TSE já abriu 14 investigações eleitorais contra Lula

Homem idoso, calvo, com barba e bigode brancos, veste terno preto e camisa branca, com microfone de lapela. Ele está de pé, com as mãos unidas à frente do corpo, olhando diretamente para a câmera, em um cenário azul e cinza com iluminação geométrica

O TSE tem 14 ações de investigação judicial eleitoral (Aijes) contra a campanha do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em caso de condenação, esses processos podem levar à cassação e à inelegibilidade.

Duas novas Aijes foram aceitas na quinta-feira pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Uma delas foi pedida pela campanha do senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e analisa se a estrutura da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência foi utilizada em favor da campanha de Lula.

A outra, solicitada pela campanha do candidato Romeu Zema (Novo), mira uma série de medidas tomadas pelo governo federal em meio à eleição.

Até agora, o TSE analisou apenas a chamada admissibilidade das ações, ou seja, se os pedidos apresentados cumpriam os requisitos formais. O mérito das acusações será avaliado posteriormente, a partir de investigação.

A ação mais recente foi apresentada também contra o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, além de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. O PL apontou um suposto desvirtuamento da publicidade institucional e a participação direta de Sidônio na campanha.

Flávio Bolsonaro é alvo de nove ações desse tipo, todas apresentadas pela campanha de Lula. Mesmo tendo sido derrotado, o senador pode ser declarado inelegível, em caso de condenação.