programação gratuita de cultura popular para equipamentos culturais do Recife, de Olinda e do Agreste pernambucano. Música, dança, religiosidade e tradições da vida comunitária compõem esse ciclo que se expande e se perpetua através das gerações.

Apresentações de quadrilhas, trios de forró pé de serra, bandas de pífano, grupos de bacamarteiros e cortejos estão entre os elementos reunidos pela iniciativa. O projeto é iniciativa do Governo de Pernambuco. A superintendente de Equipamentos Culturais da Fundarpe, Priscila Marques, aponta que os espaços se fortalecem como locais de encontro ao se abrirem para as celebrações do período junino e reforçam sua relação com o público.

“A ação integra a política de democratização do acesso à cultura desenvolvida pelo Governo de Pernambuco. Com atividades gratuitas e distribuídas em diferentes equipamentos culturais, a programação amplia as oportunidades de fruição cultural para públicos diversos, intensifica a circulação de artistas e grupos tradicionais e aproxima a população de espaços que preservam a memória e o patrimônio do estado”, destaca.

Após passagem pelo Museu do Estado de Pernambuco e pela Casa da Cultura, no Recife, e pelo Centro Cultural Casa de Câmara e Cadeia, no Brejo da Madre de Deus, a agenda do projeto segue após o São João, no dia 25 de junho, primeiro na Torre Malakoff, com pé de serra e quadrilha junina. Na sequência, no dia 26, vai para o Espaço Pasárgada, encerrando logo depois, no dia 27, com um Cortejo Junino em Olinda, que terá percurso entre o Museu Regional de Olinda (Mureo) e o Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Maspe).

Governo de Pernambuco abre editais com prêmios para artistas em quatro equipamentos culturais

Da Assessoria

O Governo de Pernambuco abriu os chamamentos públicos para seleção de projetos artísticos em quatro equipamentos culturais estaduais: o Observatório Cultural Torre Malakoff e o Teatro Arraial Ariano Suassuna, ambos em Recife; o Theatro Cinema Guarany, em Triunfo; e o Centro Cultural Casa de Câmara e Cadeia, em Brejo da Madre de Deus. Os editais contemplam diferentes linguagens e prazos de inscrição, mas têm em comum o pagamento de prêmio em dinheiro aos selecionados. As inscrições são feitas exclusivamente pelo Mapa Cultural.

Os chamamentos são conduzidos pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), gestora dos quatro espaços. As inscrições seguem ordem cronológica: Teatro Arraial (12/06) e Theatro Cinema Guarany (17), voltados a dança, teatro e circo; Torre Malakoff (19) e Casa de Câmara e Cadeia (26), para artes visuais. Os editais estão disponíveis no Mapa Cultural e no site Cultura PE.

Desde 2024, o Governo de Pernambuco, por meio da Fundarpe, promove editais de ocupação e premiação para ativar os equipamentos culturais estaduais e ampliar oportunidades para artistas de diversas linguagens. “Em 2026, damos continuidade a esse trabalho com novos chamamentos e editais, fortalecendo o papel dos equipamentos culturais como espaços de criação, circulação e encontro entre a produção artística e a população”, afirma a gerente de ações culturais da Superintendência de Equipamentos Culturais da Fundarpe, Maria Eduarda Belém.

Um dos destaques desta rodada é o primeiro edital de ocupação do Theatro Cinema Guarany, em Triunfo. “É mais uma iniciativa que amplia o alcance territorial dessa política e reafirma o compromisso do Governo de Pernambuco com a regionalização das ações culturais. Ao investir na ocupação qualificada dos equipamentos culturais estaduais, o Governo do Estado amplia oportunidades para artistas, grupos e coletivos, ao mesmo tempo em que oferece à população uma programação diversa e gratuita, promovendo acesso à cultura, ações formativas, intercâmbio de saberes e experiências de fruição artística. É uma política que fortalece a cadeia produtiva da cultura e reafirma os equipamentos culturais como espaços públicos de convivência, aprendizagem, criação e exercício da cidadania em todas as regiões do Estado”, prossegue Belém.

Cuscuz Gigante de Caruaru celebra neste domingo a tradição, comida boa e forró em mais uma edição

Junho já chegou acelerando o coração dos amantes do São João e trazendo boas notícias para os forrozeiros raiz: não vai ser preciso esperar até o fim do mês para entrar em clima de festança. Neste domingo (07), a partir das 13h, o Alto do Moura, em Caruaru, se prepara para mais uma edição do Maior Cuscuz do Mundo, evento que une gerações e, há anos, garantiu seu lugar na memória afetiva dos nordestinos.

