
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem uma estratégia definida para facilitar os caminhos de sua eventual recondução ao comando da Casa.
A eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado ocorrerá em fevereiro do ano que vem, no mesmo dia em que os parlamentares eleitos são empossados para a nova legislatura.
O amapaense tem um pacote de bondades à disposição e pretende explorá-lo para viabilizar sua permanência na principal cadeira do Senado por mais dois anos.
A adesão de alguns partidos de centro e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva a suas pretensões de ser reconduzido ao comando da Casa animou Alcolumbre, que já vem trabalhando com suas armas para ficar no cargo.
Além da ofensiva sobre legendas de centro, Alcolumbre acena para uma composição com Tereza Cristina, que flerta com candidatura avulsa apesar de seu partido, o PP, já ter sinalizado aliança com o amapaense.
A ideia é esvaziar a candidatura de Tereza, que representaria uma terceira via, para poder se concentrar em uma ofensiva por um isolamento do PL, que apresentou o nome do senador Rogério Marinho para a disputa.
Com o apoio de Lula, Alcolumbre tem a máquina e o controle das emendas, o que também o ajuda na busca por apoio de seus pares.
O alinhamento com Lula, porém, pode ser uma pedra no sapato, porque, ainda que isso empedre seu poder de barganha, a Casa terá composição majoritariamente conservadora a partir do ano que vem.
Além disso, ele tem negociado inclusive o espaço dos gabinetes dos novos senadores eleitos para tentar aproximá-los de sua postulação. Aqueles que demonstrem disposição em se alinhar à sua candidatura ficariam em gabinetes mais bem localizados.



