
Por Ricardo Antunes
A senadora Teresa Leitão (PT) negou a diversos correligionários de sua base política a possibilidade de se licenciar do mandato para que o ex-deputado Silvio Costa (Republicanos) assuma a vaga por um período. Silvio é pai do ministro Silvio Costa Filho, que abdicou de sua pré-candidatura ao Senado na chapa do prefeito João Campos (PSB).
O acordo firmado incluiu seu irmão, Carlos Costa, para a vaga de vice de Campos, mas, em nenhum momento, passou pela eventual licença de Teresa, como muita gente está comentando, atestam duas fontes do PT com quem conversei esta semana.
Por falar em PT, o partido não estará em peso no lançamento da candidatura de João Campos, hoje, a partir do meio-dia, no Hotel Luzeiros, na Zona Sul do Recife. Será a primeira vez na história que uma chapa majoritária será lançada sem a presença de um dos candidatos, no caso, o senador Humberto Costa, que vai tentar a reeleição.
Está previsto que no lançamento da chapa majoritária do prefeito João Campos (PSB) para o Governo de Pernambuco não vai contar com boa parte do PT pernambucano, que está realizando plenárias do partido no Sertão do estado.
Além do senador Humberto Costa, anunciado na chapa junto com Marília Arraes (PDT), João Campos também não poderá fazer fotos com outras lideranças do PT, como o ex-prefeito João Paulo, a senadora Teresa Leitão e o deputado federal e presidente do partido em Pernambuco, Carlos Veras.
Um sinal claro de que a pressa de João Campos não é a mesma do PT, que não gostou nada de ele ter cedido às pressões feitas pela prima, que queria a todo custo entrar na chapa majoritária.
O pessoal do PT é vingativo, e todo cuidado é pouco. “A pressa dele não é a nossa”, dispara Carlos Veras, para quem quiser ouvir.
Apesar de setores do PT darem como certa a prevalência da decisão nacional de apoiar João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco, o diretório estadual da legenda sinaliza que não vai atropelar seu próprio rito interno.
O presidente estadual do partido, o deputado Carlos Veras, decidiu manter o calendário previamente estabelecido e só anunciar a posição oficial no próximo dia 28. A medida contraria a expectativa de alinhamento automático com Brasília e reforça a autonomia da instância local.



