Furtos fazem Compesa perder água suficiente para 80 mil caminhões-pipa por mês

A água recuperada pela Compesa em operações contra furtos realizadas em Pernambuco durante 2025 seria suficiente para encher 80 mil caminhões-pipa de 10 mil litros por mês, volume equivalente a 350 litros por segundo. O cálculo, apresentado pelo presidente da companhia, Douglas Nóbrega, mostra o tamanho do problema que afeta diretamente o abastecimento no estado.

A água desviada antes de chegar ao consumidor é retirada de um sistema que já passou por captação e tratamento e deveria ser destinada à população. Segundo o gestor, o volume recuperado seria suficiente para abastecer uma cidade como Camaragibe por mês.

Ao longo de 2025, a Compesa realizou 40 operações de combate ao furto de água e as ações resultaram na recuperação da vazão de 350 litros por segundo, além do desmonte de 1.700 ligações clandestinas e 15 prisões, de acordo com os dados apresentados pelo presidente.

Em áreas onde há desvio de grandes volumes, a consequência pode aparecer na ponta do sistema, com redução da vazão disponível para as comunidades abastecidas pelas adutoras.

“Quando uma pessoa está furtando água, ela não está furtando água da Compesa. Está furtando água da população. É uma água que já foi tratada e enviada para a população. Se não chega até lá, o prejuízo é grande para a Compesa, que tem o prejuízo financeiro, mas o maior prejuízo realmente é da população”, afirma o presidente da Compesa.

No interior, segundo a Compesa, os desvios podem ocorrer diretamente nas grandes adutoras, algumas delas localizadas em áreas rurais e extensas, o que dificulta a fiscalização.

“No interior, geralmente, há pessoas que fazem furto na distribuição, o famoso ‘jacaré’ que são colocados nas casas. Isso também existe aqui, mas no interior é mais comum o furto, muitas vezes, para atividades agrícolas ou agropecuárias do que nas cidades. Geralmente, esses furtos acontecem nas grandes adutoras”.

Um exemplo recente ocorreu na Adutora do Pajeú. Em janeiro de 2026, uma operação realizada em um trecho de 40 quilômetros, em Serra Talhada, retirou ligações irregulares e recuperou aproximadamente 35 litros por segundo.

Antes da ação, a vazão disponível era de 135 L/s; depois, passou para 166 L/s. Segundo a Compesa, o volume recuperado equivale a mais de 3 mil caixas d’água de mil litros por dia e beneficiou moradores de Serra Talhada, Calumbí, Triunfo e do distrito de Canaã.

Ler mais

Projetos de saneamento podem beneficiar 18 milhões de brasileiros

https://cdn.brasil61.com/r/400x250/pHNiCZS79JmxTNPpgp9kQ9nV.webp?q=70

Brasil61

Nove projetos de saneamento básico atualmente em fase de estruturação pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) podem beneficiar mais de 18 milhões de brasileiros em 625 municípios.

Juntos, os empreendimentos têm previsão de R$ 58,4 bilhões em investimentos, com licitações previstas entre o terceiro trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2028.

O levantamento é citado em estudo do Instituto Trata Brasil, realizado em parceria com a GO Associados. Segundo o material, os projetos estão distribuídos pelas cinco regiões do país, indicando a expansão do modelo de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) no setor de saneamento.

O avanço ocorreu após a aprovação do Marco Legal do Saneamento Básico, em 2020. Desde então, houve crescimento no número de projetos estruturados e no volume de investimentos contratados. O Instituto Trata Brasil, porém, destaca que os recursos aplicados ainda estão abaixo do necessário para alcançar a universalização dos serviços.

Entre as metas previstas para 2033 estão o atendimento de 99% da população brasileira com abastecimento de água e de 90% com serviços de esgotamento sanitário. Para alcançar esses índices, o estudo aponta a necessidade de continuidade dos investimentos e da execução dos projetos já contratados.

