Leilão da PPP Morar no Centro do Recife acontece na B3, na próxima terça-feira

A Prefeitura do Recife realiza na próxima terça-feira (26), a partir das 15h, a sessão pública de abertura e julgamento das propostas para a Parceria Público-Privada (PPP) “Morar no Centro”. O certame será conduzido na sede da Bolsa de Valores do Brasil (B3), em São Paulo. O link para acompanhamento virtual do processo será divulgado pela própria instituição financeira.

A PPP consiste em atrair a iniciativa privada para construir, revitalizar e gerir unidades habitacionais ao longo de 25 anos na área central do Recife, com investimentos privados de cerda de R$ 200 milhões e um contrato total que supera os R$ 596 milhões.

Como vai funcionar a locação social

A PPP prevê a entrega de mais de mil unidades habitacionais voltadas para famílias com renda de até R$ 4.942,00 (faixas 1 e 2 do programa federal Minha Casa, Minha Vida). A concessionária vencedora assumirá a construção, a gestão e a operação dos condomínios.

Diferente do modelo tradicional de venda, o projeto foca no aluguel subsidiado. O arranjo financeiro funcionará da seguinte forma:

  • Comprometimento de renda: o valor pago pelas famílias (aluguel + condomínio) representará de 15% a 25% da renda familiar. Famílias que ganham um salário-mínimo pagarão cerca de R$ 200 mensais.
  • Subsídio público: a arrecadação com os aluguéis cobrirá apenas 13% das receitas da concessionária. A Prefeitura do Recife arcará com o restante (68% da receita total) por meio de uma contraprestação mensal máxima de R$ 2,4 milhões.
  • Unidades equipadas: os apartamentos serão entregues prontos para morar, mobiliados com itens básicos como geladeira, fogão, chuveiro e conexão Wi-Fi.

Os critérios de seleção darão prioridade a famílias lideradas por mulheres, mães solo, idosos e pessoas residentes em áreas de risco.

Obras e impacto no centro urbano

As intervenções serão distribuídas em seis empreendimento nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga. A modelagem exige da iniciativa privada tanto a construção de novos edifícios quanto o retrofit, técnica de modernização de imóveis antigos que preserva características arquitetônicas originais.

Além da infraestrutura puramente habitacional, as obrigações da empresa vencedora incluem:

  • Construção de uma creche e da nova sede da Orquestra Criança Cidadã;
  • Implantação de fachada ativa, com espaços comerciais no andar térreo dos prédios para locação de lojas;
  • Manutenção constante das unidades e realização de trabalho social e de capacitação com os moradores.

Recife é a 5ª capital brasileira com pior qualidade de vida, aponta IPS 2026

Recife é a 5ª capital brasileira com pior qualidade de vida, segundo os dados do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgados nesta quarta-feira (20). A capital pernambucana piorou a média, em relação ao levantamento do ano passado, e agora ocupa a 23ª posição entre as 27 capitais do País, ficando à frente apenas de Salvador (BA), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

O levantamento avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros com base em indicadores sociais e ambientais, sem considerar critérios econômicos como Produto Interno Bruto (PIB). O índice reúne 57 indicadores distribuídos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.

No cenário nacional, Curitiba (PR), Campo Grande (MS) e Brasília (DF) lideram o ranking entre as capitais com melhor qualidade de vida. Já no Nordeste, João Pessoa (PB) aparece como a capital mais bem colocada no levantamento.

No ranking geral do IPS Brasil 2026, os municípios com melhor qualidade de vida do País concentram-se principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Gavião Peixoto (SP) lidera o levantamento nacional, seguido por Gabriel Monteiro (SP), Jundiaí (SP), Águas de São Pedro (SP) e Curitiba (PR). Em Pernambuco, Fernando de Noronha aparece como o município mais bem colocado no índice (o IPS Brasil considera o arquipélago como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice).

Dados do estado

No recorte estadual, Pernambuco aparece em 16º lugar entre os estados brasileiros em qualidade de vida. O desempenho coloca o estado atrás de unidades da federação do Sul e Sudeste, como Santa Catarina, São Paulo e Paraná, mas também evidencia diferenças internas relevantes entre os municípios pernambucanos.

Os dados do IPS mostram que municípios de médio porte do interior têm desempenho superior ao da capital em alguns indicadores. Caruaru, por exemplo, aparece à frente do Recife no ranking estadual, mantendo um índice acima da média pernambucana e também da média nacional.

A pesquisa também reforça desafios históricos enfrentados pela capital pernambucana em áreas ligadas à segurança pública, mobilidade urbana, desigualdade social e infraestrutura urbana. Em março deste ano, levantamento do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec apontou a segurança como o principal problema do Recife para 63% dos moradores entrevistados.

