
O diretor-presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Douglas Nóbrega, concedeu entrevista à Rádio CBN Recife para explicar sobre o adiamento da concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no estado. Como previsto em contrato com as concessionárias AQUA Pernambuco e VITA Sertão, o processo deveria ter sido iniciado no último dia 23 de outubro, porém, por questões técnicas, foi transferido para 23 de novembro.
Douglas Nóbrega comentou que a decisão foi tomada com prudência, dado que o processo é complexo e envolve ação técnica, operacional, comercial e de integração dos sistemas.
“Se entendeu que um pouco mais de prazo daria para deixar (o projeto) muito mais redondo do que já estava. As coisas estão rodando, a transição já dura um pouco mais de seis meses e os trabalhos estão sendo feitos em conjunto. As empresas estão preparadas, com todo o efetivo contratado, tudo organizado. Com mais alguns dias a gente conseguiria fazer um refinamento melhor, e é importante deixar claro que, durante esse prazo adicional, os serviços continuam sendo prestados normalmente. As equipes continuam trabalhando juntas e sempre buscando manter e até melhorar os serviços prestados à população”, destaca.
A partir de 23 de novembro, a AQUA Pernambuco assumirá a distribuição de água e coleta de esgoto 151 municípios entre o litoral e parte do Sertão do estado. Já a VITA Sertão vai operar os serviços em 24 cidades do Sertão do estado, como Petrolina. A concessão parcial, que tem prazo estimado de 35 anos, prevê investimento de R$ 17,4 bilhões por parte das empresas em Pernambuco, com R$ 4 bilhões para serem distribuídos às cidades de modo a promover obras de saneamento.
Até 2033, a meta do estado é alcançar o que está previsto no Marco Legal do Saneamento: 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto. O diretor-presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, lembra que, apesar da concessão de parte dos serviços, até então, de responsabilidade da companhia, a Compesa continua sendo pública e manterá o seu quadro de funcionários.
“A Compesa não foi privatizada, não foi vendida. A Compesa continua pública com todo o seu quadro funcional preservado. A concessão parcial basicamente divide parte todo esse escopo do saneamento, ou seja, as concessionárias vão ficar com a parte de distribuição de água, coleta e esgoto, emissão de contas, faturas, resolução de vazamentos nas ruas. Todo esse plano de comunicação está sendo feito para deixar a população bem ciente das mudanças, que vão ser mudanças para melhor”, afirma.



