39 – MULHERES VENCEDORAS – GLÓRIA MARIA

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje falaremos sobre Glória Maria, ícone do jornalismo.

Papa – Glória Maria Matta da Silva, jornalista, repórter e apresentadora, nasceu no Rio de Janeiro no dia 15.08.1949, no boêmio bairro Vila Isabel. Trabalhou como telefonista na TELERJ. Pisou na TV Globo na condição de princesa do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, em apresentação no Programa de Chacrinha. Foi contratada como estagiária. Essa MULHER VENCEDORA superou muitos obstáculos após ser efetivada no Departamento de Jornalismo da TV Globo e se destacar na gigante do mundo televisivo brasileiro. A segurança com que entrava ao vivo em coberturas jornalísticas de impacto tais como a queda do Elevado Paulo de Frontin foi a ponte para assumir o papel de âncora. Esteve na bancada do RJTV, Jornal Hoje, Fantástico e Jornal Nacional.

Nada obstante o conforto da redações e linhas de edição de telejornais Glória Maria com ímpeto dos grandes jornalistas legitimou-se com coberturas de fatos como Guerra das Malvinas, território Palestino e reportagens para diversos programas da Globo em lugares exóticos e perigosos, foi de fato uma mulher com coragem invejável. Fez reportagens de tirar o fôlego com extrema competência. Tem a sua biografia o histórico de ter realizado reportagens especiais em mais de 100 países. Com um estilo próprio entrevistou celebridades como Michael Jackson, Freddie Mercury, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio, Madona, etc. no auge da carreira pediu licença da TV Globo e na condição de voluntária desempenhou, sem holofotes, papeis de relevância em ações humanitárias na Índia e na Nigéria.

Os dois depoimentos abaixo transcritos servem como referência para o menina de Vila Isabel, pela contundência nas afirmações: “Fui a primeira mulher a fazer matérias de aventura na televisão, a voar de asa-delta, a cobrir guerra. Mas acho que fiquei conhecida mesmo porque subia em todos os morros e favelas sem problemas”;  “Quando eu comecei, não tinha noção sobre ser pioneira. Eu via através de cartas que recebia a grande importância de estar ali, fui a primeira mulher a cobrir guerra, a apresentar jornal à noite, a primeira negra a apresentar o ‘Fantástico’. No início, eu não tinha noção, mas com a resposta do público eu passei a entender isso. As pessoas me davam parabéns por eu ser mulher e negra ocupando aquele espaço”. Percebe-se claramente que a fama merecida que lhe proporcionou receber vários prêmios foi gerada no campo de batalha dos grandes jornalistas, isto é, onde os fatos acontecem. Neste quesito Glória Maria também é exemplo, deixou o estúdio e foi à rua, os perigos nunca foram fatores impeditivos para apresentar belas e úteis reportagens.