No detalhamento metodológico, o IPS considera indicadores como homicídios, acesso a saneamento, cobertura vacinal, acesso à educação superior, internet, expectativa de vida, áreas verdes urbanas, violência contra mulheres, inclusão social e acesso à cultura e lazer.

O estudo mostra que os principais gargalos brasileiros continuam concentrados em inclusão social, segurança e acesso às oportunidades, enquanto os melhores desempenhos médios estão relacionados à moradia e cobertura de serviços básicos. O levantamento também evidencia a desigualdade regional do País, com municípios do Norte e Nordeste concentrando parte dos menores índices brasileiros.

Cidades pernambucanas com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026:

  1. Fernando de Noronha – 71,75
  2. Belo Jardim – 65,57
  3. Santa Cruz do Capibaribe – 64,61
  4. Paulista – 64,25
  5. Petrolina – 63,93
  6. Caruaru – 63,87
  7. Surubim – 63,86
  8. Sairé – 63,84
  9. Serra Talhada – 63,67
  10. Itacuruba – 63,54

Cresce o número de pessoas que moram sozinhas em Pernambuco

Os novos dados da Pnad Contínua 2025, divulgados pelo IBGE, revelam que o fenômeno das pessoas que moram sozinhas tornou-se um dos principais motores das transformações demográficas no Brasil e em Pernambuco. No estado pernambucano, o número de unidades domésticas unipessoais registrou um salto expressivo de 81% no intervalo de dez anos, alcançando a marca de 732 mil pessoas vivendo sós em 2025.

O crescimento é um fator determinante para a redução na média de moradores por domicílio no Estado, que caiu de 2,7 em 2024 para 2,6 no último ano. O perfil de quem ocupa essas moradias solitárias em Pernambuco reflete uma tendência observada em todo o País: o grupo é composto majoritariamente por homens adultos e mulheres idosas. Em âmbito nacional, o avanço também é notável.

As unidades compostas por apenas um morador saltaram de 12,2% para 19,7% do total de domicílios brasileiros entre 2016 e 2025, o que representa uma adição de 8,2 milhões de pessoas vivendo sozinhas no período. Enquanto 56,6% dos homens que moram sós estão na faixa de 30 a 59 anos, 56,5% das mulheres nessa mesma condição têm 60 anos ou mais.

Essa mudança no arranjo familiar acompanha o envelhecimento populacional e a redução do número de filhos. Em Pernambuco, a queda de 13% no percentual de moradores na condição de filhos apresenta uma correlação direta com o encolhimento do tamanho das famílias e o aumento das residências ocupadas por uma única pessoa.

A estimativa é que Pernambuco conte com 9,5 milhões de moradores. A grande maioria da população vive em casas (86,5%), enquanto 13% residem em apartamentos e 0,1% em moradias precárias, como cortiços. Houve uma mudança relevante nas condições de ocupação no último ano: o número de imóveis quitados recuou 3,64 pontos percentuais, enquanto os aluguéis subiram 2,18 p.p. e os financiamentos aumentaram 1,73 p.p.. Entre quem já possui imóvel próprio, a formalização avançou levemente, com 83,4% dos proprietários detendo a documentação comprobatória.

Os indicadores de infraestrutura em Pernambuco apresentaram variações mistas entre 2024 e 2025:Esgotamento Sanitário: O atendimento por rede geral ou pluvial cresceu de 50,74% para 54,25%. Em contrapartida, o uso de fossas sépticas não ligadas à rede caiu de 19,40% para 12,83%. Banheiros: Houve um avanço na presença de banheiros de uso exclusivo, que agora equipam 97,2% dos domicílios do estado.

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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer no final do mês; entenda o que muda

Folha de S.Paulo

Até o final deste mês será possível comprar a casa própria pelos limites de renda e valores dos imóveis atualizados para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Com as novas regras, o programa passa a incluir desde apartamentos compactos nas faixas mais baixas até imóveis de padrão médio, com dois ou três quartos, nas faixas superiores.

A principal novidade é o aumento da renda bruta familiar permitida, que agora chega a R$ 13 mil mensais, focando especialmente na classe média que enfrenta dificuldades com os juros altos do mercado tradicional.

A ampliação deve incluir cerca de 6,4 milhões de famílias no público potencial do programa, segundo a associação das incorporadoras (Abrainc).

Segundo a entidade, a atualização dos tetos revisa o poder de compra do programa, considerando os recentes aumentos de inflação e custos de construção que não estavam contemplados nos antigos limites de preço de imóvel.

A medida, diz a Abrainc, também traz mais previsibilidade ao setor, favorecendo novos investimentos e a continuidade dos lançamentos no âmbito do Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com o indicador Abrainc Fipe, em 2025 os lançamentos do MCMV cresceram 38%, acima da média do mercado imobiliário total, que foi de 31%, demonstrando a relevância do programa para o setor.