O material também destaca a importância de um ambiente institucional que ofereça segurança jurídica, estabilidade regulatória e incentivos à eficiência na prestação dos serviços. A transformação dos projetos atualmente em estruturação em obras concluídas é apontada como fundamental para a efetividade do Marco Legal do Saneamento.

ANP cria app para motoristas conferir qualidade de postos de combustíveis

Motoristas podem lançar mão de um aplicativo (app) para conferir a avaliação da qualidade de postos de combustíveis espalhados pelo Brasil. É possível também denunciar irregularidades.

A plataforma “ANP com VC – Postos” foi lançada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão público que regulamenta e fiscaliza o mercado de combustíveis no país, da produção até a comercialização final.

A plataforma pode ser acessada neste endereço e depois baixada no aparelho de telefone celular.

Pelo app o consumidor pode buscar informações de postos próximos a ele ou navegar por um mapa virtual.

Nota de 0 a 5

Todos os postos recebem notas de zero a cinco, que levam em conta o histórico de fiscalizações da ANP recebidas pelo estabelecimento nos últimos cinco anos.

As vistorias da agência avaliam questões como qualidade do combustível, se a quantidade fornecida pelas bombas é acurada e se há registro de prática de preços abusivos. Quanto mais recente uma possível punição, maior o peso negativo na nota final.

Para facilitar a visualização no modo mapa, os postos recebem cores relacionadas às notas, com graduação do vermelho (nota zero) ao verde (nota cinco 5).

Pelo próprio app, o motorista pode fazer denúncia diretamente à ANP, caso perceba indício de irregularidades na qualidade ou de preço abusivo.

O aplicativo fornece informações dos estabelecimentos, como endereço, CNPJ, quantas fiscalizações já recebeu, resultado das vistorias e qualidade das amostras analisadas. É possível também saber qual empresa fornece o combustível vendido pelo posto.

De acordo com a ANP, a informação traz maior transparência, “já que mesmo postos que exibem marca comercial de uma distribuidora podem vender produto de outro fornecedor, como de uma usina de etanol, de transportador-revendedor-retalhista (TRR) ou mesmo de outra distribuidora, desde que informado de forma clara ao consumidor”.

Mutirão de renegociação de débitos com a Compesa começa nesta segunda-feira

Consumidores com contas em atraso junto à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) poderão se inscrever, a partir desta segunda-feira (13), em um mutirão de renegociação de débitos promovido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A iniciativa oferece audiências de conciliação para buscar acordos entre a concessionária e os usuários, com possibilidade de parcelamento e outras condições de negociação, sem necessidade de ação judicial. As inscrições são gratuitas e seguem até o preenchimento das vagas.

O mutirão é coordenado pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJPE e será realizado no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife. A proposta é solucionar conflitos relacionados a débitos da Compesa por meio da mediação, evitando a judicialização dos casos e incentivando acordos entre as partes.

Podem participar consumidores que possuam pendências financeiras com a companhia de saneamento e tenham interesse em renegociar os valores. Para se inscrever, é necessário apresentar documentos pessoais e informações que permitam identificar a dívida. O cadastramento pode ser feito presencialmente no Proendividados, setor vinculado ao TJPE, ou pelos canais telefônicos disponibilizados pelo tribunal.

As audiências de conciliação serão conduzidas com a participação de representantes da Compesa, que poderão apresentar propostas de negociação conforme a situação de cada consumidor. Além das tratativas sobre os débitos, o programa também oferece orientação sobre educação financeira para pessoas em situação de superendividamento.

Segundo o TJPE, o Programa Proendividados tem como objetivo auxiliar consumidores a reorganizar a vida financeira por meio da mediação de conflitos e da prevenção ao superendividamento. Em ação semelhante realizada em junho deste ano, o tribunal registrou 39 audiências de conciliação, com 28 acordos firmados, que somaram mais de R$ 135 mil em débitos renegociados junto à Compesa e à Neoenergia Pernambuco.

