Sete em cada dez recifenses mantém viva a tradição nordestina, aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela UniFafire Inteligência de Mercado com 800 entrevistados aponta que mais de 71% da população comemora a festa junina em alguma frequência, sendo que mais da metade (51,5%) afirma celebrar a data todos os anos.

Os dados indicam que o aspecto comunitário da festa é preferência entre os entrevistados. Reuniões familiares, encontros entre amigos e celebrações nos bairros continuam sendo os ambientes mais procurados para vivenciar o período junino.

O levantamento mostra a força do ciclo junino na identidade cultural dos pernambucanos, revelando desde preferências por viagens para cidades do interior a festas tradicionais e comidas típicas.

O coordenador da pesquisa, o professor João Paulo Nogueira, destacou que “mais do que uma festa, o São João representa um momento de encontro, pertencimento e valorização das raízes culturais”. Para ele, os resultados mostram que a celebração continua ocupando um espaço importante na rotina das famílias da Região Metropolitana do Recife.

Quando perguntados sobre onde costumam curtir o São João, os entrevistados apontaram as festas familiares como principal opção (30%), seguida por cidades do interior (24%), festas de bairro (20%) e eventos privados ou shows pagos (13%).

Em relação à intenção de viagem, mais da metade afirmou que não pretende viajar neste São João, enquanto 30% planejam pegar a estrada. Os locais mais citados foram Caruaru e Gravatá, seguidos por praias do litoral, Bezerros e Serra Negra e Arcoverde.

A pesquisa também investigou as preferências em relação ao formato das festas. O estilo tradicional, marcado pelo forró pé de serra, quadrilhas e fogueiras, lidera com 33% da preferência popular e as festas familiares aparecem em segundo lugar, com 23%.

Na gastronomia, os sabores típicos seguem sendo protagonistas do período. Milho verde assado ou cozido, canjica e pamonha apareceram como as comidas juninas favoritas dos entrevistados.

O estudo também mostra que as roupas típicas continuam presentes nas comemorações. Mais da metade dos entrevistados (54%) afirmou usar trajes juninos sempre ou pelo menos ocasionalmente, demonstrando que elementos tradicionais da festa permanecem vivos entre diferentes gerações.

“A pesquisa mostra que a tradição junina continua se reinventando sem perder sua essência. O forró, as comidas típicas, os encontros familiares e os símbolos da festa permanecem conectando as pessoas às suas memórias afetivas e à cultura nordestina”, apontou João Paulo Nogueira.

O levantamento foi realizado entre os dias 25 de maio e 5 de junho de 2026, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.