Diesel sobe 26,87% desde o início da guerra; Pernambuco tem alta de 23,54%

As medidas adotadas nesta semana pelo governo federal para conter a alta do diesel no país ainda não surtiram o efeito esperado. A média do litro do Diesel S10 nesta sexta-feira (20) chegou a R$ 7,28, uma alta de 26,87% e o equivalente a um aumento de R$ 1,54 em relação ao dia 28 de fevereiro, quando iniciou a guerra no Oriente Médio. Os dados são do levantamento da Truckpag, empresa que faz gestão de frotas e está monitorando o preço do combustível diariamente.

Ainda de acordo com o levantamento, Pernambuco teve o quarto maior aumento do Nordeste, com alta de 23,54% no período, o que corresponde a mais R$ 1,33 no valor do litro do Diesel S10. No Brasil, a maior variação foi registrada na Bahia (36,09%), com aumento de R$ 2,08 por litro; enquanto a menor foi na Paraíba (13,16%), um aumento de R$ 0,79 por litro.

Gasolina segue em alta

A variação da gasolina em todo o país foi de 11,38%, com aumento médio de R$ 0,69 por litro, segundo o painel de acompanhamento em tempo real da empresa de gestão de frotas ValeCard. Os dados são do dia 28 de fevereiro até esta quinta-feira (19)

Em Pernambuco, porém, a variação do preço da gasolina chegou a 16,33%, seguindo com a terceira mais alta do Brasil, com o litro do combustível chegando a R$ 7,47 na quinta. Nesta sexta-feira, havia postos cobrando R$ 7,49 no litro da gasolina.

Governo fixa preços do diesel por região e diferencia valores entre produção nacional e importada

Os combustíveis estão entre os principais vilões da inflação desde o ano passado

O Globo

O governo brasileiro fixou preços regionais para o diesel, diferenciando valores entre produção nacional e importada. A medida visa conter a alta do combustível, integrando um pacote que inclui subsídios de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores, conforme a MP 1.340/2026. O Decreto nº 12.878/2026 regulamenta a política, estipulando regras e critérios para a aplicação do subsídio, buscando evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

O Ministério de Minas e Energia publicou portaria que fixa os preços de comercialização do óleo diesel com base nas regiões. Para o setor, é uma forma de tabelamento. A portaria faz parte de um pacote do governo para conter a alta do diesel, em que a MP 1.340/2026, que autoriza o pagamento de subvenção a produtores e importadores de combustível. O texto prevê um gasto de até R$ 10 bilhões para compensar parte dos custos e evitar o repasse integral ao consumidor. Já o Decreto nº 12.878/2026 regulamenta a política e define as regras de aplicação do subsídio, incluindo critérios, período de vigência e a forma de operacionalização.

Para importadores e produtores que refinam petróleo importado ou adquirido de terceiros, os valores por litro foram definidos em R$ 5,510 no Centro-Oeste, R$ 5,281 no Nordeste, R$ 5,309 no Norte, R$ 5,294 no Sudeste e R$ 5,310 no Sul.

Já para produtores que utilizam petróleo nacional próprio, os preços são menores: R$ 3,864 no Centro-Oeste, R$ 3,509 no Nordeste, R$ 3,597 no Norte, R$ 3,663 no Sudeste e R$ 3,647 no Sul. Ou seja, a Petrobras.

Governo atualiza tabela de preços médios dos combustíveis

combustível

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta sexta-feira (09), os novos valores do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final de combustíveis para Estados e para o Distrito Federal.

Os preços entrarão em vigor a partir de 16 de janeiro e servem como base para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Leia a íntegra publicada no Diário Oficial da União.

A tabela apresenta preços para os seguintes combustíveis:

  • Querosene de Aviação (QAV);
  • Álcool Etílico Hidratado Combustível ou Etanol Hidratado (AEHC);
  • Gás Natural Veicular (GNV);
  • Gás Natural Industrial (GNI);
  • Óleo Combustível.

Dos 10 Estados cujos dados foram informados, Roraima apresenta o maior preço para o QAV, com valor de R$ 6,86 por litro. Já o Rio de Janeiro possui o menor valor para esse combustível, fixado em R$ 2,44.

Para o AEHC, o Amapá tem o preço mais elevado, chegando a R$ 5,79 por litro, enquanto o Mato Grosso do Sul oferece o menor valor (R$ 4,16/litro).

O Distrito Federal registra o GNV mais caro do país, com preço de R$ 6,78 por m³. O Amazonas tem o menor valor para esse combustível, a R$ 2,92 por m³. Só 2 Estados apresentam valores para o GNI na tabela: Amazonas (R$ 1,79/m³) e Mato Grosso (R$ 3,67/m³).