Em São Paulo, além dos benefícios do MCMV, os compradores têm acesso a programas complementares de benefícios vindos da prefeitura e do governo estadual. Com isso, só na capital foram vendidas 93 mil unidades em 2025, 79% acima de 2024.

Impulsionado pelas mudanças no programa, o setor da construção civil prevê a criação de 123 mil empregos em 2026. Na ponta, o movimento já aparece nos estandes de vendas.

Grandes incorporadoras passaram a direcionar lançamentos e ofertas para os novos tetos de R$ 400 mil e R$ 600 mil, ampliando o estoque de imóveis dentro do Minha Casa, Minha Vida.

O que muda nas faixas de renda

O programa agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, com quatro faixas:

  • Faixa 1: até R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 3.200,01 a R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 5.000,01 a R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 9.600,01 a R$ 13 mil

Para se enquadrar no Minha Casa, Minha Vida, a renda considerada é a renda bruta familiar mensal, que é a soma dos ganhos de todas as pessoas que vão compor o financiamento e morar no imóvel, antes de descontos como INSS e Imposto de Renda.

Entram nessa conta salários formais, rendimentos de trabalho autônomo, aposentadorias, pensões e outras fontes comprováveis. O valor total é o que define em qual faixa o comprador se encaixa e, consequentemente, a taxa de juros e eventuais subsídios a que terá direito.

Qual a taxa de juros pelo Minha Casa, Minha Vida

As taxas de juros do Minha Casa, Minha Vida variam conforme a renda familiar e são significativamente mais baixas do que as do mercado imobiliário tradicional —hoje, em torno de 12% ao ano. Na prática, quanto menor a renda, menor a taxa.

Veja como ficam no programa:

  • Faixa 1 (até R$ 3.200): entre 4% e 4,5% ao ano (para rendas mais próximas do teto de R$ 2.850,01 a R$ 3.200)
  • Faixa 2 (R$ 3.200,01 a R$ 5.000): entre 4,75% e 5,5% ao ano
  • Faixa 3 (R$ 5.000,01 a R$ 9.600): entre 6,5% e 7,66% ao ano
  • Faixa 4 (R$ 9.600,01 a R$ 13 mil): cerca de 10% ao ano

O que dá para comprar?

O imóvel que pode ser financiado pelo Minha Casa, Minha Vida depende da faixa de renda da família e dos novos tetos de valor, que foram elevados para acompanhar a alta dos preços do mercado imobiliário.

O programa não fixa um tamanho padrão de imóvel, mas impõe requisitos técnicos mínimos que, na prática, fazem com que as unidades tenham pelo menos algo entre 36 m² e 40 m² nas faixas mais populares e variem acima disso nas demais.

Segundo a Abrainc, a tipologia predominante no Minha Casa, Minha Vida é a de dois dormitórios, em todas as faixas de renda.

Até cerca de R$ 275 mil (faixas 1 e 2):

  • Mais compactos, geralmente apartamentos de 2 dormitórios, com metragem reduzida e foco em custo;
  • São comuns em bairros mais afastados ou cidades menores.

Até R$ 400 mil (faixa 3):

  • Apartamentos novos de padrão intermediário, ainda com 2 quartos na maioria dos casos, mas já com mais espaço e áreas de lazer.

Até R$ 600 mil (faixa 4):

  • Passam a entrar imóveis de padrão médio, com 2 ou 3 dormitórios, maior metragem e condomínios mais completos, inclusive em regiões mais valorizadas das grandes cidades.

Quanto a Caixa financia

A Caixa Econômica Federal, principal operadora do programa, já está apta a operar com as novas regras de renda, que entraram em vigor em 1º de abril de 2026.

Por outro lado, a implementação completa depende de ajustes operacionais. O banco informou que tem até 15 dias a partir de 9 de abril (data da regulamentação) para adaptar sistemas e procedimentos.

Já é possível iniciar o processo e simular nas novas condições, mas a liberação integral das operações pode levar alguns dias.

O percentual financiado no Minha Casa, Minha Vida não é igual para todos os casos, pois varia conforme a faixa de renda, o tipo de imóvel e a região do país.

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Morar Bem PE: subsídio de R$ 20 mil já garantiu a casa própria para 20 mil famílias em Pernambuco

O sonho da casa própria deixou de ser uma meta distante para mais de 20 mil famílias em Pernambuco. Após dois anos de operação, o programa Morar Bem PE – Entrada Garantida consolidou-se como o principal pilar da política habitacional do Governo do Estado, superando a barreira financeira que impedia as classes C, D e E de acessar o crédito imobiliário.

