
Recife ocupou a 4ª posição no ranking nacional de geração de emprego formal por habitante em 2025 entre as cidades de grande porte, com 500 mil habitantes ou mais. O levantamento, feito a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), usou o saldo de vagas formais a cada 100 mil habitantes como critério de comparação, o que permite colocar lado a lado cidades de tamanhos diferentes dentro da mesma faixa de porte.
No ano, Recife registrou saldo líquido de 22.273 empregos formais, resultado de 238.456 admissões e 216.183 desligamentos. O salário médio de admissão na cidade ficou em R$ 2.125. Com uma população de 1.588.376 habitantes, segundo o Censo do IBGE, o saldo por 100 mil habitantes alcançou 1.402 — o número que garantiu à cidade a 4ª colocação entre as grandes cidades do país.
Comparar diretamente o saldo de empregos entre cidades favorece, naturalmente, os municípios maiores, que tendem a concentrar mais vagas apenas pelo volume de sua população e de seu mercado de trabalho. Para corrigir essa distorção, o indicador por 100 mil habitantes divide o saldo líquido de empregos pela população e aplica essa proporção, permitindo uma comparação mais justa entre cidades de portes diferentes dentro da mesma faixa.
É por isso que o ranking de 2025 separou as cidades por faixa populacional, e Recife disputou posição com outras cidades de grande porte — aquelas com 500 mil habitantes ou mais. Essa segmentação evita que uma metrópole seja comparada a uma cidade média, e o contrário também é evitado: cidades menores não competem com polos industriais de grande escala.
Entre as dez primeiras colocadas na faixa de grandes cidades, Osasco (SP) liderou o ranking com 3.348 empregos por 100 mil habitantes, seguida por Brasília (DF), com 1.737. Recife apareceu na sequência, em 4º lugar, com os 1.402 empregos por 100 mil habitantes mencionados acima, à frente de São Luís (MA), com 1.576, e João Pessoa (PB), com 1.355.