Fora etanol, combustíveis fecham 2025 quase estáveis, mas ICMS puxa alta do preço em janeiro

R7.com

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0 10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57.

Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg). Os dados são da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel e 16,4% no GLP.

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, de acordo com levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, para R$ 6,30.

Período de entressafra

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 estados, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.

“Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do país. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano”, afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

“Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, esclareceu Braga.

Histórico

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Gasolina fica mais barata em Pernambuco e outros 20 estados em novembro; veja média

O preço da gasolina registrou queda em 21 estados brasileiros no mês de novembro, refletindo finalmente a redução realizada pela Petrobras nas refinarias em outubro. Os dados são da pesquisa mensal de combustíveis da ValeCard.

No cenário nacional, o preço médio do litro atingiu R$ 6,371, um recuo de 0,27% em relação a outubro.

Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o movimento mostra que o corte de 4,9% aplicado pela estatal às distribuidoras começou a ser repassado integralmente ao consumidor final.

“Existe uma defasagem natural entre o reajuste realizado pela estatal e o valor percebido nas bombas, em função do tempo de renovação dos estoques ao longo da cadeia de distribuição. Esse ciclo agora se completou na maior parte do País”, explicou o executivo.

Queda em Pernambuco e destaques nacionais

Pernambuco aparece como um dos destaques de queda no levantamento. O estado registrou uma redução de 1,42% no preço médio, que passou para R$ 6,468 o litro.

A maior queda percentual do país ocorreu no vizinho estado do Rio Grande do Norte (-3,29%), onde o valor baixou para R$ 6,208. O Acre (-1,92%) e o Amapá (-1,85%) também tiveram reduções expressivas.

Apesar da queda no Acre, a região Norte ainda concentra os valores mais altos. Roraima lidera o ranking nacional de preço, com o litro custando, em média, R$ 7,501.

Onde o preço subiu

Na contramão da tendência nacional, apenas seis unidades da federação registraram alta em novembro. As maiores elevações foram observadas no Distrito Federal (+0,56%) e em Alagoas (+0,53%).

Completam a lista de alta o Piauí (+0,22%), Mato Grosso (+0,24%), São Paulo (+0,10%) e Espírito Santo (+0,02%).

Mercado ilegal de combustíveis gera lucro milionário ao crime organizado e prejuízos aos motoristas de Pernambuco

Por Raphael Guerra/JC

O mercado ilegal de combustíveis, espalhado pelo País e difícil de ser combatido sem a integração de órgãos de fiscalização e investigativos, gera altos lucros ao crime organizado e sérios prejuízos aos motoristas. A sonegação de impostos no setor vai além: com a perda de bilhões anualmente, três áreas fundamentais perdem investimentos: saúde, segurança pública e educação.

Em Pernambuco, um forte esquema de furto e adulteração de combustíveis, vendidos em postos da Região Metropolitana do Recife (RMR), foi descoberto a partir de investigação conduzida pela Polícia Civil. Na máfia, foram identificados empresários, caminhoneiros, policiais civis e militares agindo livremente pelo menos entre os anos de 2022 e 2024.

Relatório do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), revela detalhes de como a organização criminosa atuou e lucrou milhões de reais, ao mesmo tempo em que impostos foram sonegados e motoristas tiveram os veículos danificados pelo uso de combustíveis de péssima qualidade e em desacordo com as exigências estabelecidas em leis e regulamentos.

Segundo a investigação, motoristas de caminhões contratados por empresas fornecedoras de combustíveis eram responsáveis pelo transporte de gasolina, álcool e diesel até os postos compradores. O carregamento era feito no Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado no Cabo de Santo Agostinho, na RMR.

Durante o trajeto, os caminhoneiros acionavam outros integrantes do grupo, avisando-os sobre o horário de saída dos caminhões, local de parada, tipo de combustível transportado e a quantidade que poderia ser retirada. Há indícios de que alguns motoristas chegavam a utilizar bloqueadores de sinal GPS para que o proprietário da empresa não percebesse o desvio da rota dos veículos carregados.

“No ponto de encontro combinado, os indivíduos aguardavam os caminhões já com os galões utilizados para furtar os combustíveis. Em seguida, tais galões eram transportados para outros locais, inclusive para a residência de alguns investigados, onde eram armazenados em local impróprio e posteriormente comercializados”, descreveu o documento da investigação.

O combustível, armazenado de forma irregular em galões plásticos, colocava em risco não só os vendedores, mas qualquer pessoa próxima ao local do depósito por causa do perigo de explosões dos materiais inflamáveis.

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