Executada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-PE) e pela Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), a iniciativa concede um subsídio direto de R$ 20 mil para famílias que não possuem poupança prévia para a entrada do imóvel. O valor funciona como um complemento ao programa federal Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Impacto econômico 

De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, o impacto do programa no mercado é expressivo. Em três anos, o montante anual de financiamentos para esse perfil de público saltou de R$ 2 bilhões para R$ 8 bilhões no Estado. Ao cobrir a entrada, o programa evita que as famílias parcelem esse valor com as construtoras, o que reduz drasticamente o risco de inadimplência e torna as parcelas mensais mais acessíveis.

“O Morar Bem PE é o primeiro programa de subsídio complementar do Norte e Nordeste. Já somamos 20 mil beneficiados e ainda temos mais de oito mil imóveis disponíveis em nosso portal”, ressalta Paulo Lira, diretor-presidente da Cehab.

O setor produtivo também colhe os frutos da política pública. Leonardo Pessoa de Queiroz, diretor da construtora Viana e Moura, revela que a empresa conseguiu dobrar sua capacidade de produção nos últimos três anos graças ao aumento do poder de compra das famílias. “Esperamos longevidade no programa para que possamos continuar planejando e negociando novos terrenos”, projeta o executivo, lembrando que o ciclo imobiliário exige previsibilidade de longo prazo.

Déficit habitacional do Recife

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Minha Casa, Minha Vida: saiba quais são as faixas e quem pode se inscrever no programa

Conjunto do Minha Casa, Minha Vida: a MRV já entregou meio milhão de moradias

O programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, conta atualmente com quatro faixas de atuação, para famílias que ganham até R$ 12 mil mensais. Em 2025, o programa recebeu um investimento recorde de cerca de R$ 180 bilhões. A meta do governo é atingir a marca de 3 milhões de moradias contratadas no final de 2026.

No ano passado, o Minha Casa, Minha Vida sofreu algumas alterações nas regras, a principal delas foi a criação da nova “faixa 4”, que atende a famílias com renda entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil mensais. Essas famílias foram permitidas a financiar imóveis que tenham um valor total de até R$ 500 mil. As condições para o financiamento são: a duração total deve ser de até 420 meses (35 anos), a taxa de juros será de 10% ao ano (as taxas atuais de mercado são acima de 11,5% ao ano) e não terá subsídio do governo.

Outras mudanças foram os limites reajustados nas 3 faixas já existentes: a faixa 1 passou a ser para famílias com renda de até R$ 2.850 mensais, a faixa 2 para o teto de R$ 4,7 mil mensais e a faixa 3 de até R$ 8,6 mil mensais. Além disso, o valor dos imóveis financiáveis em municípios com menos de 100 mil habitantes elevou de R$ 210 mil a R$ 230 mil – um aumento de 11% a 16%, com o objetivo de estimular a oferta habitacional nessas regiões.

Quem pode se inscrever no programa Minha Casa, Minha Vida?

Famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, e anual, de até R$ 144 mil, em áreas urbanas e rurais, respectivamente, podem se inscrever no Minha Casa, Minha Vida.

Divisão por faixas:

  • Faixa 1: famílias com renda de até R$ 2.850 mensais;
  • Faixa 2: famílias com renda de até R$ 4,7 mil mensais;
  • Faixa 3: famílias com renda de até R$ 8,6 mil mensais;
  • Faixa 4: famílias com renda de até R$ 12 mil mensais.

Recife tem o aluguel mais caro no Nordeste e quarto do país, aponta levantamento

Recife tem o metro quadrado para aluguel mais caro do Nordeste e o quarto maior do país em 2025, segundo o levantamento do FipeZap, divulgado na última quinta-feira (15). A capital pernambucana apresentou o valor médio de R$ 60,89, um aumento em relação a 2024, que chegava a R$ 54,95/m². Estão na frente do Recife: Barueri (SP), Belém (PA) e São Paulo (SP).

De acordo com o estudo, o preço médio do aluguel no país é de R$ 50,98 por metro quadrado. Em dezembro de 2025, o indicador registrou alta de 0,68%, acima do avanço de 0,58% observado em novembro.

Apesar da alta nacional acumulada em 2025, o resultado indica desaceleração em relação aos três anos anteriores. Em 2022, o avanço médio dos aluguéis foi de 16,55%; em 2023, de 16,16%; e, em 2024, de 13,50%. Ainda assim, os preços subiram em 34 das 36 cidades analisadas, incluindo 21 das 22 capitais pesquisadas.

O aumento foi puxado principalmente por imóveis com quatro ou mais dormitórios, que apresentaram a maior variação mensal, de 1,42%, enquanto unidades com apenas um dormitório tiveram elevação mais moderada.

Entre os destaques regionais, Teresina (PI) liderou a alta anual, com crescimento de 21,81%, embora apresente um dos menores valores médios do país, de R$ 26,62 por metro quadrado.

Já Belém (PA) registrou a segunda maior variação, de 17,62%, e figura como a capital mais cara para alugar, com preço médio de R$ 63,69 por metro quadrado. No ranking geral, Barueri, na Grande São Paulo, aparece como a cidade mais cara do país, com valor médio de R$ 70,35 o m².