Funasa inicia implantação de 4.665 cisternas para ampliar acesso à água em Pernambuco

Mais de 4,6 mil famílias de 58 municípios do Semiárido pernambucano serão beneficiadas com cisternas para captação e armazenamento de água da chuva. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) autorizou, nesta quinta-feira (02), a emissão das ordens de serviço para implantação das estruturas, em um investimento de R$ 53,9 milhões voltado à ampliação do acesso à água para consumo humano e ao fortalecimento da segurança hídrica nas comunidades rurais.

A autorização marca o início da execução de um contrato que passou por adequações técnicas e administrativas até ser retomado pela atual gestão da Fundação. Pernambuco receberá 4.665 cisternas, com uma estrutura destinada a cada família beneficiada. As unidades permitirão armazenar água da chuva para consumo humano, ampliando a segurança hídrica durante os períodos de estiagem e contribuindo para a melhoria das condições de vida das comunidades atendidas.

A iniciativa integra um investimento nacional superior a R$ 250 milhões, que prevê a implantação de 20.976 cisternas em 498 municípios dos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além de ampliar o acesso à água, o programa reduz riscos associados ao abastecimento precário e prioriza famílias inscritas no Cadastro Único, comunidades tradicionais, pessoas com deficiência e lares chefiados por mulheres.

Compromisso com entregas

Durante a solenidade, Lenildo Morais destacou que a retomada do programa reforça o compromisso da Funasa com os municípios e as comunidades rurais. “Nosso compromisso é dar agilidade às entregas e fortalecer a parceria com os municípios para levar água e saneamento às comunidades que mais precisam”, assegurou.

O presidente também anunciou a ampliação em 25% do contrato em Pernambuco, medida que permitirá contemplar um número ainda maior de famílias nas próximas etapas do programa.

Durante a solenidade, Lenildo Morais informou ainda que a Funasa está finalizando as medidas necessárias para retomar a implantação de poços artesianos e sistemas comunitários de abastecimento de água em áreas rurais. Segundo o presidente, a meta é ampliar o acesso à água em localidades onde as cisternas, sozinhas, não atendem às necessidades das comunidades, por meio de soluções coletivas de abastecimento.

Outro anúncio foi o fortalecimento da estrutura técnica da Fundação para acelerar a execução das ações de saneamento. De acordo com Lenildo Morais, a Funasa contratará 30 engenheiros para reforçar o acompanhamento de obras e projetos em todo o país. Ele salientou que a Fundação seguirá apoiando os municípios na elaboração de Planos Municipais de Saneamento Básico, requisito para acesso a recursos federais destinados ao setor.

Execução das obras

Ler mais

Quatro estações de água tratada vão beneficiar 3,5 mil quilombolas em Pernambuco

Comunidades quilombolas do Agreste e Sertão de Pernambuco começam a receber, neste mês de junho, quatro Estações de Água Segura (EAS).

A iniciativa, que integra o programa Água de Beber do Instituto Alok em parceria com a startup social Água Camelo, visa fornecer água tratada para mais de 3,5 mil pessoas que enfrentam escassez ou falta de saneamento na região.

Distribuição das unidades de purificação

O mapeamento técnico direcionou as estruturas de atendimento para duas frentes de organização comunitária no estado, divididas conforme a demanda local:

  • Garanhuns (uma unidade): a estação será instalada na Associação de Moradores do Quilombo Estivas. A entidade local trabalha na articulação de direitos territoriais e no desenvolvimento da infraestrutura para a produção agrícola familiar.
  • Salgueiro (três unidades): o Quilombo Conceição das Crioulas receberá três estruturas. O território, fundado no século XIX por mulheres negras tecelãs, destaca-se pela preservação cultural, pela educação quilombola e pela economia baseada no artesanato com fibras de caroá.