O tradicional Cuscuz Gigante de Caruaru carrega três décadas de história e se tornou uma das celebrações mais populares da temporada junina em Pernambuco, atraindo tanto locais quanto turistas de diversas partes do Nordeste e do Brasil. A atração reúne caminhada, trio elétrico e muito forró, mas o maior destaque é o preparo e a distribuição do cuscuz. O alimento é feito em uma cuscuzeira de 4,2 metros, criada sob medida na Feira de Caruaru. Para chegar até a tampa e cozinhar, é preciso subir em uma escada.

O nascimento dessa prática é bastante peculiar. A ideia partiu do empresário José Augusto Soares em 1993. O caruaruense convidou alguns amigos para caminhar até o Alto do Moura e brincar o São João e, no final da jornada, pediu cuscuz para o grupo em um restaurante. Informados de que o prato não constava no cardápio, os colegas fizeram o mesmo percurso na semana seguinte e levaram um pacote de fubá para preparar a iguaria no estabelecimento. No ano seguinte, mais pessoas participaram da caminhada e Augusto teve a ideia de servir cuscuz a todos. Assim, com o passar do tempo, formou-se um legado que chegou a ser publicado no Guinness Book.

Reconhecendo tudo o que essa tradição representa, de afeto e identidade à valorização do turismo e da economia, a Grão Verde assume o posto de patrocinadora oficial do Cuscuz Gigante em 2026. A participação da marca na atividade simboliza o fortalecimento da sua conexão com a cultura e a memória do povo nordestino, através de um alimento emblemático que representa encontros, família e costumes que permanecem, de geração em geração.

Tradição, identidade nordestina e memória afetiva

Há 50 anos na mesa do nordestino, a Grão Verde foi fundada em Garanhuns e construiu sua trajetória firmada em suas raízes, na proximidade com o consumidor e no compromisso constante com qualidade e inovação. Ao longo desse meio século, a marca se tornou referência no ramo alimentício, expandindo sua atuação sem abrir mão da sua essência regional.

Ler mais

Globo faz especial de São João apenas com mulheres nordestinas

Da Assessoria

A Globo exibe neste sábado o programa “Só Elas”, apenas com cantoras, em celebração ao período junino. Além de Anastácia, conhecida como Rainha do Forró, a atração terá Letícia Bastos, Cristina Amaral e Sâmya Maia como convidadas, sob comando de Cíntia Barros e Adma Andrade. A exibição será após o programa “Altas Horas”.

Neste ano, o projeto da Globo Pernambuco terá uma versão mais intimista, com artistas que representam diferentes gerações do forró, que levam ao programa suas vozes, trajetórias e experiências na música. Consagrada como Rainha do Forró, Anastácia, é dona, ao lado de Dominguinhos, das marcantes “Eu só quero um xodó”, “Eu tenho sede” e “Sanfona sentida”.

Representante da nova geração, a cantora e compositora recifense Letícia Bastos ganhou destaque nacionalmente após participar do The Voice e, além da carreira autoral, tem feito sucesso na internet com releituras de forrós. Com mais de quatro décadas de carreira, Cristina é reconhecida como um dos principais nomes do gênero. Sâmya ganhou notoriedade como vocalista da Banda Magníficos, a qual integrou por 18 anos, e agora segue trajetória solo.

Para apresentar o programa, foram escaladas outras duas cantoras: Cíntia Barros e Adma Andrade. Ex-integrante da Banda Luará, Cíntia tem mais de 20 anos de carreira artística e acumula parcerias e apresentações ao lado de nomes consagrados da cena pernambucana. Adma também foi participante do The Voice e está atualmente à frente da banda Limão com Mel.

Em um encontro marcado por música, afeto, histórias e representatividade, o projeto mostra o talento de artistas de diferentes gerações e a importância da presença feminina nos palcos. Ao redor de uma mesa repleta de quitutes juninos, elas entoam clássicos do período, como “Feira de Mangaio”, de Sivuca e Glorinha Gadelha, “Pagode russo”, de Luiz Gonzaga e João Silva, e “Verdadeiro amor”, de Washington Marcelo, sucesso da Banda Magníficos, e já mencionada “Só quero um xodó”.

Festejos estão no calendário de 94% dos municípios e geram emprego e renda, revela estudo

Cerca de 94% dos Municípios informaram existir festejos no calendário local. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que ouviu 1.515 municípios, dos 5.569. A Confederação divulgou o resultado do levantamento nesta segunda-feira (1º), mês tradicionalmente marcado pelos festejos juninos.