Veja os bairros com o metro quadrado mais caro:

  • Parnamirim: R$ 71,9 /m²
  • Pina: R$ 69,9 /m²
  • Espinheiro: R$ 64,5/m²
  • Graças: R$ 63,5 /m²
  • Boa Viagem: R$ 63,1 /m²
  • Tamarineira: R$ 60,5 /m²
  • Santo Amaro: R$ 60,2 /m²
  • Madalena: R$ 59,6 /m²
  • Casa Amarela: R$ 52,6 /m²
  • Cordeiro: R$ 27,4 /m²

Programa de habitações populares do governo de Pernambuco cumpre mais de 76% da meta

O programa de habitações populares do governo de Pernambuco, o “Morar Bem”, já cumpriu 76% de sua meta de beneficiar 60 mil famílias de baixa renda até o final de 2026, atendendo, até agora, mais de 46 mil famílias, ou cerca de 187 mil pernambucanos.

Criado para reduzir o déficit habitacional do estado, estimado em mais de 380 mil residências, e dar acesso à moradia digna a famílias de baixa renda, o programa foi o primeiro, no país, a quitar, com gastos de R$ 79 milhões, parcelas do financiamento de mutuários do programa federal Minha Casa Minha Vida não beneficiários de programas sociais como Bolsa Família ou Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A quitação é uma das várias modalidades do Morar Bem. Outra ponta do programa é a entrada garantida, um subsídio de até R$ 20.000,00 para a entrada na compra de um imóvel financiado pelo programa, em parceria com o Minha Casa, Minha Vida. Essa modalidade já beneficiou mais de 16 mil famílias que não conseguem arcar com a entrada de um financiamento imobiliário.

Para ter direito à entrada garantida, o candidato tem de cumprir seis requisitos: morar em Pernambuco; ter renda familiar de até dois salários mínimos (R$ 3.36, atualmente); não ser proprietário de outro imóvel; não haver sido beneficiado por nenhum atendimento habitacional definitivo em programas anteriores e ter o cadastro e a operação de crédito individual aprovados pela Caixa Econômica Federal.

Entre os beneficiários do Morar Bem são prioritárias as mulheres chefes de domicílio, pessoas com deficiência (PCDs), idosos e famílias com crianças na primeira infância. O programa atende tanto famílias em áreas urbanas quanto rurais (agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades indígenas e quilombolas).

Abrangente, o programa é executado em três outras frentes. Na regularização fundiária, entrega títulos de posse para regularizar imóveis e uma segunda modalidade retoma conjuntos habitacionais com obras paralisadas. Uma terceira via, bastante acionada, é a reforma do lar, que promove melhorias em habitações de baixa qualidade.

Uma das comunidades beneficiadas pela reforma do lar é a do Bode, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, uma das mais carentes do estado. O Bode teve 212 casas reformadas de um total de 300, com pintura, colocação de pisos, portas e esquadrias, tetos em PVC e troca de instalações hidráulicas e elétricas.

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Definições das federações para 2026 impactam alianças de João Campos e Raquel Lyra em Pernambuco

Por Pedro Beija/JC

As federações partidárias, criadas para unir siglas para atuarem como um único bloco nas disputas eleitorais, voltaram ao centro das articulações nacionais após União Brasil e Progressistas (PP) protocolarem, na última quinta-feira, o pedido de registro da federação União Progressista no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O tribunal tem até seis meses antes da eleição de 2026, marcada para 4 de outubro, para validar a união dos partidos, que já havia sido sacramentada politicamente em agosto, mas enfrentava divergências nacionais que atrasaram a formalização. Se confirmada, a União Progressista será a maior força partidária do país.

As articulações mostram que, a menos de um ano das urnas, as federações partidárias deixaram de ser apenas instrumentos formais e passaram a influenciar diretamente candidaturas, alianças e o posicionamento das principais lideranças estaduais.

Em Pernambuco, onde as grandes federações têm atores competitivos, o impacto será decisivo para a configuração das chapas, à medida em que se aproxima uma eventual disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB). Entenda as composições a seguir.

A federação União Progressista, caso aprovada pelo TSE, reunirá 108 deputados federais, 12 senadores, 1.335 prefeitos e sete governadores, configurando a mais robusta estrutura política e financeira entre os partidos brasileiros.

Em Pernambuco, porém, a consolidação da federação esbarra em disputas internas. O comando local ficará com Eduardo da Fonte (PP), aliado da governadora Raquel Lyra (PSD) e pré-candidato ao Senado. Do outro lado está Miguel Coelho, presidente estadual do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, que também deseja a vaga ao Senado e já declarou apoio ao prefeito do Recife, João Campos.