Financiamento

O aporte financeiro para a execução desta etapa em Pernambuco é oriundo da campanha internacional Team Water, idealizada pelos criadores de conteúdo digitais MrBeast e Mark Rober.

A gestão dos recursos e a fiscalização técnica de toda a operação são assinadas pela organização não governamental britânica WaterAid. O sistema implantado consiste em bebedouros acoplados a sistemas de filtragem projetados para abastecer núcleos populacionais isolados de redes tradicionais de saneamento.

O que faz a Compesa para entregar contas nas residências dos consumidores com dois meses de antecedências?

Por Pedro Araújo

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), achando pouco pelos maus serviços que vem prestando a população, onde os estouramentos são constantes, pelo menos nas ruas de Afogados da Ingazeira, é o que se cobra todos os dias os usuários, e também pela ineficiência na distribuição de água em diversos bairros da cidade. Achando pouco essas e outras mazelas, a Companhia vem entregando nas residências dos consumidores as contas que vão se vencer com dois meses pra frente, como por exemplo, já estão entregando as contas com vencimentos em agosto (foto), e ainda estamos em meados de junho.

Os senhores deputados estaduais, se alguns não fossem tão subservientes, e tivessem interesse, bem que deveriam apresentar projetos de leis em que o tratamento da Compesa deveria ser igual ao da Neoenergia Pernambuco, ou seja, paga-se pelo que consumiu durante o mês. Mas não, a Compesa além de não fornecer o líquido como deveria, cobra uma ‘taxa mensal’ de consumo de 10m³ a quantia de R$ 61,77, quer o consumidor tenha água nas torneiras ou não. Muitos deles não recebem sequer 3m³ de água por mês, isso  devido à má distribuição. Ainda mais, por falta de infraestrutura nas tubulações, que são dos anos 70/80, quando Afogados da Ingazeira tinha àquela época, em torno de 15 ou 20 mil habitantes, hoje beira os 44 mil e as tubulações são as mesmas, velhas e deficitárias, e isso é a causa de tantos estouramentos, tendo como consequência a falta de distribuição de água nos bairros.

O que não se concebe mais, são os representantes dessa empresa ir para programas de rádios explicarem o inexplicável, levar inverdades a população que a cada dia reclamam ainda mais desta Companhia. Pelo que a Compesa arrecada mensalmente, ninguém sabe onde está indo parar à quantidade de recursos recebidos. Não se conhece um estudo sequer, em que a diretoria da Compesa tenha ou esteja fazendo para readequar essas tubulações para a realidade da quantidade dos usuários de hoje. E além disso, se preparando para um futuro de mais 20 ou 30 anos pela frente. Quem paga suas contas em dia, tem o dever de cobrar, e de serem atendidos. O resumo é: para essa Compesa ficar ruim, tem que melhorar muito. E não adianta questionar a tal da privatização ou concessão, porque esse é um problema insolúvel e antigo.

Distribuição garante abastecimento nos postos em meio à pressão global

Abastecimento em posto de combustível: resiliência logística diante das adversidades do cenário internacional | Francesco Sgura (via Shutterstock) – 18.abr.2026

A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a consequente volatilidade nos preços internacionais do petróleo recolocaram a segurança energética no centro do debate econômico brasileiro.

Com o país dependente da importação de cerca de 30% do diesel que consome, o centro do debate mudou de endereço: saiu temporariamente da discussão sobre os fatores internacionais e passou a mirar diretamente os postos e a distribuição, como se as margens desses intermediários fossem as únicas responsáveis pela alta dos preços.

Setores técnicos criticam essa abordagem, na qual fica em evidência a ponta final de uma longa cadeia e é ignorada que a verdadeira discussão deveria ser sobre a resiliência da infraestrutura logística e os custos estruturais de produção e tributação, cujo peso na composição do valor final é maior.

Enquanto o governo se concentra nos preços finais praticados na bomba, agentes do setor e economistas alertam: a verdadeira garantia contra o desabastecimento em um país de dimensões continentais reside na malha logística nacional.

