Petrobras aumenta diesel em R$ 1,12, mas subvenção neutraliza alta

A Petrobras informou que aumentou em R$ 1,12 por litro o preço de venda de seu óleo diesel A, de uso rodoviário, para as distribuidoras. A mudança entrou em vigor a partir desta terça-feira (02). Ao mesmo tempo, a estatal ofertará um desconto com o exato mesmo valor: R$ 1,12 por litro. Com isso, os preços de venda para os distribuidores ficarão inalterados.

A operação que neutraliza a alta é viabilizada pela subvenção econômica do governo federal aos produtores e importadores de combustível, instituída pela medida provisória 1.363, editada em 30 de maio de 2026.

Segundo a petroleira, enquanto os preços permanecem sem alteração para os compradores, a companhia irá usufruir do benefício financeiro garantido pelo governo.

Adesão aprovada

A adesão da Petrobras à nova subvenção foi aprovada na última segunda-feira (1º) pelo seu Conselho de Administração.

A companhia informou que a participação na medida tem caráter facultativo. O conselho avaliou que o potencial benefício atende aos interesses da empresa e mantém a flexibilidade da estratégia comercial.

A nova adesão complementa outra medida em vigor, a MP 1.358, de 13 de maio de 2026, que estabeleceu subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel válido para produtores e importadores.

Subvenções ainda não foram pagas

O ingresso da Petrobras nas regras da MP 1.363 que dá o subsídio de R$ 1,12 é decorrente do fim das subvenções estabelecidas pelas MPs 1.340 e 1.349 de 2026, cujas validades se encerraram em 31 de maio.

A MP 1.340 estabelecia subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel. Já a MP 1.349 criava subvenções em duas categorias diferentes: R$ 0,80 por litro de diesel nacional, e de R$ 1,20 para o diesel importado (R$ 0,60 de recursos federais e R$ 0,60 de recursos dos Estados e do Distrito Federal). Somadas, as subvenções para o diesel nacional totalizavam os mesmos R$ 1,12 estabelecidos pela MP 1.363.

O valor das duas subvenções anteriores, porém, nunca chegou a importadores e produtores, segundo Sergio Araújo, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Preço do diesel: Petrobras reduz valor em 9,59% para distribuidoras

A Petrobras anunciou neste domingo (31) uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras, o que levará o litro do combustível para R$ 3,30 ante os atuais R$ 3,65 a partir de segunda-feira, 1º de junho.

Em nota, a estatal disse que a redução se deveu à subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal. No sábado (30), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prorrogou medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis em meio à continuidade da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Entre as medidas anunciadas no sábado estava uma subvenção de R$ 1,12 para o diesel rodoviário em substituição a duas outras subvenções que venceriam neste domingo.

Na nota em que anunciou a redução para as distribuidoras, a Petrobras disse que está avaliando os termos da nova subvenção.

“Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, afirmou na nota.

Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$ 0,38 o litro, para uma média de R$ 3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito.

A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, gerando uma alta nos preços internacionais da commodity.

Petrobras aumenta preço da gasolina em R$ 0,48 por litro

Preços gasolina diesel defasagem reajuste Petrobras postos

A Petrobras implementará a partir desta sexta-feira, 29 de maio, um ajuste nos seus preços de venda de gasolina para as distribuidoras de 48 centavos por litro. A informação foi publicada em documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (28).

A estatal informa também que ofertará um desconto de 44 centavos por litro, equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda, observando os tributos federais (PIS, Cofins e CIDE) incidentes sobre o preço de venda praticado por produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.

Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de 4 centavos por litro.

Para o consumidor, considerando que a gasolina vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais 1,80 real para 1,83 real por litro, um aumento residual de no máximo 3 centavos a cada litro de gasolina vendida nas bombas. A estatal lembra que este valor é 27,6% menor do que o preço praticado ao fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%

O preço do óleo diesel no país registrou o 4º recuo em um período de cinco semanas. Nesse intervalo, o combustível usado majoritariamente por caminhões e ônibus acumula queda de 4,5%.

Apesar disso, o preço ainda está 18,9% acima do registrado antes da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Os dados fazem parte do monitoramento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor no país.

De acordo com o painel de preços de revenda da agência, na semana de 03 a 09 de maio, o litro do diesel S10 teve preço médio de R$ 7,24. O preço do diesel é acompanhado com atenção por autoridades e pelo setor produtivo porque, por ser o principal combustível da frota de caminhões, está diretamente ligado ao valor do frete, que impacta o custo dos alimentos transportados.