A disputa federal adiciona ainda mais tensão ao arranjo. No plano nacional, o presidente do PP, Ciro Nogueira, defende apoio à candidatura presidencial do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já o comando do União Brasil, sob Antonio Rueda, trabalha por uma candidatura própria do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Em Pernambuco, Eduardo da Fonte afirma não apoiar atualmente o governo Lula, apesar de já ter dividido palanque com o presidente. Miguel Coelho, que já declarou voto em Bolsonaro em 2022 e tem histórico familiar de apoio ao ex-presidente, tenta se viabilizar na chapa de João Campos, aliado de Lula, o que torna sua pretensão ao Senado ainda mais complexa.

Outro bloco que passa a disputar espaço no rearranjo político é a recém-aprovada federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, oficializada pelo TSE na quinta-feira. Somados, os partidos reúnem um governador, 140 prefeitos, 10 deputados federais, 54 estaduais e mais de 2,6 mil vereadores.

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Caixa começou a financiar imóveis de até R$ 2,25 milhões a partir desta segunda-feira com novas regras

R7.com

O financiamento de imóveis com o novo limite que passou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões começou a valer a partir desta segunda-feira (20), na Caixa Econômica Federal. A medida faz parte de pacote lançado pelo governo federal que muda o uso da poupança para facilitar a compra da casa própria.

Com o novo teto, o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), passa a ter valor ampliado para abater parte do preço do imóvel, pagar parcelas ou quitar o empréstimo. Pela nova regra, famílias com renda acima de R$ 12 mil poderão financiar imóveis de até R$ 2,25 milhões, com juros limitados a 12% ao ano.

‌A Caixa já havia começado a oferecer na última semana o crédito habitacional com financiamento de 80% do valor do imóvel, com entrada de 20%. Antes era de até 70%, com entrada de 30%.

O foco das mudanças é atender famílias de classe média que não se enquadram em programas como o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, imóveis de médio e alto padrão são incluídos nas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que têm juros menores e permitem o uso do FGTS. Segundo a Caixa, a expectativa é impulsionar o setor imobiliário e viabilizar mais de 80 mil novos financiamentos até 2026.

O que mudou

  • O teto de valor dos imóveis financiados pelo SFH passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões;
  • Com juros de até 12% ao ano;
  • Uso do FGTS no financiamento é ampliado com o novo teto de R$ 2,25 milhões;
  • Mudanças beneficiam famílias com renda mensal acima de R$ 12 mil;
  • Financiamento de 80% na modalidade SAC (Sistema de Amortização Constante), em que as parcelas vão diminuindo ao longo do tempo. A entrada passa para 20% do valor do imóvel;
  • Já na tabela Price, em que as parcelas são sempre iguais, mas com juros mais altos, o valor financiado é de 70%, com entrada de 30% do valor do imóvel;
  • O novo modelo muda a forma como os bancos utilizam os recursos da poupança para conceder empréstimos imobiliários. Hoje, 65% dos depósitos precisam ser destinados ao crédito habitacional;
  • Com as novas regras, esse percentual chegará gradualmente a 100%, sendo que 80% deverão ser obrigatoriamente voltados para imóveis dentro do SFH.

Para usar o FGTS

O saldo do FGTS ou os créditos futuros da conta podem ser utilizados para pagamento da casa própria:

  • Como entrada, reduzindo o valor a ser financiado;
  • Para amortizar o saldo devedor, diminuindo parcelas ou prazo;
  • Para pagar parte das prestações, aliviando o orçamento mensal.

Passo a passo para pedir o financiamento:

  • Reunir documentos: comprovantes de renda, identidade e declaração de imposto de renda;
  • Fazer simulação online no site da Caixa;
  • Procurar uma agência com os dados em mãos para negociar o financiamento.

Condições

Para o comprador:

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Brasil tem 213,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE

São Paulo (SP), 14/05/2024 - Pedestres na Avenida Paulista durante a chegada da frente fria. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

VEJA

O Brasil tem 213.421.037 milhões de habitantes, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (28), e publicada no Diário Oficial da União.

Em relação ao Censo 2022, a população brasileira cresceu 5,1%. Naquele momento, a estimativa era de 203.062.512 de brasileiros. O novo número leva em conta pessoas nascidas até 1º de julho de 2025.

Quais os estados mais populosos?

São Paulo segue na liderança, com 46.081.801 milhões de pessoas, o que significa 21,59% do total do país. Depois estão Minas Gerais, com 21.393.441 milhões, e Rio de Janeiro, com 17.223.547 milhões.

Qual o estado menos populoso?

Roraima é a unidade federativa com a menor população. São 738.772 habitantes. Por outro lado, Roraima foi o estado com o maior crescimento: 716.793 para 738.772, aumento de 3,07%.

Quais estados menos cresceram?