“O consumo é disperso em um território continental, enquanto a produção e o refino estão concentrados em poucos polos. Isso exige uma operação sofisticada de armazenagem, transporte e gestão de estoques”, afirmou o diretor da LCA Consultoria, Gustavo Madi.

Na prática, a estrutura de distribuição cumpre o papel de amortecer os choques de oferta, conectando refinarias, importadores privados, terminais portuários e usinas de biocombustíveis a postos espalhados por mais de 5.500 municípios.

O Brasil tem, atualmente, 17 refinarias em operação. No entanto, o parque de refino nacional não acompanha integralmente o perfil de consumo do mercado brasileiro. A Petrobras lidera a oferta interna, mas a complementariedade feita por importadores e agentes privados segue desempenhando papel central para evitar o desabastecimento físico nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Ler mais

Fase de transição da concessão da Compesa no Sertão deve terminar em setembro

A concessionária vencedora do leilão da Compesa para a microrregião do Sertão deve começar a operar plenamente no final de setembro. A empresa Vita Sertão já está em fase de transição para iniciar os serviços de distribuição de água, coleta, tratamento de esgoto e gestão comercial e, segundo o CEO da empresa, Eduardo Dantas, esse período deve terminar em 28 de setembro. Os serviços devem beneficiar mais de 815 mil pessoas ao longo dos 35 anos de concessão.

Dantas detalha como está sendo realizado o trabalho da concessionária durante os 180 dias de operação assistida, que começou no dia 2 de abril, com a assinatura do contrato de concessão. “Durante esse período, a Vita Sertão está fazendo todo o levantamento de dados, de rede e de cadastro de informações, além do mapeamento do dia a dia da operação. Há um tempo necessário também para a estruturação e contratação das equipes”, explica. Segundo ele, a estimativa é de que cerca de 500 pessoas sejam contratadas para trabalhar nos serviços da concessionária.

Ainda segundo o representante da Vita Sertão, os primeiros meses de transição também serão dedicados a análises sobre as possíveis ações para melhorar a segurança operacional dos processos.

A Vita Sertão ficará responsável por atender 24 municípios (Afrânio, Araripina, Bodocó, Cabrobó, Cedro, Dormentes, Exu, Granito, Ipubi, Lagoa Grande, Moreilândia, Orocó, Ouricuri, Parnamirim, Petrolina, Salgueiro, Santa Cruz, Santa Filomena, Santa Maria da Boa Vista, São José do Belmonte, Serrita, Terra Nova, Trindade e Verdejante) que fazem parte da microrregião do Sertão.

A previsão é de que R$ 2,8 bilhões, do total de R$ 3,4 bilhões que serão investidos durante o período, sejam concentrados nos primeiros oito anos de serviços. A iniciativa tem como objetivo cumprir as metas do Marco Legal do Saneamento até o final de 2034. A concessão será fiscalizada pela Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe).

Ler mais

Compesa diz que chuvas afetaram sistemas de abastecimento de água em 13 cidades

Por medida de segurança, a Compesa acionou, nesta sexta-feira (1°), o Protocolo de Segurança de Áreas de Morros, iniciativa adotada sempre que há chuvas acumuladas acima de 75 mm em um curto período.

Foram 44 unidades paralisadas devido ao protocolo de áreas de morro e a problemas eletromecânicos decorrentes das chuvas, com impacto temporário no abastecimento de água em áreas de 13 municípios: Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Aliança, Vitória de Santo Antão, Nazaré da Mata, Bezerros e Ferreiros.

O protocolo de chuvas, especialmente no que se refere às áreas de morros do estado, é adotado de forma preventiva, visando à proteção da população residente em áreas de risco. A retomada da operação ocorre apenas após a cessação das chuvas e mediante avaliação conjunta das equipes operacionais e da Defesa Civil.

