Feriado do Comerciário: saiba como será a previsão do tempo nesta segunda-feira em Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou a previsão do tempo para esta segunda-feira (19), feriado do Comerciário em Pernambuco.

De acordo com o boletim, a expectativa é de tempo sem chuva na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata Norte e na Zona da Mata Sul.

Em outras áreas do estado, há previsão de precipitações com intensidade variável.

O cenário deve favorecer quem pretende aproveitar o dia de folga para passeios, atividades ao ar livre e momentos de lazer.

Região Metropolitana terá máxima de 31°C

Na Região Metropolitana do Recife, a previsão é de ausência de chuva nesta segunda-feira (19). As temperaturas devem variar entre 24°C e 31°C, com sensação térmica entre 25°C e 31°C.

Segundo os dados divulgados pela Apac, a previsão para as diferentes regiões de Pernambuco é a seguinte:

Região Metropolitana do Recife: sem chuva.

  • Mata Norte: sem chuva.
  • Mata Sul: sem chuva.
  • Agreste: chuva fraca.
  • Sertão: chuva fraca a moderada.
  • Sertão do São Francisco: chuva fraca a moderada.
  • Fernando de Noronha: chuva fraca.

Feriado terá condições diferentes no estado

Enquanto a faixa litorânea pernambucana tem previsão de tempo sem chuva, áreas do interior poderão registrar precipitações, especialmente no Sertão e no Sertão do São Francisco, onde a intensidade pode variar de fraca a moderada.

A previsão da Apac serve como referência para o planejamento das atividades durante o feriado do Comerciário. A população pode acompanhar eventuais atualizações nos canais oficiais da agência.

Veja a previsão de tempo para esta sexta-feira e para o fim de semana em Pernambuco

A previsão do tempo para esta sexta-feira (16) indica ausência de chuva em todas as regiões de Pernambuco, de acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Na Mata Norte, na Região Metropolitana do Recife, na Mata Sul, no Agreste, no Sertão de Pernambuco, no Sertão do São Francisco e em Fernando de Noronha, o dia será de tempo sem previsão de chuva.

Neste sábado (17), a previsão também é de tempo firme em praticamente todo o estado. Não há indicação de chuva na Mata Norte, na Região Metropolitana do Recife, na Mata Sul, no Agreste, no Sertão de Pernambuco, no Sertão do São Francisco e em Fernando de Noronha.

Já no domingo (18), a possibilidade de chuva aumenta em algumas áreas do interior. No Agreste, no Sertão de Pernambuco e em Fernando de Noronha, a previsão indica chuva fraca.

No Sertão do São Francisco, a expectativa é de chuva de intensidade fraca a moderada. Nas demais regiões, não há previsão de chuva.

Pernambuco deve registrar temperaturas acima da média até dezembro por conta do El Niño, prevê Apac

Pernambuco deve enfrentar temperaturas acima da média entre outubro e dezembro de 2026, segundo a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

O cenário indicado para o último trimestre do ano aumenta a preocupação com o agravamento da estiagem da umidade do solo e os possíveis impactos sobre a agricultura, a pecuária e as condições de conforto térmico nas cidades.

Entre os fatores observados está o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que avança e pode provocar alterações no regime de chuvas. Esse fenômeno está associado ao El Niño, que influencia a circulação atmosférica e pode modificar os padrões climáticos em diferentes regiões.

A previsão reforça a importância do monitoramento das condições oceânicas e atmosféricas para avaliar os riscos climáticos em Pernambuco. Além do Pacífico, as características do Oceano Atlântico Tropical também exercem influência sobre a distribuição das chuvas no Nordeste brasileiro.

Embora a indicação de temperaturas acima da média aponte para um período potencialmente mais quente, os efeitos sobre as chuvas e a disponibilidade de água dependem da interação entre diferentes fatores climáticos.

O aumento das temperaturas pode ampliar o estresse hídrico das culturas agrícolas, especialmente em áreas onde a umidade do solo já esteja comprometida. Com menos água disponível para as plantas, a produção rural pode enfrentar dificuldades, dependendo das condições de cada localidade e das necessidades das culturas cultivadas.

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Terça-feira sem chuvas e tempo claro em Pernambuco

A previsão do tempo para esta terça-feira (13) indica o céu parcialmente nublado, nas primeiras horas da manhã na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata Norte e na Zona da Mata Sul, mas sem chuvas durante o dia.

