
O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou um relatório, nesta quinta-feira (07), revelando um panorama preocupante sobre a capacidade dos municípios do Estado para enfrentar desastres naturais, como enchentes e deslizamentos.
De acordo com o levantamento, 76% das cidades pernambucanas ainda não estão preparadas para responder de forma adequada a esses acidentes naturais.
Uma das preocupações é Olinda, no Grande Recife, que está entre as prioridades para ações emergenciais.
Jesce Borges, auditor de controle externo do TCE-PE, explicou que o relatório visa analisar a “preparação e a capacidade de resposta do município”. Segundo ele, o levantamento fornece uma visão geral sobre a gestão de risco em Pernambuco e deve servir como um guia para orientar os municípios sobre como enfrentar desastres de forma eficaz.
“É um relatório que não fala exatamente sobre o quanto os municípios são suscetíveis a desastres, mas sim o quanto eles conseguem agir mediante a um desastre”, esclareceu Jesce.
Ele acrescentou que, além de ser uma base de conhecimento para as cidades, o relatório também visa promover a conscientização sobre a importância de uma resposta eficaz a desastres.
O cenário de Pernambuco reflete uma situação nacional: cerca de 70% dos municípios brasileiros ainda estão nas fases iniciais de proteção e preparação para desastres.
No Sertão do Pajeú, o município de Afogados da Ingazeira encontra-se no 122º entre as cidades pernambucanas que não estão preparadas para esses acidentes naturais. Enquanto que Quixaba e Triunfo são os dois municípios entre os sete em Pernambuco que obtiveram a classificação “alta”. Contudo, apenas o Recife é considerado um município prioritário.