No que se refere à qualidade da água dos mananciais, registram-se oito unidades paralisadas, com impacto em sete municípios: Itaquitinga, Timbaúba, Vicência, Camaragibe, Chã de Alegria, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes. Essas paralisações decorrem da necessidade de atendimento aos padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, sendo a operação retomada tão logo os parâmetros de potabilidade sejam restabelecidos.

Em relação às ocorrências de falta de energia elétrica, há 10 unidades paralisadas, com impacto em 14 municípios: Vicência, Moreno, Limoeiro, Bezerros, Recife, Salgadinho, Orobó, Bom Jardim, João Alfredo, Belo Jardim, São Lourenço da Mata, Goiana, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho. A Compesa mantém interlocução direta com a Neoenergia para a normalização do fornecimento.

Quanto às barragens sob gestão da Compesa, os reservatórios encontram-se em regime de monitoramento hidrológico e operacional contínuo, com intensificação do acompanhamento nas bacias hidrográficas onde foram registradas maiores intensidades pluviométricas.

Até o presente momento, as elevações de nível observadas permanecem dentro das faixas operacionais previstas, não havendo indicação técnica para adoção de medidas extraordinárias de controle ou segurança.

As informações foram atualizadas às 14h30, e a Compesa permanece em regime de prontidão, com monitoramento contínuo dos sistemas para atuação célere e articulação permanente com os órgãos estratégicos do Governo do Estado.

Localidades com abastecimento temporariamente afetado devido ao Protocolo de Segurança de Áreas de Morros:

Camaragibe: Alberto Maia, Alto Santo Antônio, Areeiro e Bairro dos Estados;

Jaboatão dos Guararapes: Bulhões, Cavaleiro, Curado I, Curado IV, Curado V, Dois Carneiros, Engenho Velho, Floriano, Jaboatão Centro, Jardim Jordão, Jardim Monte Verde, Loteamento Grande Recife/Sucupira, Padre Roma, Santana, Santo Aleixo, Socorro, Suassuna, Sucupira, UR-06, UR-11, Vargem Fria, Vila Rica, Vista Alegre e Zumbi do Pacheco (parte alta);

Recife: Água Fria, Alto do Pascoal, Alto José Bonifácio, Alto Santa Terezinha, Apipucos, Beberibe, Bomba do Hemetério, Brejo da Guabiraba, Coqueiral, Córrego do Jenipapo, Dois Irmãos, Dois Unidos, Fundão, Jardim Monte Verde, Jordão, Lagoa Encantada, Linha do Tiro, Macaxeira, Milagres, Nova Descoberta, Pantanal, Passarinho, Porto da Madeira, Três Carneiros, UR-01, UR-02, UR-03, UR-04, UR-05, UR-10, UR-12, UR-7 Várzea e  Vasco da Gama;

Paulista: Arthur Lundgren I, Jardim Paulista Alto, Jardim Paulista Baixo, Maranguape I e Paulista Centro;

Olinda: Águas Compridas, Alto Cajueiro, Alto da Bondade, Alto Macaíba, Nova Olinda e Sapucaia;

Goiana: Ponta de Pedras;

São Lourenço da Mata: Bela Vista, Loteamento São João e São Paulo e  Penedo.

Motoristas só vão encontrar gasolina mais barata a 65 quilômetros do Recife

Em meio à polêmica do porquê de os benefícios oferecidos pelo governo não chegarem às bombas, os representantes das categorias envolvidas no processo vendem suas versões. De acordo com as distribuidoras (como Shell, Ipiranga e Vibra), a margem que lhes cabe é a menor remuneração da cadeia.

Segundo o Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom), a maior parte do preço é formada pelo custo do produto e pelos tributos estaduais e federais, que correspondem a 72% do valor final. Somando a mistura de biocombustíveis (etanol e biodiesel), a conta chega a 85%. Dos 15% restantes, 5% seriam da distribuição e 10% dos postos revendedores.