Nessas áreas, as temperaturas máximas variam entre 30°C e 31°C.

No Agreste, a previsão é de céu parcialmente nublado a claro, sem registro de chuva em toda a região. Os termômetros podem chegar aos 36°C, com mínima de 18°C.

De acordo com a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a tendência de precipitação também aponta ausência de chuva nas demais regiões do estado, incluindo o Sertão de Pernambuco, o Sertão do São Francisco e Fernando de Noronha

Alerta de baixa umidade

A Apac também emitiu um aviso de baixa umidade relativa do ar para as regiões de São Francisco Pernambucano e Sertão Pernambucano. O alerta é válido até esta quarta-feira (14).

De acordo com a Agência, a tendência de temperatura e umidade indica valores de umidade relativa do ar entre 15% e 20% no período.

A população deve seguir as orientações da Secretaria de Saúde para evitar problemas provocados pelo tempo seco. Entre as recomendações estão beber bastante água, evitar aglomerações em ambientes fechados, não realizar exercícios físicos entre 10h e 17h e manter os ambientes umidificados.

Veja como fica o clima no feriadão em Pernambuco, segundo a Apac

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O feriado prolongado de Nossa Senhora Aparecida, entre este sábado (10) e a segunda-feira (12), deve registrar chuva fraca em algumas regiões de Pernambuco.

A previsão foi divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que detalhou a tendência das condições meteorológicas para os próximos dias.

De acordo com o órgão, este sábado será de tempo sem chuva em todas as regiões do estado.

Já no domingo (11) e na segunda-feira (12), há possibilidade de precipitações fracas na Região Metropolitana do Recife (RMR) e nas Zonas da Mata Norte e Sul.

Previsão para o interior e Fernando de Noronha

Enquanto o litoral pernambucano poderá registrar chuva fraca no domingo (11) e na segunda-feira (12), a previsão para o Agreste, o Sertão e o arquipélago de Fernando de Noronha é de tempo sem chuva durante esses dois dias.

A tendência indica condições diferentes entre as regiões do estado ao longo do feriadão, com possibilidade de precipitações concentrada na Região Metropolitana do Recife e nas áreas da Zona da Mata.

Como fica o tempo após o feriado?

A previsão da Apac também abrange a terça-feira (13) e a quarta-feira (14), após o encerramento do feriado prolongado.

Na terça-feira (13), a expectativa é de chuva fraca na Região Metropolitana do Recife, na Zona da Mata Norte e na Mata Sul. Nas demais regiões, a tendência é de tempo sem chuva.

Já na quarta-feira (14), a previsão aponta ausência de chuva em todo o território pernambucano.

Saiba onde vai chover no horário da votação. Veja previsão do tempo para todo o país

O primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo, deve ser de chuva em várias partes do país durante o período de votação, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

Segundo a Climatempo, o tempo deve ficar mais instável principalmente no Sul e em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste durante esta manhã.

Depois do meio-dia, as pancadas podem se espalhar por uma faixa maior do país e ganhar força em pontos do Centro-Oeste, do Sudeste e do Norte.

Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul devem concentrar as áreas de maior instabilidade. Também pode chover no Distrito Federal, em pontos de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Tocantins.

No Nordeste, a faixa leste pode ter chuva passageira entre a madrugada e a manhã, principalmente nas áreas mais próximas do litoral. No restante da região, o tempo deve ficar mais firme, sobretudo no interior.

Entre as capitais, a Climatempo prevê chuva nessa manhã em:

  • Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Brasília (DF) e Palmas (TO).
  • Também pode chover em Salvador (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Em parte do Sul, a chuva deve chegar ligada ao avanço de uma nova frente fria e de um ciclone extratropical próximo ao Rio Grande do Sul. No Paraná e em Santa Catarina, o tempo pode ficar mais fechado desde as primeiras horas deste domingo.

Entenda: Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão atmosférica, regiões causadoras de tempo adverso em grande escala, que surgem normalmente em latitudes médias. Eles são formados pelo contraste de temperaturas de diferentes massas de ar (quente e fria).

Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, as rajadas podem se aproximar dos 80 km/h no Rio Grande do Sul neste domingo de votação. A nova frente fria também deve aumentar o risco de temporais em Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Calor pode superar 40°C em oito Estados até quarta-feira, alerta Inmet; veja quais

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Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), uma onda de calor começou a se estabelecer a partir deste sábado (26), em partes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Em algumas localidades no interior do Brasil, há a expectativa de os termômetros atingirem e até mesmo superarem os 40°C.

O instituto informa que até a terça-feira (29), está vigente um alerta vermelho para onda de calor, que é caracterizada pela persistência de temperaturas máximas pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos em determinada localidade.

As maiores temperaturas devem ocorrer em partes de:

  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Tocantins
  • Piauí
  • Bahia
  • São Paulo
  • Minas Gerais

Neste sábado, o Inmet destacou que as temperaturas podem superar 40°C principalmente em áreas do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entre as localidades com possibilidade de registrar valores acima desse limiar estão Corumbá (MS), Porto Murtinho (MS) e Poconé (MT).

Embora o aviso de onda de calor esteja associado a uma área específica, o instituto ressalta que outras localidades também podem registrar temperaturas muito elevadas. No Tocantins, por exemplo, algumas áreas podem superar 40°C, mas sem a persistência necessária para atender aos critérios utilizados na caracterização da onda de calor. O mesmo ocorre no Distrito Federal, onde as temperaturas podem chegar a 34°C entre segunda-feira (28), e quarta-feira (30).

De acordo com o Inmet, o calorão já tem data para dar trégua. A partir de quarta, 30, o avanço de uma frente fria pelo Sul do Brasil deve levar à redução das temperaturas nas áreas afetadas pelo calor, “principalmente no Sul e em partes de Mato Grosso do Sul. Nos dias seguintes, a frente fria poderá avançar para outras áreas do país”.

Apac prevê chuva em Pernambuco nesta sexta-feira; confira a previsão do tempo

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) prevê chuva para a Região Metropolitana do Recife nesta sexta-feira (18). O boletim atualizado do órgão aponta a possibilidade de precipitações também nas Zonas da Mata Norte e Sul, além do Agreste. Já o Sertão pernambucano deve registrar dia parcialmente nublado, sem expectativa de chuva.

Confira a previsão do tempo detalhada por região:

Grande Recife

Com céu parcialmente nublado, o Grande Recife deve registrar pancadas de chuva isoladas, de intensidade fraca a moderada ao longo do dia. A temperatura máxima pode chegar a 29 °C, e a mínima, a 24 °C.

Mata do Norte

Na Zona da Mata Norte, o cenário é de céu parcialmente nublado com ocorrência de chuva isolada, de intensidade fraca a moderada. A temperatura máxima alcança os 30 °C, e a mínima fica em 21 °C.

Mata Sul

A Mata Sul terá pancadas de chuva de intensidade fraca nos períodos da manhã e da noite. O céu permanece de parcialmente nublado a claro, com temperatura máxima de 28 °C e mínima de 21 °C.

Agreste

Para o Agreste de Pernambuco, a previsão indica dia parcialmente nublado, com pancadas de chuva fraca a moderada, de forma isolada, ao longo da rodada. As temperaturas variam de 18 °C a 30 °C.

Sertão

Com céu variando de parcialmente nublado a claro, o Sertão não deve registrar precipitações nesta sexta-feira. Os termômetros variam entre a mínima de 20 °C e a máxima de 35 °C.

Apac alerta para chuvas de intensidade moderada em três regiões de Pernambuco nesta quinta-feira

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) alerta para a possibilidade de chuvas de intensidade moderada em diferentes regiões de Pernambuco nesta quinta-feira (10).

A previsão indica precipitações na Mata Norte, Região Metropolitana do Recife e Mata Sul. No Agreste, a expectativa é de chuva variando entre fraca e moderada.

Segundo a previsão, não há indicação de ocorrência de chuva no Sertão de Pernambuco, Sertão do São Francisco e Fernando de Noronha.

Já na sexta-feira (11), a possibilidade de chuva fica concentrada na Mata Norte, Região Metropolitana do Recife e Mata Sul, com intensidade predominantemente fraca.

A população deve ficar atenta às atualizações dos órgãos responsáveis, especialmente em áreas que possam apresentar risco de alagamentos.