Nas últimas cinco semanas, a ANP identificou uma semana sem variação e quatro com queda no preço médio.

O preço médio do diesel S10 em cada fim de semana de pesquisa foi o seguinte:

  • 04 de março: R$ 7,58
  • 11 de março: R$ 7,58
  • 18 de março: R$ 7,51
  • 28 de março: R$ 7,57
  • 25 de abril: R$ 7,38
  • 02 de maio: R$ 7,28
  • 09 de maio: R$ 7,24

Pré-guerra

Apesar da trajetória recente de queda, o litro do diesel ainda reflete a escalada de preços provocada pelos ataques norte-americanos e israelenses ao Irã. Na semana encerrada em 28 de fevereiro, data do 1º ataque, o combustível era vendido a R$ 6,09, em média.

Desde então, foram necessárias 5 semanas para o combustível atingir o pico de R$ 7,58, registrado na semana encerrada em 11 de abril.

No caso do diesel S500, a trajetória nas últimas cinco semanas foi semelhante à do S10: o preço caiu de R$ 7,45 para R$ 7,05 por litro, recuo de 5,37%. Na comparação com o período pré-guerra, a alta acumulada é de 17%.

A diferença entre o S10 e o S500 está no nível de emissão de poluentes. O S500 emite 500 partes por milhão de enxofre, 50 vezes mais que o S10.

O S10 é o diesel mais utilizado no país e responde por cerca de 70% do consumo nacional, segundo a ANP. Veículos leves e pesados produzidos a partir de 2012 foram preparados para operar com esse tipo de combustível.

Diesel S-10 cai 0,5%, gasolina recua 0,2% e GLP fica estável entre 3 e 9 de maio, diz ANP

Os preços dos combustíveis tiveram um ligeiro alívio na semana de 3 a 9 de maio, segundo o Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço do diesel S-10 caiu 0,5% e da gasolina, 0,2% nos postos de abastecimento, enquanto o gás de cozinha se manteve estável, após altas semanais sucessivas em abril.

O diesel S-10 mais caro do País foi encontrado em Ourinhos, interior de São Paulo, a R$ 9,99 o litro.

Já a gasolina com maior preço foi comercializada no Guarujá, no litoral paulista, a R$ 9,59 o litro.

O gás de cozinha voltou a registrar o maior valor em Boa Vista, Roraima, atingindo R$ 156 o botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

O comportamento dos preços nesta semana, comparada à semana anterior, reflete o recuo do preço do petróleo e as medidas de subvenção do governo.

Além disso, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, que pratica a política de paridade de importação (PPI) e tem 14% do mercado de refino, interrompeu uma série de altas com a queda do preço do petróleo.

Diesel S-10 sobe mais de 7% nos postos em abril

O preço médio do diesel S-10 nos postos de combustíveis do Brasil subiu mais de 7% em abril na comparação com março. O litro do combustível atingiu R$ 7,61 no mês, segundo dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL).

A alta nos combustíveis segue refletindo o avanço do preço do barril de petróleo Brent, pressionado pelo conflito de Estados Unidos e Israel contra o Irã, que entrará em seu 3º mês nesta sexta-feira (1º). Os preços do Brent atingiram um novo recorde nesta quinta-feira (30), chegando a US$ 126 por barril.

O diesel comum subiu 6,42% em relação a março e chegou a R$ 7,46 por litro. O levantamento do IPTL mostra que as altas mensais dos 2 tipos de diesel superaram as de outros combustíveis: a gasolina avançou 3,45%, para R$ 6,90, e o etanol aumentou 0,62%, com preço médio de R$ 4,86.

O monitoramento do IPTL utiliza dados de 21.000 postos de combustíveis credenciados. Todas as regiões do país registraram aumento do preço médio em abril. As maiores altas percentuais na comparação com março foram registradas no Nordeste, e os maiores preços, na região Norte. Os preços médios de abril mostram que os problemas de abastecimento no mercado internacional impactaram diretamente a oferta e a demanda no cenário interno.

Apesar da alta na comparação mensal, as medidas do governo federal para conter a alta do diesel começaram a dar resultado nas últimas semanas.

O preço médio do litro do combustível caiu de R$ 7,33 na semana de 12 a 18 de abril para R$ 7,21 na semana de 19 a 25 de abril, queda de R$ 0,12 de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O governo anunciou em 6 de abril uma subvenção de R$ 0,80 por litro para os produtores nacionais de diesel, as refinarias que processam petróleo no Brasil. O subsídio foi incluído na medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parte do pacote para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis.

