O bizarro desfecho de uma investigação do MPF contra máfia dos descontos ilegais no INSS

Fachada do prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com paredes claras e janelas espelhadas azuis. Uma mulher de camiseta amarela caminha à esquerda. Na entrada, uma placa azul indica Previdência Social.

Por Robson Bonin/VEJA

O Ministério Público Federal (MPF) arquivou recentemente uma investigação sobre descontos ilegais lançados pela máfia do INSS na conta bancária de um aposentado de Caxias, no Maranhão.

O argumento do órgão para não investigar o crime foi de que o governo Lula já havia devolvido o dinheiro roubado ao velhinho.

Mas não seria o caso de investigar o sindicato, no caso a Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas (CAAP), que tirou o dinheiro da conta do idoso? Seria.

Mas o MPF está impedido de investigar entidades metidas nas fraudes do INSS porque todos os casos envolvendo descontos ilegais foram remetidos ao STF e lá seguem em ritmo lento.

Até outro dia, a investigação estava parada no gabinete do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Recentemente, voltou para o gabinete do ministro André Mendonça.

Enquanto as investigações seguem centralizadas, são milhares de casos, como o arquivado pelo MPF, sem resposta nem punição a sindicatos picaretas.