El Niño chega ao Nordeste em plena estiagem, mas há reserva

Falar em El Niño no Nordeste brasileiro dá calafrios. E se for um Super El Niño, então, as memórias são aterrorizantes. A última ocorrência do evento (2015-2016) foi devastadora para a agropecuária da região, que já vinha sofrendo com uma estiagem prolongada desde 2012. Antes disso, o evento já havia sido registrado em 1982-1983 e 1997-1998. Ou seja, nas últimas três décadas tivemos um “super” evento climático.

Mas voltando ao último Super El Niño, a agricultura nordestina registrou perdas de 40 a 50%. No Agreste Meridional de Pernambuco, por exemplo, a bacia leiteira foi praticamente dizimada, com uma perda genética para a cultura foi imensurável. O reservatório de Sobradinho, no leito do Rio São Francisco, caiu a menos de 5%, levando à “escolha de Sofia” entre geração de energia e abastecimento humano.

Desta vez, felizmente, o fenômeno climático se formou após uma boa quadra chuvosa, e embora o Monitor de Secas do Brasil, da Agência Nacional de Águas, indique que boa parte dos territórios nordestino e sudestino estejam em estiagem (fraca a moderada), a situação é menos grave. Sobradinho, por exemplo, chegou a 100% de sua capacidade em abril. Bem, até aqui tivemos ajuda do clima, mas se não fossem as chuvas.

Apac emite alerta sobre possibilidade de inundação para três rios em Pernambuco

Rio Ipojuca é um dos três rios que atingiram a cota de alerta

Três rios em Pernambuco atingiram a cota de alerta para risco de inundação e estão sendo monitorados pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Os avisos hidrológicos foram emitidos na tarde deste domingo (06), com divulgação nas redes sociais da Apac, para os rios Duas Unas, Jaboatão e Ipojuca.

Devem permanecer em alerta, por conta da possibilidade de inundações, as cidades de Primavera e Escada, na Zona da Mata Sul, além de Jaboatão dos Guararapes e Moreno, na Região Metropolitana do Recife.

Segundo os dados meteorológicos atualizados da Apac, a tendência é de chuva fraca para as duas regiões durante o feriado do Dia da Independência, nesta segunda-feira (07).

Apac emite aviso de baixa umidade no Sertão de Pernambuco até a próxima sexta-feira

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta para a baixa umidade relativa do ar em duas regiões: o Sertão de Pernambuco e o Sertão do São Francisco. O aviso é válido a partir desta terça-feira (1º) e se estende até a próxima sexta-feira (04).

Segundo a Apac, uma massa de ar seco está causando aumento das temperaturas podendo atingir valores acima de 37°C, e diminuição da umidade relativa do ar, valores abaixo de 20%, no Sertão de Pernambuco.

A orientação é beber bastante água, evitar aglomerações em ambientes fechados, evitar exercícios físicos entre 10h e às 17h e umidificar o ambiente.

Sem acordo contra secas, comunidades vão sofrer, avaliam especialistas

Ulaanbaatar, Mongólia, 30/08/2026 - Lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF), na COP17. Foto: Kiara worth/NCCD

Agência Brasil

Inacreditável. Frustrante. Sabor amargo. Essas foram algumas das palavras usadas por organizações ambientais, representantes da sociedade civil e outros especialistas para avaliar os resultados da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que terminou em Ulaanbaatar, capital da Mongólia.

A principal decepção foi o novo adiamento do acordo global para enfrentar as secas e os impactos que isso trará sobre as comunidades.

O especialista do Instituto Escolhas, Rafael Giovanelli, disse que os governos falharam ao jogar para a COP18, no Egito, novas discussões sobre o problema.

“Isso deixa um sabor amargo, porque a COP termina sem decisões substanciais para lidar com as secas”, disse.

O representante da organização Wetlands Internacional, Richard Lee, disse que a falta de consenso acontece justamente quando o número de desastres pelo mundo não para de crescer.

“É inacreditável. Neste ano, a Europa sofre com uma seca histórica e os níveis de água caíram a patamares recordes no Rio Colorado, nos Estados Unidos. O chamado Super El Niño traz riscos de secas devastadoras do Sul da África até a Amazônia”, avalia Richard.

“Nós acreditávamos que esse cenário forçaria os governos de todo o mundo a agir. Estávamos errados. Adiar a decisão sobre as secas em mais dois anos custará mais do que tempo: comunidades e economias em todo o mundo vão pagar o preço”, complementa.

