Eclipse solar desta quarta-feira terá menos de 2 minutos de totalidade

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Folha de S.Paulo

Um eclipse solar total, o primeiro visto na Europa continental em quase 30 anos, ocorrerá nesta quarta-feira (12). A Lua encobrirá o Sol, projetando sobre a Terra uma sombra de centenas de milhares de quilômetros de extensão.

O evento principal (quando o satélite cobre totalmente a estrela) começará por volta das 14h (de Brasília) no extremo norte da Rússia. Em seguida, a faixa de escuridão fará uma curva e passará sobre Groenlândia, Islândia e oceano Atlântico.

Atravessará o norte da Espanha e uma pequena faixa de Portugal antes de terminar no Mar Mediterrâneo.

Em outras regiões da Europa, no noroeste da África e em partes da América do Norte, a Lua encobrirá apenas uma parte do Sol.

É importante lembrar que, durante um eclipse solar, não é seguro olhar diretamente para o Sol até que a Lua tenha coberto por completo a superfície dele, fase conhecida como totalidade.

Em todos os outros momentos, é necessário observar o fenômeno usando proteção ocular adequada.

Veja o que você precisa saber sobre o eclipse solar total desta quarta-feira:

O que é um eclipse solar total?

Um eclipse solar total ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, ocultando temporariamente a superfície solar da nossa visão. O que se vê no céu é um disco negro, cercado por um halo tênue da atmosfera externa do Sol, chamado coroa solar.

Os eclipses solares totais são uma coincidência cósmica. A Lua é cerca de 400 vezes menor que o Sol, mas também está aproximadamente 400 vezes mais próxima da Terra, o que faz com que os dois pareçam ter o mesmo tamanho no céu.

Para que ocorra um eclipse solar total, o Sol, a Lua e a Terra precisam estar perfeitamente alinhados no espaço.

A sombra lunar provocada por esse alinhamento tem uma região interna chamada umbra. Quem está sob a umbra, que percorre uma faixa relativamente estreita da Terra, observa a totalidade do eclipse.

Aquelas que estão sob a penumbra, ou seja, a parte externa da sombra lunar, veem um eclipse solar parcial, durante o qual a Lua encobre só uma parte da superfície do Sol.

O que acontece durante um eclipse solar total?

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Ciclone-bomba deve se formar sobre o Brasil nos próximos dias, alerta o Inmet

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Estadão

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), alerta para a formação de um ciclone-bomba entre o Sul do Brasil, Argentina, Uruguai e Oceano Atlântico. Previsto para ocorrer entre 06 e 08 de agosto, o fenômeno pode causar tempestades severas, ventos acima de 100 km/h no Atlântico e rajadas superiores a 60 km/h no Sul do Brasil. Após o ciclone, uma massa de ar frio deve provocar queda de temperatura no centro-sul do país. A confirmação do ciclone-bomba depende da intensidade da queda de pressão atmosférica.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira, 4, que acompanha a formação de um sistema de baixa pressão que poderá dar origem a um “ciclone-bomba” intenso entre a região Sul do Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Oceano Atlântico nos próximos dias.

De acordo com o Inmet, os maiores impactos no Brasil estão previstos para ocorrer entre os dias 6 e 8 de agosto, principalmente na região Sul. A formação do ciclone favorecerá o avanço de uma frente fria, com possibilidade de ocorrência de tempestades com raios, rajadas de vento e granizo. Há previsão de condições favoráveis à ocorrência de tempestades severas, especialmente no Sul do Brasil.

O ciclone-bomba ocorre quando um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente em um curto período de tempo. Embora os modelos indiquem um cenário favorável à formação de um ciclone extratropical intenso, a classificação definitiva como ciclone-bomba dependerá da confirmação da intensidade da queda da pressão atmosférica durante sua evolução.

Os ventos mais intensos devem ocorrer sobre o Oceano Atlântico, onde as rajadas poderão superar 100 km/h em áreas próximas ao centro do ciclone. Na faixa costeira e em áreas da Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, também são esperadas rajadas superiores a 60 km/h entre 6 e 8 de agosto.

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‘Lua do Veado’ abre, nesta quarta-feira, série de fenômenos astronômicos visíveis no Brasil, saiba como observá-los

Lua cheia, conhecida como "Lua de Morango",  em Pristina — Foto: AFP

O fim de julho será marcado por uma sequência de fenômenos astronômicos visíveis do Brasil, e a programação será aberta nesta quarta-feira (29), com a Lua Cheia do Veado. Entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31), duas chuvas de meteoros, Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas, tomarão conta da paisagem celeste.

Uma das superluas mais bonitas e esperadas do ano, a Lua do Veado, ou Lua Cheia de julho, poderá ser vista nesta quarta-feira, a partir das 11h37, em todo o país. No entanto, o melhor momento para observá-la é à noite, quando sua luminosidade fica mais visível.

O que é a Lua do Veado?

De acordo com a NASA, a superlua de veado (em inglês chamada “buck moon”) recebe esse nome porque os novos chifres (ossos feitos principalmente de cálcio e fósforo) dos veados machos emergem de suas testas em camadas de pele aveludada no início do verão do hemisfério norte, o que coincide com a data da lua cheia, mas não é o fenômeno que influencia essa troca.

A lua cheia será visível durante toda a noite, desde que o céu esteja limpo e não haja obstáculos. A próxima lua cheia, apesar do nome, será um fenômeno regular, como ocorre mensalmente. A associação entre eventos astronômicos e acontecimentos do cotidiano vem de tradições culturais antigas, mesmo que não haja nada de incomum previsto para esta data.

Foto do Bondinho enquadrado dentro da  Lua — Foto: Divulgação/Marcelo Tchebes

Em 2026, o fenômeno terá uma característica especial: a Lua aparecerá mais alta do que o habitual no Hemisfério Sul e estará posicionada na constelação de Capricórnio no momento da fase cheia.

Esse nome foi dado à lua cheia de junho pelos nativos americanos, já que a temporada de colheita de morangos no hemisfério norte era realizada neste mês.

Chuvas de meteoros

Nesta mesma semana, ocorre um evento incomum: duas chuvas de meteoros alcançam o pico praticamente ao mesmo tempo. A Delta Aquáridas do Sul poderá produzir até 25 meteoros por hora, enquanto a Alfa Capricornídeas costuma registrar cerca de cinco meteoros por hora, mas é conhecida pelas chamadas “bolas de fogo”, meteoros maiores, mais brilhantes e de deslocamento lento.

Apesar da coincidência dos fenômenos, as condições de observação não serão as ideais. Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, cerca de 98% da superfície da Lua permanecerá iluminada nesta quinta-feira (30), o que reduzirá a visibilidade dos meteoros menos luminosos.

Para aumentar as chances de observação, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) recomenda buscar locais escuros, afastados da iluminação artificial. Também é aconselhável posicionar a Lua atrás de árvores, prédios ou colinas para minimizar seu brilho. Aplicativos de astronomia podem ajudar a localizar o radiante das chuvas de meteoros, ponto no céu de onde eles parecem surgir. Quanto mais alto esse ponto estiver acima do horizonte, maior será a probabilidade de avistar estrelas cadentes.

Não é necessário utilizar telescópios ou binóculos para acompanhar os fenômenos, que poderão ser vistos a olho nu em todo o país, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.