A formação de preços é complexa, mas o que não entra na cabeça do consumidor é o porquê de o litro da gasolina no Recife custar entre R$ 7,49 e R$ 7,69, enquanto em Pombos, a apenas 65 km da capital, o mesmo combustível sair por R$ 6,59 nos postos às margens da BR-232. O que justifica essa diferença de quase R$ 1?

Concessão de água e esgoto em Pernambuco prevê R$ 30 bi para reverter déficit

O governo de Pernambuco iniciou a transferência da distribuição de água e do esgotamento sanitário para a iniciativa privada em uma tentativa de solucionar problemas históricos de abastecimento, evidenciados no recente ranking do Instituto Trata Brasil. Gestores públicos confirmaram a reestruturação do setor e os impactos nos municípios e nos servidores do Estado.

O planejamento do Estado prevê aportes que somam cerca de R$ 30 bilhões em infraestrutura para os próximos anos. Segundo o secretário de recursos hídricos e saneamento, Almir Cirilo, a ineficiência do modelo anterior baseia a atual decisão de conceder os serviços.

“O estado não tinha condições para isso do ponto de vista econômico e sempre correu atrás do prejuízo. As cidades iam crescendo, a demanda ia crescendo, e a Compesa, mesmo com todo o esforço ao longo dos anos, não conseguia acompanhar essas demandas. Essa constatação foi o que nos levou a fazer o processo de concessão”, explica.

Para justificar os contratos de longo prazo, o secretário apontou as obrigações estipuladas pela legislação federal.

“Nós precisamos ter a nossa população com condições de acesso à água em 99% das residências e 90% de esgotamento sanitário. Essa é a meta que precisamos alcançar em 2033 com o marco do saneamento”.

Divisão de responsabilidades e impacto trabalhista

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) não será privatizada, mas passará por profundas mudanças operacionais.

O novo modelo de atuação estabelece diretrizes objetivas:

  • A produção e o tratamento da água seguem sob gestão do Estado;
  • As redes de distribuição hídrica e a coleta de esgoto são transferidas para consórcios privados;
  • Estima-se que as empresas concessionárias invistam R$ 20 bilhões na ampliação das redes, enquanto o governo injetará cerca de R$ 10 bilhões na infraestrutura de captação.

“A Compesa continua pública, produzindo, tratando e enviando água às duas concessionárias. A concessão vai investir R$ 20 bilhões especificamente em redes de distribuição, que é uma carência grande nos municípios”, detalha Douglas Nóbrega, presidente da estatal.

Ler mais

Caixa Econômica libera vale-recarga do programa Gás do Povo a 206 mil famílias

Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para ter acesso à recarga, o responsável familiar deve procurar umas das mais de 20 mil revendedoras em todo o país, que aderiram voluntariamente ao programa e realizar a validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões) de uma das seguintes formas:

  • Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;
  • Cartão do Bolsa Família – (com chip);
  • Cartão de débito da Caixa;
  • Informar o CPF do Responsável Familiar – na maquininha da revenda e receber código por SMS.

Expansão nacional

Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o programa triplicou o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano.

Perfil do beneficiado

A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares.

O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

Ampliação

O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

Combate à pobreza energética

O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura.

Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

Transformado recentemente em lei federal, o Gás do Povo passa a integrar uma estratégia mais ampla de acesso ao cozimento limpo, com mecanismos de financiamento, monitoramento e governança.

A iniciativa também pretende estimular economias locais e ampliar o acesso a serviços essenciais em todo o país.

Para receber o benefício, a família precisa:

  • Ser beneficiária do Bolsa Família;
  • Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;
  • Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;
  • Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;
  • Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Onde consultar o benefício

Canais para tirar dúvidas

  • Disque Social 121 (MDS);
  • FalaBR, do Governo Federal;
  • SAC Caixa: 0800-726-0101.

Maior distribuidora do país, Vibra anuncia adesão ao programa de subvenção do diesel

Bomba de combustível em um posto em Brasília 7 de março de 2022. — Foto: Reuters

A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do país, informou nesta quinta-feira (09) que vai aderir ao programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal para conter os impactos da alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio.