A especialista em políticas de água da WWF Global, Christine Colvin, aposta na ação conjunta de alguns governos, sociedade civil e instituições financeiras para que o combate às secas tenha algum progresso. Porém, destaca que iniciativas isoladas não são o suficiente.

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Mudanças climáticas podem levar Brasil a ter 12 dias de racionamento de água por ano até 2050

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Brasil61

O Brasil poderá enfrentar, em média, 12 dias de racionamento de água por ano até 2050, cenário que pode ultrapassar 30 dias em regiões do Nordeste e do Centro-Oeste. A projeção faz parte de um estudo do Instituto Trata Brasil que analisa os efeitos das mudanças climáticas sobre a disponibilidade e a demanda por água no país.

O levantamento Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas, realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a consultoria EX Ante, estima uma redução de 3,4% na disponibilidade hídrica até 2050. As projeções ganham relevância diante de fenômenos climáticos como o El Niño, que podem intensificar períodos de calor, estiagens e chuvas extremas.

O estudo estima que, na comparação com 2023, a temperatura máxima poderá aumentar aproximadamente 1°C até 2050, enquanto a mínima deverá subir 0,47°C. O cenário projetado também inclui redução dos dias de chuva e maior ocorrência de eventos extremos, com impactos sobre os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O aumento das temperaturas também tende a pressionar o consumo. Segundo o levantamento, somente o efeito do calor poderá elevar a demanda por água em 12,4%, além do crescimento já esperado em razão de fatores econômicos e populacionais.

Isso representaria uma demanda adicional de 2,113 bilhões de metros cúbicos de água por ano. Caso o país mantenha os níveis de perdas registrados em 2023, seria necessário produzir outros 3,515 bilhões de metros cúbicos anualmente para atender ao aumento do consumo.

Além da maior demanda, períodos prolongados de escassez podem aprofundar desigualdades no acesso à água, especialmente em áreas periféricas e rurais com infraestrutura mais limitada. Entre os riscos estão dificuldades para atender necessidades básicas de higiene e alimentação e maior exposição ao consumo de água proveniente de fontes alternativas sem segurança sanitária.

Nesse cenário, a adaptação dos sistemas de saneamento às mudanças climáticas envolve medidas como redução de perdas na distribuição, ampliação da coleta e do tratamento de esgoto, planejamento do abastecimento e expansão da infraestrutura para áreas ainda não atendidas.

Universalização exige avanço em regiões ainda não atendidas

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Agreste e Sertão de Pernambuco devem sofrer mais com o El Niño, afirma especialista

De acordo com a Noaa, o El Niño tem 69% de chances de ficar entre os maiores registrados desde 1950

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) publicou ontem um boletim apontando uma chance de 90% para a ocorrência de um El Niño de maior intensidade entre outubro e dezembro deste ano. A possibilidade é maior que a última previsão feita pela agência, em julho, quando o fenômeno tinha 81% de chances de acontecer.

Segundo a Noaa, o El Niño se fortaleceu no mês passado, com anomalias de temperatura da água do Oceano Pacífico excedendo 2,0°C. O fenômeno é caracterizado por uma elevação superior a 0,5°C.

A agência ainda informou que há 69% de chances do evento ficar entre os maiores registrados desde 1950. O próximo boletim será publicado no dia 10 de setembro.

Pernambuco

Em meio às chances da ocorrência do El Niño, o professor de climatologia do mestrado em ensino de Ciências Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Lucivânio Jatobá analisa como o fenômeno pode impactar nas condições meteorológicas do estado. Segundo o especialista, o evento climático deve criar bloqueios na circulação de ar pelo país, provocando secas no Agreste e Sertão pernambucano.

“Esse ar que desce sobre o Nordeste e parte da Amazônia vai criar uma espécie de bolsão de ar seco, que vai impedir a circulação de ar do Sul para o Norte. Então deve chover muito na Região Sul e ficar mais seco no Nordeste, incluindo o Agreste e o Sertão de Pernambuco. Então espera-se uma redução considerável da precipitação”, explicou.

Apesar da possibilidade de alteração nas condições meteorológicas dessas mesorregiões, Jatobá pontua que a Zona da Mata e o Litoral pernambucano não devem ser afetadas diretamente pelo El Niño.

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