
Mais uma estação se foi sem a companhia do Horário de Verão, mas essa dissociação está com os dias contados. Assim como outras medidas adotadas por Jair Bolsonaro, deve ser revogada pela gestão Lula. Antes de assumir, logo após vencer no segundo turno, o atual presidente fez uma enquete entre seus seguidores do Twitter, em que 66,2% foram favoráveis ao retorno. Ainda como presidente eleito, disse que seria uma das primeiras medidas que tomaria. No entanto, seria inviável a adoção imediata já que a transição de poder ocorreu em pleno andamento desse período especial.
Ao contrário de outras medidas que garantem e reforçam a popularidade do petista, essa divide a opinião da população. Embora enquetes apontem um pequeno favoritismo pelo Horário de Verão, um pouco menos da metade odeia essa medida.
O adiantar e atrasar o relógio em uma hora tem como justificativa econômica economizar energia e evitar apagões em períodos de pico. Porém, com investimentos no setor elétrico e fora de uma crise hídrica pela seca, já não se faz mais tão necessária como anteriormente ou como ainda se faz presente na realidade de outros países.
Pouca economia
As regiões que adotavam a faixa horária diferenciada ganhavam adicional de luminosidade no fim da tarde, com lâmpadas acesas mais tarde e o acionamento de eletrodomésticos no retorno para casa. Historicamente, a economia era de cerca de 4% a 5% da demanda no horário de pico.
O governo Bolsonaro argumentou, com base em dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que a alta da demanda no verão mudou ao longo dos anos deslocando do fim da tarde para o meio dia, devido ao acionamento dos aparelhos de ar-condicionado nas empresas. Outro estudo do ONS divulgado no ano passado dizia que não foi identificada economia significativa, pois a redução observada na ponta noturna (das 18h às 21h), é compensada pelo aumento do consumo em outros períodos do dia, especialmente no início da manhã.
Histórico do Horário de Verão no Brasil









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