A habilitação vale para abril, informou a companhia, acrescentando que ainda analisa os detalhes técnicos da medida e mantém diálogo com o governo e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vibra, as conversas buscam “esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística”.

Na prática, as companhias têm mantido diálogo com a ANP para discutir os prazos de pagamento da subvenção e os critérios de fiscalização do programa, em meio a dúvidas sobre a operacionalização da medida e a previsibilidade dos repasses.

Em nota, a Vibra reiterou seu apoio a iniciativas que ampliem a previsibilidade do mercado, com o objetivo de reduzir impactos para consumidores e setores produtivos.

O anúncio da Vibra Energia, nome adotado pela empresa após a privatização da BR Distribuidora, concluída em 2021, ocorre poucos dias após o governo elevar o subsídio ao diesel importado de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro.

A primeira fase do programa federal havia terminado com cinco empresas habilitadas: Petrobras, a refinaria de Mataripe (BA), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading.

Segundo a ANP, o número de empresas aptas subiu para nove até a última quarta-feira (08), com a entrada de Royal Comercial, Phaenarete, Refinaria de Petróleo Riograndense e ON Petro Trading. A Vibra deve aparecer nas próximas atualizações da lista.

As três maiores distribuidoras do país, Vibra, Raízen e Ipiranga, ficaram de fora da etapa inicial. Entre elas, a Vibra foi a única a confirmar adesão até o momento.

Pelas regras, os agentes do setor tiveram até 31 de março para aderir à primeira fase, referente ao período de 12 a 31 de março. Para abril, o prazo permaneceu aberto.

Governo publica MP e decretos para frear preços do diesel, gás de cozinha e outros

O governo federal publicou a Medida Provisória e os decretos do pacote de medidas para frear a alta dos preços nos combustíveis e no gás de cozinha na noite desta terça-feira (07) em edição extra do Diário Oficial da União. As iniciativas incluem incentivos tributários e fiscais para conter os impactos do conflito no Irã.

As medidas anunciadas têm validade, por enquanto, por dois meses. A estimativa do governo federal é de que o pacote pode custar R$ 31 bilhões aos cofres públicos. Apesar do valor, o governo argumenta que todas as medidas são neutras fiscalmente.

Veja:

  • importação do diesel: a MP estabelece uma subvenção de R$ 1,20 na importação do produto. Os custos dos subsídios serão divididos de forma igualitária entre União e estados. Sendo assim, R$ 0,60 serão custeados pelo governo federal e os governadores vão arcar os outros R$ 0,60;
  • diesel nacional: a MP também cria uma nova subvenção de R$ 0,80 para os produtores brasileiros de óleo diesel. A subvenção da produção nacional será realizada unicamente com recursos federais;
  • gás de cozinha: a MP autoriza que o governo federal pague uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo Importado, com valor total limitado a R$ 330 milhões. Isso significa que o produto importado será comercializado ao mesmo preço daquele produzido no Brasil;
  • biodiesel isento: o governo publicou um decreto que zera os dois tributos federais – PIS e Cofins – que incidem sobre o biodiesel. Com a redução, a equipe econômica estima uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível. O biodiesel hoje é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15%;
  • QAV: a equipe econômica formalizou o decreto que zera o PIS e o Cofins sobre o combustível de aviação. A estimativa é de uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível com a isenção tributária;
  • tarifas da FAB: as empresas aéreas pagarão as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho somente no mês de dezembro;
  • suavização intertemporal: MP também traz uma previsão para que os agentes econômicos que recebam as subvenções adotem mecanismos para suavizar as oscilações internacionais de preços;
  • fiscalização da ANP: MP agrava penalidades em situações de conflitos geopolíticos ou de calamidade nos casos de elevação abusiva de preço e recusa do fornecimento de combustíveis.