Brasil mantém maior taxa de juros reais do mundo

O Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (04), segundo ranking elaborado por MoneYou e Lev Intelligence.

A diretoria do Banco Central votou unanimemente pela manutenção da taxa Selic no patamar de 13,75% ao ano. Descontada a inflação, a taxa de juros reais do país fica acima de 9%, sendo a maior do mundo novamente.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom evitou se comprometer com os próximos passos dos juros, citando que “seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta”.

O cenário observado pela diretoria do BC é de “taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”.

O pessimismo dos investidores foi um dos pontos de atenção observado pelo Copom, que destacou o “aumento significativo das incertezas em torno do cenário base” em seu comunicado.

Somadas a taxas já contracionistas e uma desaceleração da atividade econômica mais rápida que o esperado, as expectativas de inflação deterioradas representam “um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, segundo o colegiado.

A diretoria do BC ressalta ainda que as expectativas do mercado para a inflação de 2026 e 2027 apuradas pelo boletim Focus distanciaram-se da meta de 3% desde a reunião de setembro, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente.

Nessa linha, o Copom também elevou suas estimativas de inflação para todo o horizonte observado.