Baile Municipal do Recife chega à 58ª edição na noite deste sábado

Baile Municipal do Recife será realizado no Classic Hall

Presente no Carnaval da cidade desde 1961, o Baile Municipal do Recife chega a 58ª edição neste sábado (03), no Classic Hall. A maior e mais tradicional prévia da Capital pernambucana carrega uma história de colocar o povo como protagonista da noite de gala e acompanhar as transformações culturais da Festa de Momo.

Nos dois primeiros anos, o Baile Municipal do Recife aconteceu no Clube Internacional. Depois se transferiu para o Clube Português onde ficou até os anos 2000, quando passou para o Classic Hall.

Essa mudança para o Classic Hall acompanhou a transformação do Baile Municipal, que passou a ter uma presença mais ativa do povo. A princípio, a festa tinha restrições com as mulheres permitidas para entrar de vestido longo ou fantasia e os homens de smoking ou fantasia.

Festa para o povo 

De acordo com Albemar Araújo, chefe da Divisão de Memória Social e Manifestações Culturais da Prefeitura do Recife, o baile representava no seu início o glamour da sociedade. O povo começou a ser protagonista ao longo dos anos.

“Quando o baile vai para o Classic Hall, ele perde um pouco desse glamour, porém atinge mais a massa e chega mais junto do povo. Isso foi positivo porque um baile que é do município tinha que ser para o povo. As pessoas tomaram a liberdade de ir a uma festa que é delas na maneira que se sentem melhor”, ressalta Albemar.

A cidade do Recife é uma das poucas capitais brasileiras que ainda mantém a tradição de realizar anualmente o Baile Municipal antes do Carnaval. Algumas cidades começaram depois e já deixaram de fazer. “É o Baile Municipal que dá a abertura para o Carnaval do Recife. A gente sabe se o Carnaval vai ser bom depois do baile”, diz o especialista.

63 anos presente no Carnaval e na cultura recifense, é importante manter o legado do Baile Municipal vivo. Albemar Araújo acredita que as ações tomadas nos últimos estão no caminho certo para manter a tradição.

“A cada ano se corrige aquilo que foi prejudicial no ano anterior e se mantém aquilo que deu certo. Então para manter isso vivo ele tem que se manter como é: livre e dedicado ao povo. Que o baile acompanhe o desenvolvimento da cultura, que não é estática. Um baile em 1961 só tocava frevo ou samba e hoje tem outros ritmos na festa e as pessoas dançam”, analisou.