
Por Fernando Castilho/JC
Visto apenas como uma nova estrada, o trecho que a governadora Raquel Lyra, assinou ordem de serviço ao lado de parlamentares num total de 25,5 quilômetros pode ser avaliado como o início pela parte mais fácil do empreendimento uma vez que o governo de Pernambuco ainda terá que definir o traçado do trecho que precisa passar por um trecho de uma reserva de Mata Atlântica. O que vai exigir medidas de segurança não apenas para sua construção, mas para sua manutenção após ter implantado.
É verdade. Entretanto, do ponto de vista da logística e do que representa paro complexo de distribuição que se instalou na Região Metropolitana, no município do Cabo – onde estão operando empresas que operam quase três milhões de metros quadrados de área de galpões – o trecho que a governadora prometeu entregar em um ano é mais importante do que o que estão concepção de projeto.
Polo de logística
Pelo que ele conecta do que hoje já processado pelo conjunto de mais de 140 empresas que se instalaram a partir do Cone e das demais empresas como Armazenna, LOG (MRV ) Loginvest ( Grupo Joaquim Vasconcelos ex Esposende) e E-LOG (Federal Petróleo) que operam as CDs de plataformas como Mercado Livre, Amazon e as centrais de distribuição de grandes empresas de alimentos e das grandes redes supermercados como GPA.
O trecho que teve seu início autorizado (o nome oficial é Segmento 2, do Lote 2 do Arco Metropolitano (AVM) é estratégico para esse segmento.
Conexão com BR-232
Com 25,32 quilômetros de extensão, o trecho vai do acesso da BR-232, em Moreno. Como é estratégico para o segmento de distribuição de combustíveis que ganha tempo de redução de quilometragem no abastecimento de milhares de caminhões-tanque para o interior.
Claro que o objetivo do Arco Metropolitano é a eliminação de percurso na viagem de milhares de caminhões que hoje precisam entrar no Recife para acessar a BR-101 após o distrito de Abreu e Lima. E esse é o objetivo de seu modelo conceitual. Mas o maior volume de cargas passa pelo trecho que começou nesta sexta-feira.
Importância histórica
Entretanto, do ponto de vista econômico, o início da implantação do projeto do Arco Metropolitano terá impacto semelhante ao da duplicação da BR-232 na geração de novos pontos de ocupação, que naturalmente ocorre ao longo de uma estrada em construção.
O desafio do governo é construir uma estrada de qualidade capaz de suportar o volume de tráfego sem a necessidade de serviços de manutenção, embora o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, tenha afirmado que ela foi projetada para receber tráfego pesado com equipamentos de segurança.
Desafio de concluir
Por isso mesmo que seja a primeira parte do trecho Sul do Arco que representa apenas metade da metade de todo projeto, há um bom motivo para se comemorar.
E torcer para que as obras não sejam paralisadas ou sofram com a descontinuidade do projeto. O Arco, certamente, vai entrar para a história do desenvolvimento estrutural de Pernambuco, mas ela ainda está sendo escrita. O que só aumenta o desafio da governadora Raquel Lyra.