De acordo com a pesquisa, as festividades juninas são realizadas por 90% dos entrevistados. Além de reforçar a identidade cultural brasileira, esses festejos representam uma das principais estratégias de promoção da cultura, desempenhando um importante papel na preservação das tradições e geração de impactos econômicos, já que mobilizam cadeias produtivas, geram emprego e renda e fortalecem o turismo local.

Outros eventos como os cívicos, estão presentes em 91% dos entrevistados, os religiosos acontecem em 90% das localidades, seguidos pelos festejos regionais (72%) e folclóricos (69%), e os agropecuários (49%), que estão presentes no calendário de metade dos municípios brasileiros.

Execução 

A CNM questionou os municípios acerca do papel da Prefeitura na execução das festividades, seja através de recursos financeiros, da cessão de espaços físicos ou do recebimento de transferências para essa finalidade. A Confederação constatou que nove a cada 10 municípios aplicam recursos públicos nos festejos e que, considerando a faixa de recursos investidos, dois a cada três municípios (67%) investem pelo menos R$ 100 mil para a sua realização.

O estudo observou ainda que entre os principais efeitos observados destacam-se a expansão do turismo e do comércio, além da boa avaliação por parte da população. Cerca de 74% dos municípios indicaram a geração de empregos como um dos benefícios associados à realização de eventos, enquanto 73% apontaram a elevação da arrecadação municipal.

“Esses resultados evidenciam que as festividades desempenham um papel relevante na dinamização das atividades econômicas locais, ampliando a circulação de renda especialmente em setores como comércio, serviços e turismo. Por outro lado, evidencia a necessidade de planejamento e transparência na aplicação dos recursos destinados às festividades”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Confira aqui o estudo na íntegra.

Funcultura abre inscrições de edital voltado para jovens de baixa renda

Jovens de 18 a 29 anos de baixa renda que desejam realizar alguma ação de cultura ou arte no seu coletivo ou comunidade podem se inscrever, a partir desta quarta-feira (22), no edital Funcultura Microprojeto Cultural.

Podem concorrer grupos, coletivos, artistas e/ou agentes culturais das culturas tradicionais, cultura popular, hip hop, LGBTQIAPN+, comunidades de imigrantes, além de culturas diversas – refugiados, povos indígenas, quilombolas, ciganos e grupos socioculturais afins.

Com valor total de R$ 780 mil, o edital é gerido pelo Governo do Estado por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). As inscrições seguem abertas até às 16h59 do dia 21 de maio, pela plataforma Mapa Cultural (mapacultural.pe.gov.br).

Os projetos incentivados poderão abranger diversas linguagens culturais, como:

  • Música;
  • Artes visuais;
  • Audiovisual;
  • Performance;
  • Teatro;
  • Dança;
  • Circo;
  • Moda;
  • Design;
  • Fotografia;
  • Literatura;
  • Patrimônio cultural material e imaterial;
  • Cultura digital;
  • Comunicação;
  • Cultura urbana;
  • Gastronomia.

Os projetos incentivados poderão desenvolver ações de criação, produção, fruição e difusão de expressões artísticas e culturais, ações culturais ou eventos, processos de articulação de redes e fóruns coletivos em torno de temas da cultura.

Também podem ser propostas iniciativas de gestão de espaços culturais ou arranjos coletivos culturais, ou aquelas relacionadas à economia solidária ou economia da cultura, à criação de produtos culturais, de ações de formação e de pesquisa cultural.

Podem participar do Funcultura Microprojeto Cultural produtores culturais, pessoas físicas ou pessoas jurídicas que morem em Pernambuco há pelo menos 1 ano e que estejam regulares e ativos no Cadastro de Produtores Culturais.

Além disso, os participantes devem ter renda mensal de até meio salário mínimo ou renda familiar mensal de até três salários mínimos.

O valor máximo que pode ser captado por projeto é de R$ 20 mil e cada proponente pode lançar no máximo 2 propostas.

Tipos de projetos

O Funcultura Microprojeto Cultural visa abranger iniciativas destinadas à diversidade, que contemplam manifestações voltadas à construção e afirmação de identidades de gênero, raça e etnia, com o objetivo de trazer a reflexão, promoção e projeção de populações específicas.

Além disso, tem como objetivo valorizar as culturas das periferias, com projetos que trabalhem manifestações de rua, com elementos do hip hop, batalha de rima/freestyle, dança, cultura digital, grafite, DJing, brega funk, passinho e outras expressões.

Também é possível propor iniciativas de incentivo à leitura, que possibilitem formação, fortalecimento e ampliação de práticas leitoras e da criação literária, além da aproximação do público com escritores, em qualquer gênero, estilo e formato.