36 – MULHERES VENCEDORAS – ÂNGELA MERKEL

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Vamos falar sobre Ângela Merkel.

Papa – Ângela Dorothea Kasner nasceu em Hamburgo – Alemanha Ocidental, no dia 17.07.1954, filha de um pastor luterano e de uma professora de latim e inglês. Criança, mudou-se para Quitzow, Brandemburgo – Alemanha Oriental. Aos três anos de idade mudou-se com a família para Templin, Brandemburgo, ao norte de Berlim, onde a futura chanceler terminou o ensino médio, foi aluna muito aplicada sempre se destacou nos estudos, inclusive na língua russa. Participou de competições do idioma e venceu em todos os níveis, do local ao nacional.

Ganhou como prêmio uma viagem à Rússia e tinha grande interesse no país que, na época, exercia influência quase absoluta na Alemanha Oriental, e na Europa do Leste como um todo.

Em alguns apontamentos encontramos a linha de pensamentos que atribui a este conhecimento da língua russa como um dos fatores que a levaram a ser a principal interlocutora do presidente da Rússia, Vladimir Putin, entre as lideranças ocidentais.

Essa MULHER VENCEDORA, dona de um estilo próprio, integrou instituições juvenis do regime comunista da Alemanha, como a Jovens Pioneiros e a Juventude Livre Alemã. Nunca se filiou ao partido governante e não aceitou a missão de ser informante ao regime, sempre manteve uma postura de silencio público e crítica privada ao governo. De 1973 a 1978, estudou Física na Universidade Karl Mark, em Leipzig, onde conheceu o primeiro marido, Ulrich Merkel, também estudante de Física, com quem casou-se no ano de 1977 e se divorciou em 1982. O nome Ângela Merkel, adotado no casamento foi mantido após a separação. Em 1986 obteve doutorado em Química Quântica. Trabalhou na Academia de Ciências da Alemanha Oriental, uma instituição de pesquisa, em Berlim, sendo a única mulher do departamento.

Foi chanceler da Alemanha unificada de 2005 até 2021 e líder do partido União Democrata-Cristão (CDU), de 2000 até 2018. Foi a primeira mulher a assumir este importante cargo, com estilo próprio e fama de conciliadora, ponderada, pragmática, bem informada, etc. Legitimou-se no ambiente onde os homens imperam e era considerada uma gestora competente em momentos de crises e negociadora de consensos. Conduziu a Alemanha em momentos cruciais, tais como: “Crise financeira internacional de 2008; crise da Zona do Euro; anexação da Crimeia, na Ucrânia, pela Rússia em 2014; crise dos refugiados na Europa, em 2015 e 2016, e a pandemia de Covid-19”. Nesta frase vejo muito da sua personalidade: “A liberdade deve estar ligada ao senso de responsabilidade”. Para este cronistas seria classificada como uma mulher autêntica e confiável e que para defender os interesses da Alemanha não precisou atacar nenhum oponente nem surrupiar direitos de terceiros.