
Professores das redes municipais do Recife e de Olinda vão aderir à paralisação nacional da educação nesta quarta-feira (15), com suspensão das atividades em todos os turnos. A mobilização faz parte da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e reúne trabalhadores da área em diversas regiões do país.
No Recife, a paralisação foi definida pelo Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere). A entidade informa que a adesão local acompanha o calendário nacional de mobilizações, que tem como destaque a participação de representantes da categoria na Marcha da Classe Trabalhadora, em Brasília.
Segundo o sindicato, a Semana da Educação tem como objetivo estimular o debate sobre o papel da educação pública na construção de uma sociedade democrática, com foco em temas como igualdade, sustentabilidade e enfrentamento à violência, incluindo o feminicídio. A programação também reforça pautas históricas da categoria, como a defesa da gestão democrática, da liberdade de ensino e do pluralismo de ideias, princípios previstos na Constituição Federal.
Entre os pontos levantados pelos trabalhadores estão ainda críticas à militarização de escolas, à privatização do ensino e à terceirização de profissionais, além da defesa da regulamentação do uso da inteligência artificial na educação e do combate à chamada “plataformização” do ensino.
Representantes do Simpere afirmam que a paralisação integra um movimento nacional em defesa da educação pública e dos direitos da categoria. Para a direção do sindicato, a mobilização busca fortalecer o debate sobre valorização profissional e condições de trabalho.
Como parte da programação no Recife, está prevista a realização de uma transmissão ao vivo na noite desta quarta-feira, com participação de professores da rede municipal, para discutir desafios e perspectivas da educação pública.
Em Olinda, o Sindicato dos Professores Municipais (Sinpmol) também confirmou adesão ao movimento nacional. De acordo com a entidade, cerca de 100 escolas da rede municipal terão as atividades suspensas nos três turnos ao longo do dia.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o cumprimento do piso salarial nacional do magistério, melhorias nas condições de trabalho e críticas ao que classificam como sucateamento da educação pública. Os professores também se posicionam contra a escala de trabalho 6×1.
A direção do sindicato afirma que a paralisação ocorre em meio a negociações com a gestão municipal. Segundo a entidade, ainda não houve avanços considerados satisfatórios nas discussões. A Prefeitura de Olinda não teve posicionamento incluído no material divulgado pelo sindicato.
Além da paralisação desta quarta, os professores de Olinda aprovaram um calendário de mobilizações. Está prevista para esta quinta-feira (16), uma vigília em frente à sede da prefeitura, com realização de assembleia e nova rodada de negociações.
A paralisação integra uma agenda nacional que mobiliza trabalhadores da educação em diferentes estados, com reivindicações que envolvem desde questões salariais até políticas públicas para o setor.
Por meio de nota, a Prefeitura de Olinda disse que foi comunicada nesta terça-feira (14) sobre a paralisação. “Informamos que até o momento teremos a adesão parcial das unidades de ensino do município”.



