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O presidenciável Renan Santos (Missão) aproveitou a passagem por Pernambuco, nesta sexta-feira (04), para colocar na mesa alguns dos temas que pretende levar para o centro do debate eleitoral, como a proposta de “desfavelização” em periferias do país. Em evento do partido realizado no Centro de Convenções, em Olinda, o candidato voltou a protagonizar declarações polêmicas, mas nenhuma chamou tanta atenção quanto os ataques que fez ao candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e à sua esposa, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP).
Porém, antes de direcionar as críticas a João, o presidenciável aproveitou o ato para comemorar a evolução do candidato do Missão ao Governo de Pernambuco, Renan Hallais (Missão), sustentando que a sigla já alcançou envergadura para influenciar os rumos do pleito no estado.
“Estou muito feliz com o crescimento de Renan, meu xará. Quando a gente começou, ele não tinha nem dinheiro para se bancar. Agora ele está com 4% nas pesquisas. No pior dos cenários, ele decide o resultado das eleições aqui”, afirmou.
O clima esquentou quando o foco migrou para a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Reagindo a conteúdos publicados por Tabata Amaral nas redes sociais, o postulante do Missão renegou a interlocução com a parlamentar paulista e exigiu o confronto direto com o gestor recifense, resgatando um discurso de forte oposição às oligarquias tradicionais da região.
“Tenho uma ojeriza a figura do João Campos, à dinastia dele, a linhagem dele, do pai dele, das famílias de donos de canaviais e donos de escravos que eles tinham no século XIX, que essa é a origem da família dele. Vou fazer oposição a eles em todos os sentidos. O João Campos que é um frouxo, ele é um homem muito fraco, ele botou a esposa dele, que é a esposa home office que nunca estão juntos, que é a Tabata Amaral para ficar me atacando, gravando vídeos. Não vou responder ela e eu vim aqui responder ele. Ele eu respondo”, disse Renan.
Nos últimos dias, Tabata Amaral passou a intensificar as críticas a Renan Santos nas redes sociais. Em vídeos publicados, ela questiona quem estaria por trás do financiamento das propostas defendidas pelo presidenciável e afirma que o crescimento dele nas pesquisas ocorre por meio da “manipulação” do eleitorado. Entre os temas citados pela parlamentar está a defesa do fim do voto universal.
Tabata também relacionou o adversário à propostas que, segundo ela, poderiam restringir o direito ao voto de mulheres e da população mais pobre, além de representar uma ameaça à continuidade de programas sociais.