O novo benefício se somou à subvenção de R$ 0,32 por litro criada em março pela MP 1.340, que já estava em vigor para produtores e importadores. Com isso, o produtor nacional poderá acumular R$ 1,12 por litro em subsídios federais.

Governo estuda elevar o nível de etanol na gasolina; entenda os riscos para o seu carro

Depois de aumentar o percentual do etanol na gasolina de 27 para 30% no ano passado, agora o governo quer subir um pouco mais para 32%. Depois dos conflitos no Oriente Médio e o barril do petróleo que subiu de forma repentina, as discussões em torno de mais etanol sobre o combustível fóssil voltaram a surgir.

E nesta semana o Ministério de Minas e Energia confirmou o plano. “Quero aqui, em primeira mão, dizer que nós queremos fazer o E32 em breve, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na última quarta-feira durante participação de um evento no Rio de Janeiro.

Especialistas são unânimes: em carro flex, a mudança é mínima, mas em veículos monocombustível há prejuízos inegáveis. Carros mais recentes, mesmo só a gasolina, já preveem o contato de componentes do motor com etanol na proporção próxima de 30%. Mas carros mais antigos, carburados e importados não são preparados para uma mistura com tanto álcool.

‌Há risco de problemas em componentes como pistões e outros que têm contato com o combustível. O etanol tem água em sua composição e tende a acelerar danos em mangueiras, juntas e vedações de borracha, bomba de combustível e outros componentes. Peças metálicas também tendem a corroer de forma mais acentuada por conta do etanol. Isso sem falar no aumento do consumo. Com etanol, o carro consome mais, diminuindo a autonomia, especialmente em viagens, por exemplo.

“Fizemos (uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética) na semana passada, nós vamos concluir os estudos ainda nos próximos 60 dias, e queremos dar mais essa notícia boa para o Brasil, diante de tantas políticas públicas importantes para a segurança energética, para a modicidade tarifária e para o crescimento nacional”, disse Silveira.

Especialistas, por outro lado, questionam os estudos técnicos para aumento do percentual de etanol na gasolina. Os testes foram feitos basicamente em ensaios, com veículos de produção recente e flex, sem avaliar impactos de longo prazo que nesse caso ficarão sob o encargo do consumidor.

Cartel: veja as irregularidades encontradas em postos de combustíveis

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A operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para investigar possíveis irregularidades no mercado de combustíveis já identificou uma série de problemas em postos fiscalizados pelo país.

A ação, batizada de Operação Vem Diesel, foi realizada na sexta-feira (27) em 12 unidades da Federação e teve como foco apurar práticas como aumento abusivo de preços e possível formação de cartel.

Durante a ação, a ANP e a PF fiscalizaram 32 postos de combustíveis e lavrou cinco autos de infração.

Veja as principais irregularidades encontradas:

  • defeito no termodensímetro, equipamento usado para verificar a qualidade do etanol;
  •  falta de atualização cadastral dos estabelecimentos;
  • falhas na válvula de segurança das mangueiras de abastecimento;
  • abastecimento em recipientes não permitidos.

As fiscalizações ocorreram em capitais de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Paraná e no Distrito Federal, com atuação integrada da PF, Procons e Senacon.

Segundo as autoridades, o objetivo é identificar práticas que prejudiquem o consumidor, como combinação de preços entre concorrentes e outras condutas abusivas no setor.

Caso sejam confirmadas irregularidades mais graves, os responsáveis poderão responder por crimes contra a ordem econômica, tributária e as relações de consumo.

Gasolina e diesel sobem pela quarta semana seguida nos postos do país, diz ANP

Preços de combustíveis têm aumento pela quarta semana seguida

Os combustíveis tiveram novo aumento nos postos do país pela quarta semana seguida. Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta sexta-feira (27), o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 6,65 para R$ 6,78, alta de 1,95%, e o diesel, de R$ 7,26 para R$ 7,45 (2,6%).

Desde o dia 28 de fevereiro, quando começou o conflito entre Irã e Estados Unidos, o preço médio do litro da gasolina já aumentou 8% e o diesel disparou 20,3% nas bombas.

Na última semana de fevereiro, o preço médio do litro da gasolina era de R$ 6,28 e o do diesel, R$ 6,03. Um aumento de 50 centavos na gasolina e de R$ 1,42 no litro do diesel.

Com a guerra no Oriente Médio, a expectativa é de impacto nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na inflação. O valor do barril do petróleo no mercado global ultrapassou os US$ 115.

