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O Globo
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Eduardo Bolsonaro, ex-deputado, reside nos EUA e é acusado de coação no STF, podendo enfrentar até quatro anos de prisão. Sem contratar advogado, será defendido pela Defensoria Pública, órgão destinado a quem não pode pagar por defesa, enquanto vive em mansão de R$ 6 milhões. A situação gera indignação, pois obriga o contribuinte a arcar com seus custos judiciais.
No ano passado, Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos e recebeu salário de deputado sem trabalhar. Agora ele obriga o contribuinte a bancar sua defesa no Brasil.
Nesta terça-feira (16), a Primeira Turma do STF julgou Eduardo pelo crime de coação no curso do processo. Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República e pode ser condenado a até quatro anos de prisão.
O subprocurador-geral da República Antônio Edílio defendeu no julgamento da Primeira Turma do STF, a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo.
A PGR descartou a preliminar de que o julgamento não poderia prosseguir em razão da ausência do réu nos Estados Unidos, argumentando que Eduardo Bolsonaro tem pleno conhecimento da ação penal movida contra ele.
No mérito, o subprocurador sustentou que as ameaças do ex-parlamentar saíram do papel. Como exemplos, citou a suspensão de vistos internacionais de oito dos onze ministros do STF pela Secretaria de Estado americana, em 18 de julho de 2025, e a imposição de sobretaxas dos Estados Unidos a produtos brasileiros.



