Motoristas só vão encontrar gasolina mais barata a 65 quilômetros do Recife

Em meio à polêmica do porquê de os benefícios oferecidos pelo governo não chegarem às bombas, os representantes das categorias envolvidas no processo vendem suas versões. De acordo com as distribuidoras (como Shell, Ipiranga e Vibra), a margem que lhes cabe é a menor remuneração da cadeia.

Segundo o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), a maior parte do preço é formada pelo custo do produto e pelos tributos estaduais e federais, que correspondem a 72% do valor final. Somando a mistura de biocombustíveis (etanol e biodiesel), a conta chega a 85%. Dos 15% restantes, 5% seriam da distribuição e 10% dos postos revendedores.

A formação de preços é complexa, mas o que não entra na cabeça do consumidor é o porquê de o litro da gasolina no Recife custar entre R$ 7,49 e R$ 7,69, enquanto em Pombos, a apenas 65 km da capital, o mesmo combustível sair por R$ 6,59 nos postos às margens da BR-232. O que justifica essa diferença de quase R$ 1?