O Estreito de Ormuz, entre a Península Arábica e o Irã, chegou a ser fechado pelo governo iraniano. A região concentra cerca de 20% do fluxo do petróleo e conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

A ANP divulgou uma série de medidas para intensificar o monitoramento no mercado de gasolina e diesel e assim garantir o abastecimento.

Nesta semana, o governo federal garantiu que o país possui estoque de combustível suficiente para atender à demanda de abril, mesmo com instabilidade nos preços em postos.

Governo já fiscalizou 1.100 postos de combustíveis para evitar abusos

Postos de gasolina são fiscalizados após denúncias de aumento | G1

O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos, de um universo de 41 mil postos.

Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.

Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) já notificou empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis.

No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos.

“Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e gasolina.

O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Ormuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume global da mercadoria.

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Diesel sobe 26,87% desde o início da guerra; Pernambuco tem alta de 23,54%

As medidas adotadas nesta semana pelo governo federal para conter a alta do diesel no país ainda não surtiram o efeito esperado. A média do litro do Diesel S10 nesta sexta-feira (20) chegou a R$ 7,28, uma alta de 26,87% e o equivalente a um aumento de R$ 1,54 em relação ao dia 28 de fevereiro, quando iniciou a guerra no Oriente Médio. Os dados são do levantamento da Truckpag, empresa que faz gestão de frotas e está monitorando o preço do combustível diariamente.

Ainda de acordo com o levantamento, Pernambuco teve o quarto maior aumento do Nordeste, com alta de 23,54% no período, o que corresponde a mais R$ 1,33 no valor do litro do Diesel S10. No Brasil, a maior variação foi registrada na Bahia (36,09%), com aumento de R$ 2,08 por litro; enquanto a menor foi na Paraíba (13,16%), um aumento de R$ 0,79 por litro.

Gasolina segue em alta

A variação da gasolina em todo o país foi de 11,38%, com aumento médio de R$ 0,69 por litro, segundo o painel de acompanhamento em tempo real da empresa de gestão de frotas ValeCard. Os dados são do dia 28 de fevereiro até esta quinta-feira (19)

Em Pernambuco, porém, a variação do preço da gasolina chegou a 16,33%, seguindo com a terceira mais alta do Brasil, com o litro do combustível chegando a R$ 7,47 na quinta. Nesta sexta-feira, havia postos cobrando R$ 7,49 no litro da gasolina.

Governo fixa preços do diesel por região e diferencia valores entre produção nacional e importada

Os combustíveis estão entre os principais vilões da inflação desde o ano passado

O Globo

O governo brasileiro fixou preços regionais para o diesel, diferenciando valores entre produção nacional e importada. A medida visa conter a alta do combustível, integrando um pacote que inclui subsídios de até R$ 10 bilhões para produtores e importadores, conforme a MP 1.340/2026. O Decreto nº 12.878/2026 regulamenta a política, estipulando regras e critérios para a aplicação do subsídio, buscando evitar o repasse integral dos custos ao consumidor.

O Ministério de Minas e Energia publicou portaria que fixa os preços de comercialização do óleo diesel com base nas regiões. Para o setor, é uma forma de tabelamento. A portaria faz parte de um pacote do governo para conter a alta do diesel, em que a MP 1.340/2026, que autoriza o pagamento de subvenção a produtores e importadores de combustível. O texto prevê um gasto de até R$ 10 bilhões para compensar parte dos custos e evitar o repasse integral ao consumidor. Já o Decreto nº 12.878/2026 regulamenta a política e define as regras de aplicação do subsídio, incluindo critérios, período de vigência e a forma de operacionalização.

Para importadores e produtores que refinam petróleo importado ou adquirido de terceiros, os valores por litro foram definidos em R$ 5,510 no Centro-Oeste, R$ 5,281 no Nordeste, R$ 5,309 no Norte, R$ 5,294 no Sudeste e R$ 5,310 no Sul.

Já para produtores que utilizam petróleo nacional próprio, os preços são menores: R$ 3,864 no Centro-Oeste, R$ 3,509 no Nordeste, R$ 3,597 no Norte, R$ 3,663 no Sudeste e R$ 3,647 no Sul. Ou seja, a Petrobras.

Governo atualiza tabela de preços médios dos combustíveis

combustível

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) divulgou nesta sexta-feira (09), os novos valores do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final de combustíveis para Estados e para o Distrito Federal.

Os preços entrarão em vigor a partir de 16 de janeiro e servem como base para o cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Leia a íntegra publicada no Diário Oficial da União.

