
Na Federação, se for considerada apenas a frieza dos números, Eduardo da Fonte será o escolhido. Ele tem na executiva estadual cinco membros, enquanto Miguel Coelhos só tem dois. Se a questão for para a nacional, como prevê o estatuto, a decisão da executiva estadual só poderá ser derrubada se o presidente Antonio Rueda (União Brasil) e o vice Ciro Nogueira (PP) concordarem. Mesmo que Rueda pretenda apoiar Miguel, teria que convencer Ciro, o que é muito difícil.
Uma fonte nacional da legenda disse esta semana que “se tudo que um estado não resolver for trazer para a Nacional, é impossível chegar a um entendimento antes das convenções, então a tendência é deixar que as lideranças estaduais se entendam e se resolvam em seu próprio território”.
Acreditando nisso, Eduardo da Fonte já contratou até marqueteiro, como afirmou esta sexta no Passado da Limpo, da Rádio Jornal, o jornalista Igor Maciel. Não à toa que ele quase não aparecia nas redes sociais e começa a ser “vendido” com insistência como “o senador da saúde”. Eduardo cita mais um fato a seu favor: “conto com 10 deputados estaduais, três federais e cerca de 40 prefeitos.” Miguel Coelho está longe de chegar a esse patamar. Conta no União Brasil com um deputado federal e um estadual, Fernando Filho e Antonio Coelho.
Tanto a decisão do PL quanto a da Federação União Progressista interessam ao entorno da governadora Raquel Lyra. Se o PL escolher ter candidato a governador, pode, junto com o candidato pelo PSOL, jornalista Ivan Moraes, provocar um segundo turno, o que não é interessante para quem está na frente das pesquisas com chance de vencer no primeiro turno. No que se refere ao imbróglio estabelecido dentro da Federação, assessores da governadora defendem que ela se mantenha distante da disputa.
Nos bastidores, se cogita a possibilidade dela indicar Miguel e Eduardo para o Senado, mas uma fonte palaciana informou a este blog que essa possibilidade não existe. Está certo que Priscila Krause continuará vice e Túlio Gadelha como candidato ao Senado, pois representa os votos que Raquel terá casados com Lula. O segundo nome pode, seja qual for o escolhido, se beneficiar dos votos da direita. A equação está lançada. Se o caldo entornar por completo, o nome que a governadora tem para completar a chapa é o senador Fernando Dueire, apoiado hoje por mais de 100 prefeitos.





