
O trânsito do Recife ficou ainda mais lento em 2025 e, segundo um levantamento do índice global TomTom Traffic Index, motoristas perderam, em média, 130 horas ao longo do ano presos em congestionamentos nos horários de rush. A soma é equivalente a cinco dias e 10 horas parados no trânsito e representa quase nove horas a mais que o registrado em 2024.
Os dados fazem parte da 15ª edição do Índice de Trânsito TomTom, estudo internacional que monitora condições de mobilidade urbana em cidades ao redor do mundo a partir de dados anônimos de deslocamento. Segundo a empresa, a análise utilizou informações de viagens que somam mais de 3,65 trilhões de quilômetros percorridos globalmente.
O estudo ainda aponta que a capital pernambucana passou a ocupar o posto de cidade mais congestionada do Brasil entre as capitais analisadas, com índice médio de congestionamento de 64,7%.
O percentual representa aumento de 3,8 pontos percentuais em relação ao ano passado e coloca o Recife à frente de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Segundo o estudo, um deslocamento de 10 quilômetros leva, em média, 26 minutos e 26 segundos na cidade. Durante os horários de pico, o tempo sobe para 31 minutos e 55 segundos pela manhã e chega a 34 minutos e 53 segundos à noite.
A velocidade média durante os períodos de maior fluxo é de apenas 18 km/h, um quilômetro por hora mais lenta que em 2024. Já nos horários de pico da noite, a velocidade cai para 17,2 km/h.
Pior dia para circular em 2025
O estudo também identificou que o dia mais crítico para circulação no Recife em 2025 foi a quarta-feira, 14 de maio. Na data, o nível médio de congestionamento chegou a 108%, enquanto às 18h o índice atingiu 174%.
No mesmo horário, a distância média percorrida em 15 minutos caiu para apenas 3,3 quilômetros, refletindo o cenário de retenções prolongadas nas principais vias da cidade. Ao longo do ano, os meses mais críticos foram agosto, setembro e outubro, quando os níveis médios de congestionamento ficaram próximos ou acima dos 69%.
Recife supera São Paulo e Belo Horizonte
No ranking nacional elaborado pela TomTom, Recife aparece em primeiro lugar entre as capitais brasileiras com maior índice de congestionamento. Porto Alegre surge na segunda posição, com 59,6%, seguida de Belo Horizonte (58,6%) e São Paulo (58,5%).
Apesar de ter índice proporcional menor, São Paulo registra mais tempo total perdido no trânsito, com 132 horas anuais. Curitiba lidera nesse indicador específico, com 135 horas por ano desperdiçadas em congestionamentos.
O Rio de Janeiro aparece na quinta posição entre as capitais mais congestionadas, com índice de 57,8%.