A tabela apresenta preços para os seguintes combustíveis:

  • Querosene de Aviação (QAV);
  • Álcool Etílico Hidratado Combustível ou Etanol Hidratado (AEHC);
  • Gás Natural Veicular (GNV);
  • Gás Natural Industrial (GNI);
  • Óleo Combustível.

Dos 10 Estados cujos dados foram informados, Roraima apresenta o maior preço para o QAV, com valor de R$ 6,86 por litro. Já o Rio de Janeiro possui o menor valor para esse combustível, fixado em R$ 2,44.

Para o AEHC, o Amapá tem o preço mais elevado, chegando a R$ 5,79 por litro, enquanto o Mato Grosso do Sul oferece o menor valor (R$ 4,16/litro).

O Distrito Federal registra o GNV mais caro do país, com preço de R$ 6,78 por m³. O Amazonas tem o menor valor para esse combustível, a R$ 2,92 por m³. Só 2 Estados apresentam valores para o GNI na tabela: Amazonas (R$ 1,79/m³) e Mato Grosso (R$ 3,67/m³).

Fora etanol, combustíveis fecham 2025 quase estáveis, mas ICMS puxa alta do preço em janeiro

R7.com

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0 10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57.

Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg). Os dados são da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel e 16,4% no GLP.

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, de acordo com levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Já o preço médio do litro da gasolina em 2025 subiu 0,52%, para R$ 6,37 e do diesel S-10 registrou ligeira queda, de 0,88%, para R$ 6,30.

Período de entressafra

Em dezembro, o preço médio do etanol aumentou em 22 estados, considerando transações realizadas entre 1º e 28 de dezembro em mais de 25 mil postos credenciados em todo o país.

“Os dados de dezembro mostram um mercado de combustíveis mais estável, com reajustes pontuais e variações contidas na maior parte do país. O etanol foi o combustível que concentrou a maior pressão de alta no mês, enquanto gasolina e diesel apresentaram movimentos mais moderados, refletindo um cenário de menor volatilidade no fechamento do ano”, afirmou o diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, Marcelo Braga.

Segundo o executivo, a elevação do preço do etanol em dezembro está diretamente relacionada à dinâmica sazonal do setor sucroenergético.

“Com o encerramento da safra de cana-de-açúcar e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível fica mais restrita justamente em um momento de maior demanda, impulsionado pelas férias e pelo aumento das viagens de fim de ano. Essa combinação pressionou os preços nas bombas e explica a alta mais acentuada do etanol em comparação com outros combustíveis”, esclareceu Braga.

Histórico

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Gasolina fica mais barata em Pernambuco e outros 20 estados em novembro; veja média

O preço da gasolina registrou queda em 21 estados brasileiros no mês de novembro, refletindo finalmente a redução realizada pela Petrobras nas refinarias em outubro. Os dados são da pesquisa mensal de combustíveis da ValeCard.

No cenário nacional, o preço médio do litro atingiu R$ 6,371, um recuo de 0,27% em relação a outubro.

Segundo Marcelo Braga, diretor de Mobilidade e Operações da ValeCard, o movimento mostra que o corte de 4,9% aplicado pela estatal às distribuidoras começou a ser repassado integralmente ao consumidor final.

“Existe uma defasagem natural entre o reajuste realizado pela estatal e o valor percebido nas bombas, em função do tempo de renovação dos estoques ao longo da cadeia de distribuição. Esse ciclo agora se completou na maior parte do País”, explicou o executivo.

Queda em Pernambuco e destaques nacionais

Pernambuco aparece como um dos destaques de queda no levantamento. O estado registrou uma redução de 1,42% no preço médio, que passou para R$ 6,468 o litro.

A maior queda percentual do país ocorreu no vizinho estado do Rio Grande do Norte (-3,29%), onde o valor baixou para R$ 6,208. O Acre (-1,92%) e o Amapá (-1,85%) também tiveram reduções expressivas.

Apesar da queda no Acre, a região Norte ainda concentra os valores mais altos. Roraima lidera o ranking nacional de preço, com o litro custando, em média, R$ 7,501.

Onde o preço subiu

Na contramão da tendência nacional, apenas seis unidades da federação registraram alta em novembro. As maiores elevações foram observadas no Distrito Federal (+0,56%) e em Alagoas (+0,53%).

Completam a lista de alta o Piauí (+0,22%), Mato Grosso (+0,24%), São Paulo (+0,10%) e Espírito Santo (+0,02%).