O Rio de Janeiro passou de 17.219.679 para 17.223.547 habitantes, uma alta de 0,02%. Alagoas aparece em seguida, saindo de 3.220.104 para 3.220.848 habitantes, também com 0,02% de crescimento. Já o Rio Grande do Sul variou de 11.229.915 para 11.233.263 habitantes, o que representa aumento de 0,03%.

Confira a população de todos os estados, segundo o IBGE, em ordem decrescente:

  1. São Paulo — 46.081.801
  2. Minas Gerais — 21.393.441
  3. Rio de Janeiro — 17.223.547
  4. Bahia — 14.870.907
  5. Paraná — 11.890.517
  6. Rio Grande do Sul — 11.233.263
  7. Pernambuco — 9.562.007
  8. Ceará — 9.268.836
  9. Pará — 8.711.196
  10. Santa Catarina — 8.187.029
  11. Goiás — 7.423.629
  12. Maranhão — 7.018.211
  13. Paraíba — 4.164.468
  14. Amazonas — 4.321.616
  15. Espírito Santo — 4.126.854
  16. Mato Grosso — 3.893.659
  17. Rio Grande do Norte — 3.455.236
  18. Piauí — 3.384.547
  19. Mato Grosso do Sul — 2.924.631
  20. Distrito Federal — 2.996.899
  21. Sergipe — 2.299.425
  22. Rondônia — 1.751.950
  23. Tocantins — 1.586.859
  24. Acre — 884.372
  25. Amapá — 806.517
  26. Roraima — 738.772

Vale ressaltar que as estimativas do IBGE englobam indicadores como taxas de nascimento e mortalidade e são diferentes do Censo, que trata-se de uma contagem de pessoas e domicílios. As informações são usadas como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.

O instituto ainda envia os dados para o Tribunal de Contas da União (TCU), que os utiliza para calcular fundos de participações de estados e municípios.

Entidades sem fins lucrativos de todo o país podem contratar mais de 21,2 mil novas moradias pelo Minha Casa, Minha Vida

Mais de 21,2 mil novas moradias já podem enviar propostas à Caixa Econômica Federal e solicitar a contratação das unidades por meio do Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O cadastro e a lista de documentos necessários para a apresentação destas propostas constam na Portaria MCid Nº 927/2025, publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

O texto regulamenta o processo de seleção e estabelece a meta de contratação do Minha Casa, Minha Vida – Entidades para 2025. As moradias serão construídas em áreas urbanas, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). Podem participar entidades habilitadas sem fins lucrativos de todo o país.

Poderão ser apresentadas propostas para as seguintes modalidades:

  • Aquisição de terreno e elaboração de projeto de unidades novas;
  • Elaboração de projeto de unidades novas;
  • Produção de unidades novas;
  • Aquisição de imóvel e elaboração de projeto de unidades requalificadas;
  • Elaboração de projeto de unidades requalificadas; e
  • Produção de unidades requalificadas.

Critérios

A seleção das propostas observa critérios territoriais, sociais e de projeto. Tais critérios guardam consonância com as prioridades de atendimento constantes na Lei Nº 14.620/2023. Serão priorizadas propostas em imóveis disponibilizados pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades (MCid), vai proceder com seleção das propostas, de acordo com a ordem de hierarquização, até o limite da meta. Caso esta meta não seja alcançada por inexistência de proposta enquadrada, a pasta poderá realizar o remanejamento da meta com vistas a contemplar propostas enquadradas e não selecionadas.

Governo vai lançar nova seleção para o MCMV com 50 mil moradias

Casas do programa Minha Casa, Minha Vida — Foto: Divulgação

Valor

O governo federal vai lançar uma nova seleção para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada às modalidades Entidades e Rural. A informação foi confirmada nesta sexta-feira pelo ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, durante a cerimônia de entrega de 1.876 unidades habitacionais do programa, no Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro das Cidades, a nova etapa será lançada no dia 20 de agosto. “Serão 20 mil unidades para o Minha Casa, Minha Vida Entidades e 30 mil novas unidades para o Minha Casa, Minha Vida Rural”, afirmou.

Além disso, segundo Barbalho Filho, na próxima sexta-feira (08), o governo vai divulgar o resultado da seleção do MCMV para os municípios com menos de 50 mil habitantes. “Vamos divulgar o resultado da nossa seleção na próxima sexta-feira e anunciar 30 mil novas casas. Apenas hoje, presidente [Lula], estamos anunciando mais 80 mil unidades habitacionais do MCMV”, disse.

Após os anúncios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Brasil afirmou que o Brasil será uma nação verdadeiramente soberana quando o povo estiver com estabilidade, moradia e dignidade. Segundo ele, esse é um compromisso do seu governo, que ainda tem muita coisa para fazer nesse sentido.

