
Da assessoria
O Sindicato dos Metroviários de Pernambuco (Sindmetro-PE) realizou, nesta quinta-feira (21), mais uma assembleia com a categoria para avaliar os resultados da mobilização contra a privatização da CBTU Recife e deliberar sobre os próximos rumos da luta.
Os metroviários decidiram manter o estado de greve e seguir em campanha contra a privatização do Metrô, ampliando também a pressão sobre a governadora Raquel Lyra.
Na reunião, foi feita uma retrospectiva das ações da semana anterior, quando a categoria paralisou o sistema por 24h durante a passagem do presidente Lula pelo Recife. A mobilização foi considerada positiva, tanto pela grande repercussão nos meios de comunicação quanto pelos resultados alcançados: entrega de documento com reivindicações, articulação em Brasília e reunião com Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, além de assessores do ministro Rui Costa.
Luiz Soares, presidente da Fenametro e do Sindmetro-PE, destacou a adesão integral dos metroviários e a importância estratégica da paralisação.
“Quero parabenizar cada setor. Essa foi uma ação assertiva porque aconteceu exatamente no dia da visita do presidente Lula, e a nossa luta dividiu espaço com a maior pauta política do estado. Estávamos em todos os meios de comunicação, mostrando a força da nossa categoria”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que o encontro em Brasília foi histórico e abriu um canal de diálogo direto com o governo federal, para ouvir a categoria que não aceita a privatização do metrô do Recife, e a garantia dos empregos dos metroviários.
“Uma reunião com a ministra do MGI não é qualquer reunião. A gente vinha tentando desde o início do governo Lula e não conseguia. Conquistamos esse espaço e de lá saímos com um compromisso do governo: independentemente do rumo que seja dado à CBTU, os empregos da categoria estarão assegurados. Isso é fruto da nossa mobilização, que nos permitiu sentar à mesa e pressionar por respostas”, reforçou.
Durante seu discurso, Luiz Soares também enviou um recado à governadora Raquel Lyra, cobrando medidas efetivas para o transporte público em vez de insistir na agenda de privatizações.
“Se a governadora realmente quer ajudar o metrô do Recife, que tire a tarifa de energia de tração no horário de pico ou reduza impostos que pesam sobre o sistema. Isso sim é compromisso com a população, e não entregar o metrô ao setor privado”, afirmou.
Na assembleia, os trabalhadores foram convocados a ampliar a participação em todas as atividades organizadas pelo sindicato. Cada ato e cada mobilização têm sido fundamentais para dar visibilidade à luta, fortalecer a resistência contra a privatização e conquistar avanços no diálogo com o governo federal.
Como deliberação central, a categoria decidiu pela manutenção do estado de greve, reforçando o compromisso com a defesa de um metrô público, acessível e de qualidade para a população. Também ficou definida a ampliação do plano de comunicação da campanha, com críticas à postura da governadora Raquel Lyra, que segue alinhada à agenda de privatizações no Estado.
Entre as agendas aprovadas, estão a participação na audiência pública que acontece em Brasília, no próximo dia 23 de setembro, na Câmara dos Deputados, e o encontro com a deputada estadual Dani Portela para articular uma audiência pública na Alepe.