“A gente só vai ser uma nação forte e soberana de verdade quando o nosso povo for soberano, quando tiver estabilidade, emprego, salário e uma casa”, disse. “Por isso é que eu tenho compromisso com o Minha Casa, Minha Vida. Não é nem um programa de governo, é quase que uma profissão de fé. Todo mundo tem o direito de ter uma casa. Isso está na Constituição”, completou o presidente da República.

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Habitação entra no cálculo eleitoral e traz impactos para o Recife e Pernambuco

Miva Filho

A distinção das forças políticas no comando do Estado de Pernambuco e do Recife tem gerado um fato curioso no que diz respeito às ações habitacionais que envolvem a capital e os demais municípios do Estado. Com a perspectiva política de um embate entre o prefeito recifense, João Campos, e a governadora pernambucana, Raquel Lyra, pelo Palácio do Campo das Princesas em 2026, o ano pré-eleitoral já tem sido marcado pelo avanço das ações estaduais sobre a região metropolitana e o Recife, assim como a aceleração de anúncios do programa habitacional do Poder Executivo municipal, numa flagrante disputa pelo protagonismo numa área que, de fato, demanda total atenção e iniciativas por parte do poder público.

Pro-Morar X Morar Bem

No que diz respeito à atuação do Recife, o grande guarda-chuva das ações é o programa ProMorar, que justificou o empréstimo de 260 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), nas frentes de Urbanização Integrada, Infraestrutura Resiliente e Inovação na política urbana e habitacional e enfrentamentos aos riscos climáticos. A última frente engloba as medidas especificamente voltadas a alternativas de acesso a habitações, esforço que tem sido redobrado pela gestão municipal neste ano de 2025, embora já estejam previstas em lei desde 2021.

O fluxo da operação de crédito do BID é baseado no cronograma de execução das obras desenhadas pelo ProMorar e o BID. O prazo para a realização das obras é de seis anos (envolvendo também as demais frentes, como obras em áreas de risco e ações de infraestrutura). O pagamento, por parte da prefeitura, é previsto para um prazo de 23 anos e meio.

Acentuando-se o que corresponde a alternativas de habitabilidade na cidade, apenas neste ano de 2025 algumas medidas mais robustas estão “indo às ruas” e começando a atrair a atenção da população.

Na semana passada, a gestão municipal anunciou a abertura de inscrições para o seu primeiro programa de locação social – embora ainda mantenha na promessa um programa de subsídios de aluguel em Parceria Público-Privada -. Prevendo pagar até R$ 600 da parcela mensal do aluguel de até R$ 100 de famílias que recebem até três salários, a medida só tem previsão de gasto para os primeiros 12 meses – R$ 2 milhões, sem contar ainda com algum número de oferta dos imóveis e tendo como perspectiva alcançar 1,2 mil famílias durante quatro anos, cujo gasto per capita é variável.

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Caixa oferece mais de 450 imóveis em leilões com lance a partir de R$ 31 mil

A Caixa Econômica Federal disponibilizou 458 imóveis que serão comercializados em leilões marcados para o dia 24 de julho. A Fidalgo Leilões será a parceira do banco responsável por conduzir os certames.

Entre os imóveis leiloados há casas, apartamentos, salas comerciais, galpões e terrenos.

Nos lotes disponibilizados pela Caixa, há uma terreno de 125 m² em terreno com área de 255 m², localizado na cidade de Álvares Machado (SP), com valor de venda a partir de R$ 31,3 mil.

Outro imóvel de destaque é uma terreno de 384 m², em terreno de 6,3 mil m², localizado no bairro de Barrocas, em Mossoró (RN). O lance inicial é de R$ 2,3 milhões.

Cada lote tem suas próprias condições de pagamento, que podem ser encontradas na página do imóvel desejado. A lista completa de imóveis está disponível no site da Fidalgo Leilões.

Quem deseja participar, deve estar cadastrado previamente no site da Fidalgo Leilões. O cadastro é feito por este link.

Cuidados antes de um leilão

Por conta desta estrutura de competitividade pelo lance mais alto, é importante estabelecer previamente um limite máximo para o quanto você pode gastar no leilão. Assim, você reduz os riscos de se empolgar e oferecer um valor maior do que pode de fato arcar. Lances feitos e não pagos podem ocasionar multas e outras punições.

Busque também conhecer a reputação da casa de leilões para não cair em golpes, principalmente ao se tratar de leilões online. No caso dos certames de imóveis, analise previamente todas as informações disponíveis.

Serviço

  • Leilão de imóveis – Fidalgo Leilões e Caixa Econômica Federal
  • Data e hora:  21 e 24 de julho
  • Quantidade de imóveis: Pelo menos 458
  • Lances: a partir de R$ 31,3 mil
  • Local: Online, site oficial da Fidalgo Leilões.
  • Página do leilão com todos os imóveis: Clique aqui